Daniel Correia

Daniel Correia

n. 1981 PT PT

n. 1981-08-21, Almada

Perfil
25 974 Visualizações

Amo todos os stressados

Amo todos os stressados
E mais aqueles que estão sempre a reclamar,
E os músculos da voz a escavar
Suas queixas de queixados!

Contenta-me as pessoas que nunca se contentam
E não contentes com isso,
Sempre se não contentam disso!
E sempre se descontentam...

Honestamente, gosto!
Os que não sabem fazer sacrifícios;
Os púdicos, que são para mim um vício,
Os que não se importam com os outros!

Adoro sentar-me à mesa com os escravos do prazer,
Os que não aguentam estar sozinhos
Os muy nobres elitistazinhos,
Fico bêbado de os ver!

Os frios, de cortar os ouvidos;
Os intolerantes como Jesus Cristo!
Sérios, arrogantes, os de alma despidos
Cegam-me de amor imprevisto!

Amo ainda todas as pessoas como eu:
Os molengões mais criativos, tão sem jeito!
Os mais felizes tristes passaréus...!
E aqueles que não possuem estes defeitos,

E não têm mais nada seu!
Ler poema completo

Poemas

22

O relógio

Os ponteiros do relógio
Do alto da torre
Giram conforme o vento;
Quem é que marca as horas exactamente,
O relógio, ou o vento?


Aquela menina de leite
Hoje é de Estio e centelha, bonita
como uma fruta;
Quem é que ficou vermelha,
Foi ela, ou foi a Lua?


No fundo do meu coração
Nascem versos que me põem
de joelhos;
É o Mundo que me quer velho, ou eu
é que celebro a solidão?
1 127

Não

Não é a felicidade que eu procuro. Ela mata-nos os olhos, a boca, os ouvidos

Não quero beber esse silêncio, essas lágrimas de alegria

Não sentes? O nosso corpo solto, molhado, caindo das janelas,

Não vês ? Podemos ser como a chuva que lavra lá fora...

Não é a felicidade que eu procuro. Há-de ter outro nome, outro rosto, outra força...
2 839

Comentários (2)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Ana Martins
Ana Martins

Daniel, qualquer coisa se passou com a(s) rede(s) de algum telemóvel. Já sei que está tudo bem. Beijinho e continua a escrever.

Ana(bela) Martins
Ana(bela) Martins

Daniel, só agora te descobri e gostei do que li. Voltarei mais vezes. Mas vou dizer-te a razão por que te encontrei: ligo para a tua mãe e ninguém atende. O que se passa? Um abraço e continua a escrever.