Lista de Poemas
Luz no Estio
Nesse lugar onde abraço
Os sonhos, ideais
e o cansaço
De pregar às sombras
nas que me desfaço
De instilar alento
ao lume baço
Nessa cristal bafejado
Pelo tempo mais amado
Nesse sentido sentimento
tudo o que se leva dentro
Nessa flor aveludada…
Suave frágil perfumada
Que quando tocada
Pela imaginação mais fértil
Se abre ou se perde
Entre luzes e melodias
Fantasia de alvorada
Qual barca ancorada
Entre as marés
Esperando
a tua chegada
Para ser desamarrada
E vogar entre o que és
E nesse sentido mais amplo
Nesse algo mais vazio
Escrever de novo o teu canto
Plantando a tua luz no estio…
Os sonhos, ideais
e o cansaço
De pregar às sombras
nas que me desfaço
De instilar alento
ao lume baço
Nessa cristal bafejado
Pelo tempo mais amado
Nesse sentido sentimento
tudo o que se leva dentro
Nessa flor aveludada…
Suave frágil perfumada
Que quando tocada
Pela imaginação mais fértil
Se abre ou se perde
Entre luzes e melodias
Fantasia de alvorada
Qual barca ancorada
Entre as marés
Esperando
a tua chegada
Para ser desamarrada
E vogar entre o que és
E nesse sentido mais amplo
Nesse algo mais vazio
Escrever de novo o teu canto
Plantando a tua luz no estio…
25
Sensibilidade
ensibilidade é qual folha de outono corada,
transparecida pela madrugada,
enquanto voa amparada
pela brisa desse alento sendo levada
qual palavra bem amada,
partindo dos lábios de quem te afaga
transparecida pela madrugada,
enquanto voa amparada
pela brisa desse alento sendo levada
qual palavra bem amada,
partindo dos lábios de quem te afaga
25
Se te dissesse
Se te dissesse quanto peço
Às sombras nas que confesso
Um relance dessa luz maior
Uma palavra dessa paz interior
Um lugar para permanecer repousado
Nesse instante no que me tenhas admirado
E assim ver refletido tudo o que tenha sentido
Nessa palavra elevada no mais intimo silencio gravada
E se te dissesse,
Tudo o que escrevesse
Para ler e reler
E te ouvir dizer
Por palavras não minhas
Essas letras comezinhas
Gestos de dia a dia transformados
Trilhos abertos por outros fados
Na folha que esvoaçava pintados
Na página em branco levados…
E nessa leveza que se preza
Que se exprime e expressa
Nesse espremer suave e lento
Desse alento que nos anima
Dessa graça que se destila
Em cada entrega bem fadada
Em cada verdade no peito guardada
Às sombras nas que confesso
Um relance dessa luz maior
Uma palavra dessa paz interior
Um lugar para permanecer repousado
Nesse instante no que me tenhas admirado
E assim ver refletido tudo o que tenha sentido
Nessa palavra elevada no mais intimo silencio gravada
E se te dissesse,
Tudo o que escrevesse
Para ler e reler
E te ouvir dizer
Por palavras não minhas
Essas letras comezinhas
Gestos de dia a dia transformados
Trilhos abertos por outros fados
Na folha que esvoaçava pintados
Na página em branco levados…
E nessa leveza que se preza
Que se exprime e expressa
Nesse espremer suave e lento
Desse alento que nos anima
Dessa graça que se destila
Em cada entrega bem fadada
Em cada verdade no peito guardada
25
A Vasilha bem amada
E esta vasilha
vai aguardando
Que desta forma
Sendo modelada
Essa lama vivente
Pelo amor desta vida
A mais terna morada
Que se fez assim despida
Para ser bem-nascida
Para bem ser amada
E nesse algo que nos anima
A cuidar desse bem amar
Que se instila
qual fogo lento
Em tudo o que vibra
por dentro
se expressa no brilho do olhar
nesse sorriso suave e sereno
nesse crer e confiar
nesse algo que não sabemos
E nesse mais amplo vagar
sendo qual passo apertado
até se embevecer do licor
que é graça de se ter amado
vai aguardando
Que desta forma
Sendo modelada
Essa lama vivente
Pelo amor desta vida
A mais terna morada
Que se fez assim despida
Para ser bem-nascida
Para bem ser amada
E nesse algo que nos anima
A cuidar desse bem amar
Que se instila
qual fogo lento
Em tudo o que vibra
por dentro
se expressa no brilho do olhar
nesse sorriso suave e sereno
nesse crer e confiar
nesse algo que não sabemos
E nesse mais amplo vagar
sendo qual passo apertado
até se embevecer do licor
que é graça de se ter amado
11
Luz desse teu reflexo
Desde esse tempo esquecido
Em nós a poder-se anunciar
Qual infância perdida
alvorada se pronuncia
Como esse raio de luz
Entre nuvens enegrecidas
E esse arco transparente
De gotas quais pingentes
Traduzindo o teu olhar
Reluzindo desde o peito
sem parar de fazer jorrar
Esse sentido que jaz em ti
Ao se transformar
Em pontes de arco sustidas
E nesse teu céu se ilumina
quais cores garridas
aparecidas
Nesse teu tempo e lugar
Nesse momento a se dissipar
Para deixar entrever
O dia a nascer
Nesse outro ser
A nos admirar
Espelho côncavo
ou convexo
Onde estreito
aparece teu reflexo
Em nós a poder-se anunciar
Qual infância perdida
alvorada se pronuncia
Como esse raio de luz
Entre nuvens enegrecidas
E esse arco transparente
De gotas quais pingentes
Traduzindo o teu olhar
Reluzindo desde o peito
sem parar de fazer jorrar
Esse sentido que jaz em ti
Ao se transformar
Em pontes de arco sustidas
E nesse teu céu se ilumina
quais cores garridas
aparecidas
Nesse teu tempo e lugar
Nesse momento a se dissipar
Para deixar entrever
O dia a nascer
Nesse outro ser
A nos admirar
Espelho côncavo
ou convexo
Onde estreito
aparece teu reflexo
24
Nas Mãos do Oleiro
Qual a mão quente,
suada
Nessa água enlodada
Mergulhada
Como o mover em roda
Desse tempo de moda
Sem se chegar a parar
Nesse tempo a divagar
Qual no lamento incipiente
Que toma e invade a mente
E nesse amor calmo e sereno
De quem confia em segredo
Assim a se impingir
A se exprimir
A se deixar levar
Nesse barro avermelhado
Cuja forma
tão bem tenho amado
E nas mãos do oleiro
Nesse tempo soalheiro
Artista mais que sereno
Assim nos olhando
No profundo encanto
Deste terno vaso
Que dentro guarda tanto
suada
Nessa água enlodada
Mergulhada
Como o mover em roda
Desse tempo de moda
Sem se chegar a parar
Nesse tempo a divagar
Qual no lamento incipiente
Que toma e invade a mente
E nesse amor calmo e sereno
De quem confia em segredo
Assim a se impingir
A se exprimir
A se deixar levar
Nesse barro avermelhado
Cuja forma
tão bem tenho amado
E nas mãos do oleiro
Nesse tempo soalheiro
Artista mais que sereno
Assim nos olhando
No profundo encanto
Deste terno vaso
Que dentro guarda tanto
26
Procuramos...
Procuramos desde onde
o sentimento terá nascido
da emoção do ser querido
da devoção de ser ter entregado
nesse peito assim ferido…
Pelo amor no coração cravado
o sentimento terá nascido
da emoção do ser querido
da devoção de ser ter entregado
nesse peito assim ferido…
Pelo amor no coração cravado
21
Ser de Arte - a poesia
Ser de arte e poesia
Essa que por dentro
sempre amanhecia
Que se entretecia
nesse fio mais fino
Horizonte garrido
nesse amanhecer
Pintado de cores opacas
Outonos baços no ocaso
Assim a se poder deixar acender
Com a luz suave desse cor leitosa
Que vem do campo à cidade
E nos transporta
a outra forma de ser formosa
E dançamos
Entre as sombras
mais bem perfiladas
E cantamos
Com as folhas nos ramos
E as águas que segredam
palavras borbulhadas
Segredos que as marés
trazem de novo a teus pés
nessas praias bem amadas
Onde as tuas caravelas
descobertas improvisadas
Jazem de novo amarradas
Vindo desde terras cheias
Dessas recordações plenas
Trazidas à luz do dia
para serem servidas
Nesse banquete dos mais simples
Nesse andar devagar dos humildes
Nessa trova nova ao se ir alentando
De se ir cantando vida entre tanta gente
E nesse cantar não mais se sentir sozinho
Ao se entregar esse mais belo presente
E assim o compor e cantar com carinho
Essa que por dentro
sempre amanhecia
Que se entretecia
nesse fio mais fino
Horizonte garrido
nesse amanhecer
Pintado de cores opacas
Outonos baços no ocaso
Assim a se poder deixar acender
Com a luz suave desse cor leitosa
Que vem do campo à cidade
E nos transporta
a outra forma de ser formosa
E dançamos
Entre as sombras
mais bem perfiladas
E cantamos
Com as folhas nos ramos
E as águas que segredam
palavras borbulhadas
Segredos que as marés
