Lista de Poemas
Aldeias das nossas terras
nesse tempo sabias
que o que mais querias
era voltar a andar
pelos tempos
pelos fundamentos
de tudo o que nos é dado a amar
e nesses trilhos comezinhos
nesses recantos sozinhos
nesses montes esquecidos
nessas aldeias banidos
ainda estavam
os que vogavam
entre o tempo a se rever
e o espaço a jamais se esquecer
que o que mais querias
era voltar a andar
pelos tempos
pelos fundamentos
de tudo o que nos é dado a amar
e nesses trilhos comezinhos
nesses recantos sozinhos
nesses montes esquecidos
nessas aldeias banidos
ainda estavam
os que vogavam
entre o tempo a se rever
e o espaço a jamais se esquecer
16
Sonhos nas sombras
Silêncio que rasgo no intento
De trazer essa luz à tua morada
Qual essa estrela de amor
Que antecede a alvorada
a bruma, o orvalho
esse algo de brio
Lembrando
a noite sonhada
E se deixa ficar,
nesse lugar ancorada
quando tudo esmorece
e a forma se enaltece
no que se definia
à luz do novo dia
assim permanecia
De trazer essa luz à tua morada
Qual essa estrela de amor
Que antecede a alvorada
a bruma, o orvalho
esse algo de brio
Lembrando
a noite sonhada
E se deixa ficar,
nesse lugar ancorada
quando tudo esmorece
e a forma se enaltece
no que se definia
à luz do novo dia
assim permanecia
15
Poema para perder o fôlego
Era a poesia era o canto
Era o parto mais incerto
De quem se quer tanto
Era o ritmo,
era a alegria
era a sintonia
se elevando…
Era esse manto
de fantasia
entretecida
Nesse algo
de esperanto
Era a pintura mais garrida
Alguma vez sonhada
Era a fantasia renascida
Alimentada pelo pranto
era falar sem saber que se dizia
até ler a letra vazia
preenchida desse algo mais alto
Era a noite mais luzidia
Anunciando a chegada
De tudo o que se bem sentia
Assim qual sendo a alvorada
Dessa compaixão
Comezinha
Misturada
Com a humanidade mais luzidia
Que ainda vaga pela estrada…
Assim traçada pelos dias
Pelas horas já marcadas
Pelas rotinas de si mesmas vazias
Se não se planta o que nos salva
De ser assim tão humildes
Cheios dessa maior inspiração
Canais ainda mais firmes
Para trazer de volta o coração
À razão mais inquieta
A essa humanidade que é a meta
Era o parto mais incerto
De quem se quer tanto
Era o ritmo,
era a alegria
era a sintonia
se elevando…
Era esse manto
de fantasia
entretecida
Nesse algo
de esperanto
Era a pintura mais garrida
Alguma vez sonhada
Era a fantasia renascida
Alimentada pelo pranto
era falar sem saber que se dizia
até ler a letra vazia
preenchida desse algo mais alto
Era a noite mais luzidia
Anunciando a chegada
De tudo o que se bem sentia
Assim qual sendo a alvorada
Dessa compaixão
Comezinha
Misturada
Com a humanidade mais luzidia
Que ainda vaga pela estrada…
Assim traçada pelos dias
Pelas horas já marcadas
Pelas rotinas de si mesmas vazias
Se não se planta o que nos salva
De ser assim tão humildes
Cheios dessa maior inspiração
Canais ainda mais firmes
Para trazer de volta o coração
À razão mais inquieta
A essa humanidade que é a meta
31
Brado de poeta
Se nesse caminho traçado
No peito bem-amado
Se nesse destino velado
Que nos é entregue
Qual brado
A ser elevado
Nessa vida
Que nos definia
Assim qual recinto quebrado
Pelo ir mais além do que o fado
E encontrar nesse novo lugar
