Lista de Poemas
Mundos de ilusão entre devoção e paixão
na sensação de cansaço
Ir mais além
E nesse eterno abraço
entre tempo e espaço
Encontrar alguém
Que nos saiba
Que nos ouça
quem baila nessa eternidade
Entre o ser a saber e saudade
Reconhecimento
lento
Por dentro
Fluindo
Qual sangue ou alento
Qual esse algo bafejado
Na cara reflexo levado
Entre a luz do olhar
E o sorriso velado
Ao se ter encontrado
Quem bem nos queira amar
Sem se ver essa imagem
Que sopra qual aragem
Nesse vale ao luar
Nessa luz fugidia
Que se estende
entre a noite e dia
Nesse flagrante desejo
sendo reflexo que vejo
Ao te encontrar
nesse momento
o mais simples
o calor humano
Deixa o vidro molhado
De tanto se rir ou chorar
Ir mais além
E nesse eterno abraço
entre tempo e espaço
Encontrar alguém
Que nos saiba
Que nos ouça
quem baila nessa eternidade
Entre o ser a saber e saudade
Reconhecimento
lento
Por dentro
Fluindo
Qual sangue ou alento
Qual esse algo bafejado
Na cara reflexo levado
Entre a luz do olhar
E o sorriso velado
Ao se ter encontrado
Quem bem nos queira amar
Sem se ver essa imagem
Que sopra qual aragem
Nesse vale ao luar
Nessa luz fugidia
Que se estende
entre a noite e dia
Nesse flagrante desejo
sendo reflexo que vejo
Ao te encontrar
nesse momento
o mais simples
o calor humano
Deixa o vidro molhado
De tanto se rir ou chorar
8
Mergulho no Infinito
Neste mergulho no infinito
Desde onde se tenha escrito
À chegada mais se espera
Nesse olhar que se eleva
Ao se reconhecer
a gente cega
Que nasce
entre luz e treva
E no amor sendo forjada
aliança mais que sagrada
silêncio que prenuncia
nesse grito pleno dizia
Que o sorrir mais ameno
Era desse encanto pleno
Qual em grito de ave altiva
Qual em onda no mar alto
luz sobre a montanha antiga
Tudo em volta iluminando…
Nesse ribombar de alvorada
No cintilar de estrela amada
Manhãzinha tão sublime
ao peito assim se exprime
Nessa vaga que se aconchega
Nessa praia sempre se lembra
De se achegar a segredar
A força das marés
O amor do mais amplo mar
Desde onde se tenha escrito
À chegada mais se espera
Nesse olhar que se eleva
Ao se reconhecer
a gente cega
Que nasce
entre luz e treva
E no amor sendo forjada
aliança mais que sagrada
silêncio que prenuncia
nesse grito pleno dizia
Que o sorrir mais ameno
Era desse encanto pleno
Qual em grito de ave altiva
Qual em onda no mar alto
luz sobre a montanha antiga
Tudo em volta iluminando…
Nesse ribombar de alvorada
No cintilar de estrela amada
Manhãzinha tão sublime
ao peito assim se exprime
Nessa vaga que se aconchega
Nessa praia sempre se lembra
De se achegar a segredar
A força das marés
O amor do mais amplo mar
24
Sonhos de Artista Poeta
Quando os teus sonhos se desprendem
Frutas maduras entre a estiva
E se deixam ficar nessa terra húmida
Ainda de si mesma despida
Nessa humidade que nos permeia
Que se sorve toda cheia
Desse primor mais humano
De se entregar o que é amado
Nessas lágrimas levadas
Nessas horas vagas
Nas que nos é permitido pensar
Em tantas maneiras de se entregar
O que se sente, o que se imagina
O que se sonha para esse novo dia
Sempre a se deixar escorrer
Até chegar esse algo anunciado
Que é o sonho mais bem descansado
Do artista poeta que se desprende
Do que é do que pensa
e se deixa ao som da corrente
Desse rio levando
ao mais amplo mar
Desse algo mais íntimo
que à tona quer aflorar
Entre o céu estrelado
Nesse porto varado
O barco dos sonhos repousa
Assim entrelaçado
Amarrado
Pelos fios de medo
que se tenham desfiado
Até um dia vogar
