Luz no Estio
Nesse lugar onde abraço
Os sonhos, ideais
e o cansaço
De pregar às sombras
nas que me desfaço
De instilar alento
ao lume baço
Nessa cristal bafejado
Pelo tempo mais amado
Nesse sentido sentimento
tudo o que se leva dentro
Nessa flor aveludada…
Suave frágil perfumada
Que quando tocada
Pela imaginação mais fértil
Se abre ou se perde
Entre luzes e melodias
Fantasia de alvorada
Qual barca ancorada
Entre as marés
Esperando
a tua chegada
Para ser desamarrada
E vogar entre o que és
E nesse sentido mais amplo
Nesse algo mais vazio
Escrever de novo o teu canto
Plantando a tua luz no estio…
Estrada de H armonia
nesse terno aroma
entre espuma e mar
esse lume na água
que ainda faz brotar
areolas de fantasia
melodias de encantar
névoa em pleno dia
nevoeiro na noite fria
calor para nos amar…
e chegar assim a vogar
nesse mar de sentimento
nesse sentido vivo
que levamos dentro
nesse algo mais além do alento
que se aquece e nos enaltece
apenas ao se querer entregar…
uma palavra de si despida
nessa estranha despedida
ao ver o tema do poema
assim a se deixar apagar
sendo qual um soneto,
ora num alegre canto
nesse deixar-se levar,
por amar e crer tanto
nessa pura humanidade
nesse algo de verdade
nessa luz de sentimento
que dá vida e alegria ao momento
nessa mais bela estrada
que se caminha na alvorada
nessa luz fugidia
que acende a noite até ser dia
Mundos de ilusão entre devoção e paixão
na sensação de cansaço
Ir mais além
E nesse eterno abraço
entre tempo e espaço
Encontrar alguém
Que nos saiba
Que nos ouça
quem baila nessa eternidade
Entre o ser a saber e saudade
Reconhecimento
lento
Por dentro
Fluindo
Qual sangue ou alento
Qual esse algo bafejado
Na cara reflexo levado
Entre a luz do olhar
E o sorriso velado
Ao se ter encontrado
Quem bem nos queira amar
Sem se ver essa imagem
Que sopra qual aragem
Nesse vale ao luar
Nessa luz fugidia
Que se estende
entre a noite e dia
Nesse flagrante desejo
sendo reflexo que vejo
Ao te encontrar
nesse momento
o mais simples
o calor humano
Deixa o vidro molhado
De tanto se rir ou chorar
Sintonia de vida
Se nessa sintonia
Que nos liga à própria vida
nessa mensagem sentida
Se nessa carta de alegria
se expressa e se anuncia
Nessa luz que nos alumia
Nessa dança entretecida
Entre o que somos
e isso que nos guia
ode ao jardineiro pintor
Nesses lugares
onde encontramos
O que e quem
Procuramos
Nesses momentos
esquecidos
Nos que parecemos
mais unidos
Nesses tempos
nos que o calor
É bem humano
Nesse algo
que se anima
Que se esquece
Quando se ilumina
Parece que se desvanece
que se traz na simples sina
De se crer
Sem saber
Quando
mergulhar
O ser
Qual espada forjada
Nessa mesma água
Assim qual no fogo
escondido
Ali onde é nascido
E nesse vapor
tão íntimo
vertido
Entre verão e estio
Primavera florida
Em ocasos de outono
Esquecida
Até se deixar pintar
E levar
Qual folha ao vento
Dançando
no seu elemento
Corada
Assim deixada
Para voltar
A vogar
Entre margens
Recém-pintadas
Nesse rio
Esquecido
Que sempre leva
ao amplo mar
E nesse momento
Tão vivo
Que nos liga à nascente
Desse tão simples presente
Esse que agora
Sem mais demora
Poderemos chegar a prezar
E depois…
Ou ainda antes
Quais seres infantes
Ora sentir
Ora já ver seguir
O que dentro se levava
Quais diamantes
Transparecidos
Duros
Momentos vividos
Pela mesma luz
a nos saber
iluminar
Essa luz no olhar
E qual a gota
mais discreta
Nessa linha secreta
Que se fez assim desenhar
E nessa ode de investida
Nessa odisseia de vida
Se atreve ainda a pintar
A abobada celeste inteira
Das cores dessa vida
Verdadeira
Assim qual tu poderás
Assim chegar a imaginar
Ou ainda agora
Nesta mesma hora
Rir
Ou chorar
Dessa alegria tamanha
De voltar a encontrar…
O que se procurava
No íntimo apelo
Esse que sempre
se leva em segredo
