Lista de Poemas

Mundos de ilusão entre devoção e paixão

na sensação de cansaço

 

Ir mais além

E nesse eterno abraço

entre tempo e espaço

 

Encontrar alguém

 

Que nos saiba

Que nos ouça

 

quem baila nessa eternidade

Entre o ser a saber e saudade

 

Reconhecimento

 

lento

Por dentro

Fluindo

 

Qual sangue ou alento

Qual esse algo bafejado

 

Na cara reflexo levado

Entre a luz do olhar

E o sorriso velado

 

Ao se ter encontrado

Quem bem nos queira amar

Sem se ver essa imagem

Que sopra qual aragem

Nesse vale ao luar

Nessa luz fugidia

Que se estende

entre a noite e dia

 

 

Nesse flagrante desejo

sendo reflexo que vejo

 

Ao te encontrar

nesse momento

 

o mais simples

 

o calor humano

 

Deixa o vidro molhado

De tanto se rir ou chorar
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Mergulho no Infinito

Neste mergulho no infinito

Desde onde se tenha escrito

À chegada mais se espera

Nesse olhar que se eleva

Ao se reconhecer

a gente cega

Que nasce

entre luz e treva

 

E no amor sendo forjada

aliança mais que sagrada

silêncio que prenuncia

nesse grito pleno dizia

Que o sorrir mais ameno

Era desse encanto pleno

 

Qual em grito de ave altiva

Qual em onda no mar alto

luz sobre a montanha antiga

Tudo em volta iluminando…

 

Nesse ribombar de alvorada

No cintilar de estrela amada

 

Manhãzinha tão sublime

ao peito assim se exprime

 

Nessa vaga que se aconchega

Nessa praia sempre se lembra

De se achegar a segredar

A força das marés

O amor do mais amplo mar
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Sonhos de Artista Poeta

Quando os teus sonhos se desprendem

Frutas maduras entre a estiva

E se deixam ficar nessa terra húmida

Ainda de si mesma despida

 

Nessa humidade que nos permeia

Que se sorve toda cheia

 

Desse primor mais humano

De se entregar o que é amado

 

Nessas lágrimas levadas

Nessas horas vagas

Nas que nos é permitido pensar

Em tantas maneiras de se entregar

 

O que se sente, o que se imagina

O que se sonha para esse novo dia

 

Sempre a se deixar escorrer

Até chegar esse algo anunciado

Que é o sonho mais bem descansado

Do artista poeta que se desprende

 

Do que é do que pensa

e se deixa ao som da corrente

 

Desse rio levando

ao mais amplo mar

Desse algo mais íntimo

que à tona quer aflorar

 

Entre o céu estrelado

Nesse porto varado

O barco dos sonhos repousa

Assim entrelaçado

Amarrado

Pelos fios de medo

que se tenham desfiado

 

Até um dia vogar

Nessa maresia a inspirar

Horizontes sempre renovados

E lugares longínquos

jamais almejados

 

E nesses momentos

 de emoção

e pensamentos

 

Chegar a forjar

Uma nova aliança

Entre o que a mente subentende

E que o coração nos conta sem cessar

 

Até deixar em obra esse presente

Que nesta vida é dom para se partilhar
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Mais além da razão

Quando a chama parecia apagada

Quando a tua mão semelha largada

 

Desse calor mais humano

Desse estar ao perto

E se caminhar lado a lado

 

Esse lodo avermelhado

Esse barro trabalhado

 

Ungido pelo calor neste estio

Lavado por lágrimas de brio

 

E sendo assim -  modelado

Para ser sentimento elevado

Imaginação sem lugar

Para se sentir mais amado

E por dentro chegar a tocar

Esses momentos

nos que nos achegamos…

 

Luz no olhar

Sentidos iluminados

Por esse algo a nos amar

E desse mundo distante

Trazer algo inquietante

Para dar à luz da razão

 

E se fazer jogos de infante

Tecer poemas de amante

 

Brincar no tempo mais amado

E chegar até esse lugar vedado

 

Onde mora essa tua opção

viver no mais além da razão
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Cantar a noite em poesia até se acender a luz do novo dia

E quando não sobra mais nada

Quando o tempo no dia se acaba

E tudo parece se esgotar

 

A melodia que traz a harmonia

A essência de lume

e vida que anima

 

A intensidade desse momento

Desse tempo e lugar

 

A mensagem de suavidade

em mais pura verdade

Que nas entrelinhas

dos sonhos se deixa sibilar

 

Esses teus olhos

tão iluminados

Faces de cores rosados

 

Lágrimas tantas

em silêncio lavradas

Gemas mais preciosas

que acendem madrugadas

 

E nas noites recatadas

Voltar a Entoar

Cânticos às estrelas,

ao som do mar

 

E à luz do luar

ao nos aconchegarmos de mansinho

Para se poder chegar ainda sozinho

 

Ali onde as névoas da vida

Nos vestem e nos guiam

Para trazer bem ao de cima

 

Algo dessa magia

Tão bem decorada

Que nas lendas

e nos relatos antigos

Assim nos era trazida e contada…

 

E o artista perene

Assim nos olha ao passar

sem ser ânimo leve

assim sem definir

nos descreve

Deixando alguma flor de arte

para nos poder coroar

 

E nessa pena que no peito levamos

Quando por ele de novo passarmos

Apenas luz de estrelas

nesses olhos fechados

 

paragens mais belas

Que a seus pés

sempre deixamos…
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Grito no deserto

Nesse tempo infinito

Que faz eco num só grito

De amor desesperado

Por ser assim partilhado

 

Numa certa escrita

Numa linguagem que dita

Assim sem se deixar conter

Mora nessa voz - inaudita

Que vai mais além do querer

 

E nessa paixão desenfreada

Que nos recobre qual bem-amada

Que nos envolve e nos agasalha

Não nos deixa e nunca falha

 

E nessa chama nos vai queimando

Doce calor e suave pranto

Nesse outro rumor, qual amor

Qual ribeiro entre o deserto

Que nasce nesse peito aberto

Rasgado para se deixar levar

 

Tudo o que sentimos dentro

Todo esse grande lamento

Que em melodia mais garrida

Se deixa em nós escoar

 

Entre o ocaso e o nascer do dia

Assim sem sobra nos unia

A essa luz que se anuncia

E se deixa assim levar

 

Em poema prosa ou letra

Nessa melodia indiscreta

Linha para se não decorar

 

Apenas assim levada

Quando nascendo desde o nada

Quando provém dessa gota orvalhada

Nesse firmamento plantada

Para se erguer o olhar
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Manto

Era esse manto

de fantasia

entretecida

Nesse algo

de esperanto

 

Era a pintura mais garrida

Alguma vez sonhada

 

Era a fantasia renascida

Alimentada pelo pranto
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Iluminar a cidade desde dentro

Na simplicidade desta cidade

Na que as rotinas se aglutinam

E as gentes se avizinham

Sem se notar

 

Essa magia que paira no ar

Essa maravilha de se estar

 

Tão perto quanto sonhado

Tão longe e afastado

Sem ser olhado

Sem se deixar olhar

O ser por entre nós a passar

 

Dando voltas sem sentido

Nesse algo mais vivo

Que está sempre a chamar

 

Nessa avenida garrida

Nesse jardim de encantar

Nessa praça escondida

Onde só passa quem quer ficar

 

Nesse encanto entre tanto

Ser a se saber corresponder

 

No seu mesmo tempo

Sem se notar

Nesse lugar de novo alento

Que se ergue por fora e dentro

Quando lhe damos asas para voar

 

Nesse sentido sentimento

Que não esmorece no tempo

E se faz forte para nos animar

 

E se faz grande para nos abraçar

E aparece em qualquer momento

 

Algo de luz e fermento

Para nos fazer levedar

E os recantos mais sombrios

Iluminar em luz de brio

Que nos faça rejubilar

 

E nesse tempo tão profundo

Anima e dá cor e vida

Até ao confim deste mundo
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Lágrimas a mares

Nesse momento

Que surge do alento

De se esperar

 

Que algo desse peito

Tão restrito e seleto

Venha a brotar

 

Qual berro

no silêncio

A rasgar

 

Novos horizontes

Espaços e fontes

De vida a borbulhar

 

Nessas novas odisseias

Procurando esse sangue nas veias

Que se inspira sem se deixar gelar

 

Esse ir mais além desse medo

Sentar e descortinar o segredo

Que nos é dado a saber cantar

 

E em cada canto,

em cada lugar

Assim deixar plantadas

Sementes de querer

orvalhadas

Pela mais pura manhã

 

E nessa mente dobradas

Todas as antigas palavras

Para se embevecer devagar

 

Nesse mar de sonhos

Com marés elevadas

Águas sempre correntes

Lágrimas de alegria pingentes

Sentimentos de alvorada
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História de um Poema V - Lembrança

Entre as linhas esguias

 

Entrelaçadas

Estendidas

Quais tranças

Da infância

renovada

nesses novos cordéis

Tão bem elaborados




Bordados entre cores

Desses ternos amores

Desses momentos almejados

Em relances jamais alcançados
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