Lista de Poemas

O caminho - a via e a transcendência

Nesse momento escondido

Nesse lugar contido

Nesse peito ferido

Sangrando entre o entre tanto

Entre o tempo que foi passando

Entre o momento que se foi deixando

 

Essa chama escondida

Essa passagem esquecida

Estreita

Desvanecida

Que se acende

E te ilumina

Que chama

Por onde caminha

O ser que sempre

Regressava

Nessa cortina

Tão fina

Essa antiga melodia

Se mexia

Ao som do vento

Fundamento cristalino

Pilar original

De onde as harmonias

fluíam

Nessa dança sem igual

E entre coros

Desses seres harmoniosos

Vagavas

Sem princípio

Nem final

E nesse estar presente

Nesse tempo ausente

Assim nessa

aveludada nada

Preenchias

de letras entrelaçadas

Os ecos que precediam

As tuas novas peugadas…
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Nessa terna e eterna melodia

Nesse caminho leve

Nesse ser que segue

Que persevera

Que se entrega

Que dá de si o sentido

E a essência do mais querido

A esse outro lugar a iluminar

Entre pontes

Viventes

Rios de gentes

A se achegar

A chegar ao lugar

Marca do no tempo

Entre espaço e sentimento

Nesse vogar mais adentro

Mais intenso

Mais profundo

Dar vida ao mundo

E voltar a se elevar

 

Nesse pairar consciente

Nesse algo coerente

Que nos abraça e nos leva

Que deixa atrás a simples treva

De se ignorar o nosso lugar

Nesse recanto

além do imaginado

Nesse sonho

sempre prezado

Nesse recôndito

sentir alado

Que voga ao nosso lado

Que nos tem acompanhado

Para bem se ver chegar

Esse momento intenso

Esse lampejo

entre o que sei

O que vejo

Esse algo mais além

De que se deixou aquém

De alcançar

Essa meta bem abraçada

Esse jogo entre tudo ou nada

Essa linha equilibrada

Que se desenhou no bem amar

No deixar o olhar voltar

A ver esse algo a nos vivificar

E nessa essência luzidia

Essa que se entregou um dia

Para ser preenchida

A terra vazia

Cheia de vida

E alento

Desse algo

Bem Humano

Que levamos dentro

Essa chama que proclama

Que ainda bem nos ama

Esse algo que se exclama

Em cada palavra bafejada

Por essa alegria escondida

Essa outra forma de vida

Que nos abraça

Que se aconchega

Que dentro de nós chega

A acender melodias antigas

Esquecidas

Essas cantorias

Espalhadas

Pelo mundo inteiro plantadas

Esperando se acender

Quais brasas solitárias

Esperando esse alento

Esse bem-querer

Para voltar a se erguer
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Gotas...

...nesse passar... 

...de luz e sombra...

...esse fio prateado...

...cristalino...

...trespassado…

 ...fio fino...

...em nós prendado...

...em redor desse teu coração... 

...ainda levado... a ser tocado... 

...melodia dessa harmonia...

...que se tem elevado...

...sintonia dessa terna alegria…

 ...sempre a teu lado…
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Vaga de Vida

Nesse lugar onde jazia

O ser que se esperava

Esse que chegou

Dessa estrada

Nos céus marcada

Que se abeirou

Entre tudo e nada

Dessa linha

Jamais sonhada

Tênue

Fina

cristalina

Assim qual vaga

Que se estendia

Por esse mar afora

E que encontrou

Nessa areia

Tao fina

O seu momento

De ir embora

 

Ficando embevecida

Nessa peugada

Marcada

Nessa linha ondulada

Que vaga

Pela terna morada

Dos teus dias

Dessas horas

Bem passadas

Nesses

Trilhos

Segredados

Pelos apelos deixados

Pelos mais ternos momentos

Esses tão sedentos

Dessa água viva

Por ti a dentro

A escoar

Essa voz renascida

Cantiga de alegria

Que se deixou abeirar

E nessa onda

Luzidia

Que reflete

a luz do dia

E na noite

Se deixa abraçar

 

Nessa cantiga

Escondida

Nessas luzes de magia

Que cintilam

Na noite

Tão vazia

Esquecida

Preenchida

Por esse algo

A se entregar

Esse silêncio

Ausente

Esse terno presente

Plantado

Entre o fruto desse futuro

Deixado

E nessa lembrança

Que se eleva

Desde o passado

Onda que chega

A renovar

Nessa praia

Ainda esquecida

Essa eterna

Litania

Que nos encontra

E canta sem cessar

Essa antiga melodia

Que nos abraça

Sem parar

Esse manto

Da alegria

De voltar

Ao nosso lar
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Gotas de alegria

nessa gota de alegria...
que no peito se acendia...
nesse momento enlevado...
nesse coração guardado...
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Lume e Vida

Nessa fagulha

Sendo acesa

Ateada

Sendo qual surpresa

De novo tão amada

E sem notar

O mundo

que se definia

Em letra pequenina

Em palavra vazia

Enche-se e cintila

Torna a estar

A ser

A pairar

E se te fascina

Algo que clama

Se ainda se designa

Em letras doiradas

Nunca antes escritas

Desenhadas

Por ternas mãos

Tão vazias

Cheias dessa antiga alegria

Que vem por nós adentro

Vaga no sentimento

Esse algo eterno

Que nos permeia
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eterna infância

Nessa terna infância

Sem caminhos marcados

Encontramos essa elegância

Essa beleza entre os fados

Dos destinos entrançados

Desses momentos estendidos

Atapetados

De tapetes coloridos

Sempre partilhados

Mais além de amigos

Mais do que bem-amados

Nos encontramos além sentidos

Nos reconhecemos comovidos

Por esse imenso agrado

Esse algo conhecido

Que permanece sempre

a  nosso lado…
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Entre a bucólica simplicidade

E nesse algo

De simplicidade

Trazido desde o campo

Iluminando a cidade

Ainda se encontra

Em cada esquina

Algo simples

Voz divina

Que nos inspira

A voltar a voar

Que se imagina

Entre o caminhar

E se diz

Ao bem se entregar

Nesse poema

Nesse tema

Que nos convida a sonhar
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Caminho esquecido

Nesse caminho esquecido

Dentro do que se sente

O que é em nós vivido

 

Esse estranho amigo

Que se abeira

Que te reconhece

Que te abraça

Que se não esquece

 

Esse silêncio escondido

Reflexo de lago espelhado

Onde mergulhamos

Qual pena que paira

Qual a folha

que se deixa levar

Essa barca solitária

Nesse mar de amar

a navegar

E entre as ondas

dos sentimentos

Esses que levamos

Dentro

 

Ventos de pensamento

Prontos a se desatar

Nessa tempestade

Flamejante

Esse lampejo

num instante

Que te dá a imagem

de onde chegar

E esse ribombar trovejante

Que cresce

dentro do se ser amante

Desse algo que te inspira

Que te anima

A seguir a vogar

 

E nessa vela

sempre acesa

Que se leva

Na mão suspensa

Amparando

Entregando

Essa sensibilidade

a se entregar

E nessa linha

tão fina

Horizonte

que se adivinha

Que se meche

E nos estremece

Em cada curva a se desenhar

E no virar desse recanto

Onde escondemos tanto

À espera dessa luz mais íntima

Desse algo que nos anima

Para se voltar a iluminar

 

Essa paragem desconhecida

À espera de se voltar a caminhar

Essa novidade

Entre a rotina

Nesse dia a dia a se renovar
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chama que proclama que nos ama...

Essa chama que nos chama

Essa voz que por dentro clama

Para ser ouvida

Sentida

Bem cuidada

Esse tempo de estiva

Para bem se chegar a colher

 

O que por dentro ainda é vida

Isso que se transpira

Em cada palavra

A renascer

 

Esse momento culminante

No que nos damos

Qual o céu

Antes Toldado

Ao ser trespassado

Por esse efeito bem-amado

 

Água desse mar de amar

Oceano que navega por dentro

Esse lampejo de encanto

Entre o mar

de amor e sentimento

 

E nesse relâmpago

Se acende

O que a vida entende

A ser trazido

Ao de cima

Ao coração vivo

 

Esse que compreende

Que sabe e sente

O que é nós é bem querido

 

E nesse momento

Tão vivido

Nesse lugar ancorado

Dentro do peito

Mesmo no estio

Esse calor tão humano

 

Se faz vida

Encanto

Cantar

Se faz

esse algo que se entretece

dá vida ao próprio vagar

e esse cantar de vida enaltece
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