Lista de Poemas
Desde o Firmamento ao que levamos dentro
nessa distância percorrida
nesse sinal de vida
que nos guia
nos alenta
que nos leva
e nos sustenta
nesse algo renascido
em nós sendo vivido
nesse simples pensamento
suave
leve
lento
nessa brisa
que trespassa
essa face
qual asa
que voa
e nos segue
enevoada
entre
a bruma orlada
esse nevoeiro comezinho
essa cantar de alegria
sabendo não estar sozinho
esse algo de harmonia
que nos leva
que nos guia
essa melodia
sustida
insuspeita
que se faz
alegria
nessa que se acerta
ao deixar-se
depositar
essa harmonia
no ar
pairando
ao nosso redor
se entretecendo
se entrelaçando
com o que vamos sendo
o que vamos levando
sempre por dentro
sentido do sentimento
vagas do mar de amar
se alevantando
e nesse pensar
suave e cristalino
nesse vento elevado
que nos tem sussurrado
ao ouvido
esse algo
em nós nascido
no ser Humano
no estar vivo
nessa verdade
que em plena realidade
veio a plantar
sementes de magia
uma outra via
para se abeirar
poder sonhar
e voltar a caminhar
entre o que se não via
essa terna nostalgia
essa saudade ancorada
nesse peito sentida
ao longo da estrada levada
essa tão iluminada
que no firmamento descreve
o tanto que se segue
e nesse outro começo
esse tão denso e espesso
pairar
abrir asas
vogar
em mar aberto
ser água correndo
em pleno deserto
e esse lugar imaginado
que se fez realidade
em campo aberto
entre o campo e a cidade
essa meta indefinida
transparente
pristina
que se fez cristalina
ao ser trespassada
pela luz da nossa morada
essa que se fez acesa
qual fogo
desse lugar
esse algo que clama
que nos chama
para se poder voltar
a acender devagar
esse lar estranho
antigo
solitário
rodeado de estrelas
cintilantes
instantes
como dantes
e assim nesses casarios
de novo renascidos
essas velas acesas
nessa janelas
avessas
fantasias
entretecidas
nos nossos dias
e nas cortinas
bem bordadas
por mãos
sendo almejadas
desde esse algo
bem longe e tão ao perto
esse oásis nesse tal deserto
que nos chama
que clama
que nos guia
nesta outra via
que permanece acesa
qual luz do dia
na noite aveludada
essa que permancía
quando o ser se esquecia
por onde caminhava
e nessa via
ainda estando marcada
pela terna alegoria
lenda jamais contada
dessa vida
emarcada
nessa pintura
de tela vazia
esperando
a ser pintada
por cores
de encantar
sendo soletradas
as letras entrelaçadas
das mais vivas palavras
e nessa ode
sinfonia
ainda por ser ouvida
cantada escrita desenhada
ainda por ser cumprida
na via de vida
que nos entregava
os momentos bem dentro
esses de suave fundamento
no sustento
que nos elevava
e nesse ir mais adentro
e voltar a mergulhar
para trazer esse algo
tão certo
que o nosso mundo
faz de novo brilhar…
nesse sinal de vida
que nos guia
nos alenta
que nos leva
e nos sustenta
nesse algo renascido
em nós sendo vivido
nesse simples pensamento
suave
leve
lento
nessa brisa
que trespassa
essa face
qual asa
que voa
e nos segue
enevoada
entre
a bruma orlada
esse nevoeiro comezinho
essa cantar de alegria
sabendo não estar sozinho
esse algo de harmonia
que nos leva
que nos guia
essa melodia
sustida
insuspeita
que se faz
alegria
nessa que se acerta
ao deixar-se
depositar
essa harmonia
no ar
pairando
ao nosso redor
se entretecendo
se entrelaçando
com o que vamos sendo
o que vamos levando
sempre por dentro
sentido do sentimento
vagas do mar de amar
se alevantando
e nesse pensar
suave e cristalino
nesse vento elevado
que nos tem sussurrado
ao ouvido
esse algo
em nós nascido
no ser Humano
no estar vivo
nessa verdade
que em plena realidade
veio a plantar
sementes de magia
uma outra via
para se abeirar
poder sonhar
e voltar a caminhar
entre o que se não via
essa terna nostalgia
essa saudade ancorada
nesse peito sentida
ao longo da estrada levada
essa tão iluminada
que no firmamento descreve
o tanto que se segue
e nesse outro começo
esse tão denso e espesso
pairar
abrir asas
vogar
em mar aberto
ser água correndo
em pleno deserto
e esse lugar imaginado
que se fez realidade
em campo aberto
entre o campo e a cidade
essa meta indefinida
transparente
pristina
que se fez cristalina
ao ser trespassada
pela luz da nossa morada
essa que se fez acesa
qual fogo
desse lugar
esse algo que clama
que nos chama
para se poder voltar
a acender devagar
esse lar estranho
antigo
solitário
rodeado de estrelas
cintilantes
instantes
como dantes
e assim nesses casarios
de novo renascidos
essas velas acesas
nessa janelas
avessas
fantasias
entretecidas
nos nossos dias
e nas cortinas
bem bordadas
por mãos
sendo almejadas
desde esse algo
bem longe e tão ao perto
esse oásis nesse tal deserto
que nos chama
que clama
que nos guia
nesta outra via
que permanece acesa
qual luz do dia
na noite aveludada
essa que permancía
quando o ser se esquecia
por onde caminhava
e nessa via
ainda estando marcada
pela terna alegoria
lenda jamais contada
dessa vida
emarcada
nessa pintura
de tela vazia
esperando
a ser pintada
por cores
de encantar
sendo soletradas
as letras entrelaçadas
das mais vivas palavras
e nessa ode
sinfonia
ainda por ser ouvida
cantada escrita desenhada
ainda por ser cumprida
na via de vida
que nos entregava
os momentos bem dentro
esses de suave fundamento
no sustento
que nos elevava
e nesse ir mais adentro
e voltar a mergulhar
para trazer esse algo
tão certo
que o nosso mundo
faz de novo brilhar…
46
No primeiro Olhar
Se nesse sentido levado
Nesse algo procurado
Nesse lamento
Nesse sustento
Nesse canto
Suave e lento
Desenhado
Por dentro
Esse quadro
Essa tela
Vazia
Que no dia
Se estendia
Para ser tocada
Lavrada
Pela luz
Desenhada
E se rasgada
Assim
Deixar entrar
Como na janela aberta
Essa luz do teu lar
A irradiar
Rua afora
Entre os que chegam
Os que se achegam
Os que chegaram
a ir-se embora
E nesse apelo
Simples aconchego
Ver de novo
O voltar
A esse estranho
Segredo
Olhar
Sem saber olhar
Ver
Sem descrever
E crer
Sem saber
A mar
Esse algo
De água sal
Entretecido
Entranhado
No humano vestido
Tão bem levado
E sendo assim
qual na areia
sem fim
tempo
qualificado
dentro de
ti e de mim
Assim contado
Até esse jardim
Que jaz em ti e mim
Baixo céu estrelado
Ainda ancorado
o barco
Que nos é segredado
Pelas vagas
Sempre silentes
Dessas humanas palavras
Que na gente
Ainda são ecos candentes
Dessa memória viva
Quase avivada
ao se entre-tocar
Essa letra comovida
Que se desprende e anuncia
Ao bem se chegar a achegar
Desse lume
Fogo brando
Estranho pranto
De se alumiar
Esse faro
Nesse estranho claro
Que se desvanece
E se estremece
à luz do luar
Essa melodia
Que jamais se esquece
e mais se enriquece
Quando nos voltamos
A encontrar
Primeiro olhar
Primeiro abraço
Quando te deixaram
No materno regaço…
Nesse algo procurado
Nesse lamento
Nesse sustento
Nesse canto
Suave e lento
Desenhado
Por dentro
Esse quadro
Essa tela
Vazia
Que no dia
Se estendia
Para ser tocada
Lavrada
Pela luz
Desenhada
E se rasgada
Assim
Deixar entrar
Como na janela aberta
Essa luz do teu lar
A irradiar
Rua afora
Entre os que chegam
Os que se achegam
Os que chegaram
a ir-se embora
E nesse apelo
Simples aconchego
Ver de novo
O voltar
A esse estranho
Segredo
Olhar
Sem saber olhar
Ver
Sem descrever
E crer
Sem saber
A mar
Esse algo
De água sal
Entretecido
Entranhado
No humano vestido
Tão bem levado
E sendo assim
qual na areia
sem fim
tempo
qualificado
dentro de
ti e de mim
Assim contado
Até esse jardim
Que jaz em ti e mim
Baixo céu estrelado
Ainda ancorado
o barco
Que nos é segredado
Pelas vagas
Sempre silentes
Dessas humanas palavras
Que na gente
Ainda são ecos candentes
Dessa memória viva
Quase avivada
ao se entre-tocar
Essa letra comovida
Que se desprende e anuncia
Ao bem se chegar a achegar
Desse lume
Fogo brando
Estranho pranto
De se alumiar
Esse faro
Nesse estranho claro
Que se desvanece
E se estremece
à luz do luar
Essa melodia
Que jamais se esquece
e mais se enriquece
Quando nos voltamos
A encontrar
Primeiro olhar
Primeiro abraço
Quando te deixaram
No materno regaço…
51
Fina Flor
Essa fina flor
Desabrocha
Aparece
E nos mostra
Essa suavidade
Pétala preciada
Essa antiga verdade
Tão sonhada
como procurada
E nesse terno dançar
Que se entrelaçava
Assim o teu ser vogava
E nem recordar
encontrava
Nessas salas
Sendo preenchidas
Calor que desses dias irradia
Esse aroma tão sedento
Esse fermento que levas por dentro
Esse entrelaçar devagar
A harmonia que paira no ar
Entre a gente
Que se une
Essa onda nos cumes elevados
Que vaga pelos vales bem sonhados
E nesse balançar
De oceano
Nos leva a ascender
Ao mais alto
E chegar
Ao mais recôndito
Escondido
Segredado
Elo
Desse algo
Jamais escrito
Desabrocha
Aparece
E nos mostra
Essa suavidade
Pétala preciada
Essa antiga verdade
Tão sonhada
como procurada
E nesse terno dançar
Que se entrelaçava
Assim o teu ser vogava
E nem recordar
encontrava
Nessas salas
Sendo preenchidas
Calor que desses dias irradia
Esse aroma tão sedento
Esse fermento que levas por dentro
Esse entrelaçar devagar
A harmonia que paira no ar
Entre a gente
Que se une
Essa onda nos cumes elevados
Que vaga pelos vales bem sonhados
E nesse balançar
De oceano
Nos leva a ascender
Ao mais alto
E chegar
Ao mais recôndito
Escondido
Segredado
Elo
Desse algo
Jamais escrito
26
Amar a mar@s
Nesse caminho encontramos
Os sonhos que levamos
Os momentos que partilhamos
Nesse gesto simples
Evocamos
Esse algo que sonhamos
Esse algo que nos inspirou
Esse sentir elevado
Que por sempre em nós ficou
E nesse lugar adormecido
Entre nevoeiro e flor de estio
Ainda se encontram
para se aconchegar
Para trazer de volta
ao seu lugar
Esse calor
bem humano
Esse algo
celebrado
Que traz a mais viva recordação
Desse sentido renascido
Desse algo em nós vivo
Essa terna infância renovada
Essa linha indefinida
Que não se determina
Nem se acaba…
De desenhar
Esse algo que nos convida
A voltar a querer voar
Nas asas do pensamento
Transparência do momento
Nessa vida imaginada
Mais além do que se esperava
Esse algo que nos dizia
Que se dá luz ao novo dia
Esse gesto desmedido
Entendido pelo ser querido
Esse estar de portas abertas
Entre horas tão incertas
Essa hospitalidade
bem prezada
Que se sente e se afaga
Qual cobertor
bem estendido
Neste tempo tão vivido
A se fazer aconchego
Entre o lume do segredo
Que em nós segue ancorado
Esse algo presente
Entre o futuro e o passado
Esse gesto
Tao quente
Que tem de ser aceite
E bem levado
Assim no caminho andado
