Charlanes Olivera Santos

Charlanes Olivera Santos

Sou Poeta, escritor 2 livros publicados, cineasta diretor de cinema amador, Enxadrista amador-pro jogo Xadrez, Estudo Frances, fui candidato a vereador em 2016, Presidente da ANJOS Associação Nacional dos Jovens Solidários, Trabalhei na Prosoft e Prefeitura da cidade

n. 0000-00-00, 08/09/1992

Perfil
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Eclipse da alma

Alma eclipsada busca á noite caudalosa que caminha você e fulguras os meus caminhos acenderão e eu seguir-te ei e serás o meu destino desfila-te e decifrarei do início ao final...

Desafia-me alcançarei o teu desejo...

Mesmo que me custe a pele,

mesmo que o tempo fira-me os ossos

Os seus olhos, paisagens soturnas de eclipses solares o seu beijo lunares

Jogarei versos e poesias lemúrias entregues ao vento para que ele as espalhe onde o meu nome já não alcança...

O seu nome cálido alento o teu lume arrefece as tormentas, apascenta as minhas mágoas e desturva desnubla a minha mente, céu este novelo desesperançado

E no linear do tear tecerei você á mim... fio a fio, até que não se saiba onde começo ou termino.

Te todas as faces impassíveis, atos crudelíssimos,

corações desarvorados e ainda assim foste tu quem me fez enamorado.

Nós sonhares o pactuo divino nas cordas deste vão onde os meus sonhos se aglutinam você me os meus dias tenebrosos vão se desanuviando e defenestrando pela luz incerta nesta insensatez...

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Biografia

Sou cristão da CCB, mais gosto de filosofia e astrologia tenho pensamentos estranho com viagem no tempo sonhos lúcidos poeta louco fingindo se sã kkkkkk tenho sorriso fácil romântico bobo, apaixono fácil e acredito muito nas pessoas sobre o amor, desconfio de conspirações e não dou sorte para o azar, sou caseiro gosto de cozinha e gosto de cinema, rock anos 70 80 90 e música boa MPB osvaldo monte negro, Djavam Lulu Santos, BELCHIOR, Chalei braw Jr, O Rappa, engenheiros do hawaii etc  

Poemas

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A mascara fria da poesia / Pelo poder do tempo conquistei o lema universo

No círculo secreto onde o céu labuta com o abismo e ecoam passos do homem que ousou demais

Na inquieto dos laços do tempo bebeu toda sabedoria e ainda assim sentiu o copo vazio... pois o simples não alcançou trincado nas bordas da própria alma... o infinito lhe fez estranho com objetivos altos...

Observa o vento que gira entre mundos com seu sorriso enviesado,

aposta na queda do espírito que sonha demais...

O universo prende a respiração quando o pacto do dom é traçado

na tinta invisível do desejo humano um espinho na carne era desejo por um única mulher que vinha de um proposito como a ideia de reencenação de vidas antigas

Com poesias enganar a si mesmo calando o buraco que a vida o não preenchesse queria tocar o instante absoluto aquele momento impossível onde o coração diria

No luar sem ar de lua rara

“Fica, momento… és tão belo!”

E então envolver deste perfumes tão jovem nas danças das noites infinitas nos prazeres que queimam como estrelas ao contrário...

acende as estrelas na gema do puro fogo que surge como pétala branca caindo e arde...

O amor que poderia salvá-lo? mas que se perde nas sombras que Mefisto arrasta me para dentro dos olhos o Fato farto com o Fausto Charlanes Oliveira Santos ? Não, se não a poesia não haveria sentido para existir a dor que corro atrás da cura amor se alcançado silencia o poema triste e rasgando o coação como as fendas da alma escorre a seiva deste desespero em poesia

Se honesto com sentimentos nada fabricado mas poderia nascer fazes versos de flores do perfume da felicidade se exalando em cada uma delas poesias de amor presente...

Mas a tragédia do amor mas o eco que lambe os poemas que fica nele nas paredes quebradas da consciência...

A repetição da reza que chora, enlouquece…

No fundo do precipício o poeta ainda não encontra o tal instante perfeito que o faria desistir do movimento e entregar sua calma...

A vida o carrega por reinos oníricos, mundos erguidos da poeira dos sonhos, poesias que grita no silencio do coração

Lagrimas mares impossíveis são templos que cantam e se vão

Ela cai, levanta, erra, se redime, sempre buscando algo além da linha do horizonte...

A essência do humano é esta inquietação que nunca se aquieta.

E quando a morte evita e nem envia sussurra ao seu nome

A alma congelou e o desejo não cessou, o espírito nunca desistiu de tentar.

Os anjos descem com luz de alvorada, recolhem as poesia como oração como quem recolhe um fragmento de estrela aquele que falhou mil vezes, mas jamais deixou de aspirar ao eterno.

E assim, o homem que caminhou com o destino é salvo pela própria vontade de ir além.

No final, a mensagem pulsa não é a perfeição que salva,

mas o movimento não é o pacto que condena, mas o abandono do sonho...

E enquanto o coração humano insistir em querer mais do que o mundo oferece o céu sempre encontrará uma fresta para resgatar o que ainda busca a luz. No ventre silencioso do cosmos, onde o tempo dobra-se em si mesmo como serpente engolindo a própria cauda,

há um homem caminhando entre sólidos de sombra entre o véu e calado porque ninguém acreditaria o inquieto, o vasto do infinito

quase inexplicável o que tentou decifrar o código do universo

e encontrou o vazio sorrindo de volta...

Ele abre livros como quem rasga portais, desfia fórmulas, constelações, memórias antigas, buscando no brilho das estrelas

um sentido que cure o tédio de existir...

Mas cada resposta nasce com outra pergunta,

e o infinito sempre cruel ri da pequeno humano tentando alcançá-lo...

O tempo observa no profundo abismo e afia ironias do caos

O destino acende sua lâmpada pálida contra sua pele amena sobre uma aposta ancestral

O desejo de um homem silencia sua própria luz? ou da que busca?

sussurra com voz de vidro quebrado estilhaçando em lagrimas

Mas Deus protege e diz nada deve teme daquele que continua buscando... mesmo quando tropeça, e sangra o coração em queda mesmo cansado dos limites da mente, invoca o impossível.

Surge como vento invertido como fumaça que se contorce no ar,

trazendo juventude líquida, poder, vertigem, tentação...

O pacto do dom não é sobre alma é sobre a fome do desejo que roça os ossos, que lateja no peito como tambor ancestral, a fome de romper o véu do temo na busca do inferno das repetições

de tocar o instante perfeito e vive de novo e de novo...

Fica, momento… és tão belo agora o eterno tempo selado a frase que selaria sua queda...

Rejuvenescido atravessa mundos...

As horas giram como ampulhetas enlouquecidas,

estrela e carne se misturam, e prazer vira labirinto.

a corrida pelos mundos eras que nunca dormem, por salões onde o tempo não entra...

por noites tão fundas que até o silêncio tem sombra densas trevas

A flor inocente lançada ao redemoinho da incerteza para mim e o não saber dela

A ama como quem tenta segurar luz nas mãos,

mas o tempo deixa suas marcas tragédia, culpa, lágrimas que pesam como planetas em uma caixa

A queda dela é a rachadura do próprio ser o espelho partindo-se em sete direções do destino...

As vezes o deserto as vezes os andares dos sonhos nos sonhares...tão lúcidos reais

As paredes sussurram e arranha entre elas e grita onde estar perfeição que é uma miragem... nunca encontra o instante pleno? Eu encontrei o meu e vivo nele e não vivo por isso e essa é sua salvação secreta que se joga na repetição do inferno...

