Lista de Poemas

o sonho do artista da vida

Nesse caminho levado

Dentro de nós gravado

 

Percorrido em cada dia

No que se acende a alegoria

 

De se dar alegria ao tempo

De se plantar sentido ao lugar

 

De se encontrar sentimento

 

Nesse breve lamento

Do vento a nos tocar

 

E quando assim a brisa

Suspira sem cessar

 

Esse alento por dentro

Nesse algo de incerto

Abre o espaço e o tempo

 

Faz a tela rasgar

 

E assim se decora

Esse ser que ri

e que chora

 

Ao não saber que pintar

 

Nesse trilho indiscreto

Que se fez assim

qual momento

Da vida

a se pronunciar

 

Nesse sentimento ao relento

Que leva a vida toda a narrar
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ainda...

a tua luz

no meu olhar

o teu ser

no meu a entrar

esse amor

sempre a vagar

onde estiver

voltar a ver

esse teu abraço a chegar

qual onda

desse mar mais antigo

esse oceano tão lonjano

no que ainda vivo contigo
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Elogio ao Romance Moderno

Texto simples

Leitura fácil

Mistério vivo

Que se entrelace

 

E nesse sentido

O mais simples sentimento

Exposto qual se tenha acontecido

Notícia vazia para todo ser vivo

Sem maior embelezamento

 

Apenas a esse bichinho curioso

Possa chegar a interessar

Ser que folheia os livros

Quais flores a desflorar

Esperando encontrar sentido

ali onde o puseram a divagar

 

À procura de algo glorioso

Para se descobrir

no seu dia a passar

 

E nesses poemas

Tão curtos e breves

 

Que nos fazem pensar

 

Evocando os que os precedem

Na sua curta forma de nos falar
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Quadros Subtís

Assim nessa folha a se mostrar

Ou nesses lugares fugidios

Vestidos de cores

Investidos

Nessa chama no peito a arder

Esse algo a chamar e se ver

Assim em todo o lado

 

Nesse recanto mais recatado

Que te é dado para estar

Assim lada a lado com o fado

De sorver essa vida no adro

E pintar palavras que não vês

Nesse subtil requadro

Obra do sempre inacabado

Que te foi dado a esquecer

Para nessa folha que pairava

Nesse teu pensamento

que esvoaçava

Em palavras de letras de sol

Doiradas

Poderes voltar a descrever

Para ti que vês e passavas

A ti que assim também ali estavas

Comigo nesse amanhecer das palavras

Que se guardam sem se esquecer

De se voltar a reviver
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certos e erráticos

As Palavras certas

E certas palavras

acertam

Ao serem sentidas

Mais que pensadas
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No teu sonho

Quando encontras

o caminho

E algo comezinho

Te começa a chamar

 

E dentro de ti o brio

Desse dia repetido

Começa a soçobrar

 

E nesses momentos de rotina

Entre a luz do dia-a-dia

Começas a plantar

 

Tempos de magia

Plena luz e alegria

Sintonia a se espalhar

 

Procuras lugares

Que te possam inspirar

E seres pares

Que compreendam

o que te está a levar

A querer descrever

Com mais que saber

Esse mundo novo

 

 

Sempre diverso

Sempre cheio de luz e vida

Que anima o teu universo

 

Tão íntimo

Tão sagrado

Qual cantar

que tem de ser

partilhado

 

Nesse calor tão humano

De se encontrar lado a lado

Nesse trilho a se seguir

Onde não havia marcas para onde ir

E se tenha assim chegado

A essas veredas todas ledas

Cheias do que por dentro de ti levas

 

Para dar luz ao mundo

Para fazer do teu sonho

Tempo e lugar fecundo
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Marés bem amadas...

esses teus horizontes

se acendem

no meu olhar

 

essa linha ondulada

a que me ensinas

a caminhar

 

Nesse tudo ou nada

No que posso me entregar

 

Nessa maré bem-amada

Que nos leva e nos afaga

Até se chegar a poisar

 

pés na areia molhada

Nessa tua melodia

Em mim sussurrada
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Sen hor@ criança

Nessa idade inventada

Para se soletrar

E mais nada

 

Para se fazer riscos de adivinha

De aonde nada provinha

 

Nessa terna idade

Onde nem havia saudade

 

Nesse parque vedado

Para se não se deixar alonjado

 

O ser que sonhava

O que tanto inventava

 

O que ria e chorava

Sem mais

 

O que se enternecia

E embevecia

 

Pela mais simples alegria

Pela mais terna sinfonia

 

Cantada entre as demais

 

Pelos sons mais reais

Alguma vez sonhados

 

Essa fantasia discreta

Que nem tinha tempo

nem meta

 

E se levava a todo o lado

 

Assim o ser criança jazia

Antes de se ter inventado

 

E dava luz ao próprio dia

E corria sem estar varado

 

Em porto ou lugar algum

 

Brincava com a areia

e o mar

Sem conhecer nenhum

 

Ria do rio pelo seu nome

Desconhecia o oceano

assim vedado

 

Nessa água que tudo une

Por dentro de cada ser Humano
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Dar luz ao mundo

Essa tranquilidade

renascida

Entra por ti adentro

Renova o sentimento

E faz evocar

 

Essa imagem ancestral

Imbuída nessa melodia

que tão bem nos chega

 

Da nascente

 

Desse ser corrente

Que és na vida a passar

 

E mostra paisagens

de ensonho

por ti a dentro

a se deixar levar

 

Mares a teus pés

Acariciando

quem verdadeiramente és

 

sussurrando

segredos que não ouvias

 

até te aperceber

e parar

um momento

abrindo o tempo

e dando vida e magia

a qualquer lugar

 

e essa luz que te alumia

renascida entre noite e dia

assim alvorada ou ocaso

a se fazer misturar

nesse teu cadilho preparado

para transformar o mundo

nesse teu canto mais elevado
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Romance no silêncio

Ficar no silêncio

ao se partilhar

Esse momento intenso

Incendio por dentro de nós

a irradiar

 

Sentido sentimento

Esse algo de alento

a se elevar

 

E esse calor bem humano

Entre o simples e o sagrado

Assim a acontecer ao respirar

e nos deixar corar

 

Por esse coração

prendado

Assim sustido

Lado a lado

Para saber chegar

 

a acontecer

 

Esse compasso adormecido

Esse sentido mais querido

Essa presença ainda insólita

Que nos move a perseverar

 

Essa imensa glória

Sem jamais se chegar

A alcançar…
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