Lista de Poemas

Parto e poema

Nesse parto que nasce por dentro

Nesse findar de fôlego, calmo e lento

Nesse alento que se vem sustendo

Até finalizar o que se está escrevendo

 

Essa melodia, filigrana fina

Que advém do coração

Desse lugar onde esmorecia

A cor da alegria, a luz do dia

E se planta a emoção

quais vagas em maré aberta

Quais as páginas em branco

nas que se não acerta…

Apenas desenhos de encantar

Poemas a se imaginar

 

Tela em branco - luzidia

Estando prenhe de magia

Quanto mais se encontrar vazia

Mais se vai deixar prendar

Esperando

Esse momento de encontro

No que nos vamos projetando

Para a bem chegar a levar

esse algo que em nós habita

Que nas águas da vida agita

 

Essas vistas cristalinas

Essas sonoras odes idas

Em melodias sem se findar

 

Essas tristezas e alegrias

Que em nossa súmula

se deixaram agarrar

 

E levar

Para dentro

desse teu cadilho sedento

Sempre a se transformar

 

A juntar o espaço

E o tempo

Num ápice de sentimento

No pensamento qual voar

E nesse intento

Essa mão a divagar

Nessa linha desenhada

Que se entrelaça

Entre o tudo e o nada

E traz a fagulha de vida

De volta aonde é nascida
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Amor Recatado

Quando o corpo dói

e não se entende




O dar de si

a toda a gente




O entregar esse eterno presente

Que se aviva em cada momento

Que é qual ser vivente

alimento perene

 íntimo sustento

nesse coração

Estendido em letras de brio

Elevado em linhas desenhado

E nesses acordes de melodia

Assim entrelaçado

 

Entre a noite e o dia

Quando é assim chamado

A se mostrar

 

E se se estiver desperto

De coração aberto

Quiçá venha a poisar




Na palma da tua mão

Nesse simples ademão

Nesse jeito singelo

E recatado

De se conseguir trazer

esse amor a teu lado
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Criança Poeta

nesse tempo

que se não contava

 

Quando se brincava

Veredas afora

Sem limite nem hora

 

Para bem se pintar

Mundos de trova nova

Para chegar ao lar e contar

 

Alegria da casa

 

Sempre viva flor

que não passa

E acendia luzes mais brilhantes

Trespassando o baço da vidraça

E elevava luzes mais candentes

 

Ali por onde as gentes

Ainda em silêncio passam

E nesse algo coerente

De renovar e lembrar

essa vida tão intensa

Tão real

 

Essa que vai mais além

do que se pensa

Mais além do bem e do mal

Depois definidos

 

Mais além do que é

alegria ou mágoa

Sentimentos sentidos

 

juntas pequenas divagações

Em letras coloridas

Em palavras bem garridas

Que reacendem corações

Cuidam essas tuas emoções

Deixam o olhar bem iluminado

Abrindo o peito de par em par

Para se ter de novo inspirado
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Estrada de H armonia

nesse terno aroma

 

entre espuma e mar

 

esse lume na água

que ainda faz brotar

 

areolas de fantasia

melodias de encantar

 

névoa em pleno dia

nevoeiro na noite fria

calor para nos amar…

 

e chegar assim a vogar

nesse mar de sentimento

nesse sentido vivo

que levamos dentro

 

nesse algo mais além do alento

que se aquece e nos enaltece

apenas ao se querer entregar…

 

uma palavra de si despida

nessa estranha despedida

ao ver o tema do poema

assim a se deixar apagar

 

sendo qual um soneto,

ora num alegre canto

nesse deixar-se levar,

por amar e crer tanto

nessa pura humanidade

nesse algo de verdade

nessa luz de sentimento

que dá vida e alegria ao momento

nessa mais bela estrada

que se caminha na alvorada

nessa luz fugidia

que acende a noite até ser dia
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a luz iluminava esse sopro que por dentro nos levava...