Porque no caos do universo, não é o descansa definha e define Eu humano na inquietação...

A eternidade ergue suas garras negras e certo que é vitória no instante perfeito capturado nunca se congelou

Mas o universo sempre o chamava um pouco mais adiante ver curioso o presente que nos aguarda no futuro

Os anjos descem como auroras abrem janelas no céu e arregam a luz da manhã como quem recolhe uma estrela partida desejo ainda quente, ainda viva... busca infinita do triunfo... é o que acende o dividi dentro do ser a espiral onde realidades se tocam o firmamento com o brilho eterno da sua própria inquietude.

64

Nuvens carroceis de cavalos brancos

Noite de pós chuva as nuvens caminha sobre os telhados como carroceis de cavalos brancos...

O clima de frio em ascensão os pedaços das sombras arrastadas um zumbido crescente que se intensifica não há nada lá movendo nas teias da solidão criamos saudade em lembranças que já se foram os nos olhos ver o brilho do passado através uma lagrima ou de varias...

Ela passou aqui tão rápido ousou me usar nem feriu á solidão tão entranha como razies nas veias eu já desolado queria um "eu te amo" mais o ventos assopra o tempo de asas ligeiras...

E os ventos, sempre eles, levando no sopro fino as promessas que ninguém sustenta…

A noite respira devagar, ferida, como se cada estrela fosse um soluço preso no céu.

Caminho entre restos de silêncios rasgados os passos ecoam como se anunciassem um destino que não muda.

A lua, pálida e distante, abre fendas de luz nas poças ainda frescas da chuva onde meu rosto se desfaz em reflexos partidos.

E no embalo das lembranças, a saudade mastiga o peito com dentes de bruma, recorda o toque que nunca voltou,

a voz que se perdeu no labirinto das horas.

Ela sombra breve atravessou meu mundo como um cometa cansado, queimou pouco, brilhou menos, e ainda assim deixou rastro demais.

Fiquei com o gosto amargo do quase, do que não foi dito,

do “eu te amo” abortado antes de nascer…

E o vento, tão cruel quanto sábio, recolhe cada palavra que tentei salvar, joga tudo no abismo do tempo

e segue, indiferente, com suas asas ligeiras carregando o pouco que restou de nós.

E quando o silêncio repousa pesado demais, parece que até as paredes respiram comigo, num lamento lento, quase humano,

como se a casa inteira sentisse tua ausência.

As sombras se dobram nos cantos, fazem gestos estranhos,

arrastam memórias como correntes antigas.

E eu, nessa vigília sem nome, procuro no escuro algum vestígio teu

um cheiro, um eco, um pedaço de riso esquecido entre as frestas do tempo.

Mas tudo foge tudo evapora tudo se esvai como vapor frio

saindo da boca de quem deseja e não tem.

A madrugada, cúmplice amarga, pinta no céu cicatrizes de açafrão e cinza

E eu sigo, solitário, colhendo restos de sonhos

como quem recolhe folhas mortas de um outono que nunca termina.

Teus passos ainda soam na minha lembrança, tão leves que ferem,

tão rápidos que machucam

E o coração esse velho sobrevivente

bate torto, lento, como relógio cansado que insiste em continuar dizendo ao mundo que ainda há luz em algum canto.

Mas o vento, eterno mensageiro dos perdidos que espalha minhas esperas pelo ar como papéis de poemas rasgados de uma história inacabada

47

Mar amar

O barco no rebento do mar a corda fisga segurando o sol aquarela a te a pintura horizontal no céu baunilha na zona de rebentação da minha mente a área onde as ondas se quebram ate a praia formando espuma e borbulhas brumas...

A tarde se derrama lenta, derrete o âmbar do sol no azul,

como se o horizonte respirasse poesia,

como se cada sopro de vento

fosse um sussurro antigo do oceano.

O mar canta seus segredos nas costas das ondas,

e o céu, cor de damasco e silêncio,

inclina-se sobre mim como um abraço.

Gaivotas riscavam os céus nas altura em arabescos livres,

e a luz em lâminas suaves deslizava nas águas como dedos tímidos procurando tocar a alma templo aberto, onde o sol repousa sem pressa, onde o mar conversa com o céu

numa língua que só a sensibilidade entende.

Eu ancorado nesse instante, sinto o mundo suspenso entre duas respirações a do vento que passa e a tua lembrança que fica. E quando o sol se inclina um pouco mais e o mar acende brilhos dourados refletindo na água pedaços de luz que escapam entre as ondas e correm até meus olhos.

O céu, já quase vinho-pêssego, derrete horizontes em linhas suaves, e cada nuvem parece costurada por mãos invisíveis da calma...

O barco balança lento, obediente, e sua sombra se estica na superfície como se também desejasse tocar o fim da tarde.

A água murmura mansa e profunda um idioma líquido que embala o pensamento.

E tudo entra num silêncio perfeito, não o silêncio do vazio,

mas aquele carregado de sentidos, de memórias que o mar devolve em marolas brandas, de saudades que o vento leva, mas não leva.

No encontro entre céu e água, a luz se transforma em promessa:

promessa de paz, de poesia, de eternidade breve, aquela eternidade que só existe quando o coração se abre em silêncio

e aceita ser mareado por dentro.

Aos poucos a cor se desfaz, sobra um azul profundo escorrendo pelos cantos do mundo, e a noite nasce como se despontasse

das próprias ondas.

Eu sigo ali, entre o murmúrio do mar e o último brilho do dia,

sabendo que cada tarde assim é um pedacinho de milagre

que a alma coleciona em segredo.

Tudo vira cor, sombra, desejo, no suave encontro entre mar e infinito, onde cada onda leva algo e devolve mais encanto ainda.

40

Poesia e Jazz

Já se faz tarde sou fiador do Jazz nesta rasa madruga o vinho tinto intenso álcool mais presente a marca nobre ausentou se...

Ela já ficou no leito recolheu-se um tempo as flores embriagam a noite, elas têm disso... no filé a salmouras dos frutos dos vinheiros se o gosto mal passado não fosse tão evidente no rósea da carne o rosé do vinho não seria suportável

Pareço incompleto mesmo acompanhado da noite estreita o tempo turvo na força do esconder entre as nuvens lua a esquivar-se janela entreaberta a vidraça suada embarsada respiração ofegante...

Na companhia das palavras o Jazz cria sentido em versos tortos... vai deslizando escorregando na noite escamosas nas asas dos pensamentos nutridos à passas e carne delindo

Hoje crio poesia para reclamar declamar o desgosto que as coisas pedem o sabor; E si? Você voltasse sobre os ventos que caminha nas folhas secas no telhado com este chiado arrastado chuá chuá que quase escuto você dizer: Chau...

Tive um sonho que você retornou, mas estranho que mesmo você ficando por um tempo você foi-se como toda as vezes..., mas foi bom como uma lembrança do manhã... 

48

Sol praia ao longe

Que sangra meu coração agora que dai de beber minha alma seca no mais belo ameno sol... esta dor vingativa que o vento espalha as nuvens e as folhas embolas pelo chão ancorada color ora avermelhadas, ora laranjadas e neste o tempo outono é o maior desmaia em demasia

Outras tantas vezes escurece e obscurece com frieza o coração seu

dizer que belo declina num só dia a minha vitrola encaracola a canção e música distorcidas em eterna mutação... mente embola e vai embora o pensamento neutros noturnos de uma noite netuno

E logo chegarás exausto o meu ser ao triste inverno depois farei sua cópia linhas das águas de março com o tempo crescerás de novo a saudade

E enquanto eu existir na terra houver um ser meus versos ardentes farão-te ser

Farei os ventos sopram os doces botões de maio por cima dos muros lançarei o sol de bodoque e lança os seus cálidos raios na catapultar do desejo seu

esconderei-me no escuro da noite em baixo da sua janela esconde o rosto dourado sob a névoa antes da aurora o seu beijo eterno jamais se extinguirá sem perde o frescor que só tu possuis no hálito

costurarei pontes e sobre a morte saltaremos e mesmo que vir a nirvana e arrastar sob a sombra os versos elevarem à eternidade 

25

Dia sem fim

Um dia como no outro rasgar o dia o infinito nos versos do meu colega Shakespeare inspiração nos sonetos buscar revelar a alma do poeta na alma dela...

Que morre solitário o grito escamoso metade de tudo metade do que penso que o medo da solidão se afaste

Aqui também o silêncio seja paz

Que se o pássaro secreto toda a noite produz ventos sobre os estrépitos da história que canta para uma tarde na sua memória

o místico mito do quase alfabeto

Que os astros tragam meu cálamo dos meus escritos

se o seu nome o mais difícil de traduzir que a incessante incerteza o gosto da sua pele labirinto dos dias arrasta ate aquele por do sol

, Ansiosa e breve coisa que é a vida que me perfura a alma às vezes pergunto-me que razão que se movem sem esperança e costurada a insônia com precisão, enquanto a noite avança de dor em dor palavras e vinho caindo no papéis ásperos de saxões e sensações agudas sem sinal algum

Exausta história que me faz escravo modo remoto secreto insuficiente a alma imortal de vasto rasto rígido círculo abarca abraça além deste afã medula e deste verso ate apta

Insolúvel dais amarrotados do inesgotável o universo que nunca tive cheiro do jornal e dos periódicos e os tédios domingos que ela odiava

Nas manhãs lembro-me dos cantos da própria poesia nas páginas do jornal que eu não comprava vãs publicações de versos alegóricos  

73

Acampamento e consolo

Puçá no vão a minha esperança na sua rede tentativas de captura vagalumes e borboletas, e a noite rasgada perfurando-os olhos escapa nos lampejos das asas o silêncio quebrado pelos estalos da fogueira as centelhas indo ao encontro das estrelas faz frio e venta forte... 

30

Portal e sol

E esta porta que sobe abrindo deixar caindo o pó armazenado dentro o alcácer abarca o universo inteiro no avesso no verso das páginas no reverso que leio voltando para casa entre as partículas de luz revelo as escamas das minhas asas que as penas mortas não sustentou e substitutas agora as alegorias da conquista o meu muro externo nos meus secretos segredos no centro protegido pelo medo...

Perene e rígido é o rigor do meu caminho e fatalmente se bifurca no seu

Inevitável compelido teu destino ao meu e sobre as estranhas de forma plural do horror se maranha

inefável o escuro do crepúsculo da fera donzela e na sua voz eu capturado o sonhador disperso em poesias espera o fervor do sol

O fogo é cinza da alma enclausurada desalma extraviada

e a sua imagem lentamente arrebatada...

A distância adir a saudade e árduo é cada um destes momentos pesco o tempo desta sua beleza monumental e inconcebível a beleza sua perdurara este século é em nem um momento haverá jamais outra

Vejo a advertir o rouxinol nos brilhos de ouro dos raios solares pela manhã minha alma jaz no imorredouras lembranças sua

Logo vem caindo o céu sonoro da noite e que as estrelas

Avaras não esbanjam o doce mel que embriago desta pele tão jovem é você entre os corpos encontrei-te de olhos bem fechados 

35

Versos trincados

Cantor o peito dos poemas e poesias, e falo da morte antes que a vida da o ultimo suspiro que ache ainda a minha língua miúda húmida que foge dos grilhões do aço dos seus capitães

Ser por mares nunca de antes navegados dos ventos que não foram ainda soprados

Ela na seda das sombras entre o véu seus tentáculos tateando nas surdinas a espreita pra livra-te de sentir mais dor

Passaram ainda além da alma sublinhada em perigos do só...

E remota edificaram novos amores que tanto sublimaram destas memórias que foram dilatando...

Crer no destino aos sons de lábios viciosos que a carne andaram devastando o engano temporário obras valorosas e se libertando

Cantando e de tanto ajudar-me o engenho e arte... fui-me espalhando sem querer espalharei-me por toda parte...

Nada que cessem os lábios destes amores que fizéramos e

Cale-se de suspiros que trajamos e hoje nesta derrota era a fama daquelas vitórias que tivéramos...

Cantava eu peito-o com à luz ilustre das estrelas ilustrado de um amor netuno não neutro nos toques obedeciam ao corpo aprisionado livre...

E cada espasmo em êxtase eu cessava tudo o que a Musa antiga cantava hoje busco valor mais alto se levanta...

Alma minha crio um novo engenho ardente de amor poesias

e sempre num verso de palavras caladas som alto mudo e surdo...

Costuro nos céus um estilo grandioso da corrente nas vossas almas e águas deste afluente ordene o compromisso de amor

Se a fúria que me deras sejas sonorosa e as aguas canoa do agreste haverá um canto de flauta aguda... e o silêncio da triste tumba do amor seja a lembrança feliz sem nunca um adeus mais um ate breve...

E no peito acende o vermelho cor do amor e que em do gesto preserva o amor dosada de paixão

Aos anjos pedirei: dai-me igual canto com feitos e efeitos do amor e na famosa flor que se espalhe o meu canto entre as estrelas

Sublime o valor cabe em cada verso preservo à antiga liberdade

a esperança ramo florescente da árvore amada nascida dos raios do Ocidente...

O seu beijo que bebo deste licor do santo rio de tu majestade e nesse tenro gesto prêmio vil, porque me deixaste?

E agora tenho os meus altos quase eternos.

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O Turco de Marselha

Historia do turco de Marselha

Minha historia começa muito tempo atrás

mais contarei parte dela em capítulos mas esta parte da minha vida merece se relembrada

Por Charlanes Oliveira Santos

Capito I

A chegada do turco à Marselha

Aurel Bogdan Ovidu filho Basarab Laiotá

chegado em a cidade Marselha dava para ouvir de longe os gritos dos pescadores bem longe da margem era forasteiro aprendi á língua com á minha mãe Luna Ayana Helena de Dubois " cidade Bram Stoker nos arredores Castelo de Bran era com se eu estivesse lá" chegando no leito do rio a calçada alta os bacos ancorava perto das pedra piquetes de madeira fortes sustentava acosta eu queria ficar alir perto da margem não queria domina tudo ali já era suficiente para um ambicioso forasteiro Vieux Port Canebiére ao pé da rua logo desembarque o pescador Luan Vargas de Lincoln senhor hospitaleiro me ajudou com à bagagem por apenas 5 Francos com disse ficaria na margem muito couro a se curado e não seria difícil arranjar lugar pata tanta coisas oitenta e oito por cento da pequena embarcação era minha barganhem então fizemos negocio ali mesmo Senhor Luan já avançado na idade e a temporada de pesca acho que não era boa sorte da minha parte comprei o casarão vizinho da casa dele o espaço era limitado mais o salão de loja era imenso achei melhor ganhar o desconto do transporte e organização das bagagens como disse seria uma ambição do comichão da preguiça falando estamos casados firmamos o acordo mediante o pagamento de boa fé e alguns dobrões de ouro e prata e dirigimos ao cartório as corporações de ofício medievais eram seguidos dos artesões e produtores pescadores e os dias seguintes acho que meu coração já sabia de mais que meu ambicioso pensamento de enriquecer a filha Luana filhado Luan quase remetendo o nome da minha mãe achei melhor encosta a cabeça ali por um tempo

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Minha história começa muito tempo atrás — tanto que os séculos já não me pesam, mas se acumulam em mim como poeira de eras esquecidas. Conto-a agora aos pedaços, porque a memória de um homem que viveu quase mil anos é como um vidro quebrado: ainda reflete, mas nunca por inteiro.

E, no entanto, esta parte… esta parte mereces ser relembrada.

Meu nome é Aurel Bogdan Ovidu, filho de Basarab Laiotă, um senhor de terras da Valáquia — e de algo mais sombrio que corria nas veias dele.

Minha mãe, Luna Ayana Helena de Dubois, era francesa, filha de camponeses de Luberon. Foi dela que herdei o que tenho de humano; dele, o que nunca entendi por inteiro.

Sou fruto de uma união impossível: um homem que nunca morria, e uma mulher que acreditava em milagres.

Não sou vampiro. Não preciso de sangue. Como pão, sinto fome, sinto frio, sinto desejo.

Mas não envelheço como os outros.

E isso basta para me condenar a uma eternidade de partidas.

Quando cheguei à cidade de Marselha, no ano de 1327, a Europa fervilhava em rumores de guerra e comércio. A França cambaleava sob a sombra das tensões que, anos depois, explodiriam na Guerra dos Cem Anos.

E ainda assim, ali, no Vieux-Port, a vida parecia simples.

Eu ouvia de longe os gritos dos pescadores antes mesmo de a embarcação encostar. O vento carregava cheiro de sal e couro curtido. Os barcos dançavam na maré, presos por piquetes de madeira tão antigos que pareciam fazer parte da própria rocha.

Era um forasteiro… mas não completamente estrangeiro. Minha mãe me ensinara o francês quando eu ainda era criança.

“É como se eu estivesse lá”, ela dizia com saudade, olhando para o horizonte que jamais voltou a ver.

Desembarquei carregando mais sonhos do que posses. O pescador que me ajudou com a bagagem, Luan Vargas de Lincoln, era um homem de fala mansa e braços fortes marcados pelo sol de cinquenta anos de mar.

Pediu apenas cinco francos pelo serviço, mas ofereci mais. Ele recusou.

— "Sê forasteiro, mas tens coração limpo. Isto basta." — disse ele.

Conversamos, fizemos negócios, e em poucas horas eu havia comprado o casarão vizinho ao dele, uma construção de pedra com um enorme salão na frente, perfeito para loja ou oficina.

O velho Luan precisava de dinheiro — a temporada de pesca havia sido dura — e eu precisava de um começo.

Pagamos dobrões de ouro e prata, firmamos o contrato no cartório local, e naquela noite ele me convidou para jantar.

Foi a primeira vez que vi sua filha, Luana.

E ali, ao ouvi-la rir perto do fogo, percebi algo que não sentia havia muitos anos:

A vontade de ficar.

Mas homens como eu não ficam.

Não por muito tempo.

Capítulo IV – As Correntes do Mediterrâneo e a Voz que Vem do Futuro

Quando deixei a França para trás, o mundo mudava como nunca antes.

Era o início do século XV — a Europa se preparava para guerras, cruzadas tardias, disputas mercantis, expulsões e fome.

Eu seguia sempre em frente, mas pela primeira vez senti que alguém me acompanhava.

Não nos séculos antigos, mas no futuro.

E tudo começou numa noite em que o mar estava tão calmo que parecia vidro. 1. O Primeiro Sonho: 2012

Dormia no convés de um navio mercante rumo à Sicília quando ouvi uma voz que não era do meu tempo.

Uma voz firme, quente, ritmada como versos.

— “Aurel…”

Abri os olhos — não no navio — mas em um espaço que não tinha paredes, nem céu, nem chão.

Uma bruma luminosa envolvia tudo.

Ali estava ele:

Charlanes Oliveira, um homem de roupas estranhas, com um brilho inteligente nos olhos, nascido num tempo que eu ainda não conhecia: 1982.

— “Não sei por que estou aqui…” — ele disse, olhando ao redor.

— “Mas venho sonhando contigo desde 2012. Toda noite caio nesse lugar.”

Eu não tinha respostas.

— “O sonho não é seu, nem meu.” — respondi.

— “É uma ponte.”

A partir daquele dia, nossas vidas ficaram ligadas por aquilo que ele chamava de sonho — mas que eu sabia ser algo mais profundo, quase espiritual.

Como se uma parte de mim vivesse nele, e uma parte dele encontrasse abrigo na minha consciência.

2. A Verdade Sobre as Visões

As visitas continuaram.

2013.

2014.

2015.

E seguiram até 2025, sempre durante o sono dele, sempre em noites em que minha solidão pesava mais do que a lua.

Charlanes vinha de um mundo acelerado, cheio de máquinas, telas, velocidade.

E ainda assim, naquele espaço onírico, ele falava comigo como se estivéssemos frente a frente em uma taverna antiga.

Conversávamos sobre tudo:

o peso de viver séculos

o medo de amar

os conflitos do presente dele

minhas guerras e perdas

o sentido da existência

a poesia que ele escrevia

e aquilo que nenhum tempo consegue destruir: a alma humana

Eu lhe contava sobre o cerco de Constantinopla, sobre as rotas do Mediterrâneo, sobre a forma como homens aprisionavam outros homens — e como eu libertava quem podia.

Ele me falava das coisas do mundo dele:

Da luz elétrica, dos computadores, das guerras invisíveis feitas por informação.

Do amor moderno, rápido, passageiro.

Da fome por sentido.

Às vezes ele ria, às vezes chorava.

Às vezes eu queria ficar ali, nas palavras dele, onde o tempo não me perseguia.

3. As Noites em que o Poeta Ultrapassou a Gravidade

Houve noites — e poucas pessoas no mundo acreditariam nisso — em que Charlanes viajou tão fundo nesse sonho que ultrapassou o lugar etéreo e entrou dentro da minha memória.

Ele viu o porto de Marselha como eu o vi.

Sentiu o cheiro da peste.

Ouviu Luan morrer.

Viu Luana chorar.

Ele caminhou comigo pelas florestas da Transilvânia.

Tocou as pedras frias do Castelo de Bran.

Sentiu o medo da Igreja na minha pele.

Em algumas noites, ele tentou ver além — ir para outros tempos, outras vidas, futuros possíveis.

Mas era puxado de volta, como se a gravidade do sonho fosse uma força que o prendesse a mim.

— “Por que sempre volto para você?” — perguntava ele.

Eu não sabia ao certo. Mas respondia:

— “Talvez porque alguém precise contar minha história.

E talvez só você possa.”

Ele sorriu.

Era o início do que, séculos depois, se tornaria este livro.

4. Aurel, o Libertador

Enquanto nossos sonhos se cruzavam, minha vida nos séculos antigos seguia seu curso.

Viajei para o Mediterrâneo e me tornei algo inesperado:

um libertador de escravos.

A rota marítima entre o norte da África e a Europa era cruel: navios carregados de homens e mulheres capturados, vendidos em mercados desumanos.

Usei meu conhecimento, minhas forças e minha condição quase imortal para atacá-los, libertá-los e escondê-los em ilhas seguras.

Durante uma dessas missões, encontrei uma jovem judia sefardita chamada Adira, expulsa da Espanha em 1492 com milhares de seu povo.

Era forte.

Era sábia.

E via em mim algo que não ousou nomear.

Mas isso pertence ao próximo capítulo.

Antes de acordar naquela noite, o poeta Charlanes apareceu uma última vez.

— “Aurel… você vive demais.” — disse ele.

— “Mas alguém tem que lembrar.”

E desapareceu como poeira de estrelas.

UM DETALHE

Só tenho 19 capítulos prontos e com ideia do filme tive que parar de escrever por um tempo

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