Nessa maresia a inspirar
Horizontes sempre renovados
E lugares longínquos
jamais almejados
E nesses momentos
de emoção
e pensamentos
Chegar a forjar
Uma nova aliança
Entre o que a mente subentende
E que o coração nos conta sem cessar
Até deixar em obra esse presente
Que nesta vida é dom para se partilhar
Frutas maduras entre a estiva
E se deixam ficar nessa terra húmida
Ainda de si mesma despida
Nessa humidade que nos permeia
Que se sorve toda cheia
Desse primor mais humano
De se entregar o que é amado
Nessas lágrimas levadas
Nessas horas vagas
Nas que nos é permitido pensar
Em tantas maneiras de se entregar
O que se sente, o que se imagina
O que se sonha para esse novo dia
Sempre a se deixar escorrer
Até chegar esse algo anunciado
Que é o sonho mais bem descansado
Do artista poeta que se desprende
Do que é do que pensa
e se deixa ao som da corrente
Desse rio levando
ao mais amplo mar
Desse algo mais íntimo
que à tona quer aflorar
Entre o céu estrelado
Nesse porto varado
O barco dos sonhos repousa
Assim entrelaçado
Amarrado
Pelos fios de medo
que se tenham desfiado
Até um dia vogar
Nessa maresia a inspirar
Horizontes sempre renovados
E lugares longínquos
jamais almejados
E nesses momentos
de emoção
e pensamentos
Chegar a forjar
Uma nova aliança
Entre o que a mente subentende
E que o coração nos conta sem cessar
Até deixar em obra esse presente
Que nesta vida é dom para se partilhar
31
Mais além da razão
Quando a chama parecia apagada
Quando a tua mão semelha largada
Desse calor mais humano
Desse estar ao perto
E se caminhar lado a lado
Esse lodo avermelhado
Esse barro trabalhado
Ungido pelo calor neste estio
Lavado por lágrimas de brio
E sendo assim - modelado
Para ser sentimento elevado
Imaginação sem lugar
Para se sentir mais amado
E por dentro chegar a tocar
Esses momentos
nos que nos achegamos…
Luz no olhar
Sentidos iluminados
Por esse algo a nos amar
E desse mundo distante
Trazer algo inquietante
Para dar à luz da razão
E se fazer jogos de infante
Tecer poemas de amante
Brincar no tempo mais amado
E chegar até esse lugar vedado
Onde mora essa tua opção
viver no mais além da razão
Quando a tua mão semelha largada
Desse calor mais humano
Desse estar ao perto
E se caminhar lado a lado
Esse lodo avermelhado
Esse barro trabalhado
Ungido pelo calor neste estio
Lavado por lágrimas de brio
E sendo assim - modelado
Para ser sentimento elevado
Imaginação sem lugar
Para se sentir mais amado
E por dentro chegar a tocar
Esses momentos
nos que nos achegamos…
Luz no olhar
Sentidos iluminados
Por esse algo a nos amar
E desse mundo distante
Trazer algo inquietante
Para dar à luz da razão
E se fazer jogos de infante
Tecer poemas de amante
Brincar no tempo mais amado
E chegar até esse lugar vedado
Onde mora essa tua opção
viver no mais além da razão
23
Cantar a noite em poesia até se acender a luz do novo dia
E quando não sobra mais nada
Quando o tempo no dia se acaba
E tudo parece se esgotar
A melodia que traz a harmonia
A essência de lume
e vida que anima
A intensidade desse momento
Desse tempo e lugar
A mensagem de suavidade
em mais pura verdade
Que nas entrelinhas
dos sonhos se deixa sibilar
Esses teus olhos
tão iluminados
Faces de cores rosados
Lágrimas tantas
em silêncio lavradas
Gemas mais preciosas
que acendem madrugadas
E nas noites recatadas
Voltar a Entoar
Cânticos às estrelas,
ao som do mar
E à luz do luar
ao nos aconchegarmos de mansinho
Para se poder chegar ainda sozinho
Ali onde as névoas da vida
Nos vestem e nos guiam
Para trazer bem ao de cima
Algo dessa magia
Tão bem decorada
Que nas lendas
e nos relatos antigos
Assim nos era trazida e contada…
E o artista perene
Assim nos olha ao passar
sem ser ânimo leve
assim sem definir
nos descreve
Deixando alguma flor de arte
para nos poder coroar
E nessa pena que no peito levamos
Quando por ele de novo passarmos
Apenas luz de estrelas
nesses olhos fechados
paragens mais belas
Que a seus pés
sempre deixamos…
Quando o tempo no dia se acaba
E tudo parece se esgotar
A melodia que traz a harmonia
A essência de lume
e vida que anima
A intensidade desse momento
Desse tempo e lugar
A mensagem de suavidade
em mais pura verdade
Que nas entrelinhas
dos sonhos se deixa sibilar
Esses teus olhos
tão iluminados
Faces de cores rosados
Lágrimas tantas
em silêncio lavradas
Gemas mais preciosas
que acendem madrugadas
E nas noites recatadas
Voltar a Entoar
Cânticos às estrelas,
ao som do mar
E à luz do luar
ao nos aconchegarmos de mansinho
Para se poder chegar ainda sozinho
Ali onde as névoas da vida
Nos vestem e nos guiam
Para trazer bem ao de cima
Algo dessa magia
Tão bem decorada
Que nas lendas
e nos relatos antigos
Assim nos era trazida e contada…
E o artista perene
Assim nos olha ao passar
sem ser ânimo leve
assim sem definir
nos descreve
Deixando alguma flor de arte
para nos poder coroar
E nessa pena que no peito levamos
Quando por ele de novo passarmos
Apenas luz de estrelas
nesses olhos fechados
paragens mais belas
Que a seus pés
sempre deixamos…
39
Grito no deserto
Nesse tempo infinito
Que faz eco num só grito
De amor desesperado
Por ser assim partilhado
Numa certa escrita
Numa linguagem que dita
Assim sem se deixar conter
Mora nessa voz - inaudita
Que vai mais além do querer
E nessa paixão desenfreada
Que nos recobre qual bem-amada
Que nos envolve e nos agasalha
Não nos deixa e nunca falha
E nessa chama nos vai queimando
Doce calor e suave pranto
Nesse outro rumor, qual amor
Qual ribeiro entre o deserto
Que nasce nesse peito aberto
Rasgado para se deixar levar
Tudo o que sentimos dentro
Todo esse grande lamento
Que em melodia mais garrida
Se deixa em nós escoar
Entre o ocaso e o nascer do dia
Assim sem sobra nos unia
A essa luz que se anuncia
E se deixa assim levar
Em poema prosa ou letra
Nessa melodia indiscreta
Linha para se não decorar
Apenas assim levada
Quando nascendo desde o nada
Quando provém dessa gota orvalhada
Nesse firmamento plantada
Para se erguer o olhar
Que faz eco num só grito
De amor desesperado
Por ser assim partilhado
Numa certa escrita
Numa linguagem que dita
Assim sem se deixar conter
Mora nessa voz - inaudita
Que vai mais além do querer
E nessa paixão desenfreada
Que nos recobre qual bem-amada
Que nos envolve e nos agasalha
Não nos deixa e nunca falha
E nessa chama nos vai queimando
Doce calor e suave pranto
Nesse outro rumor, qual amor
Qual ribeiro entre o deserto
Que nasce nesse peito aberto
Rasgado para se deixar levar
Tudo o que sentimos dentro
Todo esse grande lamento
Que em melodia mais garrida
Se deixa em nós escoar
Entre o ocaso e o nascer do dia
Assim sem sobra nos unia
A essa luz que se anuncia
E se deixa assim levar
Em poema prosa ou letra
Nessa melodia indiscreta
Linha para se não decorar
Apenas assim levada
Quando nascendo desde o nada
Quando provém dessa gota orvalhada
Nesse firmamento plantada
Para se erguer o olhar
31
Manto
Era esse manto
de fantasia
entretecida
Nesse algo
de esperanto
Era a pintura mais garrida
Alguma vez sonhada
Era a fantasia renascida