trazem de novo a teus pés
nessas praias bem amadas
Onde as tuas caravelas
descobertas improvisadas
Jazem de novo amarradas
Vindo desde terras cheias
Dessas recordações plenas
Trazidas à luz do dia
para serem servidas
Nesse banquete dos mais simples
Nesse andar devagar dos humildes
Nessa trova nova ao se ir alentando
De se ir cantando vida entre tanta gente
E nesse cantar não mais se sentir sozinho
Ao se entregar esse mais belo presente
E assim o compor e cantar com carinho
36
Estrada de Harmonia
nesse terno aroma
entre espuma e mar
esse lume na água
que ainda faz brotar
areolas de fantasia
melodias de encantar
névoa em pleno dia
nevoeiro na noite fria
calor para nos amar…
e chegar assim a vogar
nesse mar de sentimento
nesse sentido vivo
que levamos dentro
nesse algo mais além do alento
que se aquece e nos enaltece
apenas ao se querer entregar…
uma palavra de si despida
nessa estranha despedida
ao ver o tema do poema
assim a se deixar apagar
sendo qual um soneto,
ora num alegre canto
nesse deixar-se levar,
por amar e crer tanto
nessa pura humanidade
nesse algo de verdade
nessa luz de sentimento
que dá vida e alegria ao momento
nessa mais bela estrada
que se caminha na alvorada
nessa luz fugidia
que acende a noite até ser dia
entre espuma e mar
esse lume na água
que ainda faz brotar
areolas de fantasia
melodias de encantar
névoa em pleno dia
nevoeiro na noite fria
calor para nos amar…
e chegar assim a vogar
nesse mar de sentimento
nesse sentido vivo
que levamos dentro
nesse algo mais além do alento
que se aquece e nos enaltece
apenas ao se querer entregar…
uma palavra de si despida
nessa estranha despedida
ao ver o tema do poema
assim a se deixar apagar
sendo qual um soneto,
ora num alegre canto
nesse deixar-se levar,
por amar e crer tanto
nessa pura humanidade
nesse algo de verdade
nessa luz de sentimento
que dá vida e alegria ao momento
nessa mais bela estrada
que se caminha na alvorada
nessa luz fugidia
que acende a noite até ser dia
18
Anunciar o ser Criança
Quando tanto amas
Que proclamas
Na tua mais viva voz
Essa que nasce e cresce
Vaga que não se desvanece
Que nos abala e embala e afaga
Que é calor de vida entre nós…
Assim nos abraça e nos leva a couraça
Para a peito aberto chegar a declamar
Essa melodia esquecida
Essa palavra de vida
Nessa tela rasgada
realidade mais amada
E se ver a imagem real
Que era assim levada
No pensamento imaginada
Essa sensação que comove
Esse frenesim que nos move
A ir mais longe
Mais profundo
Mais alto que este mundo
E trazer desse lugar infinito
O mais estranho grito
De vida a berrar sendo nascida
Nessa humanidade investida
Nessa graça que se passa
Quando a cegueira
É bem vista
E nesse primeiro olhar
Entre o cego e o ser a amar
De repente ao se encontrar
Assim o ser recém-chegado
Com o que acolhe o ser amado
E nessa ponte no tempo
Que dá à vida o presente
Fulgente e sentido
Sentimento de ser nascido
Assim no peito varado e vivido
À espera de se lançar
Nessas águas do amplo mar
Que proclamas
Na tua mais viva voz
Essa que nasce e cresce
Vaga que não se desvanece
Que nos abala e embala e afaga
Que é calor de vida entre nós…
Assim nos abraça e nos leva a couraça
Para a peito aberto chegar a declamar
Essa melodia esquecida
Essa palavra de vida
Nessa tela rasgada
realidade mais amada
E se ver a imagem real
Que era assim levada
No pensamento imaginada
Essa sensação que comove
Esse frenesim que nos move
A ir mais longe
Mais profundo
Mais alto que este mundo
E trazer desse lugar infinito
O mais estranho grito
De vida a berrar sendo nascida
Nessa humanidade investida
Nessa graça que se passa
Quando a cegueira
É bem vista
E nesse primeiro olhar
Entre o cego e o ser a amar
De repente ao se encontrar
Assim o ser recém-chegado
Com o que acolhe o ser amado
E nessa ponte no tempo
Que dá à vida o presente
Fulgente e sentido
Sentimento de ser nascido
Assim no peito varado e vivido
À espera de se lançar
Nessas águas do amplo mar
30
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments