Lista de Poemas

Chamadas d@ Vida

Quando estendes braços

E esperas encontrar

Esses ternos abraços

Esse tão breve momento

Esse lugar

 

Quando estendes teu ser

À espera de encontrar

A luz do fundamento

Que te impele

A crer

A querer

Amar

 

E se nesse instante

Sedento dessa água

Viva

Que convida

A mergulhar

Nesse oceano

Nesse mar

Que em ondas

Breves se eleva

Odes que ainda

Não nasceram

E ficaram à tua espera

Para as fazer soar




Assim quais nas teclas

Que sempre

Te atreves a tocar




Palavras nascidas

Nesse silêncio ouvidas

E levadas

 a onde

ainda

as possam chegar

a bem querer




Ora a ouvir

Ou ressoar…




Nesse outro ser

Quem as chegar a ler

Nessa sua voz

A se acompassar




Com esse sentido sentimento

De tudo o que levamos dentro

E que nos leva de novo a sonhar…
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Vogar a teu lado - ser humano

Nesse momento

No que vagamos por dentro

Encontrando o alento

Para nos abraçar




Nesse sentimento

Esse algo intenso

Que clama

Que berra por se expressar




E nesse abraço

Silenciado

No ser que passa ao nosso lado

Algo que se tem de dar




Essa humanidade contida

À espera de ser querida

Esse despedida tão suave

Onde a saudade não cabe




E nessa alegria

Essa louca fantasia

Ir e vogar

Partir e encontrar




Esse lugar mais bem sonhado

Onde todo os ser humano

se encontre bem lado a lado
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Brisa em Pensamento

Nessa brisa

Nesse vento

Te leva

Qual ave a vogar

Entre esse algo

Que ruge por dentro

E esse simples sussurrar

Em mar aberto

Esse sentimento

Força maior

Que voga

E acende o momento

Chama e luz de amor

E nesses momentos

Tão bem amados

Nos que estamos

Acompanhados

Lado a lado

 

 

Assim andamos

E nesses lugares

Onde paramos

 

O céu e as estrelas

Essas melodias tão belas

Mesmo na noite aveludada

o que nos é entregue

A ser ouvido

Nesse cantar

Entre triste

E o sigilo

De se segredar

 

Qual a onda

em pleno mar

Aberto

Na praia o deserto

Onde venha a poisar

 

Qual a folha em branco

a pairar

Nesse encontro

de a entretecer

Devagar

 

E nesse tema

De poema

melodia

Que se eleva

Assim ao se deixar

Ouvir

 

sentimento

a se abrir por dentro

E a nascer… assim

 

Qual o florir

Desse algo

que se transformou

Que em nós ficou

 

Assim plantado

Germinando

Quando ainda estamos

Lado a lado…

 

Assim parece

Que se esmorece

Para se fazer

Bem humano

 

E sendo a teus pés

Assim segredado

Fica nas areias

Do tempo

Que parece que jaz

Parado

 

Até se ver

Vaga após vaga

Esse algo que une

Nem se determina

Nem se acaba

 

E culmina

Nessa areia

Tão viva

 

A que tens tu gravado

Com o teu passo

Assim o que tenhas amado

Nesse compasso

Que faz evocar

 

Essas entretecidas

Ondas

Nesse teu ser a vagar

 

Estendendo-se

Por ti adentro

Sem se deixar parar

 

Dando sentido

Ao sentimento

A esse algo de alento

Nessa palavra a entregar

 

Nesse tempo que por dentro

É qual eternidade sem contar

 

E aparece nesse suave lamento

Nessa melodia garrida

Nesse algo intenso

Que dá luz à tua vida
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Lugares a se reconhecer

Nesses lugares desconhecidos

Nos que nos encontramos

Mais além dos sentidos

 

Desses sentimentos

que levamos

Por dentro

ainda estando

Quais adormecidos

 

Sementes que fomos plantando

Quando entre os entre-tantos

Nos deixamos assim… comovidos

 

E nesses luzeiros

Que na noite

se deixam entrever

 

Luzes de momentos verdadeiros

Que se não podem esquecer

 

E nesse alimento distante

Nesse algo constante

Voltar a entrever

 

Esse amor renascido

Esse sentimento vivo

 

Que nos entrega a bem querer
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Sentido Sentimento - Humano alento

Essa alegre melodia

Que se espalha

e se estende entre o dia

 

Que se ilumina por ti adentro

Que dá sentido ao sentimento

 

E se faz alegria renascida

Nessa palavra

na tua vida

 

Assim qual nesse lago

Pleno e bem preenchido

De tudo que tenhas vivido

 

Espelhada superfície

Que sendo soprada

Pelo alento mais intenso

Pela suavidade delicada

 

Pelo mais profundo sentimento

Que vaga por ti adentro

onda desse mar de amar

 

Que se eleva

E que troveja

Ali onde se esteja

E se deixa

Na praia extensa

Descansar

 

Até assim segredar

Palavras livres

Assim levadas

Pelos teus sentidos

Nas tuas obras marcadas

Nesses momentos vividos

Assim a se deixar levar

 

Nessas areias

Que a seu tempo

se entretecem sem cessar

 

Vaga após vaga

Nessa tua maré

Nessa maresia

embevecida

Em tudo o que se vê

 

Algo se elevando

Suavidade

mais fino pranto

do que tanto se crê

 

Nesse dar e renascer

E querer se achegar

 

A esse ser outro

 humano ser

que encontramos

ao nos entregar
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Sentido Renascido

E vogar nesse sentido renascido


Que é ainda em nós sopro vivo


 


Desse momento distante


Desse vento inquietante


Que se aviva em nós


sem cessar


 


Nesse algo mais puro


Mais transparente


Que nesse ser


que parece


se desvanece


entre a gente


 


E se se vê ao se achegar


Para nos bem abraçar


 


Na luz desse calor


De amor que irradia


 


Na promessa


que alvoreça


esse novo dia…
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Avivar essa chama de vida

Quando algo te chama

Voz que se aviva

Chama que se anima

Entre a luz desse calor

Que parecia que se afastava

Essa melodia

Tão intima

Tão segredada

E nessa sintonia

Que se procura

no dia-a-dia

Esse tempo

Que se deixava

Para se prender

Nessa fagulha

Que brilhava

Sem se esquecer

 

E quanto mais te achegavas

Com esse teu alento

Mais a avivavas

E se ficavas

Esperando

O que assim abandonavas

Para voltar a encontrar

Largar o que seguravas

Para deixar a tua mão

Acolher o ar

Esse calor

Que emanava

Ao ficar estendida

Esperando

Que alguém

Assim a recolha

E a cuide um dia…
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Presente definido

Nesses momentos

nos que nos deixamos

Nos que o sonho chamámos

Para seguir a construir

 

Essas pontes de fios de seda

Que entrelaçamos

Com tudo o que tão bem amamos

Com o que nos é dado a querer

Chegar a viver

ao voltar a sorrir

 

E nesse sentido preenchido

Nesse tempo renascido

Para se entregar

 

Nesse projeto de vida definido

Esse algo inesperado

A entrar por nós a dentro

A dar vida ao momento

e a deixar falar o sentimento

Desse coração sedente

De mais calor

De mais amor

Desse humano fundamento

Mais além desse espaço

Desse tempo

Que grita ser ouvido

Nesse teu presente definido
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Caminho para um sonho

Quando nada mais

 reluz no horizonte

E o que se parece

Se desvanece de surdina

Na realidade que se estremece

Quando aparece assim - vazia

E nesse dia solarengo

No que o que sou não entendo

Estendo os braços à gente

O pensamento a esse algo vivente

E nesse estar de novo contente

Com o tempo para vagar

Paro e sento

Reúno algo de alento

E me ponho de novo a soletrar

 

Pequenas frases entrelaçadas

Unidas às nossas vidas

Harmonias que se terminavam

Nas orações mais finas

E nesses versos entregues

Aonde tu os segues

Manter

Essa perseverança que nos guia

Essa luz estranha que anuncia

 

Que há um sonho a se concretizar

E há caminho

por onde se possa assim chegar
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No mais simples sentimento... momento que levamos por dentro

Ainda cresce por dentro

Esse sorriso

Esse alento

Esse algo sedento

De se encontrar

Entre as ruas da cidade

Nesses momentos de verdade

Esse ser a se abraçar

Esse momento a mudar

O rumo

Trazendo algo desse sumo

Que se estava a espremer

E nesse licor mais prezado

Nessa essência que se tem levado

Até se transformar em querer

Assim voltar a falar à vontade

Com o ser entre a saudade

Que se estava a conhecer

 

Esse saudar simples e terno

Esse afeto mais direto

Que nos entrega

de novo o saber

 

Dessa vida

Dessa harmonia

Dessa humanidade

Mais quente

E não fria

Essa que se quer bem

E se não distancia

 

E encontra

no dar a mão

Essa sua sina

Essa sua alegria

 

A magia que anima a imaginação

 

Em lugares bem acompassados

Nesses momentos prezados

Nos que nos encontramos

Assim sem mais

 

Sem ter de recorrer

Mundos de imaginação

Sem ter de entregar

A razão à divagação

 

E ainda estando coesos

Se não deixar levar

Esses momentos intensos

Ligados

A ter de se fragmentar

 

Se nos concentramos

No que tão bem prezamos

E não damos

Atenção aonde vogamos

Sem rumo nem meta nem seta

A indicar caminho

Ou direção

encontrámos esse algo

comezinho

Desse algo tão vizinho

Que passa de geração em geração
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