Lista de Poemas
Espirais IV
qual seu lugar
Qual seu tempo
Qual seu vagar
Ao passar
para nós
Seu fundamento
De vida a concretizar
Da frase simples
A se entrelaçar
Na melodia mais inaudita
Nessa dança esquisita
Que se lê sem soletrar
E paira no tempo
Sem se deixar levar
Qual seu tempo
Qual seu vagar
Ao passar
para nós
Seu fundamento
De vida a concretizar
Da frase simples
A se entrelaçar
Na melodia mais inaudita
Nessa dança esquisita
Que se lê sem soletrar
E paira no tempo
Sem se deixar levar
12
poema seleto
Traduzir o sentir em sentido pleno
O pensar em algo suave e ameno
Esse balouçar de musical temperança
Essa brisa na tempestade trazendo bonança
E nessa sobriedade de se querer abraçar
O tempo, o firmamento, o mais amplo mar
De amar embevecidos, desse algo a partilhar
Assim como que possuídos
por essa força que emerge
Por esse íntimo profundo
que nos submerge
No centro mais recôndito
No amago mais secreto
Nessa fonte borbulhante
Onde todo o ser é seleto
E sendo bem prendado
Por se ter
Com todo o ser
Assim se abeirado
O pensar em algo suave e ameno
Esse balouçar de musical temperança
Essa brisa na tempestade trazendo bonança
E nessa sobriedade de se querer abraçar
O tempo, o firmamento, o mais amplo mar
De amar embevecidos, desse algo a partilhar
Assim como que possuídos
por essa força que emerge
Por esse íntimo profundo
que nos submerge
No centro mais recôndito
No amago mais secreto
Nessa fonte borbulhante
Onde todo o ser é seleto
E sendo bem prendado
Por se ter
Com todo o ser
Assim se abeirado
25
Alegria ou pranto
Nesse sentido solitário
De se lançar
De mergulhar
Nesse algo absoluto
Aveludado
Nesse ermo
De calor plantado
de cores por imaginar
Nessa noite
Sonhada
Entre o ramo que vergava
Na suave luz do luar
E nessa brisa
Que se pensa
E se levanta
Quando algo se poisa
Se deixa
Se pisa
E se planta
Para ver surgir devagar
Cuidando
Com o sentir tanto
Lavando
Com alegria e pranto
Levando por dentro
Sentido sentimento
E abraçando
Ao se bem chegar
Quem sabe
Um dia
Ora uma noite
Assim a se entregar
De se lançar
De mergulhar
Nesse algo absoluto
Aveludado
Nesse ermo
De calor plantado
de cores por imaginar
Nessa noite
Sonhada
Entre o ramo que vergava
Na suave luz do luar
E nessa brisa
Que se pensa
E se levanta
Quando algo se poisa
Se deixa
Se pisa
E se planta
Para ver surgir devagar
Cuidando
Com o sentir tanto
Lavando
Com alegria e pranto
Levando por dentro
Sentido sentimento
E abraçando
Ao se bem chegar
Quem sabe
Um dia
Ora uma noite
Assim a se entregar
12
Entre as margens
(...)
Nesse tema
Que em poema
Se não tema
A Mostrar
E nesse outro fundamento
De tudo o que levamos dentro
Que cresce
E se não desvanece
Ao se entregar
Nesse tema
Que em poema
Se não tema
A Mostrar
E nesse outro fundamento
De tudo o que levamos dentro
Que cresce
E se não desvanece
Ao se entregar
22
Esse tema
Nesse tema
Que em poema
Se não tema
A Mostrar
E nesse outro fundamento
De tudo o que levamos dentro
Que cresce
E se não desvanece
Ao se entregar
Que em poema
Se não tema
A Mostrar
E nesse outro fundamento
De tudo o que levamos dentro
Que cresce
E se não desvanece
Ao se entregar
11
Poemas entre ocaso e madrugada
Poemas nas névoas da madrugada
Cores, sons e luz do ocaso
que traz céus estrelados
aos horizontes mais ansiados
esses que ainda pensamos
que poderão ser
pelo poema que se lê,
pelo tema que se crê,
assim tocados e desfiados
quando juntos
entre nós
nos entrelaçámos
e sendo desatados
esses sentimentos
assim vogam no vento
e deslizam no ser que
sedento
se venha a abeirar
desse outro lamento
que nesta vida se vem poisar
melodia mais garrida
quando por nós colorida
vereda de fantasia
na que a imaginação decora
os sentidos do dia a dia
o coração em cada hora
Cores, sons e luz do ocaso
que traz céus estrelados
aos horizontes mais ansiados
esses que ainda pensamos
que poderão ser
pelo poema que se lê,
pelo tema que se crê,
assim tocados e desfiados
quando juntos
entre nós
nos entrelaçámos
e sendo desatados
esses sentimentos
assim vogam no vento
e deslizam no ser que
sedento
se venha a abeirar
desse outro lamento
que nesta vida se vem poisar
melodia mais garrida
quando por nós colorida
vereda de fantasia
na que a imaginação decora
os sentidos do dia a dia
o coração em cada hora
32
Espirais I
Seguir pela linha mais fina
Corda subtil
Seda garrida
Sonho na névoa
Perspetiva que se encerra
Nesse espaço sem confinar
Nesse momento a se exultar
Nesse alegría incipiente
Nessa magia coerente
Nesse algo ardente
Que flameja
Nesse calor mais do que quente
Nesse irradiar entre a gente
E plantar
letras de sonho
E deixar-se
Levar
Corda subtil
Seda garrida
Sonho na névoa
Perspetiva que se encerra
Nesse espaço sem confinar
Nesse momento a se exultar
Nesse alegría incipiente
Nessa magia coerente
Nesse algo ardente
Que flameja
Nesse calor mais do que quente
Nesse irradiar entre a gente
E plantar
letras de sonho
E deixar-se
Levar
14
Ilustre Momento
Ilustrar o momento
Pintar o sentimento
Mostrar
o que levamos dentro
E nesse intento
Nesse algo
Suave e lento
Ir além do pensamento
E chegar a conceber
Esse sentido mais íntimo
Esse alento de afago
Esse algo mais sentido
Esse momento mais amado
Pintar o sentimento
Mostrar
o que levamos dentro
E nesse intento
Nesse algo
Suave e lento
Ir além do pensamento
E chegar a conceber
Esse sentido mais íntimo
Esse alento de afago
Esse algo mais sentido
Esse momento mais amado
25
A pena e a pluma do poeta
Se vale a pena
Perseverar
Se vale a pena
Acreditar
Se vale a pena
Num poema
Assim acreditar
Depositar sonhos que levámos
O peito aberto que soletramos
Esse sentido sentimento que elevamos
Até trazer à luz desse querer, com vontade
Desse dar à luz essa verdade
Velada, fugidia, nua ainda que vestida
Dessas tantas definições
Perdida entre cifras e cifrões
E despojada dessa sua face mais clara
Jamais esclarecida
Que estende pontes
Aproxima
E faz do abraço mais baço
Uma esperança renascida
Perseverar
Se vale a pena
Acreditar
Se vale a pena
Num poema
Assim acreditar
Depositar sonhos que levámos
O peito aberto que soletramos
Esse sentido sentimento que elevamos
Até trazer à luz desse querer, com vontade
Desse dar à luz essa verdade
Velada, fugidia, nua ainda que vestida
Dessas tantas definições
Perdida entre cifras e cifrões
E despojada dessa sua face mais clara
Jamais esclarecida
Que estende pontes
Aproxima
E faz do abraço mais baço
Uma esperança renascida
19
Migrante
Encontrar amizades
Nesta floresta densa
E intensa
Das cidades
E nessas sombras
erguidas ao luar
Fazer lugar
para plantar sementes
De sonhos e de vivências
Para partilhar
O que sentes,
o que pensas
E para levar
Algo de ti a esse lugar
No que dar para receber
Esse algo que nos faz crescer
Só para quem sabe amar
Nessa água e sal
de alegria e pranto
desse lugar
de quem se quer tanto
Nesta floresta densa
E intensa
Das cidades
E nessas sombras
erguidas ao luar
Fazer lugar
para plantar sementes
De sonhos e de vivências
Para partilhar
O que sentes,
o que pensas
E para levar
Algo de ti a esse lugar
No que dar para receber
Esse algo que nos faz crescer
Só para quem sabe amar
Nessa água e sal
de alegria e pranto
desse lugar
de quem se quer tanto
19
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments