Lista de Poemas

Entregar-se

Sabendo

Que esse tempo

Sendo dedicado

De coração aberto

Ao peito levado

Assim ao se entregar

O ser todo se lançar

Nesse oceano

Em nós levado

Para se bem amar

O céu estrelado

O campo doirado

Esse monte iluminado

De flores e prosas coroado

 

Ecos desse brado

Em nós ainda deixado

Esse mar de amar

Nunca antes trespassado

 

E nesse lugar silente

Em nós estrela cadente

Que veio a este tempo

Desde esse seu outro lugar

 

Plantar veredas de sonho

Sentimentos risonhos

Num pensamento elevado

 

E ver renascer nesse momento

Essa alegria ao vento lançada

 

Esse teu fado tão belo e ignorado

tua melodia pelo tempo cantada

Nesse algo assim tão bem amado

 

Aréola sem nome,

veste transparente

Algo que se crê e se sente

Que sempre voga a teu lado
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Tempus fugit

Nesse tempo

no que o momento

Parece se escoar

 

Tudo o que levas por dentro

A alegria e o sentimento

Parecendo se apagar

 

E nesse algo inesperado

Que acontece sem se ter contado

E nos doa um caminho novo

 

Esse algo que se tem esperado

Um espelho ainda baço

À espera de ser tocado

 

Por esse algo de imaginação criativa

Essa areola algo fantástica e festiva

Que se entretece e se entrelaça

Ali onde o teu ser vai e passa

 

Iluminando esse momento interior

Fazendo estar perto desse algo maior

Que nos chama em tom de ser gente

Assim de repente

 

E nos leva a vogar

A divagar

A voar nas asas do momento

E a entregar depois

Isso que levamos dentro
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Cantares lusos

Nesse ímpeto aceso

Nesse algo que se liberta

Tendo estado preso

Nesse sentimento

que se expressa

Nesse pensamento

que se deixa

Assim vogar

 

Entre o coração

e a mente

Linha candente

A se saber traçar

 

Sentidos nas entrelinhas

Letras comezinhas

Para assim jorrar

 

Desse peito aberto

Qual água pura

em pleno deserto

A nos embevecer devagar

 

E nessa praia abandonada

Na que nem essa onda

bem amada

Deixa de nos saber falar

 

Desses horizontes afastados

Desses outros fados

Que nos é dado a nós cantar

 

Em poemas e alegrias

Em mágoas e melancolias

Em vagas desse mar

de amar elevadas

 

Pelo rumor desse teu rubor

Também por nós cantadas
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ode ao jardineiro pintor

Nesses lugares

onde encontramos

 

O que e quem

 Procuramos

 

Nesses momentos

esquecidos

Nos que parecemos

mais unidos

 

Nesses tempos

nos que o calor

 

É bem humano

 

Nesse algo

que se anima

Que se esquece

Quando se ilumina

Parece que se desvanece

que se traz na simples sina

 

De se crer

Sem saber

 

Quando

mergulhar

O ser

 

Qual espada forjada

Nessa mesma água

 

Assim qual no fogo

escondido

Ali onde é nascido

 

E nesse vapor

tão íntimo

vertido

Entre verão e estio

 

Primavera florida

Em ocasos de outono

Esquecida

 

Até se deixar pintar

E levar

Qual folha ao vento

 

Dançando

no seu elemento

 

Corada

Assim deixada

 

Para voltar

A vogar

Entre margens

Recém-pintadas

 

Nesse rio

Esquecido

 

Que sempre leva

ao amplo mar

 

E nesse momento

Tão vivo

 

Que nos liga à nascente

Desse tão simples presente

Esse que agora

Sem mais demora

Poderemos chegar a prezar

 

E depois…

Ou ainda antes

Quais seres infantes

 

Ora sentir

Ora já ver seguir

 

O que dentro se levava

 

Quais diamantes

Transparecidos

Duros

Momentos vividos

 

Pela mesma luz

a nos saber

iluminar

 

Essa luz no olhar

E qual a gota

mais discreta

Nessa linha secreta

Que se fez assim desenhar

 

E nessa ode de investida

Nessa odisseia de vida

Se atreve ainda a pintar

 

A abobada celeste inteira

Das cores dessa vida

Verdadeira

 

Assim qual tu poderás

Assim chegar a imaginar

 

Ou ainda agora

Nesta mesma hora

Rir

Ou chorar

Dessa alegria tamanha

De voltar a encontrar…

 

 

O que se procurava

No íntimo apelo

Esse que sempre

se leva em segredo

E se deixa assim

Ao se plantar…
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A semente II

Nesse momento

Escasso

Que se faz assim

presente

Inaudito

Para a mente

Estranho grito

Consciência que presencia

A essência que se anuncia

Essa que te preenche

de vida

E dá luz ao teu dia

 