Assim sempre a palpitar
Oceano imenso
Que vai mais além
do que sinto e penso
Em ondas a sussurrar
Palavras de vida
e de encantar
Que permeiam minhas veias
E enchem estas artérias
Desse fluir vital
Entre o normal e o fenomenal
Que se apresenta
em cada virar de esquina
Que nos aquece e ilumina
Em momentos de divagar
Que pinta cores de fantasia
Onde a realidade morna se abria
E nos eleva ao mais amplo patamar
Ao se entender devagar
A mensagem
que esse sopro mais vivo
Passa entre o que leio e digo
Em silêncios ardentes
Nestas linhas que amamos
Preenchidas quais presentes
No peito bem-amado
Se nesse destino velado
Que nos é entregue
Qual brado
A ser elevado
Nessa vida
Que nos definia
Assim qual recinto quebrado
Pelo ir mais além do que o fado
E encontrar nesse novo lugar
Assim sempre a palpitar
Oceano imenso
Que vai mais além
do que sinto e penso
Em ondas a sussurrar
Palavras de vida
e de encantar
Que permeiam minhas veias
E enchem estas artérias
Desse fluir vital
Entre o normal e o fenomenal
Que se apresenta
em cada virar de esquina
Que nos aquece e ilumina
Em momentos de divagar
Que pinta cores de fantasia
Onde a realidade morna se abria
E nos eleva ao mais amplo patamar
Ao se entender devagar
A mensagem
que esse sopro mais vivo
Passa entre o que leio e digo
Em silêncios ardentes
Nestas linhas que amamos
Preenchidas quais presentes
7
Lágrimas de madrepérola
Essa pérola pristina
Transparecida ao luar
Que se eleva quando se anima
Essa força no peito a soprar
Maresias de ensonho
Brumas de se encantar
Esse jeitinho risonho
De uma criança a cantar
E nessa melodia garrida
Que se celebra a meio dia
Para se deixar depois levar
Aromas no vento
CL aridez de pensamento
Para se deixar trespassar
E esse ritmo
Suave e lento
Desse alento
Por dentro
A nos refrescar
Devagar
E nesse ribombar sumarento
A se espremer ao relento
Quando se expõe por amor
Esse algo que levamos dentro
Que deixamos escrito
em sentimento
Quando o alento
se achega ao lamento
Desse riso à alegria ou dor
Assim nos deixando o fermento
Para deixar crescer mais ardor
Essência assim espremida
Que pela luz da razão
Não pode ser esbatida
Sombra que dança
na noite esquecida
Iluminada pela luz mais amada
Que de madrepérola nos vestia
18
Nesse algo que em nós mora
Se já me entristeço na demora
Se já no meu peito
a tua chama mora
Se ainda se chora de encanto
De surpresa
De espanto
Perante tanto que nos é dado
Nesse teu jeito fadado
Em forma de sentimento elevado
Nesse teu encanto marcado
Por tudo e em todo o lado
Aroma que paira sem se entrever
De onde assim irá nascer
Se na doce suavidade
Entre mar, campo e cidade
Se no simples deleite
De algo que por dentro se sente
E se nesse lugar mais sublime
Assim se nos abraça e exprime
Poesias em sentimento
Palavras de vivo alento
Melodias de se encantar
Sonhos para se elevar
E algo desse amor maior
Que no peito é sempre dor
Se não se chegar a entregar
Se já no meu peito
a tua chama mora
Se ainda se chora de encanto
De surpresa
De espanto
Perante tanto que nos é dado
Nesse teu jeito fadado
Em forma de sentimento elevado
Nesse teu encanto marcado
Por tudo e em todo o lado
Aroma que paira sem se entrever
De onde assim irá nascer
Se na doce suavidade
Entre mar, campo e cidade
Se no simples deleite
De algo que por dentro se sente
E se nesse lugar mais sublime
Assim se nos abraça e exprime
Poesias em sentimento
Palavras de vivo alento
Melodias de se encantar
Sonhos para se elevar
E algo desse amor maior
Que no peito é sempre dor
Se não se chegar a entregar
29
poema longo II
Nessa linha desenhada
Pela mão sendo traçada
Amada
Delicada
Fina
Suave
Perfumada…
Por sonhos de alvorada
Pela seda mais fina
Transparecida
Pela luz da madrugada
Assim em traços
cintilantes
Desenhada
Qual estrada
No firmamento
Periclitante
Nesse alento
Algo sedento
Dessa água salgada
Que nos anima e nos afaga
Que nos fulmina para ser lavrada
Entre gotas
Dessa tinta
Íntima
Tão amada
Deixada
À solta
Nessa volta
Do destino
Que dá brilho
E equilíbrio
A esse princípio
Não nascido
Assim recriado
Pelo artista
Mais Divino
Em graça
Que se não passa
Se entretece
E se abraça
Se doa
Ainda que a mágoa
Esteja instilada
Entre cada pincelada
Dessa tela esbranquiçada
Esperando ser rasgada
Pela realidade mais amada
Ou ainda
Bafejada
Qual imagem espelhada
Assim sendo esbatida
Qual aquarela renascida
Nessa orla orvalhada
Onde se deixava
Prendada
Em gotas
pingentes
Transparentes
Frio fio fino
Que se destilava
Entre o suor
Bem quente
Que em areolas
Perladas
Se elevava
Calor de quem se amava
E nessa folha
Tão suavemente poisada
Na palma da mão
Sendo levada
No coração
Ainda guardada
Esperava
A palavra
Verbo distante
O ser substrato
Nesse solo
humidade
humanidade
sorvida qual apelo
pela pele sem segredo
revelada
nesse mais fino facto
Que se sonhava
E na realidade
A barca varada
Que se imaginava
E nas margens
Dessa fina folha
Ainda vogava
O mar de amores
Que se preparava
Nessas areias
Sendo aquecidas
Pelas peugadas
Assim levadas
Pelo som
Desse emoção
Quais vagas
Densas
Perfumadas
Pelo som da maré
a teu pé
nesse sopé
cume sem nome
Sendo lavrada
A imagem
Em ponto claro
Desse algo
Que se tenha amado
E nessa transparência
Doce sentença
Que se disfarça
Aparecem
Arcos de volta
E arcadas
E nessas letras
Sonhadas
Sem se deixar
Assim desenhar
Abraçadas
Nesses olhares…
Se chegar a entrever
Olhares de crer
E mais bem querer
Nesse voltar
Sem se saber
Nesse descobrir
Sem querer
Assim tanto
Se vai voltando
A escrever
O por enquanto
O momento
Que vai ficando
E entre tanto
Se vai passando
Esse fio
Mais fino
Que o cabelo
Mais pristino
Orlado
Dessas gotas
De mais puro cristal
que se têm emanado
Suor desse amor
Que se tem prezado
Calor dessa imensidão
Qual maior união
Nesse abraço dado
E nessa orvalho
Qual flor silvestre
Em pétalas de vestes
Que se tenham
assim desenhado
Nesse teu ser
Que veja sem ver
Nesse algo
Que ainda
chegará a o ser
E nesse veludo
Mais bem calado
Que fala e nos diz
O que nos tem contado
(…)
Pela mão sendo traçada
Amada
Delicada
Fina
Suave
Perfumada…
Por sonhos de alvorada
Pela seda mais fina
Transparecida
Pela luz da madrugada
Assim em traços
cintilantes
Desenhada
Qual estrada
No firmamento
Periclitante
Nesse alento
Algo sedento
Dessa água salgada
Que nos anima e nos afaga
Que nos fulmina para ser lavrada
Entre gotas
Dessa tinta
Íntima
Tão amada
Deixada
À solta
Nessa volta
Do destino
Que dá brilho
E equilíbrio
A esse princípio
Não nascido
Assim recriado
Pelo artista
Mais Divino
Em graça
Que se não passa
Se entretece
E se abraça
Se doa
Ainda que a mágoa
Esteja instilada
Entre cada pincelada
Dessa tela esbranquiçada
Esperando ser rasgada
Pela realidade mais amada
Ou ainda
Bafejada
Qual imagem espelhada
Assim sendo esbatida
Qual aquarela renascida
Nessa orla orvalhada
Onde se deixava
Prendada
Em gotas
pingentes
Transparentes
Frio fio fino
Que se destilava
Entre o suor
Bem quente
Que em areolas
Perladas
Se elevava
Calor de quem se amava
E nessa folha
Tão suavemente poisada
Na palma da mão
Sendo levada
No coração
Ainda guardada
Esperava
A palavra
Verbo distante
O ser substrato
Nesse solo
humidade
humanidade
sorvida qual apelo
pela pele sem segredo
revelada
nesse mais fino facto
Que se sonhava
E na realidade
A barca varada
Que se imaginava
E nas margens
Dessa fina folha
Ainda vogava
O mar de amores
Que se preparava
Nessas areias
Sendo aquecidas
Pelas peugadas
Assim levadas
Pelo som
Desse emoção
Quais vagas
Densas
Perfumadas
Pelo som da maré
a teu pé
nesse sopé
cume sem nome
Sendo lavrada
A imagem
Em ponto claro
Desse algo
Que se tenha amado
E nessa transparência
Doce sentença
Que se disfarça
Aparecem
Arcos de volta
E arcadas
E nessas letras
Sonhadas
Sem se deixar
Assim desenhar
Abraçadas
Nesses olhares…
Se chegar a entrever
Olhares de crer
E mais bem querer
Nesse voltar
Sem se saber
Nesse descobrir
Sem querer
Assim tanto
Se vai voltando
A escrever
O por enquanto
O momento
Que vai ficando
E entre tanto
Se vai passando
Esse fio
Mais fino
Que o cabelo
Mais pristino
Orlado
Dessas gotas
De mais puro cristal
que se têm emanado
Suor desse amor
Que se tem prezado
Calor dessa imensidão
Qual maior união
Nesse abraço dado
E nessa orvalho
Qual flor silvestre
Em pétalas de vestes
Que se tenham
assim desenhado
Nesse teu ser
Que veja sem ver
Nesse algo
Que ainda
chegará a o ser
E nesse veludo
Mais bem calado
Que fala e nos diz
O que nos tem contado
(…)
36
Da transparência à água salgada
Se nesta transparência
Entre amor e ciência
Me deixasse
E assim afundasse
Bem fundo no peito
E se elevasse
Assim a direito
Esse pilar imaginado
Aonde me tenho apoiado
Para falar sem pensar
Para dizer sem falar
O que se sente
Realmente
O que nos preenche
De repente
E depois nos deixa a vogar
Assim qual a namorar
Os momentos
Para ver nascer
Esse algo entre o crer
O querer
E o saber
Assim descortinar
O momento presente
Que se sabe e sente
Assim no peito a palpitar
A se estender devagar
Por todo o corpo
Iluminado
Por estar mais perto
Desse ser amado
Desse algo elevado
Sem nome
e sem se definir
Apenas se levando
Nessa candura
De infância
Se imaginando
E se se conseguir
Assim se achegando
A esse calor
Que se quer tanto
Dentro do peito
Aninhando
À volta do teu corpo
Esvoaçando
Aroma mais suave
Que se sente
e sabe
Assim qual Mar
Imenso
Oceano intenso
Lágrima a escorregar
Na face mais serena
Que se eleva qual na pena
Ao se deixar embevecer
Nessa tinta encarnada
No ser humano bem mada
Sendo sempre cravada
No coração ao palpitar
Onde sempre se encontra
Esse algo
entre transparente e salgado
de tom vermelho pintado
sempre sendo encontrado
No sentimento ancorado
Esperando ser chamado
assim ao despertar
Na folha serena pairando
Nessa vereda se encontrando
nesse ribeiro sendo levada