Assim ao se saber voltar
Assim nesse jeito tão humano
De aspirar a se elevar
Os sonhos que levamos
Os momentos que partilhamos
Nesse gesto simples
Evocamos
Esse algo que sonhamos
Esse algo que nos inspirou
Esse sentir elevado
Que por sempre em nós ficou
E nesse lugar adormecido
Entre nevoeiro e flor de estio
Ainda se encontram
para se aconchegar
Para trazer de volta
ao seu lugar
Esse calor
bem humano
Esse algo
celebrado
Que traz a mais viva recordação
Desse sentido renascido
Desse algo em nós vivo
Essa terna infância renovada
Essa linha indefinida
Que não se determina
Nem se acaba…
De desenhar
Esse algo que nos convida
A voltar a querer voar
Nas asas do pensamento
Transparência do momento
Nessa vida imaginada
Mais além do que se esperava
Esse algo que nos dizia
Que se dá luz ao novo dia
Esse gesto desmedido
Entendido pelo ser querido
Esse estar de portas abertas
Entre horas tão incertas
Essa hospitalidade
bem prezada
Que se sente e se afaga
Qual cobertor
bem estendido
Neste tempo tão vivido
A se fazer aconchego
Entre o lume do segredo
Que em nós segue ancorado
Esse algo presente
Entre o futuro e o passado
Esse gesto
Tao quente
Que tem de ser aceite
E bem levado
Assim no caminho andado
Assim ao se saber voltar
Assim nesse jeito tão humano
De aspirar a se elevar
37
Infância na Sabedoria
Vagas de mar de amar
a se libertar
E nessa estreita certeza
Que se anuncia em pobreza
E se faz crer devagar
Voltar a regressar
Terna infância
que nos foi dada
Para seguir
a ser lembrada
Sem hesitar
E alimentada
Nesse algo
que nos afaga
Nos gasalha
Nos deixa calor
entre esse frio
Fina flor de estio
A ser nascida
Entre o algo
que paira
em volta
Se entrelaça
Se enrola
Se solta
Se entrega
E se ilumina
Vida
Que não pode
ser contida
Que foi livre
Escolhida
Para ser vivida
a se libertar
E nessa estreita certeza
Que se anuncia em pobreza
E se faz crer devagar
Voltar a regressar
Terna infância
que nos foi dada
Para seguir
a ser lembrada
Sem hesitar
E alimentada
Nesse algo
que nos afaga
Nos gasalha
Nos deixa calor
entre esse frio
Fina flor de estio
A ser nascida
Entre o algo
que paira
em volta
Se entrelaça
Se enrola
Se solta
Se entrega
E se ilumina
Vida
Que não pode
ser contida
Que foi livre
Escolhida
Para ser vivida
34
Coros na Eternidade
Somos todos qual um
Nesse tom que reunido
Na roda do tempo
No sentido do sentimento
Ao deixar-se moldar
Assume cor sem par
Y nesse colorido vivo
Vogam as emoções sem sentido
Os pensamentos de vento vivo
Esse coração sempre à procura
Saudade entre a amargura
E nesse coro ancorado
No ser que tens entranhado
Essa melodia infinita
Que em cada recanto se agita
E em ti sempre expedita
Se faz aparecer
Entre o imaginar e o crer
Entre esse querer tão aderido
A tudo o que tem para ti sentido
E nesse caminho embelezado
Deixando-se levar
E ficar sempre a seu lado
Esse algo a se procurar
E no estreito desse peito
Emanando
Seguir procurando
Esse algo a interiorizar
Procurar o alegre canto
Que passo a passo
Nos vai levar
A essa harmonia
renascida
A esperança luzidia
A essa melodia esquecida
Que em nos ressoa
A essa terna melancolia
Do que bem se sabia
Nessa terna criança
Que o momento
No tempo estendia
E entendia a razão
Dessa sua terna infância…
Nesse tom que reunido
Na roda do tempo
No sentido do sentimento
Ao deixar-se moldar
Assume cor sem par
Y nesse colorido vivo
Vogam as emoções sem sentido
Os pensamentos de vento vivo
Esse coração sempre à procura
Saudade entre a amargura
E nesse coro ancorado
No ser que tens entranhado
Essa melodia infinita
Que em cada recanto se agita
E em ti sempre expedita
Se faz aparecer
Entre o imaginar e o crer
Entre esse querer tão aderido
A tudo o que tem para ti sentido
E nesse caminho embelezado
Deixando-se levar
E ficar sempre a seu lado
Esse algo a se procurar
E no estreito desse peito
Emanando
Seguir procurando
Esse algo a interiorizar
Procurar o alegre canto
Que passo a passo
Nos vai levar
A essa harmonia
renascida
A esperança luzidia
A essa melodia esquecida
Que em nos ressoa
A essa terna melancolia
Do que bem se sabia
Nessa terna criança
Que o momento
No tempo estendia
E entendia a razão
Dessa sua terna infância…
26
Dance in the Dark
Nesse momento escondido
Nesse lugar contido
Nesse peito ferido
Sangrando entre o entre tanto
Entre o tempo que foi passando
Entre o momento que se foi deixando
Essa chama escondida
Essa passagem esquecida
Estreita
Desvanecida
Que se acende
E te ilumina
Que chama
Por onde caminha
O ser que sempre
Regressava
Nessa cortina
Tão fina
Essa antiga melodia
Se mexia
Ao som do vento
Fundamento cristalino
Pilar original
De onde as harmonias
fluíam
Nessa dança sem igual
E entre coros
Desses seres harmoniosos
Vagavas
Sem princípio
Nem final
E nesse estar presente
Nesse tempo ausente
Assim nessa
aveludada nada
Preenchias
de letras entrelaçadas
Os ecos que precediam
As tuas novas peugadas…
Nesse lugar contido
Nesse peito ferido
Sangrando entre o entre tanto
Entre o tempo que foi passando
Entre o momento que se foi deixando
Essa chama escondida
Essa passagem esquecida
Estreita
Desvanecida
Que se acende
E te ilumina
Que chama
Por onde caminha
O ser que sempre
Regressava
Nessa cortina
Tão fina
Essa antiga melodia
Se mexia
Ao som do vento
Fundamento cristalino
Pilar original
De onde as harmonias
fluíam
Nessa dança sem igual
E entre coros
Desses seres harmoniosos
Vagavas
Sem princípio
Nem final
E nesse estar presente
Nesse tempo ausente
Assim nessa
aveludada nada
Preenchias
de letras entrelaçadas
Os ecos que precediam
As tuas novas peugadas…
31
Subir a Montanha
Nessa terna alegria
De recuperar o teu dia
De dar sentido ao que se fazia
De continuar
Nessa trama
Que se entretecia
Entre o que se sonha
O que se ama
Essa tarefa medonha
Qual montanha
Que nos chama a subir
A seguir
A perseverar
A chegar até ese lugar
Quiçá solitário
Onde o mundo
Parece ordinário
E na sua altura
E terna fermosura
Desse ar jamais respirado
Do nunca visto
Ou experimentado
Nos vai levando
A todo o lado
Procurando
Isso em nós apagado
Esperando ser preenchido
Pelo momento mais vivo
Por essa luz e calor
Essa alegria sustida
Essa graça perdida
Essa chamada de amor
Esse algo de redentor
Que dá de volta o sentido
A esse algo bem querido
Infância renascida
Nessa semente escondida
Enterrada no peito ardente
Esperando a alvorada
Essa gota húmida
Que por tua face deslizava
Essa alegria e tristeza
Que de beleza a alimentava
Essa tal nobreza
Que regressa
Ao ser cuidada
Esse estar atento
ao momento
No que pode estar acordada
Essa primavera subtil
Que vai chegando
em pleno inverno
Essa leveza grácil
Que se abre
por nós adentro
Esse calor suave
De se encontrar
o ser que nos sabe
Esse sorriso discreto
De algo secreto
No dia-a-dia mostrado
Esse abraçar o tempo
A gente - em todo lado
Esse ir e vogar
Voltar a cantar
A melodia
que nos tem ensinado
Essa promessa em rebento
Esse simples sustento
A ser fruto a entregar
Essa flor de estio
Nesse estranho brio
De se querer amar…
De recuperar o teu dia
De dar sentido ao que se fazia
De continuar
Nessa trama
Que se entretecia
Entre o que se sonha
O que se ama
Essa tarefa medonha
Qual montanha
Que nos chama a subir
A seguir
A perseverar
A chegar até ese lugar
Quiçá solitário
Onde o mundo
Parece ordinário
E na sua altura
E terna fermosura
Desse ar jamais respirado
Do nunca visto
Ou experimentado
Nos vai levando
A todo o lado
Procurando
Isso em nós apagado
Esperando ser preenchido
Pelo momento mais vivo
Por essa luz e calor
Essa alegria sustida
Essa graça perdida
Essa chamada de amor
Esse algo de redentor
Que dá de volta o sentido
A esse algo bem querido
Infância renascida
Nessa semente escondida
Enterrada no peito ardente
Esperando a alvorada
Essa gota húmida
Que por tua face deslizava
Essa alegria e tristeza
Que de beleza a alimentava
Essa tal nobreza
Que regressa
Ao ser cuidada
Esse estar atento
ao momento
No que pode estar acordada
Essa primavera subtil
Que vai chegando
em pleno inverno
Essa leveza grácil
Que se abre
por nós adentro
Esse calor suave
De se encontrar
o ser que nos sabe
Esse sorriso discreto
De algo secreto
No dia-a-dia mostrado
Esse abraçar o tempo
A gente - em todo lado
Esse ir e vogar
Voltar a cantar
A melodia
que nos tem ensinado
Essa promessa em rebento
Esse simples sustento
A ser fruto a entregar
Essa flor de estio
Nesse estranho brio
De se querer amar…
18
Nessa palavra a meias... ainda entre os laços das letras desenhadas...
E nessa
Palavra ainda
A meias
Entendida
E não criada
Sentida
E não vivida
sonhada
E desenhada
Qual Sina e sinal
de algo maior
Palavra ainda
A meias
Entendida
E não criada
Sentida
E não vivida
sonhada
E desenhada
Qual Sina e sinal
de algo maior
46
Pontes entre nós II
Esse entusiamos renascido
Nisso que te é querido
Quando te é entregado
O caminho
O legado
Desse algo
a ser transformado
Essa tua missão
Mais além do querer ou ambição
Que se leva no teu peito fechado
Assim bem guardado
À espera de germinar
Rebento
De flor
que a seu tempo
Será qual evento redentor
Essa caricia tão suave
Mais além
do que se crê ou se sabe
Essa chamada pristina
Que no silêncio ainda voga
E nos ilumina
Essa presença aveludada
Que nos envolve e nos afaga
Essa melodia tao clara
Que se ouve quando se ama
Esse abraço cadente
Que se eleva
Esse ver alegria na gente
Que tão bem nos leva
A encontrar
Espelhos vivos
Quando nos unimos
E nos reconhecemos
Onde não podíamos ver
O caminho a se percorrer
Nem a meta a se achar…
Nem esse calor estendido
Ponte entre o mais vivo
E o que se tem de encontrar
Nisso que te é querido
Quando te é entregado
O caminho
O legado
Desse algo
a ser transformado
Essa tua missão
Mais além do querer ou ambição
Que se leva no teu peito fechado
Assim bem guardado
À espera de germinar
Rebento
De flor
que a seu tempo
Será qual evento redentor
Essa caricia tão suave
Mais além
do que se crê ou se sabe
Essa chamada pristina
Que no silêncio ainda voga
E nos ilumina
Essa presença aveludada
Que nos envolve e nos afaga
Essa melodia tao clara
Que se ouve quando se ama
Esse abraço cadente
Que se eleva
Esse ver alegria na gente
Que tão bem nos leva
A encontrar
Espelhos vivos
Quando nos unimos
E nos reconhecemos
Onde não podíamos ver
O caminho a se percorrer
Nem a meta a se achar…
Nem esse calor estendido
Ponte entre o mais vivo
E o que se tem de encontrar
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