Alimentada pelo pranto
de fantasia
entretecida
Nesse algo
de esperanto
Era a pintura mais garrida
Alguma vez sonhada
Era a fantasia renascida
Alimentada pelo pranto
26
Iluminar a cidade desde dentro
Na simplicidade desta cidade
Na que as rotinas se aglutinam
E as gentes se avizinham
Sem se notar
Essa magia que paira no ar
Essa maravilha de se estar
Tão perto quanto sonhado
Tão longe e afastado
Sem ser olhado
Sem se deixar olhar
O ser por entre nós a passar
Dando voltas sem sentido
Nesse algo mais vivo
Que está sempre a chamar
Nessa avenida garrida
Nesse jardim de encantar
Nessa praça escondida
Onde só passa quem quer ficar
Nesse encanto entre tanto
Ser a se saber corresponder
No seu mesmo tempo
Sem se notar
Nesse lugar de novo alento
Que se ergue por fora e dentro
Quando lhe damos asas para voar
Nesse sentido sentimento
Que não esmorece no tempo
E se faz forte para nos animar
E se faz grande para nos abraçar
E aparece em qualquer momento
Algo de luz e fermento
Para nos fazer levedar
E os recantos mais sombrios
Iluminar em luz de brio
Que nos faça rejubilar
E nesse tempo tão profundo
Anima e dá cor e vida
Até ao confim deste mundo
Na que as rotinas se aglutinam
E as gentes se avizinham
Sem se notar
Essa magia que paira no ar
Essa maravilha de se estar
Tão perto quanto sonhado
Tão longe e afastado
Sem ser olhado
Sem se deixar olhar
O ser por entre nós a passar
Dando voltas sem sentido
Nesse algo mais vivo
Que está sempre a chamar
Nessa avenida garrida
Nesse jardim de encantar
Nessa praça escondida
Onde só passa quem quer ficar
Nesse encanto entre tanto
Ser a se saber corresponder
No seu mesmo tempo
Sem se notar
Nesse lugar de novo alento
Que se ergue por fora e dentro
Quando lhe damos asas para voar
Nesse sentido sentimento
Que não esmorece no tempo
E se faz forte para nos animar
E se faz grande para nos abraçar
E aparece em qualquer momento
Algo de luz e fermento
Para nos fazer levedar
E os recantos mais sombrios
Iluminar em luz de brio
Que nos faça rejubilar
E nesse tempo tão profundo
Anima e dá cor e vida
Até ao confim deste mundo
18
Lágrimas a mares
Nesse momento
Que surge do alento
De se esperar
Que algo desse peito
Tão restrito e seleto
Venha a brotar
Qual berro
no silêncio
A rasgar
Novos horizontes
Espaços e fontes
De vida a borbulhar
Nessas novas odisseias
Procurando esse sangue nas veias
Que se inspira sem se deixar gelar
Esse ir mais além desse medo
Sentar e descortinar o segredo
Que nos é dado a saber cantar
E em cada canto,
em cada lugar
Assim deixar plantadas
Sementes de querer
orvalhadas
Pela mais pura manhã
E nessa mente dobradas
Todas as antigas palavras
Para se embevecer devagar
Nesse mar de sonhos
Com marés elevadas
Águas sempre correntes
Lágrimas de alegria pingentes
Sentimentos de alvorada
Que surge do alento
De se esperar
Que algo desse peito
Tão restrito e seleto
Venha a brotar
Qual berro
no silêncio
A rasgar
Novos horizontes
Espaços e fontes
De vida a borbulhar
Nessas novas odisseias
Procurando esse sangue nas veias
Que se inspira sem se deixar gelar
Esse ir mais além desse medo
Sentar e descortinar o segredo
Que nos é dado a saber cantar
E em cada canto,
em cada lugar
Assim deixar plantadas
Sementes de querer
orvalhadas
Pela mais pura manhã
E nessa mente dobradas
Todas as antigas palavras
Para se embevecer devagar
Nesse mar de sonhos
Com marés elevadas
Águas sempre correntes
Lágrimas de alegria pingentes
Sentimentos de alvorada
29
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments