Lista de Poemas
perder para encontrar
esses momentos guardados
nesses estranhos fados
entretecidos
fiados
assim como bordados
filigrana de pratas
orladas
por pérolas y gemas
de orvalho
nascido nas madrugadas
e nesse veludo de sombras
tecido
esse firmamento de ébano
escurecido
por se deixar levar
a luz dos teus olhos
no meu olhar a poisar
e esse caminho estreito
onde a chama do dia
há de saber chegar
chama que brilha a direito
nos teus lábios a ondular
algo quase perfeito
dunas em pleno mar
assim qual nesse deserto
de amor e saudade
sempre a jorrar
na plena fantasia
dessa água pura
pela qual eu me perdia
até nesse teu dia
me chegar a encontrar
nesses estranhos fados
entretecidos
fiados
assim como bordados
filigrana de pratas
orladas
por pérolas y gemas
de orvalho
nascido nas madrugadas
e nesse veludo de sombras
tecido
esse firmamento de ébano
escurecido
por se deixar levar
a luz dos teus olhos
no meu olhar a poisar
e esse caminho estreito
onde a chama do dia
há de saber chegar
chama que brilha a direito
nos teus lábios a ondular
algo quase perfeito
dunas em pleno mar
assim qual nesse deserto
de amor e saudade
sempre a jorrar
na plena fantasia
dessa água pura
pela qual eu me perdia
até nesse teu dia
me chegar a encontrar
16
tecido vivente
nesse tecido... vivo
nesse céu... me vejo
nesse algo entretecido
assim sendo entendido
nesse algo proferido
entre amor e desejo
nesse céu... me vejo
nesse algo entretecido
assim sendo entendido
nesse algo proferido
entre amor e desejo
7
Pela Manhã
Nesse tempo indefinido
No que somos tão unidos
Pelo vento que nos inspira
Pelo suor desse calor
Que em nós transpira
Nesses lugares tão prezados
Nos que de nós expressamos
Essa luz no olhar ao ser iluminado
Pelo silêncio
cheio de vida que nos trespassava
nessa saudade de voltar a abraçar
esses universos tão quietos
que rugem por dentro
ao se deixar levar
por esse abrir o peito
o olhar de par em par
por deixar essa onda
nesse mar de amar
a se elevar
e rugindo sempre contando
vem à tua praia sussurrando
assim ainda chegar a contar
essas lendas tão antigas
essas palavras vivas
que sabes estão em ti
de novo a se acender
e nesse teu ser
assim a nudez
que se entrega
quando na sensibilidade
mais plena
a vida toda nos chega…
No que somos tão unidos
Pelo vento que nos inspira
Pelo suor desse calor
Que em nós transpira
Nesses lugares tão prezados
Nos que de nós expressamos
Essa luz no olhar ao ser iluminado
Pelo silêncio
cheio de vida que nos trespassava
nessa saudade de voltar a abraçar
esses universos tão quietos
que rugem por dentro
ao se deixar levar
por esse abrir o peito
o olhar de par em par
por deixar essa onda
nesse mar de amar
a se elevar
e rugindo sempre contando
vem à tua praia sussurrando
assim ainda chegar a contar
essas lendas tão antigas
essas palavras vivas
que sabes estão em ti
de novo a se acender
e nesse teu ser
assim a nudez
que se entrega
quando na sensibilidade
mais plena
a vida toda nos chega…
18
Memórias do nosso Lar
Apenas a memória desse nosso lar
Nessa infância garrida esquecida
Nessa memória levada
Nessa melodia escondida
Nessa chama assim tão amada
Apenas se entretecendo
apenas se saber deixar
qual essa palavra ao vento
que um dia vai saber chegar
Qual onda avançando no seu meio
Esse amplo mar de amar
Que se achegando bem cedo
Anuncia alvoradas de encantar
E nessas praias vazias
Despidas
Sem se terminar
Suspira palavras escondidas
Levadas onde nem sabias
Que se podia assim chegar
Nessa infância garrida esquecida
Nessa memória levada
Nessa melodia escondida
Nessa chama assim tão amada
Apenas se entretecendo
apenas se saber deixar
qual essa palavra ao vento
que um dia vai saber chegar
Qual onda avançando no seu meio
Esse amplo mar de amar
Que se achegando bem cedo
Anuncia alvoradas de encantar
E nessas praias vazias
Despidas
Sem se terminar
Suspira palavras escondidas
Levadas onde nem sabias
Que se podia assim chegar
24
Luz no horizonte
Desse antigo lamento
Amor suave e lento
Que voga em mar aberto
Sempre por dentro
Nessa onda de sentimento
Nessa brisa de alento
Nesse vento do pensamento
Nesse algo que leva o alento
nos fazendo assim regressar
A esse recanto profundo
Onde a luz do teu mundo
Brilha e arde sem cessar
Esse recinto sagrado
No que te tens deixado
Ao mergulhar
Ao entrar despido
Desse outro sentido
Que não seja
o de se entregar
esse algo mais íntimo
Que nasce do ser
ao crer em bem amar
Amor suave e lento
Que voga em mar aberto
Sempre por dentro
Nessa onda de sentimento
Nessa brisa de alento
Nesse vento do pensamento
Nesse algo que leva o alento
nos fazendo assim regressar
A esse recanto profundo
Onde a luz do teu mundo
Brilha e arde sem cessar
Esse recinto sagrado
No que te tens deixado
Ao mergulhar
Ao entrar despido
Desse outro sentido
Que não seja
o de se entregar
esse algo mais íntimo
Que nasce do ser
ao crer em bem amar
21
Mais perto
E nessa calidez sem final
Nesse algo
mais além do normal
Assim estendemos
Esses fios vivos
que em nós tecemos
E se nos unimos
E se assim seguimos
Até ao amanhecer
Desse algo mais alvo
Desse fogo que sangro
Para to dar
Entre a luz do luar
Escondido
Pelas sombras do segredo
No nosso sonho, banido
E nesses lugares e tempos
Que levamos por dentro
Trazido ao de cima
Qual a luz que se anuncia
Para chegar a iluminar
Esses olhos teus
A me olhar
Esse teu olhar iluminado
Neste tempo no que temos estado
Assim mais perto, lado a lado
Nesse algo
mais além do normal
Assim estendemos
Esses fios vivos
que em nós tecemos
E se nos unimos
E se assim seguimos
Até ao amanhecer
Desse algo mais alvo
Desse fogo que sangro
Para to dar
Entre a luz do luar
Escondido
Pelas sombras do segredo
No nosso sonho, banido
E nesses lugares e tempos
Que levamos por dentro
Trazido ao de cima
Qual a luz que se anuncia
Para chegar a iluminar
Esses olhos teus
A me olhar
Esse teu olhar iluminado
Neste tempo no que temos estado
Assim mais perto, lado a lado
9
... meu canto
Cantar à vida
Ao amor humano
Cantar ao que nos eleva
Ao que nos guia
Ao ser assim
Mano a mano
E nesse estranho lugar
contido
Em teu ser plantado
Ainda se esconde o sentido
De se caminhar sem ter chegado
Ao amor humano
Cantar ao que nos eleva
Ao que nos guia
Ao ser assim
Mano a mano
E nesse estranho lugar
contido
Em teu ser plantado
Ainda se esconde o sentido
De se caminhar sem ter chegado
17
Elementos
Nesse furor dos elementos
Que se animam por nós adentro
Nesse lampejo que nem vejo
sei e sinto
E consinto que esse relâmpago
Rasgue a direito
A sombra onde ainda estou varado
E o trovão
Sentido imenso
Nasça do que sou e penso
e entre no coração tão denso
De emoção de sentimento
com a paixão dessa onda
Livre e solta
Ave ao vento que se eleva
Gaivota nessa maré
que nos entrega
Esse rugir de eternidade
Que se animam por nós adentro
Nesse lampejo que nem vejo
sei e sinto
E consinto que esse relâmpago
Rasgue a direito
A sombra onde ainda estou varado
E o trovão
Sentido imenso
Nasça do que sou e penso
e entre no coração tão denso
De emoção de sentimento
com a paixão dessa onda
Livre e solta
Ave ao vento que se eleva
Gaivota nessa maré
que nos entrega
Esse rugir de eternidade
22
despertares
nesse momento indiscreto
no que tudo o que era secreto
tendendo a se deixar revelar
nesse papel em branco
nessa melodia
no entretanto
se estendendo
por nós adentro
ao vagar…
a nos preencher…
devagar…
e nessa sintonia
com tudo o que se anima
em nós e em nosso derredor
a se iluminar
um espaço consagrado
um tempo a teu lado
um evento além da razão
algo que nos chama, que clama
que proclama essa outra lição
de vida e a sua íntima essência
no silencio do que se não sabia
ai revivendo na tua sabedoria
fazendo despertar a consciência
nesse instante de magia
entre alegria e melancolia
entre alegoria e ciência
linha descrita
entre letras entrelaçadas
com tudo o que se cria
com tudo
o que tão bem se amava
no que tudo o que era secreto
tendendo a se deixar revelar
nesse papel em branco
nessa melodia
no entretanto
se estendendo
por nós adentro
ao vagar…
a nos preencher…
devagar…
e nessa sintonia
com tudo o que se anima
em nós e em nosso derredor
a se iluminar
um espaço consagrado
um tempo a teu lado
um evento além da razão
algo que nos chama, que clama
que proclama essa outra lição
de vida e a sua íntima essência
no silencio do que se não sabia
ai revivendo na tua sabedoria
fazendo despertar a consciência
nesse instante de magia
entre alegria e melancolia
entre alegoria e ciência
linha descrita
entre letras entrelaçadas
com tudo o que se cria
com tudo
o que tão bem se amava
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