E se deixa assim
Ao se plantar…
Estrada de Harmonia
nesse terno aroma
entre espuma e mar
esse lume na água
que ainda faz brotar
areolas de fantasia
melodias de encantar
névoa em pleno dia
nevoeiro na noite fria
calor para nos amar…
e chegar assim a vogar
nesse mar de sentimento
nesse sentido vivo
que levamos dentro
nesse algo mais além do alento
que se aquece e nos enaltece
apenas ao se querer entregar…
uma palavra de si despida
nessa estranha despedida
ao ver o tema do poema
assim a se deixar apagar
sendo qual um soneto,
ora num alegre canto
nesse deixar-se levar,
por amar e crer tanto
nessa pura humanidade
nesse algo de verdade
nessa luz de sentimento
que dá vida e alegria ao momento
nessa mais bela estrada
que se caminha na alvorada
nessa luz fugidia
que acende a noite até ser dia
Sonhos quais estrelas cadentes
Se folego restasse
Para dar esse passe
De algo mais sentido
Mais profundo e vivido
Assim qual luar
a roçar folhas ao de leve
A deixar os ramos dançar
Nesse encanto tão breve
Suave toque de verdade
Entre esse ser de cidade
olhando horizontes iluminados
Quando os campos estrelados
Lá no cimo dos céus bordados
Seguem a clamar que nos amam
E em estrelas fugazes se apagam
Para podermos chegar a desejar
Esse sonho jamais concretizado
Nesse lugar jamais encontrado
Assim ainda em prosa levado
Sendo o verso em ti plantado
Esperando a primavera de vida
Para chegar a germinar
Nesse tempo de saudade
Dessa tua mais íntima verdade
Dessa coragem ao se voltar a avançar
Por onde não havia caminho marcado
E alcançar esse algo mais bem amado
Ser de Arte - a poesia
Ser de arte e poesia
Essa que por dentro
sempre amanhecia
Que se entretecia
nesse fio mais fino
Horizonte garrido
nesse amanhecer
Pintado de cores opacas
Outonos baços no ocaso
Assim a se poder deixar acender
Com a luz suave desse cor leitosa
Que vem do campo à cidade
E nos transporta
a outra forma de ser formosa
E dançamos
Entre as sombras
mais bem perfiladas
E cantamos
Com as folhas nos ramos
E as águas que segredam
palavras borbulhadas
Segredos que as marés
trazem de novo a teus pés
nessas praias bem amadas
Onde as tuas caravelas
descobertas improvisadas
Jazem de novo amarradas
Vindo desde terras cheias
Dessas recordações plenas
Trazidas à luz do dia
para serem servidas
Nesse banquete dos mais simples
Nesse andar devagar dos humildes
Nessa trova nova ao se ir alentando
De se ir cantando vida entre tanta gente
E nesse cantar não mais se sentir sozinho
Ao se entregar esse mais belo presente
E assim o compor e cantar com carinho
Sensibilidade
ensibilidade é qual folha de outono corada,
transparecida pela madrugada,
enquanto voa amparada
pela brisa desse alento sendo levada
qual palavra bem amada,
partindo dos lábios de quem te afaga
Anunciar o ser Criança
Quando tanto amas
Que proclamas
Na tua mais viva voz
Essa que nasce e cresce
Vaga que não se desvanece
Que nos abala e embala e afaga
Que é calor de vida entre nós…
Assim nos abraça e nos leva a couraça
Para a peito aberto chegar a declamar
Essa melodia esquecida
Essa palavra de vida
Nessa tela rasgada
realidade mais amada
E se ver a imagem real
Que era assim levada
No pensamento imaginada
Essa sensação que comove
Esse frenesim que nos move
A ir mais longe
Mais profundo
Mais alto que este mundo
E trazer desse lugar infinito
O mais estranho grito
De vida a berrar sendo nascida
Nessa humanidade investida
Nessa graça que se passa
Quando a cegueira
É bem vista
E nesse primeiro olhar
Entre o cego e o ser a amar
De repente ao se encontrar
Assim o ser recém-chegado
Com o que acolhe o ser amado
E nessa ponte no tempo
Que dá à vida o presente
Fulgente e sentido
Sentimento de ser nascido
Assim no peito varado e vivido
À espera de se lançar
Nessas águas do amplo mar