Lista de Poemas
Entregar-se
Sabendo
Que esse tempo
Sendo dedicado
De coração aberto
Ao peito levado
Assim ao se entregar
O ser todo se lançar
Nesse oceano
Em nós levado
Para se bem amar
O céu estrelado
O campo doirado
Esse monte iluminado
De flores e prosas coroado
Ecos desse brado
Em nós ainda deixado
Esse mar de amar
Nunca antes trespassado
E nesse lugar silente
Em nós estrela cadente
Que veio a este tempo
Desde esse seu outro lugar
Plantar veredas de sonho
Sentimentos risonhos
Num pensamento elevado
E ver renascer nesse momento
Essa alegria ao vento lançada
Esse teu fado tão belo e ignorado
tua melodia pelo tempo cantada
Nesse algo assim tão bem amado
Aréola sem nome,
veste transparente
Algo que se crê e se sente
Que sempre voga a teu lado
Que esse tempo
Sendo dedicado
De coração aberto
Ao peito levado
Assim ao se entregar
O ser todo se lançar
Nesse oceano
Em nós levado
Para se bem amar
O céu estrelado
O campo doirado
Esse monte iluminado
De flores e prosas coroado
Ecos desse brado
Em nós ainda deixado
Esse mar de amar
Nunca antes trespassado
E nesse lugar silente
Em nós estrela cadente
Que veio a este tempo
Desde esse seu outro lugar
Plantar veredas de sonho
Sentimentos risonhos
Num pensamento elevado
E ver renascer nesse momento
Essa alegria ao vento lançada
Esse teu fado tão belo e ignorado
tua melodia pelo tempo cantada
Nesse algo assim tão bem amado
Aréola sem nome,
veste transparente
Algo que se crê e se sente
Que sempre voga a teu lado
20
Tempus fugit
Nesse tempo
no que o momento
Parece se escoar
Tudo o que levas por dentro
A alegria e o sentimento
Parecendo se apagar
E nesse algo inesperado
Que acontece sem se ter contado
E nos doa um caminho novo
Esse algo que se tem esperado
Um espelho ainda baço
À espera de ser tocado
Por esse algo de imaginação criativa
Essa areola algo fantástica e festiva
Que se entretece e se entrelaça
Ali onde o teu ser vai e passa
Iluminando esse momento interior
Fazendo estar perto desse algo maior
Que nos chama em tom de ser gente
Assim de repente
E nos leva a vogar
A divagar
A voar nas asas do momento
E a entregar depois
Isso que levamos dentro
no que o momento
Parece se escoar
Tudo o que levas por dentro
A alegria e o sentimento
Parecendo se apagar
E nesse algo inesperado
Que acontece sem se ter contado
E nos doa um caminho novo
Esse algo que se tem esperado
Um espelho ainda baço
À espera de ser tocado
Por esse algo de imaginação criativa
Essa areola algo fantástica e festiva
Que se entretece e se entrelaça
Ali onde o teu ser vai e passa
Iluminando esse momento interior
Fazendo estar perto desse algo maior
Que nos chama em tom de ser gente
Assim de repente
E nos leva a vogar
A divagar
A voar nas asas do momento
E a entregar depois
Isso que levamos dentro
27
Cantares lusos
Nesse ímpeto aceso
Nesse algo que se liberta
Tendo estado preso
Nesse sentimento
que se expressa
Nesse pensamento
que se deixa
Assim vogar
Entre o coração
e a mente
Linha candente
A se saber traçar
Sentidos nas entrelinhas
Letras comezinhas
Para assim jorrar
Desse peito aberto
Qual água pura
em pleno deserto
A nos embevecer devagar
E nessa praia abandonada
Na que nem essa onda
bem amada
Deixa de nos saber falar
Desses horizontes afastados
Desses outros fados
Que nos é dado a nós cantar
Em poemas e alegrias
Em mágoas e melancolias
Em vagas desse mar
de amar elevadas
Pelo rumor desse teu rubor
Também por nós cantadas
Nesse algo que se liberta
Tendo estado preso
Nesse sentimento
que se expressa
Nesse pensamento
que se deixa
Assim vogar
Entre o coração
e a mente
Linha candente
A se saber traçar
Sentidos nas entrelinhas
Letras comezinhas
Para assim jorrar
Desse peito aberto
Qual água pura
em pleno deserto
A nos embevecer devagar
E nessa praia abandonada
Na que nem essa onda
bem amada
Deixa de nos saber falar
Desses horizontes afastados
Desses outros fados
Que nos é dado a nós cantar
Em poemas e alegrias
Em mágoas e melancolias
Em vagas desse mar
de amar elevadas
Pelo rumor desse teu rubor
Também por nós cantadas
38
ode ao jardineiro pintor
Nesses lugares
onde encontramos
O que e quem
Procuramos
Nesses momentos
esquecidos
Nos que parecemos
mais unidos
Nesses tempos
nos que o calor
É bem humano
Nesse algo
que se anima
Que se esquece
Quando se ilumina
Parece que se desvanece
que se traz na simples sina
De se crer
Sem saber
Quando
mergulhar
O ser
Qual espada forjada
Nessa mesma água
Assim qual no fogo
escondido
Ali onde é nascido
E nesse vapor
tão íntimo
vertido
Entre verão e estio
Primavera florida
Em ocasos de outono
Esquecida
Até se deixar pintar
E levar
Qual folha ao vento
Dançando
no seu elemento
Corada
Assim deixada
Para voltar
A vogar
Entre margens
Recém-pintadas
Nesse rio
Esquecido
Que sempre leva
ao amplo mar
E nesse momento
Tão vivo
Que nos liga à nascente
Desse tão simples presente
Esse que agora
Sem mais demora
Poderemos chegar a prezar
E depois…
Ou ainda antes
Quais seres infantes
Ora sentir
Ora já ver seguir
O que dentro se levava
Quais diamantes
Transparecidos
Duros
Momentos vividos
Pela mesma luz
a nos saber
iluminar
Essa luz no olhar
E qual a gota
mais discreta
Nessa linha secreta
Que se fez assim desenhar
E nessa ode de investida
Nessa odisseia de vida
Se atreve ainda a pintar
A abobada celeste inteira
Das cores dessa vida
Verdadeira
Assim qual tu poderás
Assim chegar a imaginar
Ou ainda agora
Nesta mesma hora
Rir
Ou chorar
Dessa alegria tamanha
De voltar a encontrar…
O que se procurava
No íntimo apelo
Esse que sempre
se leva em segredo
E se deixa assim
Ao se plantar…
onde encontramos
O que e quem
Procuramos
Nesses momentos
esquecidos
Nos que parecemos
mais unidos
Nesses tempos
nos que o calor
É bem humano
Nesse algo
que se anima
Que se esquece
Quando se ilumina
Parece que se desvanece
que se traz na simples sina
De se crer
Sem saber
Quando
mergulhar
O ser
Qual espada forjada
Nessa mesma água
Assim qual no fogo
escondido
Ali onde é nascido
E nesse vapor
tão íntimo
vertido
Entre verão e estio
Primavera florida
Em ocasos de outono
Esquecida
Até se deixar pintar
E levar
Qual folha ao vento
Dançando
no seu elemento
Corada
Assim deixada
Para voltar
A vogar
Entre margens
Recém-pintadas
Nesse rio
Esquecido
Que sempre leva
ao amplo mar
E nesse momento
Tão vivo
Que nos liga à nascente
Desse tão simples presente
Esse que agora
Sem mais demora
Poderemos chegar a prezar
E depois…
Ou ainda antes
Quais seres infantes
Ora sentir
Ora já ver seguir
O que dentro se levava
Quais diamantes
Transparecidos
Duros
Momentos vividos
Pela mesma luz
a nos saber
iluminar
Essa luz no olhar
E qual a gota
mais discreta
Nessa linha secreta
Que se fez assim desenhar
E nessa ode de investida
Nessa odisseia de vida
Se atreve ainda a pintar
A abobada celeste inteira
Das cores dessa vida
Verdadeira
Assim qual tu poderás
Assim chegar a imaginar
Ou ainda agora
Nesta mesma hora
Rir
Ou chorar
Dessa alegria tamanha
De voltar a encontrar…
O que se procurava
No íntimo apelo
Esse que sempre
se leva em segredo
E se deixa assim
Ao se plantar…
26
A semente II
Nesse momento
Escasso
Que se faz assim
presente
Inaudito
Para a mente
Estranho grito
Consciência que presencia
A essência que se anuncia
Essa que te preenche
de vida
E dá luz ao teu dia
Se mostra
Qual alegria
E assim sendo chamada
A casca sendo rasgada
Qual tela que se pintava
Para mostrar
uma realidade mais amada
Dessa que se entrevia
Entre a rotina do teu dia
E assim se descrevia
Até a semente em ti plantada
Luz e calor da tua morada
Voltar a anunciar
a primavera no ar
Por palavras no silêncio mergulhadas
Esse algo por dentro que tanto amas
Essa imagem entre seda e cetim
Que jaz em ti e em mim
Quais teias prendadas
De diamantes de águas levadas
Pela névoa sendo trespassada
Pelo fogo incipiente que se elevava
Escasso
Que se faz assim
presente
Inaudito
Para a mente
Estranho grito
Consciência que presencia
A essência que se anuncia
Essa que te preenche
de vida
E dá luz ao teu dia
Se mostra
Qual alegria
E assim sendo chamada
A casca sendo rasgada
Qual tela que se pintava
Para mostrar
uma realidade mais amada
Dessa que se entrevia
Entre a rotina do teu dia
E assim se descrevia
Até a semente em ti plantada
Luz e calor da tua morada
Voltar a anunciar
a primavera no ar
Por palavras no silêncio mergulhadas
Esse algo por dentro que tanto amas
Essa imagem entre seda e cetim
Que jaz em ti e em mim
Quais teias prendadas
De diamantes de águas levadas
Pela névoa sendo trespassada
Pelo fogo incipiente que se elevava
27
Dunas entre marés, qual tu és
Nesse trilho secreto
Que te leva o alento
Ao ser percorrido
Nesse sentimento
Que brilha
por dentro
Ao ser vivido
Nesse momento
No que tudo
volta a reluzir
E no que o tempo
Jorra suave e lento
Parece se expandir
nesse retrato gravado
Nesse teu peito levado
Para se bem mostrar
Essa obra inacabada
linha entre tudo e nada
Horizonte que se ilumina
Pela luz da noite ou do dia
E nesses mares
mais ignorados
fica sempre
ondulado
Qual o teu ser
Ao ser descrito
Nessas pisadas na areia
Que sempre te tenho escrito
Que te leva o alento
Ao ser percorrido
Nesse sentimento
Que brilha
por dentro
Ao ser vivido
Nesse momento
No que tudo
volta a reluzir
E no que o tempo
Jorra suave e lento
Parece se expandir
nesse retrato gravado
Nesse teu peito levado
Para se bem mostrar
Essa obra inacabada
linha entre tudo e nada
Horizonte que se ilumina
Pela luz da noite ou do dia
E nesses mares
mais ignorados
fica sempre
ondulado
Qual o teu ser
Ao ser descrito
Nessas pisadas na areia
Que sempre te tenho escrito
20
e ter n@ idade
O sentido do sentimento evoca
Essa palavra nascida
No peito contida
Nessa tua boca ancorada
E nesse alento
Suave e lento
Deixada
Até se pintar
Bafejada
Nessa tua janela
ainda fechada
Nessa alvorada
De sonhos por concretizar
Nesse espelho discreto
Que não entende dialeto
E apenas te devolve o olhar
Ao se deixar iluminar
Pela luz que irradia
Nesse teu nascer de dia
E nessa melodia
Assim sendo entrançada
Entre o renascer que se cria
E esse algo que se lamentava
E nessa harmonia
Entre a mágoa
alegria e tristeza
Nasceu a fantasia
Da mais extrema beleza
Que ainda se delicia
Por nos deixar comover
Nessa subtil graça enlevada
Que é qual aurora bordada
Nas teias do amanhecer…
Essa palavra nascida
No peito contida
Nessa tua boca ancorada
E nesse alento
Suave e lento
Deixada
Até se pintar
Bafejada
Nessa tua janela
ainda fechada
Nessa alvorada
De sonhos por concretizar
Nesse espelho discreto
Que não entende dialeto
E apenas te devolve o olhar
Ao se deixar iluminar
Pela luz que irradia
Nesse teu nascer de dia
E nessa melodia
Assim sendo entrançada
Entre o renascer que se cria
E esse algo que se lamentava
E nessa harmonia
Entre a mágoa
alegria e tristeza
Nasceu a fantasia
Da mais extrema beleza
Que ainda se delicia
Por nos deixar comover
Nessa subtil graça enlevada
Que é qual aurora bordada
Nas teias do amanhecer…
17
A semente IV
Uma ode em sinfonia se erguia
Esse rumor de furor se encontrava
O vento que era brisa se levantava
E nessa surpresa tão velada
Olhar nessa noite iluminada
E encontrar quem bem se achegava
A essa bela e simples morada
Essa onde vivia o ser que habitava
A tua infância renascida
Essa juventude que se anima
Essa sabedoria mais elevada
Esse amor que nunca acaba
Esse rumor de furor se encontrava
O vento que era brisa se levantava
E nessa surpresa tão velada
Olhar nessa noite iluminada
E encontrar quem bem se achegava
A essa bela e simples morada
Essa onde vivia o ser que habitava
A tua infância renascida
Essa juventude que se anima
Essa sabedoria mais elevada
Esse amor que nunca acaba
22
lágrima em tua mão
Ver nascer
Essa alegria
Essa lágrima
de novo dia
Já sendo transparecida
por se poder encontrar
o que em nós assim jazia
letras desse amor
que se amanhecia
Repousando agora em tua mão
Essa poisada em meu coração…
Essa alegria
Essa lágrima
de novo dia
Já sendo transparecida
por se poder encontrar
o que em nós assim jazia
letras desse amor
que se amanhecia
Repousando agora em tua mão
Essa poisada em meu coração…
19
Vagar nas vagas do sentimento
Nesses momentos musicais
Nesses instantes tão iguais
Nessas ondas elevadas
Pelas veredas
do sentimento levadas
A nos unir sem divagar
A nos achegar sem cessar
De vogar, de se enrolar
De se entretecer
Devagar
E de forma intensa
Mais além do que se sente
Mais forte do que se pensa
A nos largar
Sem apelo nem agravo
E sem nos deixar chegar
Aonde se ia nesse recado
Tão bem descrito
Nesse dar
O dito pelo não dito
Nessa verdade comezinha
Que tão cedo se adivinha
Nesse algo recatado
Que se acende em todo o lado
Nesse segredo berrado
Pelos recantos mais sonhados
E nessas viagens tão feitas
Assim quais palavras perfeitas
No final da oração mais candente
Que esta vida em presente
Nos tenha assim deixado
Qual oferta que se rejeita
Qual esse jeito que se ajeita
Qual esse algo tão prendado
Que é liberto
Quando estou a teu lado…
E nem se reconhece seu saber
Assim mergulhar nesse teu ser
E encontrar tanto momento
Varado
Esperando a ser
Levado
Para algum sítio iluminado
Onde se possa mostrar
O que levas no peito prendado
O que pensas sem se ter deixado
Assim reconhecer
E nessa mente dispersa
Ainda está a janela aberta
Para deixar voltar a ver
Os tempos que imaginavas
fantasias que tanto prezavas
E essa pequena verdade
Disfarçada de liberdade
No lugar que tanto amavas
Esse que no peito levavas
Enquanto assim te afastavas
Nesses instantes tão iguais
Nessas ondas elevadas
Pelas veredas
do sentimento levadas
A nos unir sem divagar
A nos achegar sem cessar
De vogar, de se enrolar
De se entretecer
Devagar
E de forma intensa
Mais além do que se sente
Mais forte do que se pensa
A nos largar
Sem apelo nem agravo
E sem nos deixar chegar
Aonde se ia nesse recado
Tão bem descrito
Nesse dar
O dito pelo não dito
Nessa verdade comezinha
Que tão cedo se adivinha
Nesse algo recatado
Que se acende em todo o lado
Nesse segredo berrado
Pelos recantos mais sonhados
E nessas viagens tão feitas
Assim quais palavras perfeitas
No final da oração mais candente
Que esta vida em presente
Nos tenha assim deixado
Qual oferta que se rejeita
Qual esse jeito que se ajeita
Qual esse algo tão prendado
Que é liberto
Quando estou a teu lado…
E nem se reconhece seu saber
Assim mergulhar nesse teu ser
E encontrar tanto momento
Varado
Esperando a ser
Levado
Para algum sítio iluminado
Onde se possa mostrar
O que levas no peito prendado
O que pensas sem se ter deixado
Assim reconhecer
E nessa mente dispersa
Ainda está a janela aberta
Para deixar voltar a ver
Os tempos que imaginavas
fantasias que tanto prezavas
E essa pequena verdade
Disfarçada de liberdade
No lugar que tanto amavas
Esse que no peito levavas
Enquanto assim te afastavas
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