Lista de Poemas
Coragem
Uma frase
De coragem
Um assentir
Sem imagem
A se reter
Um ir mais perto
Que o pensamento
E sentir alento
A nos envolver
Uma presença de verdade
Sem tempo marcado
Sem vaidade
Para ser qual clave na melodia
Ser âncora nessa maresia
Na que vogamos sem cessar
Uma nota de alegria
Um tom de sintonia
Uma palavra a nos falar
Todas elas
Quais estrelas
Cintilando
Todas elas
Tão belas
Se do coração
Emanando
De coragem
Um assentir
Sem imagem
A se reter
Um ir mais perto
Que o pensamento
E sentir alento
A nos envolver
Uma presença de verdade
Sem tempo marcado
Sem vaidade
Para ser qual clave na melodia
Ser âncora nessa maresia
Na que vogamos sem cessar
Uma nota de alegria
Um tom de sintonia
Uma palavra a nos falar
Todas elas
Quais estrelas
Cintilando
Todas elas
Tão belas
Se do coração
Emanando
36
Cantos Interiores
Serenidade
Para se navegar
Nas asas dos sonhos
Sem se deixar levar
Desperta, amente aberta
Coração a palpitar
E a janela
De cristalina certeza
Ao se deixar levar
E nesse quarto guardado
Nesse lugar almejado
Ver ao redor
Acontecer
Histórias das vivas memórias
Estrofes dessa alegria guardada
Nesses armários
Onde se escondia uma quadra
E nos momentos
Nos que voltar a olhar
Ver gentes que se desconhecia
Nessa mesma harmonia
A se entretecer devagar
E da história
Simples memória
A se voltar a pintar
Estender pontes de poesia
Nesse tema que se abria
Qual livro que se lia
Assim de par em par
Abraço dado
Em segredo guardado
Aqui sereno e estilizado
Para se poder voltar a lembrar
Para se navegar
Nas asas dos sonhos
Sem se deixar levar
Desperta, amente aberta
Coração a palpitar
E a janela
De cristalina certeza
Ao se deixar levar
E nesse quarto guardado
Nesse lugar almejado
Ver ao redor
Acontecer
Histórias das vivas memórias
Estrofes dessa alegria guardada
Nesses armários
Onde se escondia uma quadra
E nos momentos
Nos que voltar a olhar
Ver gentes que se desconhecia
Nessa mesma harmonia
A se entretecer devagar
E da história
Simples memória
A se voltar a pintar
Estender pontes de poesia
Nesse tema que se abria
Qual livro que se lia
Assim de par em par
Abraço dado
Em segredo guardado
Aqui sereno e estilizado
Para se poder voltar a lembrar
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Sonhos – bem (s) reais
pairar... mais um sonho, mais uma vontade, mais humanidade para se poder voltar;
a casa, quem diria? que o renascer fosse esperado, encortinado no fim de um dia...
o abeirar, desse saber fazer, entre tantos que se desfazem e outros tantos a se erguer
devagar... no fim da azáfama... voltar por entre ruas, avenidas e praças... e chegar...
ali aonde nada mais espera... o sentir sentido de quem encontrou e já não desespera;
a casa, quem diria? que o renascer fosse esperado, encortinado no fim de um dia...
o abeirar, desse saber fazer, entre tantos que se desfazem e outros tantos a se erguer
devagar... no fim da azáfama... voltar por entre ruas, avenidas e praças... e chegar...
ali aonde nada mais espera... o sentir sentido de quem encontrou e já não desespera;
35
De Vénus a M@rte
ao descobrir cada poema numa linha seguida dentro de uma cidade qualquer...
e entrar de investida, sem aviso prévio nem guarida, para seguir os teus ideais...
e ver que cada tema tinha uma sequela escondida esperando o teu ser de Mulher...
passear pelas guaridas das ruas e avenidas pare se ver, cuidar, assim mais os animais...
e nesse Homem perdido, entre tanto ser escondido, que espera uma esperança para renascer
voltar a crer no ninho, neste lugar - sempre sozinho - neste entramado aonde ainda as vemos iguais
a estrela cadente, nesse horizonte - a mais quente - a que anima poentes sem velar, a que te levanta na madrugada quando se apagam as demais...
e entrar de investida, sem aviso prévio nem guarida, para seguir os teus ideais...
e ver que cada tema tinha uma sequela escondida esperando o teu ser de Mulher...
passear pelas guaridas das ruas e avenidas pare se ver, cuidar, assim mais os animais...
e nesse Homem perdido, entre tanto ser escondido, que espera uma esperança para renascer
voltar a crer no ninho, neste lugar - sempre sozinho - neste entramado aonde ainda as vemos iguais
a estrela cadente, nesse horizonte - a mais quente - a que anima poentes sem velar, a que te levanta na madrugada quando se apagam as demais...
47
Rebentos de Esperança
na teia sossegada
aonde tudo bule
e não se nota nada
em cada passo dado:
seja caminho ou estrada
ao passar tantos lado a lado
procurando o ser compassado
o ser assim... animado...
o regressar ao seu lugar
tantos seres que vogam
voltando sempre a voltar...
aonde tudo bule
e não se nota nada
em cada passo dado:
seja caminho ou estrada
ao passar tantos lado a lado
procurando o ser compassado
o ser assim... animado...
o regressar ao seu lugar
tantos seres que vogam
voltando sempre a voltar...
38
Iron ias
agradeceria, cometários sobre a nostalgia...
neste esperar, fazer-se algo útil
entre a arte subtil do rimar...
como um nascer do dia:
lançar pontes sobre o desespero,
para ver a luz do teu olhar de segredo
pintada sobre a estrada pavimentada
a sorrir e assentir, sem mais nada...
alvorada...
a sorrir, quem sabe...
assentir sem tempo nem idade
quiçá a ver além do ser real:
o escrever sonhos indiferentes
por entre as melodias
e os dons de gentes
que aqui pairam pelos beirais;
palavras sempre veladas
letras sempre a mais...
e doces sentidos,
para sempre vivos,
por entre os temporais;
destas sombras nas avenidas
quando se recolhe a luz dos dias
e as horas se tornam invernais...
rimar quais obras primas...
frases às que aspiras
entre olhares sempre iguais...
desencadear de fantasias...
quando os temas que dizias
eram os meus breves finais...
por entre reticencias das belas ciências sociais,
estar perto na distância que nos gela os ideais;
neste esperar, fazer-se algo útil
entre a arte subtil do rimar...
como um nascer do dia:
lançar pontes sobre o desespero,
para ver a luz do teu olhar de segredo
pintada sobre a estrada pavimentada
a sorrir e assentir, sem mais nada...
alvorada...
a sorrir, quem sabe...
assentir sem tempo nem idade
quiçá a ver além do ser real:
o escrever sonhos indiferentes
por entre as melodias
e os dons de gentes
que aqui pairam pelos beirais;
palavras sempre veladas
letras sempre a mais...
e doces sentidos,
para sempre vivos,
por entre os temporais;
destas sombras nas avenidas
quando se recolhe a luz dos dias
e as horas se tornam invernais...
rimar quais obras primas...
frases às que aspiras
entre olhares sempre iguais...
desencadear de fantasias...
quando os temas que dizias
eram os meus breves finais...
por entre reticencias das belas ciências sociais,
estar perto na distância que nos gela os ideais;
35
Poesia da Ironia
vamos e vimos sem cessar
damos passos - inspirados
umas vezes despertos e acordados
outras sem acordo e sem hesitar...
e nesta duplicidade
noite e dia na cidade
sem pausa nem idade
ainda vogamos a sonhar...
umas vezes despertos
pela realidade
outras inspirados
sem vontade
outras ainda pelo ser igual
lado a lado parecemos pequenos - e somos tão grandes!
e sós, de vez em quando, ainda procuramos nos encontrar!
damos passos - inspirados
umas vezes despertos e acordados
outras sem acordo e sem hesitar...
e nesta duplicidade
noite e dia na cidade
sem pausa nem idade
ainda vogamos a sonhar...
umas vezes despertos
pela realidade
outras inspirados
sem vontade
outras ainda pelo ser igual
lado a lado parecemos pequenos - e somos tão grandes!
e sós, de vez em quando, ainda procuramos nos encontrar!
32
Cuidares
luzes sempre acesas
qual vê-las sempre à mesa
cidades que não dormem
turnos sempre a cuidar...
desses recantos - enormes
onde vivem tant@s
sem serem demais...
e nos destinos entrelaçados...
tênues laços unem seus fados;
somos qual bem se quiser...
umas vezes empoderados
outras qual coisa qualquer...
e no sonho, um abraço ilumina
a mão em mão reanima...
o olhar sereno prenuncia confiar
o estar perto
ainda longe
faz o Ser
qual vê-las sempre à mesa
cidades que não dormem
turnos sempre a cuidar...
desses recantos - enormes
onde vivem tant@s
sem serem demais...
e nos destinos entrelaçados...
tênues laços unem seus fados;
somos qual bem se quiser...
umas vezes empoderados
outras qual coisa qualquer...
e no sonho, um abraço ilumina
a mão em mão reanima...
o olhar sereno prenuncia confiar
o estar perto
ainda longe
faz o Ser
32
Lugar ao Sol
se gostava, que neste nosso caminho
betão mascarado, estrada para outro lado
tu estivesses aqui, em tudo o que vejo...
...em mim;
essa alegria do regressar,
essa melancolia ao partir devagar;
esse ser sem sentido que vivo a procurar...
esse testemunho esquecido a reencontrar;
tantas possibilidades, tantos seres que se encontram nestas cidades!
e nós, gentes simples, lançados à procura dessas realidades...
...saudades:
do tempo em que tudo era bem mais simples: uma ocupação que nos preencha...
um tempo para ser preenchido por nós e tudo o que já se pensa, antes ser querido entre vós...
migrar e sentir que levamos tudo cá dentro
procurar, o lugar e o tempo... para se voltar...
a ser qual felicidade,
a sentir esperança
sem tempo ou idade;
e acreditar, que cada alegria,
leva mais perto do despertar:
um dia, uma nova alvorada,
um olhar fixo em mim -
mais nenhuma outra morada;
betão mascarado, estrada para outro lado
tu estivesses aqui, em tudo o que vejo...
...em mim;
essa alegria do regressar,
essa melancolia ao partir devagar;
esse ser sem sentido que vivo a procurar...
esse testemunho esquecido a reencontrar;
tantas possibilidades, tantos seres que se encontram nestas cidades!
e nós, gentes simples, lançados à procura dessas realidades...
...saudades:
do tempo em que tudo era bem mais simples: uma ocupação que nos preencha...
um tempo para ser preenchido por nós e tudo o que já se pensa, antes ser querido entre vós...
migrar e sentir que levamos tudo cá dentro
procurar, o lugar e o tempo... para se voltar...
a ser qual felicidade,
a sentir esperança
sem tempo ou idade;
e acreditar, que cada alegria,
leva mais perto do despertar:
um dia, uma nova alvorada,
um olhar fixo em mim -
mais nenhuma outra morada;
44
Caminhar
Desde essa vereda
por nós preenchida
brisa na que se crê e respira…
aroma que se exala e transpira
até nos voltar a abeirar…
essa humanidade que é a chave
nesse abraçar de par em par
coração em coração aninhado
ser humano - lado a lado…
assim qual encontro por opção
em coragem de se dar a mão…
sentir o calor a se prolongar
sem tempo, a nos encontrar
duas tonalidades diferentes:
esse sentir e estar presentes
se transformando
ao som do encanto
assim se entrelaçando
melodia do pouco e tanto,
trazendo o realmente novo
voltando a viver nesse povo
até se reconhecer nesse ser o reviver:
esse querer a acontecer - o momento
nesse espaço - preenchido de alento…
assim qual força viva a nos animar
nessa perspetiva do bem querer
desse olhar e ser - transparente,
ver semelhança entre tanta gente,
em cada lugar, nosso verdadeiro lar
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