Pelas veias dessa nova morada
Até ao momento mais candente
Que nasce e cresce
Sendo o presente
Que a vida toda plena entrega
Quanto mais perto se achega
Dessa mais obscura treva
Para nos voltar a iluminar
Com tudo
o que por dentro
se leva e se eleva
Assim para dar
E em prosa ou poema
No mais sublime tema
Se chegar a poder encontrar
E nessa onda sublime
Que foi vaga que exprime
O poder desse algo
A saber a sal
Ora amargo
Se não se souber provar
Esse lamber ao relento
Que se poisa no teu leito
E acaricia o teu ser sem cessar
Vagas desse furor imaginado
Que se leva no peito ancorado
E segredam suavemente
O sentido de ser gente
No sentimento nos coroa
Assim quando magoa
E se faz alegria ao sibilar
Vaga e espuma mais alva
Que nos acaricia e nos salva
Qual criança abeirada
Nessa praia bem-amada
A fazer castelos na areia
Que a maré sempre cheia
Vem modelar sem parar…
Entre amor e ciência
Me deixasse
E assim afundasse
Bem fundo no peito
E se elevasse
Assim a direito
Esse pilar imaginado
Aonde me tenho apoiado
Para falar sem pensar
Para dizer sem falar
O que se sente
Realmente
O que nos preenche
De repente
E depois nos deixa a vogar
Assim qual a namorar
Os momentos
Para ver nascer
Esse algo entre o crer
O querer
E o saber
Assim descortinar
O momento presente
Que se sabe e sente
Assim no peito a palpitar
A se estender devagar
Por todo o corpo
Iluminado
Por estar mais perto
Desse ser amado
Desse algo elevado
Sem nome
e sem se definir
Apenas se levando
Nessa candura
De infância
Se imaginando
E se se conseguir
Assim se achegando
A esse calor
Que se quer tanto
Dentro do peito
Aninhando
À volta do teu corpo
Esvoaçando
Aroma mais suave
Que se sente
e sabe
Assim qual Mar
Imenso
Oceano intenso
Lágrima a escorregar
Na face mais serena
Que se eleva qual na pena
Ao se deixar embevecer
Nessa tinta encarnada
No ser humano bem mada
Sendo sempre cravada
No coração ao palpitar
Onde sempre se encontra
Esse algo
entre transparente e salgado
de tom vermelho pintado
sempre sendo encontrado
No sentimento ancorado
Esperando ser chamado
assim ao despertar
Na folha serena pairando
Nessa vereda se encontrando
nesse ribeiro sendo levada
Pelas veias dessa nova morada
Até ao momento mais candente
Que nasce e cresce
Sendo o presente
Que a vida toda plena entrega
Quanto mais perto se achega
Dessa mais obscura treva
Para nos voltar a iluminar
Com tudo
o que por dentro
se leva e se eleva
Assim para dar
E em prosa ou poema
No mais sublime tema
Se chegar a poder encontrar
E nessa onda sublime
Que foi vaga que exprime
O poder desse algo
A saber a sal
Ora amargo
Se não se souber provar
Esse lamber ao relento
Que se poisa no teu leito
E acaricia o teu ser sem cessar
Vagas desse furor imaginado
Que se leva no peito ancorado
E segredam suavemente
O sentido de ser gente
No sentimento nos coroa
Assim quando magoa
E se faz alegria ao sibilar
Vaga e espuma mais alva
Que nos acaricia e nos salva
Qual criança abeirada
Nessa praia bem-amada
A fazer castelos na areia
Que a maré sempre cheia
Vem modelar sem parar…
25
Nessa albina morada
Essa pele sonhada
Essa nessa nossa
saudosa madrugada
Assim despida
De si enamorada
Essa sombra esbatida
Que à luz das estrelas crescia
E cintila quando se deixa levar
Na luz dos teus olhos acesos
Pelos teus cabelos
negros e espessos
Assim de relance
ao se ver a passar
assim deixar-se levar
assim voltar a vogar
Nessa suavidade sustida
Nessa brisa esquecida
Nesse alento presente
Nesse algo pingente
Qual deleite
Ao se embevecer
Qual ser que se respeite
Assim ao voltar a se viver
Nesse teu tempo pausado
Voltar assim a teu lado
Pra de ti me embriagar
Para assim voltar a sonhar
E nesse tempo detido
Assim ser renascido
Uma e outra vez
Ao teu ser a voltar
E uma e outra vez
Assim a te encontrar
Qual rebento de flor não aberta
Qual uma palavra na frase certa
Essa nessa nossa
saudosa madrugada
Assim despida
De si enamorada
Essa sombra esbatida
Que à luz das estrelas crescia
E cintila quando se deixa levar
Na luz dos teus olhos acesos
Pelos teus cabelos
negros e espessos
Assim de relance
ao se ver a passar
assim deixar-se levar
assim voltar a vogar
Nessa suavidade sustida
Nessa brisa esquecida
Nesse alento presente
Nesse algo pingente
Qual deleite
Ao se embevecer
Qual ser que se respeite
Assim ao voltar a se viver
Nesse teu tempo pausado
Voltar assim a teu lado
Pra de ti me embriagar
Para assim voltar a sonhar
E nesse tempo detido
Assim ser renascido
Uma e outra vez
Ao teu ser a voltar
E uma e outra vez
Assim a te encontrar
Qual rebento de flor não aberta
Qual uma palavra na frase certa
44
Crianças entre nós
Se deixássemos
o que levamos dentro
Fluir em sentimento
E clarejar o pensamento
Suave alento
Assim bafejado
Neste inverno
Sendo levado
A vogar
Qual a bruma
pelo ar
A tocar
Outras gentes
Nesses lugares
Mais quentes
Onde no frio
Deste estio
Se encontram
No riso
De quem se demora
A ver
Adultos sendo crianças
Crianças a brincar sem perder
Nesse algo
Tão alvo
Que toda a metrópole parou
E o que sobrou
Ainda trespassa
Esse algo que se passa
Quando nos maravilhamos
Quando assim cremos e fazemos
Quando vamos aonde sonhámos
E concretizamos
Esses sonhos alvos
Entre tantos sobressaltos
E tantos lugares salvos
Por se juntar
Alegria garrida
A força de um novo dia
Essa humanidade que nos unia
E a praça toda para celebrar
A rua toda para passear
O lugar onde se poder brincar
Sendo esse algo que apareça
Esse algo que se preza
Nesse peito a palpitar
Entre tanta gente em beleza
Nesse manto branco
A se deixar levar
o que levamos dentro
Fluir em sentimento
E clarejar o pensamento
Suave alento
Assim bafejado
Neste inverno
Sendo levado
A vogar
Qual a bruma
pelo ar
A tocar
Outras gentes
Nesses lugares
Mais quentes
Onde no frio
Deste estio
Se encontram
No riso
De quem se demora
A ver
Adultos sendo crianças
Crianças a brincar sem perder
Nesse algo
Tão alvo
Que toda a metrópole parou
E o que sobrou
Ainda trespassa
Esse algo que se passa
Quando nos maravilhamos
Quando assim cremos e fazemos
Quando vamos aonde sonhámos
E concretizamos
Esses sonhos alvos
Entre tantos sobressaltos
E tantos lugares salvos
Por se juntar
Alegria garrida
A força de um novo dia
Essa humanidade que nos unia
E a praça toda para celebrar
A rua toda para passear
O lugar onde se poder brincar
Sendo esse algo que apareça
Esse algo que se preza
Nesse peito a palpitar
Entre tanta gente em beleza
Nesse manto branco
A se deixar levar
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