Até que essa luz

no peito ancorada

 

Nos levou a navegar

 

Pelos céus mais distantes

Onde estrelas cintilantes

 

Marcam novos horizontes

E elevam velhos instantes

 

E nesse momento

Ainda bem amado

 

Até o ocaso

 

Aparece de uma e mil cores

Assim como recém-pintado;
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letras entretecidas

nessas letras intensas

tão tensas

que se poderiam tocar

melodias de alegorias

noites de magias

e esses estranhos dias

de se encantar

ao se encontrar

um tema

nesse algo que trema

no apelo da pele serena

ao se elevar

 

nesses olhos varados

pela luz desse amor

iluminados

pelo sorriso

mais discreto deixado

erguido

em riso de criança

sendo bem amado
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Momentos

Nesses momentos que abraço

Ainda que a dor do que faço

Se estenda por mim adentro

 

Nesses tempos sendo afastados

Nos que o sentimento era claro

E as manhãs mais bem saudadas

 

Nesses instantes nos que

 como dantes

 

As palavras nos são levadas

E ficam no silêncio gravadas
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Nesses momentos esquecidos

nesses momentos esquecidos

nesses lugares ainda vividos

assim voltar a nascer

 

nesse algo de verdade

que se acende em saudade

sentimento que vem do alento

de bem se saber por dentro

essa verdadeira identidade

essa palavra qual clave

que se acende no peito

que voga por dentro

e tão bem nos sabe

 

sendo lavrada

elaborada

levada ao coração

e assim bem elevada

 

até se fundir

 

com o que em nós assim habita

no que em ti ainda se agita

no que em nós é

verdadeiro momento

e em ti e em mim

é qual lamento

elevado ao se cantar

puro sentimento

unir sem se deixar levar

pelo baço do acaso

pelo improviso sem espaço

para se plantar

e germinar

 

nessa vaga elevada

nesse algo que não cala

esse sentir mais afeito

a se vogar a direito

entre o mar e marés

 

e levar assim por dentro

essa alegria e sentimento

que se vê tal qual o vês

 

tal qual tu és

tal qual se vive

e bem se transmite

se em nós

se deixa embelezar

nesse momento mais alto

nesse viver no sobressalto

 

reter sempre

um sorriso de magia

um olhar de novo dia

e um abraço para amparar

tudo isso que nesta vida

nos é oferecido para bem amar
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Quando nos encontramos

Quando nos encontramos

Nessa noite estreita

Quando o que somos

Não se rende nem se deita

Permanece nessa luz velada

à espreita

De encontrar

 

esse algo que se aceita

nova forma de se olhar

 

nesse mundo

tão coerente

tudo o que se esvai

por dentro da gente

ao se deixar levar

 

E se se chegar a achegar

Tudo se irá transformar

 

Nesse peito um sentimento

Neste mundo uma nova forma

De ser

De estar

De conseguir encontrar

O tempo

O lugar

Para se ficar atento

Ao que em nós lateja por dentro

A esse lume a nos bem iluminar

A esse tempo luzidio ao achegar

 

O ser que de si se distanciava

O mundo que se afastava

O tempo que não chegava

o lugar que se não encontrava

 

Tudo entre teus braços

Nesse abraço colossal

Tudo nesse olhar

Ao me ver assim

sem igual

Tudo nessas mãos

A se deixar levar

Na mão de quem

assim

Estiver a par

E nessa presença

singela

Que acende o mundo

Dá luz à treva

E desde o mais profundo

Assim se encanta e nos eleva
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Sentimento acompassado nesse coração bem amado

nesse sentimento levado

no peito

 

para se abrir de par em par

e brilhar a direito

iluminando o caminho

mais estreito

que se pode percorrer ao soletrar

palavras no silencio

lidas entre tempos

para se voltar a ler

devagar

 

nesse sentido sentimento

que faz até mudar o tempo

nos ajuda a regressar no olhar

 

nesse futuro plantado

nesse presente prezado

assim no estar acompassado

com o teu coração a palpitar
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