Lista de Poemas

Momentos simples

Nesse algo tão comezinho

Nesse sentimento vizinho

De se abeirar

De se encontrar

Tempo e lugar

 

Para uma conversa simples

Para caminhar

Lado a lado

 

Sendo encontrado

O sentido mais simples

 

Assim prezado

Ao ser apreciado

 

E quando afastado

Assim se parece deixar

 

nosso mais simples calor

O mais amado

 

O jeito de se ter entregado

Sem pensar no fado

Desse algo marcado

No ser-se humano
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Na tua essência

essa tua essência a germinar....

essa sêmea mais íntima 

que faz a casca rasgar... 

em mil e uma alegorias... 

em emoções tão vivas... 

em alegria no pensamento... 

nesse afago de carinho 

que ainda se leva por dentro...
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a folha enamorada

Se não fosse esta estranha mania

De escrever em poesia

Se estendesse os braços ao verso

E o fizesse mais extenso

Se incorporasse

Tudo o que sei e penso

Ao sentir intenso

Que por dentro clama

A ser levado

Partilhado

Entregue de coração aberto

Qual rio em pleno deserto

Deixando algo humedecido

Talvez o que sou

Talvez o que digo

Talvez o que sinto por dentro

ao ser renascido

Nesse estranho caminho

De se deixar levar

Pela harmonia

dessa simples melodia

Que se entretece sem cessar

 

E se imaginar chegasse

Não seria assim ficar

Com a palavra desmedida

Com essa estranha amiga

Que nos impele

e quase obriga

A dar, a dar, a dar

De si até se esvaziar

 

E depois voltar-se a inspirar

Inspirar suavemente

Voltar a caminhar

Entre o riso e a tristeza

de se ser gente

E recolher o momento

Na palma da mão

E deixar esse incêndio por dentro

Tomar conta do coração…
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Amar no porvir

Nesse abraço mais sincero

Que me leva mais perto do que quero

Nesse sentimento sustido

Entre o que sou, o que penso e digo

Nesse lugar afastado

Dentro desse jardim no peito plantado

Onde acostumamos a nos ver passear

 

Entre as veredas de sonhos mais simples

E fantasias veladas por se alcançar

E nesses momentos sorrateiros

Nos que surgem outros dias soalheiros

 

Para se poder caminhar

 

Pelos recantos esquecidos

Entre a devoção e os sentidos

Fina linha desenhada

Entre o ocaso e a madrugada

Fio transparecido

Sendo por dentro do ser entretecido

 

Para se investir

Desse elemento

mais contido

O mais bem querido

Amar ao se existir

E deixar-se levar

entre o por vir
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Sonhos Concretos

Nesses momentos secretos

Nos que vogamos

Nesse pensamento

Discreto

Navegamos

E nesse sonho

Tão seleto

Simples

Modesto

Mergulhamos

E trazemos ao de cima

Essa água de nova vida

Esse conteúdo a se levar

Essa alegria festiva

Esse lugar em perspetiva

Para nos voltar a encontrar

E nesse resumo recatado

Que vai em nós a todo o lado

Ainda encontramos

Esse algo disfarçado

Esperando por ser aceso

Nesse algo a se libertar

Nesse tempo mais preso

Levado a se levantar

Nesse todo mais coeso

Esse simples mergulhar

E largar nesse alto mar

Todo o nosso peso...
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entregar-se nesse mergulho mais profundo

Nesses dias pesarosos

Nos que o frio

te entra pelos ossos

Y a tua vontade

parece estar cega

Por esse algo

que nos nega

 

O caminhar

O ir

O chegar

Aonde a alma anima

Aonde a vontade motiva

Aonde ainda há a estiva

Desse verão sonhado

A se recolher no adro

Desse lugar

Tão antigo e querido

Como tão bem familiar

E nesse sentimento

de ser acolhido

Nesse algo

que sinto no que digo

Nessa sensação

clara e forte

Desse sentimento de sorte

Para se entregar

 

Nessa linha que se caminhava

Nesse algo que nos chamava

E está sempre a se renovar

 

Nesse momento inesperado

Que nos chama a outro lado

Desde onde se ia e se seguia

Assim na rotina de si despida

 

Esperando o nosso calor

Bem humano

Para a preencher com alento

Do que se tenha idealizado

Caminho estranho para a razão

Que leva direto ao coração
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Transparência do teu ser

essa transparência em vitral

sendo pela vida trespassado

luz de sol a iluminar

esse calor a teu lado
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encontrar sentido na rima do dia a dia

Nessa rima fácil

Que se deixa levar

Nesse esforço de parto

Para ao mundo se entregar

Esse algo silencioso

Deixar-se esvaziar

 

Expiração desse mundo íntimo

Alento intenso a se expandir

 

Devagar

E á medida que a rima

segue sua sina

E que o poema se adivinha

Qual uma imagem bafejada

 

Nessa janela mal fechada

Esperando a tua gema

Desse dedo bem quente

Desse ademão coerente

Para trazer ao dia

o seu presente

De se ir mais ao fundo

Ao íntimo deste teu mundo

E regressar

 

Com alguma luz de maravilha

Qual vagas numa pequena ilha

Sempre a segredar

 

Nas areias mais finas

Desse teu tempo

O que vai por dentro

desse teu alento
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Momentos de Simplicidade

Nesse algo tão comezinho

Nesse sentimento vizinho

De se abeirar

De se encontrar

Tempo e lugar

 

Para uma conversa simples

Para caminhar

Lado a lado

 

Sendo encontrado

O sentido mais simples

 

Assim prezado

Ao ser apreciado

 

E quando afastado

Assim se parece deixar

 

nosso mais simples calor

O mais amado

 

O jeito de se ter entregado

Sem pensar no fado

Desse algo marcado

No ser-se humano
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momentos

Nesse tempo

no que o momento

Parece se escoar

 

Tudo o que levas por dentro

A alegria e o sentimento

Parecendo se apagar

 

E nesse algo inesperado

Que acontece sem se ter contado

E nos doa um caminho novo

 

Esse algo que se tem esperado

Um espelho ainda baço

À espera de ser tocado

 

Por esse algo de imaginação criativa

Essa areola algo fantástica e festiva

 



Que se entretece e se entrelaça 

Ali onde o teu ser vai e passa

 

Iluminando esse momento interior

Fazendo estar perto desse algo maior

Que nos chama em tom de ser gente

Assim de repente

 

E nos leva a vogar

A divagar

A voar nas asas do momento

E a entregar depois

Isso que levamos dentro
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