Se mostra

Qual alegria

 

E assim sendo chamada

A casca sendo rasgada

Qual tela que se pintava

Para mostrar

 

 uma realidade mais amada

Dessa que se entrevia

Entre a rotina do teu dia

 

E assim se descrevia

Até a semente em ti plantada

Luz e calor da tua morada

Voltar a anunciar

a primavera no ar

 

Por palavras no silêncio mergulhadas

Esse algo por dentro que tanto amas

Essa imagem entre seda e cetim

Que jaz em ti e em mim

 

Quais teias prendadas

De diamantes de águas levadas

Pela névoa sendo trespassada

Pelo fogo incipiente que se elevava
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Dunas entre marés, qual tu és

Nesse trilho secreto

Que te leva o alento

Ao ser percorrido

 

Nesse sentimento

Que brilha

por dentro

Ao ser vivido

 

Nesse momento

No que tudo

volta a reluzir

 

E no que o tempo

Jorra suave e lento

Parece se expandir

 

nesse retrato gravado

Nesse teu peito levado

Para se bem mostrar

 

Essa obra inacabada

linha entre tudo e nada

 

Horizonte que se ilumina

Pela luz da noite ou do dia

 

E nesses mares

mais ignorados

fica sempre

ondulado

 

Qual o teu ser

Ao ser descrito

 

Nessas pisadas na areia

Que sempre te tenho escrito
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e ter n@ idade

O sentido do sentimento evoca

Essa palavra nascida

No peito contida

 

Nessa tua boca ancorada

E nesse alento

Suave e lento

Deixada

 

Até se pintar

Bafejada

Nessa tua janela

ainda fechada

 

Nessa alvorada

De sonhos por concretizar

 

Nesse espelho discreto

Que não entende dialeto

E apenas te devolve o olhar

 

Ao se deixar iluminar

Pela luz que irradia

Nesse teu nascer de dia

 

E nessa melodia

Assim sendo entrançada

 

Entre o renascer que se cria

E esse algo que se lamentava

 

E nessa harmonia

Entre a mágoa

 alegria e tristeza

 

Nasceu a fantasia

Da mais extrema beleza

 

Que ainda se delicia

Por nos deixar comover

Nessa subtil graça enlevada

Que é qual aurora bordada

Nas teias do amanhecer…
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A semente IV

Uma ode em sinfonia se erguia

Esse rumor de furor se encontrava

O vento que era brisa se levantava

E nessa surpresa tão velada

Olhar nessa noite iluminada

E encontrar quem bem se achegava

A essa bela e simples morada

Essa onde vivia o ser que habitava

A tua infância renascida

Essa juventude que se anima

Essa sabedoria mais elevada

Esse amor que nunca acaba
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lágrima em tua mão

Ver nascer

Essa alegria

Essa lágrima

de novo dia

 

Já sendo transparecida

por se poder encontrar

 

o que em nós assim jazia

 

letras desse amor

que se amanhecia

 

Repousando agora em tua mão

Essa poisada em meu coração…
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Vagar nas vagas do sentimento

Nesses momentos musicais

Nesses instantes tão iguais

 

Nessas ondas elevadas

Pelas veredas

do sentimento levadas

 

A nos unir sem divagar

A nos achegar sem cessar

De vogar, de se enrolar

De se entretecer

Devagar

 

E de forma intensa

Mais além do que se sente

Mais forte do que se pensa

 

A nos largar

Sem apelo nem agravo

E sem nos deixar chegar

 

Aonde se ia nesse recado

Tão bem descrito

 

Nesse dar

O dito pelo não dito

 

Nessa verdade comezinha

Que tão cedo se adivinha

 

Nesse algo recatado

Que se acende em todo o lado

 

Nesse segredo berrado

Pelos recantos mais sonhados

 

E nessas viagens tão feitas

Assim quais palavras perfeitas

 

No final da oração mais candente

Que esta vida em presente

Nos tenha assim deixado

 

Qual oferta que se rejeita

Qual esse jeito que se ajeita

 

Qual esse algo tão prendado

Que é liberto

Quando estou a teu lado…

 

E nem se reconhece seu saber

Assim mergulhar nesse teu ser

E encontrar tanto momento

Varado

 

Esperando a ser

Levado

 

Para algum sítio iluminado

Onde se possa mostrar

 

O que levas no peito prendado

O que pensas sem se ter deixado

Assim reconhecer

 

E nessa mente dispersa

Ainda está a janela aberta

Para deixar voltar a ver

 

Os tempos que imaginavas

 fantasias que tanto prezavas

 

E essa pequena verdade

Disfarçada de liberdade

 

No lugar que tanto amavas

Esse que no peito levavas

Enquanto assim te afastavas
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