Lista de Poemas
Neve na Cidade III
e neste frio
que congela a vontade
gentes saíram
conquistaram a cidade
e nesse recanto
o mais simples
brincaram
como crianças
ergueram bonecos
e celebraram
com as crianças
ficaram
no meio da neve
deslizaram
e nesse frio
que separa
a vontade
a cidade parada
veio à estrada
para lembrar
um dia de branco
qual bodas
novas
a se celebrar
que congela a vontade
gentes saíram
conquistaram a cidade
e nesse recanto
o mais simples
brincaram
como crianças
ergueram bonecos
e celebraram
com as crianças
ficaram
no meio da neve
deslizaram
e nesse frio
que separa
a vontade
a cidade parada
veio à estrada
para lembrar
um dia de branco
qual bodas
novas
a se celebrar
27
Beleza elevada
Profunda beleza enlevada
Seda acetinada
Suavidade embelezada
Linha marcada
Entre tudo e o nada
assim rimada
Para se corresponder
À letra marcada
A essa linha acompassada
A essa métrica bem afinada
A essa musicalidade bordada
Em linhas entrançadas
Pelo pensamento elevadas
E no sentimento fundadas
Seda acetinada
Suavidade embelezada
Linha marcada
Entre tudo e o nada
assim rimada
Para se corresponder
À letra marcada
A essa linha acompassada
A essa métrica bem afinada
A essa musicalidade bordada
Em linhas entrançadas
Pelo pensamento elevadas
E no sentimento fundadas
8
A tempestade
Nessa musicalidade sem idade
Pairando em nosso redor
Nesse algo de amor
Jorrando desde o interior
Desse ser maior
Desse olhar melhor
Desse reconhecer
Alegria e dor
A dançar
Nessa música interdita
Nesse algo que se agita
Em cada recanto
do teu ser plantada
Nessa tua
mais íntima morada
Qual berro de parto
Ao se ver o ser farto
Assim a saber entregar
Vida em vida renovada
Que se entrega
e não se acaba
ao se deixar desfilar
perante a luz do teu olhar
E nesse desatino
Nesse algo tão pristino
Cristalino e bem burilado
sendo encontro mais fino
Entre o ser já sonhado
O caminho percorrido
E o trilho não andado
E nesse encontro de vidas
encruzilhada que animas
A se desatar em nós
Assim qual a tempestade
Descarregando à vontade
Lampejos desse desejo
Furor desse amor
Trovão do coração inquieto
Água viva desse novo dialeto
E mar em marés que se elevam
Que rasgam a aveludada treva
E chegam às tuas margens
Onde lambem sem coragem
Os pés mais agradecidos
Descalços e não feridos
Desse teu ser a pairar
Nessa harmonia de alegria
Nesse algo de magia
Que te atreveste a entregar
A quem via
A quem te lia
A quem sabia
Que um dia
Irias cá voltar
E essa página em branco
À espera de se anunciar
Nesse tempo calmo
Onde a tempestade
Dessa tua vontade
Não deixa de se animar
Pairando em nosso redor
Nesse algo de amor
Jorrando desde o interior
Desse ser maior
Desse olhar melhor
Desse reconhecer
Alegria e dor
A dançar
Nessa música interdita
Nesse algo que se agita
Em cada recanto
do teu ser plantada
Nessa tua
mais íntima morada
Qual berro de parto
Ao se ver o ser farto
Assim a saber entregar
Vida em vida renovada
Que se entrega
e não se acaba
ao se deixar desfilar
perante a luz do teu olhar
E nesse desatino
Nesse algo tão pristino
Cristalino e bem burilado
sendo encontro mais fino
Entre o ser já sonhado
O caminho percorrido
E o trilho não andado
E nesse encontro de vidas
encruzilhada que animas
A se desatar em nós
Assim qual a tempestade
Descarregando à vontade
Lampejos desse desejo
Furor desse amor
Trovão do coração inquieto
Água viva desse novo dialeto
E mar em marés que se elevam
