Lista de Poemas

P da poesia

Precipício paranormal propaga parece peculiar sem permissão força primitiva como um paradoxo sem força de processar um problema paralelo talvez apenas perverso patético pretexto poético

parecia um vírus na pandemia...

Pesei explicar com uma parábola, portanto me perdi

preceito que não procede e perplexo promovi esta e pleiteava

Estas plácida precisão sem muita pesquisa, percebe as falhas?

Sem prosperidade proferir perfeito erro pensei em protelar

sem querer parabéns mais fico a postular tiver preletor ruim

perdurar a profunda parceria com a preguiça

possamos logo a projeção propagar a proposta do professor propício seria sua presença permitir desfazia este percalço...

Precisar proposta perfazer o que é patriota verdadeiro propenso ao erro precípuo nunca pacífico previsão, psíquico bom paciente de algum lugar fechado que finge proteger, mas sempre a preterir

e algo ficando pendente com a sua parvoíce de guarda em pernoite

fine ou é putativo e proativo do mesmo percurso que faz parte

a pungente eu já tinha predição de presumir a paquera agora e vi a puérpera já sem dor deixei tudo no prefácio sem profanar a promoção prendada

ele era rico ela uma princesa pirralha e logo gastar a profusão

de noite profunda o provedor cara de paisagem que provocar

as vezes paridade a proteção como promessa a procurar precípua prostrar provavelmente sem provação sempre paixão, pioneiro

pilantra primeiro perturba perverso prejuízo de sonhos

precário de amor produzir pirralho papagaio programa logo um patrício préstimo nunca um paladino profecia sem príncipe

poluição de mente projetar a injustiça

Sem prebenda um profano!

e o puro...

E eu um projétil de ciência possessa vulto palanque perplexo deste protesto

vejo ao voo panapaná e a sua progênie largada lagarta permeado da minha prognose errada

possesso palestra são meus pensamentos em placidez propagar palavras que partilho de um conceito de parasita de pastagem

são pródromo, mas pertence ao pobre o progresso, mas eles prossegue fingindo se os produtores

sou fraco na prosódia para definir eles parentes, pertença não estou aqui para perjurar, mas são tantos padrinhos no mundo populoso de picareta solto

E eu preso no polígono vou publicar as vezes a mente primata, mas prometo não ser polêmico como proposta. Parei cansei

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POESIA curador releitura da obra de Van Gogh

 

As pinturas como poesia sentimento sobre o que sentia, os seus céu de traços e pinceladas onduladas sentimentos nas suas noites solitárias à beleza do trigo maduro movimentando com sopro ventos, os corvos e emocional tumultuado do gênio Van Gogh, com um céu tempestuoso, corvos escuros e um caminho sem saída, simbolizando "tristeza, extrema solidão"...

Noites ondulantes estrelas mesclada ao manto noturno ondas de pensamentos sentimentos puro da beleza da solidão em versos de tinta a pintura que fala calada...

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POESIA curador releitura da obra de Van Gogh

Van Gogh…

o homem que pintava aquilo que o coração não conseguia dizer,

um sopro de luz dentro da loucura, um grito azul posto em cada estrela que tremia no céu...

As pinturas como poesia versos que não cabiam na boca

escorriam pelos dedos em pinceladas febris, traços ondulados como se o mundo respirasse em curvas, em redemoinhos,

em tempestades que só ele enxergava...

Seu céu… não era apenas céu, era mente em ebulição,

mar noturno que girava lento e profundo, um pulsar elétrico de esperança e desespero, uma janela para aquilo que ninguém queria ver

A beleza trágica do caos.

E nas noites solitárias, o silêncio se tornava tinta,

a dor virava constelação, e o mundo, tão pesado, encontrava leveza

nos dedos que tremiam, mas nunca deixavam de criar.

O trigo maduro dançava para ele, como se reconhecesse o artista que via mais que a simples cor dourada balançando ao vento

ele via a respiração da terra, a pulsação do universo

em cada haste curva.

Mas lá estavam eles os corvos, escuros como presságios,

pairando sobre o campo como pensamentos sombrios,

como sinais do destino apertado em seu peito.

Um caminho sem saída atravessava o quadro a estrada da alma que caminhava para dentro, sempre para mais dentro,

onde a tristeza ecoava como um poço sem borda.

O céu tempestuoso…

rasgado por tons violentos de azul e amarelo, era o retrato perfeito de seu coração febril.

E no meio daquele vendaval de cores, a solidão brilhava não como fraqueza, mas como verdade.

Noites ondulantes, estrelas que pareciam ouvir,

as pinceladas enroladas no manto noturno como ondas de pensamento, correndo entre a dor e o fascínio,

entre a loucura e o sublime.

Porque na solidão dele havia pureza, havia a beleza crua de quem sente tudo demais, de quem transforma desespero em cor,

silêncio em movimento, angústia em eternidade.

E sua pintura, calada, falava mais que qualquer voz humana

falava do medo, da esperança rasgada, da luz que insiste em continuar queimando mesmo quando a alma desaba em sombras.

Van Gogh,

o homem que transformou o próprio coração em tempestade,

e da tempestade fez arte. E assim, no limite tênue entre o brilho e o abismo, continuar pintando a si mesmo, mesmo quando o mundo já não cabia em seu peito...

Cada cor que escolhia era uma cicatriz antiga, um lembrete daquilo que sentia e ninguém via.

O amarelo não era sol apenas, era febre, era chama, era o desejo de existir.

O azul profundo, esmagado, era o desmaio da alma,

era o eco das noites em que o silêncio o engolia.

E havia o preto dos corvos, cortando o ar como pensamentos afiados, como sombras que pousam na mente

e começam a picar devagar, abrindo feridas invisíveis

que sangram apenas por dentro.

No campo infinito, o vento falava com ele, e ele respondia com pinceladas… uma conversa muda entre alma e universo,

entre solidão e delírio.

Às vezes parecia que a própria terra chorava, lançando sobre ele um lamento antigo, um pranto que arranhava o tempo

e atravessava o trigo ondulante como uma mão pálida buscando socorro.

E ele caminhava sempre sozinho pelo caminho sem fim do próprio quadro, como se pudesse encontrar respostas

nas curvas daquele horizonte torto, onde o céu parecia pesar tanto

que quase tocava o chão.

O gênio não via apenas o mundo, ele o respirava,

absorvia cada dor, cada cor, e devolvia tudo ao papel

como se cuspisse a alma pixel por pixel, tinta por tinta,

na eterna tentativa de aliviar o peso do peito.

Mas a arte nunca o aliviava o incendiava.

O queimava era bênção e ferida.

Era uma chama que iluminava e consumia ao mesmo tempo não é um quadro é um testamento...

É um coração posto na beira do precipício, batendo rápido,

suando luz, tentando sobreviver à própria tempestade interna.

E, mesmo assim, há beleza uma beleza brutal, dolorosa, como ver uma estrela morrer emitindo sua última explosão de brilho.

Van Gogh pintava o que não cabia no corpo e por isso suas obras até hoje respiram porque carregam um pouco dele,

um pouco de nós, um pouco da eterna luta entre luz e sombra

que existe em todo ser humano.

E na noite ondulante, nas estrelas turbilhonadas,

nos céus que parecem vivos, ouvimos ainda sua voz silenciosa, dizendo “Mesmo na loucura… ainda existe luz. ”E ali, no interior dos quadros, a tinta respirava como carne, cada cor pulsava como veias abertas, e o mundo de Van Gogh

não era pintura: era organismo vivo.

Entrar em suas obras era ouvir o coração do céu batendo,

um tambor subterrâneo que ecoava em ondas circulares,

espiralando como seus traços traços que pareciam segurar o universo para que ele não desmoronasse.

A noite estrelada não estava parada, ela girava num silêncio vibrante, como se cada estrela fosse um pensamento dele

tentando se libertar da própria dor.

Algumas brilhavam forte, como lampejos de esperança tardia.

Outras tremiam, quase apagando,

como se estivessem cansadas de sustentar tanto peso.

E nós caminhávamos ali, pelas curvas líquidas de cor,

pelos redemoinhos de azul profundo, onde o céu parecia uma mente fragmentada tentando juntar seus pedaços.

Em “Campo de Trigo com Corvos”, o vento tinha cheiro de despedida.

As hastes douradas sussurravam segredos, balançando como almas inquietas, e os corvos cortavam o horizonte como lâminas negras, ferindo o silêncio, anunciando algo inevitável.

O caminho central aquele que parece ir a lugar nenhum

era a estrada interna do gênio estreita, torta,

um corredor mental entre a luz e o colapso...

A cada passo, a tristeza se adensava, como névoa dourada cobrindo tudo, pesada, mas estranhamente bela.

E então víamos ele ali, não o homem,

mas seu espírito inquieto, se movendo pelas pinceladas,

tocando cada cor com dedos invisíveis.

Ele tentava falar mas não havia voz.

Somente cor Somente gesto Somente a respiração abafada

de um sentimento que não cabe no corpo humano.

A solidão não era ausência era presença densa, esmagadora,

que se deitava sobre o quadro como uma sombra antiga.

E ainda assim, mesmo nessa tempestade emocional,

havia uma pureza triste, uma ternura ferida,

uma luz tímida que nunca desistia mesmo quando tudo parecia ruir.

Porque Van Gogh não pintava para ser visto, pintava para sobreviver.

Cada obra era uma tentativa de manter o coração aberto,

de impedir que a escuridão interna o consumisse por completo.

E o que ele deixou ao mundo não foi só cor,

não foi só forma foi o mapa emocional

de um homem que sentiu tanto que precisou explodir em arte.

Hoje, quando olhamos suas telas, não vemos apenas pintura:

vemos o fantasma da luz lutando contra a sombra, vemos o eco de uma alma que ardeu demais, vemos a eternidade engastada em cada pincelada, como se dissesse:

“A dor passa,

mas o brilho que deixamos

fica.”

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Chuva no fim da manhã

O ar ainda quente começa a chuva do roll da sacada as com flores rosas nas asas dos ventos, suave movimentos agitados...

O céu ainda furados a luz pelas nuvens claras contrasta com achegada das acinzentadas quase negras chuvas passageiras aproposito...

Aula de astrologia fascinante... mesmo sem diploma... mais aqui em baixo tudo vivo em movimento a vida acontecendo...

Não há erro! Semente propósito...

Manhã que recebe à tarde com chuvas e no deslocar da passagem do tempo o viajante estacionado na beleza da virtude do natural...

Parece que mesmo sem nada sobre o amor a presença nas linhas da saudades aguça há visão disso tudo...

E assim, a manhã se dobra em véus de água,

como se o tempo lavasse o próprio rosto

para começar de novo

As gotículas deslizam pela vidraça com a pressa mansa de quem conhece o destino, e cada som no telhado é uma sílaba

do poema que o dia insiste em declamar.

O horizonte respira fundo, deixando que a tarde se introduza devagar, caminhando entre sombras úmidas, entre flores que se abrem e lembranças que insistem em ficar.

E mesmo que o amor não seja dito, ele escorre pelas bordas do instante, silencioso como as águas caindo,

quase escondido, mas presente como saudade que aperta

e ilumina tudo por dentro.

No fim, a chuva cessa, mas deixa o perfume de recomeço no ar.

E o viajante você, eu, qualquer alma à deriva segue observando o mundo crescer de novo, sabendo que cada manhã tem seu próprio segredo, e cada chuva é uma bênção que passa para revelar a beleza do que permanece.

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Espaços vazios do amor

Entoo poemas como quem chora de desalento, faço poesia como quem pede a morte, pode descer a noite pois estou insolúvel...

O dia está sem rosto de olhos tão vazios amargos, amargura que escorrega até o coração pela seiva das veias mórbidas, amar a ti é como desprezado é como desejo de veneno com mel;

Andei sobre as sombras e caminhei no eixo destorcido do reflexo frio do porta retardo que me deras, seu coração tortura o meu...

As páginas sedentas de sede bebem das minhas lagrimas misturada com a tinta do esboço deste lamento,

Componho poemas da dor enquanto tu vives sem mim e sem querer me ter, vivo na esperança de ti sobre morte lenta,

Sobre o tempo cativas o ouro enquanto de amor banho me em sangue gota a gota

As noites duelas com a madrugada para ver quem lambe meu sangue

Procura a riqueza enquanto eu amarelo sobre o sol fujo e lembrando das migalhas de um pouco de amor de vez em quando, sinto saudade...

Me escondo na face da noite das mortalhas e surdinas tenho vergonha de amar

Tão raro e tão vasto amor que não cabe no cantinho da sua alma

Tão hirto seu coração rígido como eu tenso tentaria de novo tecer minha vida na sua, ser para sempre me desce outra chance sei que calado e quieto quero ficar e por ti podemos estar onde quiser ir

A luz tenta me misturar o anil se contrasta com minha alma cada dia mais fria e um amor adente quente que me queima a vida...

Os poemas se acumulam nas linhas do destino devaneio eu encosto e você desfaz

Foco no recorte da janela em revoada pensamentos da sua volta hipotética

Pausa; desço no poço negro de silencio galgará gerúndio vara madrugadas se cravem meus olhos na flor que me sustenta no alto na boca das águas onde descera eu...

Suplico as almas femininas que me arrodeia que de encontro a amada envia uma mensagem como um flor e avisa a esta alma antes que a minha morra de amor

 

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Seiva e palavras enxuta

Torcer as palavras ate melindra os gritos silenciosos da alma

Lua rara translúcidas faces dos desejos

Sonhador do dia claro no seu escuro labirinto perturba o reflexo

no outro espelho um amor temeroso desta donzela

Liberto árduo do infinito escada ate as estrelas e Marte coração vermelho

Onde estão os meus espaços para encaixa neste vazio de agonia...

Neste tarde condensada sem fluidos e solventes nesta tensão clamo a água que corre nas nuvens que chorei ligeira, pois o sol vermelho na distância do caminho só que estala a alma descasca o espírito...

As vezes parece que me esqueci de lago de uma obrigação, parece que vivi uma vida e esqueci-me dela...uma farpa na mente como uma ferida no céu da boca

Estou tão cheio de vazio de vão e abismos costurados no limbo da memória melancolia sangrada como crepúsculo no horizonte

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Viagem ate você

O tempo arqueja suspira resfolega á noite que me consome

estremecer e crepitar e martelar minh'alma

Na noite chuvosa o céu risca dentro do lampejo labuta e ele transpira os meus dias amarrotados que segue amedrontando a espera ate parece um escape de ter o que pensar para não desgoverna os meus pensamentos acelerados e põe finalmente desfalecendo da criminosa noite por doze horas...

É como à locomotiva que voa no timbre do aço crepitando no ferro do passado fugindo veloz em círculos, apressada até o declive lembranças fumaça e cada um vagões vagalhões vacilão que se mistura tentando encontra a felicidade

O mar em pó e nas areias da vida com abrilíneas bétulas em conchas fritadas pelo sol... as coberturas doces maquiagem, aveludados mascaras de postar fotos de afirmar que isso é a felicidade criamos a mentirá que todos queremos acreditar

e o topo do mundo oco

Desço antes da estação e sopro o dente-de-leão amarelo, na beira dos trilhos ando para ver a vida e escrevo poesia, na verdade a vida sem cascas de pele nu e cru descapelado pelado para sentir a vida

Os dias verdejando com odores da primavera e ainda por crescer

jardim e uma poça refletindo as nuvens e reflexo do sol

Escrevo na espiração das colunas de um texto envelhecido os casarões nos cotovelos das calhas pássaros em Ouro Preto...

Você aprecia a necessária como alguma pintura fresca a sua pele esbranquiçada e cabelos vermelhos me fez vim de novo aqui

até as camadas de tinta verde irregulares nas paredes combinava com nós dois se você não é a cura e o que pode amenizar

A noite enroscada de sombra em queda da escada deslumbrando topo das bétulas no seu frio azul exílio dos lamentadores que se distanciam do propósito... vivo em cada reminiscência minha na quietude adversa, pois isso sempre de perdeu é imortal masculino e mesmo com eternidade e a morte invertida da beatitude decrepita alma insaciável

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Dia sem fim

Um dia como no outro rasgar o dia o infinito nos versos do meu colega Shakespeare inspiração nos sonetos buscar revelar a alma do poeta na alma dela...

Que morre solitário o grito escamoso metade de tudo metade do que penso que o medo da solidão se afaste

Aqui também o silêncio seja paz

Que se o pássaro secreto toda a noite produz ventos sobre os estrépitos da história que canta para uma tarde na sua memória

o místico mito do quase alfabeto

Que os astros tragam meu cálamo dos meus escritos

se o seu nome o mais difícil de traduzir que a incessante incerteza o gosto da sua pele labirinto dos dias arrasta ate aquele por do sol

, Ansiosa e breve coisa que é a vida que me perfura a alma às vezes pergunto-me que razão que se movem sem esperança e costurada a insônia com precisão, enquanto a noite avança de dor em dor palavras e vinho caindo no papéis ásperos de saxões e sensações agudas sem sinal algum

Exausta história que me faz escravo modo remoto secreto insuficiente a alma imortal de vasto rasto rígido círculo abarca abraça além deste afã medula e deste verso ate apta

Insolúvel dais amarrotados do inesgotável o universo que nunca tive cheiro do jornal e dos periódicos e os tédios domingos que ela odiava

Nas manhãs lembro-me dos cantos da própria poesia nas páginas do jornal que eu não comprava vãs publicações de versos alegóricos  

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Rock Roll o poema é em Carne Viva

Os óculos do Jhon brilham como duas janelas tortas onde o mundo se reflete quebrado, meio psicodélico, meio febril, parecendo que cada lente segura um universo pronto para desabar num acorde de guitarra...

O olhar Pholl atravessa a madrugada, um farol embriagado de sonhos velhos, que não sabe se procura um rosto que foge nas letras mas olha e isso já é canção é a música então ele vem na fumaça do tempo Kurt Cobain, fantasma de flanela, soprando cinzas de tristeza...

O palco que nunca dorme a Nirvana vibra no ar como um uivo elétrico ulula a pólvora escorrendo pelas mãos dele

sem apavorar ninguém porque o público inteiro já nasceu queimado...

No canto da lembrança, Axl Rose abre a garganta

e solta pétalas afiadas; cada grito do Guns N’ Roses

é uma faca cantando amor e desespero.

Slash, com a cartola do caos, desenha labaredas com seis cordas,

e o solo ruge como um lobo faminto rasgando a própria lua.

Os Beatles passam flutuando, vozes de ouro velho,

costurando paz sobre o ruído, como se Lennon ainda sussurrasse ao mundo:

“o amor é simples, somos nós que complicamos…”

O rock sabe ninguém aqui é tão simples somos mais complicados que nossos próprios nomes

Os Stones chegam cambaleando, bocas vermelhas de noites sem fim, e Jagger gira o corpo como quem desafia o tempo a quebrá-lo.

Mas o tempo, covarde, assiste de longe.

A solidão dança descalça no meio do palco, batendo palmas lentas, irônicas, porque ela sabe que todo roqueiro

é uma catedral rachada cheia de eco, cheia de sombra, cheia de amor que nunca encontra casa.

E o amor… esse amor platô, esteira infinita onde os dias se arrastam, onde dois corpos nunca se encostam

mas sempre se procuram.

É um amor sem toque, mas com incêndio suficiente

pra iluminar a noite inteira.

O rock roll segue girando, engolindo fumaça, luz vermelha,

gargantas que se partem, corações que não voltam.

E cada banda, cada verso, cada ferida vira tijolo na catedral do barulho perfeito.

E no fim, quando o último acorde se cala e a cidade respira em silêncio, fica só aquela sensação antiga que a música não salva todo mundo… mas salva você sempre que precisa ser salvo por uma nota de uma guitarra 

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Versos trincados

Cantor o peito dos poemas e poesias, e falo da morte antes que a vida da o ultimo suspiro que ache ainda a minha língua miúda húmida que foge dos grilhões do aço dos seus capitães

Ser por mares nunca de antes navegados dos ventos que não foram ainda soprados

Ela na seda das sombras entre o véu seus tentáculos tateando nas surdinas a espreita pra livra-te de sentir mais dor

Passaram ainda além da alma sublinhada em perigos do só...

E remota edificaram novos amores que tanto sublimaram destas memórias que foram dilatando...

Crer no destino aos sons de lábios viciosos que a carne andaram devastando o engano temporário obras valorosas e se libertando

Cantando e de tanto ajudar-me o engenho e arte... fui-me espalhando sem querer espalharei-me por toda parte...

Nada que cessem os lábios destes amores que fizéramos e

Cale-se de suspiros que trajamos e hoje nesta derrota era a fama daquelas vitórias que tivéramos...

Cantava eu peito-o com à luz ilustre das estrelas ilustrado de um amor netuno não neutro nos toques obedeciam ao corpo aprisionado livre...

E cada espasmo em êxtase eu cessava tudo o que a Musa antiga cantava hoje busco valor mais alto se levanta...

Alma minha crio um novo engenho ardente de amor poesias

e sempre num verso de palavras caladas som alto mudo e surdo...

Costuro nos céus um estilo grandioso da corrente nas vossas almas e águas deste afluente ordene o compromisso de amor

Se a fúria que me deras sejas sonorosa e as aguas canoa do agreste haverá um canto de flauta aguda... e o silêncio da triste tumba do amor seja a lembrança feliz sem nunca um adeus mais um ate breve...

E no peito acende o vermelho cor do amor e que em do gesto preserva o amor dosada de paixão

Aos anjos pedirei: dai-me igual canto com feitos e efeitos do amor e na famosa flor que se espalhe o meu canto entre as estrelas

Sublime o valor cabe em cada verso preservo à antiga liberdade

a esperança ramo florescente da árvore amada nascida dos raios do Ocidente...

O seu beijo que bebo deste licor do santo rio de tu majestade e nesse tenro gesto prêmio vil, porque me deixaste?

E agora tenho os meus altos quase eternos.

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Vinhos e jornal, noite e o vão

Alma amarotada sobre fleches de luz rasgando os olhos trincado por vasos como teias de aranha mesclados ao tom vermelho sangue puro quase na cor do vinho avinhado... da noite passada os meus segredos vagos como o artista que se perde no personagem dele mesmo e o papel fica sufocado

Mas o que é poesia? Quero se livre de todas amarras sem se obrigado a rima e musicalidade nos meus escritos como já desencadeado disso escrever longo e logo do longe e sobre o perto encurtar se ate as sombras das sobras ou até despertar totalmente

Ancorado o meu corpo na cadeira da escrivaninha o ferro com uma camada de tinta marron e partes goiabas não sustenta o odor do metal enferrujando...volto a escrever mais com canetadas do enredo do livro do Turco de Marselha a mente infundada na história perco a noção da poesia só quero escrever...

Ser senti servil sonoro suave sempre sussurrar a sombras sutilmente se eu sobre prefixo sufixo fixar o meu eu de alma crua listrada arranjar machas de bolas nas gavetas da mente moderna costura e se curador das próprias obras maximizar ou minimizar os sentimentos escandalosos gulosos da pele jovem delicia balbuciar da menina mulher metade da minha idade se anfitrião sem compromisso como amanhã mesmo sendo eterno em pensamentos nos saltos... Fico aqui condenado eu mesmo que há algo errado e elogios não infla o meu ego preciso melhora ate dizer o que eu vim fazer aqui... escondido entrelinhas com tantos erros ortográficos 

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Sou cristão da CCB, mais gosto de filosofia e astrologia tenho pensamentos estranho com viagem no tempo sonhos lúcidos poeta louco fingindo se sã kkkkkk tenho sorriso fácil romântico bobo, apaixono fácil e acredito muito nas pessoas sobre o amor, desconfio de conspirações e não dou sorte para o azar, sou caseiro gosto de cozinha e gosto de cinema, rock anos 70 80 90 e música boa MPB osvaldo monte negro, Djavam Lulu Santos, BELCHIOR, Chalei braw Jr, O Rappa, engenheiros do hawaii etc