Que rasgam a aveludada treva
E chegam às tuas margens
Onde lambem sem coragem
Os pés mais agradecidos
Descalços e não feridos
Desse teu ser a pairar
Nessa harmonia de alegria
Nesse algo de magia
Que te atreveste a entregar
A quem via
A quem te lia
A quem sabia
Que um dia
Irias cá voltar
E essa página em branco
À espera de se anunciar
Nesse tempo calmo
Onde a tempestade
Dessa tua vontade
Não deixa de se animar
19
Tempos de inverno
Nestes tempos mais frios
Nesses lugares de estio
Que se sentem por dentro
Qual lúgubre alento
Chegar a colocar
Algo desse fundamento
Que nos motiva o intento
Desse dar
Abraçar
Saber amar
E nesses lugares
Dispares
Ainda saber plantar
Flores de esperança
O sorriso de criança
E a motivação
Desse coração
Que nos move
Sem se pensar
Nesses lugares de estio
Que se sentem por dentro
Qual lúgubre alento
Chegar a colocar
Algo desse fundamento
Que nos motiva o intento
Desse dar
Abraçar
Saber amar
E nesses lugares
Dispares
Ainda saber plantar
Flores de esperança
O sorriso de criança
E a motivação
Desse coração
Que nos move
Sem se pensar
34
Tempos de Fragilidade
Nesses tempos difíceis que passamos
Nesses frentes de frio que enfrentamos
Nessas dúvidas que se semeiam
E nos permeiam roendo a vontade
Que nos deixam em fragilidade
Perante a enorme sensibilidade
De se entretecer devagar
Fios de seda prateada
Qual caminho de estrelas
Na abóbada aveludada
nesse alabastro levantada
Que marca caminhos
Comezinhos e bem estreitos
Para se aprender
a andar a direito
Entre os que vagam
Essa linha solitária
Que traz a esta barca varada
As gentes que do mundo inteiro
Ainda se afagam com o olhar
Ainda se estremecem ao se abraçar
Ainda caminham do sol ao luar
E se deixar assim mostrar
Em lugares mais bem sonhados
E momentos tão preenchidos
Como bizarros
E se trazes essa luz de esperança
Do crer, do creditar
Do teu ser criança
Ainda a poderás vir a plantar
Entre corações sendo a par
Entre momentos
de lugares a se celebrar
Nesses tempos
Nos que te é dado
Ficar varado
À espera da maré
Ou encher com bases fortes
Esses rios enormes
Que jorram de ti sem se ver
E chegar a se preencher
quem te venha a chegar a ler
Nesses frentes de frio que enfrentamos
Nessas dúvidas que se semeiam
E nos permeiam roendo a vontade
Que nos deixam em fragilidade
Perante a enorme sensibilidade
De se entretecer devagar
Fios de seda prateada
Qual caminho de estrelas
Na abóbada aveludada
nesse alabastro levantada
Que marca caminhos
Comezinhos e bem estreitos
Para se aprender
a andar a direito
Entre os que vagam
Essa linha solitária
Que traz a esta barca varada
As gentes que do mundo inteiro
Ainda se afagam com o olhar
Ainda se estremecem ao se abraçar
Ainda caminham do sol ao luar
E se deixar assim mostrar
Em lugares mais bem sonhados
E momentos tão preenchidos
Como bizarros
E se trazes essa luz de esperança
Do crer, do creditar
Do teu ser criança
Ainda a poderás vir a plantar
Entre corações sendo a par
Entre momentos
de lugares a se celebrar
Nesses tempos
Nos que te é dado
Ficar varado
À espera da maré
Ou encher com bases fortes
Esses rios enormes
Que jorram de ti sem se ver
E chegar a se preencher
quem te venha a chegar a ler
30
História de um Poema
Nesse lugar sem retorno
Que vive no viver a medo
Nesse estranho segredo
De crer
Sem saber
O que irá acontecer
E deixar-se levar
Nesse poema
que paira no ar
Que estará no ignorar
Se o momento presente
Sendo silente
Se vai iluminar
Nesse espaço
entre a gente
Voltar
A caminhar
A dar passos
E voar
Nas asas do momento
Que evocamos por dentro
E nos volta a afagar
E entrançar
Fios de prata bordada
Nessa veste tão amada
Que se pensava rasgada
Pela realidade ancorada
À espera de voltar a vogar
e nessa barca
Solitária
Que se destina
a um outro dia
E que voga
para a madrugada
Que anuncia
esse algo que se dizia
Que renascia na alvorada
Nessa melodia fugidia
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
E nesse momento
que se consegue
Na palma da mão
Ver a saltitar
Eco de coração sorridente
Que no meio da gente
Assim em melodia
Em algo de magia
Começou de novo a cantar
E o tempo se pinta de branco
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
Entre as linhas esguias
Entrelaçadas
Estendidas
Quais tranças
Da infância
renovada
nesses novos cordéis
Tão bem elaborados
Bordados entre cores
Desses momentos almejados
Em relances jamais alcançados
Ainda assim se estender a mão
Essa que sempre lançamos
Nesses abraços apertados
Que nos demos
Que entregamos
Quando de novo nos encontramos
Na página em branco
Silente
À nossa frente
Folha pairando
Nesse lugar poente
Esperando cores
De outros amores
A se saber pintar
E nesses lugar
encontrados
Voltar a semear
nesses momentos
apagados
afastados
desse querer
e voltar a crer
e saber amar
esse algo imaginado
sempre a passar a nosso lado
nesse impasse de se ser humano
todo teu viver assim iluminado
Até renascer
Devagar
Nessa melodia renovada
Uma fagulha a pairar
Nesse peito guardada
À espera de se incendiar
Na folha em branco deixada
Que vive no viver a medo
Nesse estranho segredo
De crer
Sem saber
O que irá acontecer
E deixar-se levar
Nesse poema
que paira no ar
Que estará no ignorar
Se o momento presente
Sendo silente
Se vai iluminar
Nesse espaço
entre a gente
Voltar
A caminhar
A dar passos
E voar
Nas asas do momento
Que evocamos por dentro
E nos volta a afagar
E entrançar
Fios de prata bordada
Nessa veste tão amada
Que se pensava rasgada
Pela realidade ancorada
À espera de voltar a vogar
e nessa barca
Solitária
Que se destina
a um outro dia
E que voga
para a madrugada
Que anuncia
esse algo que se dizia
Que renascia na alvorada
Nessa melodia fugidia
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
E nesse momento
que se consegue
Na palma da mão
Ver a saltitar
Eco de coração sorridente
Que no meio da gente
Assim em melodia
Em algo de magia
Começou de novo a cantar
E o tempo se pinta de branco
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
Entre as linhas esguias
Entrelaçadas
Estendidas
Quais tranças
Da infância
renovada
nesses novos cordéis
Tão bem elaborados
Bordados entre cores
Desses momentos almejados
Em relances jamais alcançados
Ainda assim se estender a mão
Essa que sempre lançamos
Nesses abraços apertados
Que nos demos
Que entregamos
Quando de novo nos encontramos
Na página em branco
Silente
À nossa frente
Folha pairando
Nesse lugar poente
Esperando cores
De outros amores
A se saber pintar
E nesses lugar
encontrados
Voltar a semear
nesses momentos
apagados
afastados
desse querer
e voltar a crer
e saber amar
esse algo imaginado
sempre a passar a nosso lado
nesse impasse de se ser humano
todo teu viver assim iluminado
Até renascer
Devagar
Nessa melodia renovada
Uma fagulha a pairar
Nesse peito guardada
À espera de se incendiar
Na folha em branco deixada
35
História de um Poema - I - Esperança
Nesse lugar sem retorno
Que vive no viver a medo
Nesse estranho segredo
De crer
Sem saber
O que irá acontecer
E deixar-se levar
Nesse poema
que paira no ar
Que estará no ignorar
Se o momento presente
Sendo silente
Se vai iluminar
Nesse espaço
entre a gente
Voltar
A caminhar
A dar passos
E voar
Nas asas do momento
Que evocamos por dentro
E nos volta a afagar
E entrançar
Fios de prata bordada
Nessa veste tão amada
Que se pensava rasgada
Pela realidade ancorada
À espera de voltar a vogar
e nessa barca
Solitária
Que se destina
a um outro dia
E que voga
para a madrugada
Que anuncia
esse algo que se dizia
Que renascia na alvorada
Que vive no viver a medo
Nesse estranho segredo
De crer
Sem saber
O que irá acontecer
E deixar-se levar
Nesse poema
que paira no ar
Que estará no ignorar
Se o momento presente
Sendo silente
Se vai iluminar
Nesse espaço
entre a gente
Voltar
A caminhar
A dar passos
E voar
Nas asas do momento
Que evocamos por dentro
E nos volta a afagar
E entrançar
Fios de prata bordada
Nessa veste tão amada
Que se pensava rasgada
Pela realidade ancorada
À espera de voltar a vogar
e nessa barca
Solitária
Que se destina
a um outro dia
E que voga
para a madrugada
Que anuncia
esse algo que se dizia
Que renascia na alvorada
17
Mais perto
Chega de tempo de estar mais perto
Desse calor e amenidade
Dessa brisa no deserto
Desse reflexo em campo aberto
Que traz ao coração a saudade
E nesse trejeito de abraço dado
Nesse se achegar
Mais lado a lado
E de estar quase tão perto
Que se pode assim tocar
Esse peito aberto
Emanando canções de embalar
E melodias
Todos os dias
Vivas e por se celebrar
Essas palavras amigas
Sentidas
Profundas para se levar
Ali e aonde esteja
Outro lugar profundo
Onde as voltar a plantar
Desse calor e amenidade
Dessa brisa no deserto
Desse reflexo em campo aberto
Que traz ao coração a saudade
E nesse trejeito de abraço dado
Nesse se achegar
Mais lado a lado
E de estar quase tão perto
Que se pode assim tocar
Esse peito aberto
Emanando canções de embalar
E melodias
Todos os dias
Vivas e por se celebrar
Essas palavras amigas
Sentidas
Profundas para se levar
Ali e aonde esteja
Outro lugar profundo
Onde as voltar a plantar
12
voltar a andar sem tempo ou lugar
e a gente à volta vogava
nesses passos antigos passava
nesses andares que vibram
ecos na pedra que migram
assim se levava
no peito o sentimento
desse andar mais lento
qual flocos de neve ao vento
que pairavam
ora em espirais se levantavam
e com graça nos acariciavam
nessa romaria festiva
dessas colunas vivas
de seres que se humanizaram
nesse dia no que a cidade
sem tempo nem idade
se deixou decorar
das mil e uma fantasias
nestes nossos estranhos dias
sonhos de humanidade a partilhar
crianças maduras a nos ver passar
nesses passos antigos passava
nesses andares que vibram
ecos na pedra que migram
assim se levava
no peito o sentimento
desse andar mais lento
qual flocos de neve ao vento
que pairavam
ora em espirais se levantavam
e com graça nos acariciavam
nessa romaria festiva
dessas colunas vivas
de seres que se humanizaram
nesse dia no que a cidade
sem tempo nem idade
se deixou decorar
das mil e uma fantasias
nestes nossos estranhos dias
sonhos de humanidade a partilhar
crianças maduras a nos ver passar
29
História de um poema II - acreditar
Nessa melodia fugidia
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
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