Lista de Poemas
Vento em Espirais
Sentir o vento em espirais
Sedento de te tocar
Trespassar
Brincando com afolha desgarrada
Que da árvore em vida foi retirada
Pairando, dançando com ela
Suavidade entre a treva
E nessa dança
Que por nós avança
Nesse festival de vida
Que se levanta
Vem poisar
Em tua mão estendida
Vem aninhar
Em cada gesto humanidade nascida
Nesse remanso
Que o vento penteia ao de leve
Nessa paz
Que a brisa sopra na pele
Nessa tranquilidade
Que se faz
Ao dar de ti o que és capaz
E sendo entregue
Sem ser de ânimo leve
Essa folha
Colorida
Página
De vida
Vai chegar ao ribeiro
Que a leve
Ao rio
que a ampare
Ao mar que se elevando
Assim a eleva
E ao lugar
onde se vai encontrando
Nessa folha
Em branco
Onde ainda suspiram
Teus sonhos de encanto
Tuas palavras de meio-dia
Tuas verdades mais simples
Teus sentimentos
na manhãzinha
E nesse ocaso
Pintado
Folha a teu lado
Vês de novo rodopiar
Nesses flocos de neve
Tão alvos
Que o vento faz pairar
Sedento de te tocar
Trespassar
Brincando com afolha desgarrada
Que da árvore em vida foi retirada
Pairando, dançando com ela
Suavidade entre a treva
E nessa dança
Que por nós avança
Nesse festival de vida
Que se levanta
Vem poisar
Em tua mão estendida
Vem aninhar
Em cada gesto humanidade nascida
Nesse remanso
Que o vento penteia ao de leve
Nessa paz
Que a brisa sopra na pele
Nessa tranquilidade
Que se faz
Ao dar de ti o que és capaz
E sendo entregue
Sem ser de ânimo leve
Essa folha
Colorida
Página
De vida
Vai chegar ao ribeiro
Que a leve
Ao rio
que a ampare
Ao mar que se elevando
Assim a eleva
E ao lugar
onde se vai encontrando
Nessa folha
Em branco
Onde ainda suspiram
Teus sonhos de encanto
Tuas palavras de meio-dia
Tuas verdades mais simples
Teus sentimentos
na manhãzinha
E nesse ocaso
Pintado
Folha a teu lado
Vês de novo rodopiar
Nesses flocos de neve
Tão alvos
Que o vento faz pairar
17
Vida partilhada
Nessa terra imaginária
Fértil ainda solitária
Esperando os teus passos
se achegando
Teu pranto
para se ir molhando
E teu suor
para se ir alagando
Até conformar
Esse sereno alento
Brisa que levamos dentro
Esse mar de amar
pairando no peito
sem se secar
E sem soçobrar levámos
A barca dos sonhos
por onde vogamos
E no caminho deixamos
Sementes de vida
que partilhámos
Fértil ainda solitária
Esperando os teus passos
se achegando
Teu pranto
para se ir molhando
E teu suor
para se ir alagando
Até conformar
Esse sereno alento
Brisa que levamos dentro
Esse mar de amar
pairando no peito
sem se secar
E sem soçobrar levámos
A barca dos sonhos
por onde vogamos
E no caminho deixamos
Sementes de vida
que partilhámos
28
Vidas Entretecidas
E nessas vidas entretecidas
Entrelaçadas por ninguém
Apenas reconhecidas
Por estar lado a lado
Nascidas
Assim por onde se souber
E se lembrássemos
o olhar primeiro
Que nos demos
Ao nos reencontrar
Esse momento
sobranceiro
Que pudemos
Enfim achar
E nesse algo de abraço
No regaço ledo quedo
Silenciado
Estava o sorriso ameno
Do ser conhecido
Assim também amado
Entrelaçadas por ninguém
Apenas reconhecidas
Por estar lado a lado
Nascidas
Assim por onde se souber
E se lembrássemos
o olhar primeiro
Que nos demos
Ao nos reencontrar
Esse momento
sobranceiro
Que pudemos
Enfim achar
E nesse algo de abraço
No regaço ledo quedo
Silenciado
Estava o sorriso ameno
Do ser conhecido
Assim também amado
32
Sentindo os sentidos
Sentidos
Apurados
Entretecidos
Vivos
E aguçados
Que nos levam
A ver
Por entre os cortinados
Desse algo a se querer
Desse ir além
Do entender
E saber bem
Também
O sentir
Desse algo intenso
O bulir
Desse lamento
Que levamos por dentro
O ir
Suave e lento
Barca que navega por dentro
Vela levantada,
entre tudo ou nada
Pela brisa ou alento
Maré ou maresia
Sentido que nos embala
Nos leva e nos guia
A seguir
A perseverar
A deixar fluir
Sem se apagar
Essa chama
liquefeita
Essa melodia
mais que perfeita
Que nos é entregue
Por ser algo leve
Para se partilhar
E depois, deixar-se levar
Nesse momento intenso
Depois desse algo ileso
Que feriu
o coração por dentro
E se deixou vogar no tempo
E escorreu pelo ser adentro
Até se deixar agarrar
Nesse entrever de relance
Nesse mais sublime romance
Do instante
Com seu tempo
Do sorriso
No olhar atento
E no firmamento
Iluminado
O ser alado
poisado
Por tão bem
se ter amado…
Cada instante
Eternidade
Cada sentido
Assim feito verdade
Apurados
Entretecidos
Vivos
E aguçados
Que nos levam
A ver
Por entre os cortinados
Desse algo a se querer
Desse ir além
Do entender
E saber bem
Também
O sentir
Desse algo intenso
O bulir
Desse lamento
Que levamos por dentro
O ir
Suave e lento
Barca que navega por dentro
Vela levantada,
entre tudo ou nada
Pela brisa ou alento
Maré ou maresia
Sentido que nos embala
Nos leva e nos guia
A seguir
A perseverar
A deixar fluir
Sem se apagar
Essa chama
liquefeita
Essa melodia
mais que perfeita
Que nos é entregue
Por ser algo leve
Para se partilhar
E depois, deixar-se levar
Nesse momento intenso
Depois desse algo ileso
Que feriu
o coração por dentro
E se deixou vogar no tempo
E escorreu pelo ser adentro
Até se deixar agarrar
Nesse entrever de relance
Nesse mais sublime romance
Do instante
Com seu tempo
Do sorriso
No olhar atento
E no firmamento
Iluminado
O ser alado
poisado
Por tão bem
se ter amado…
Cada instante
Eternidade
Cada sentido
Assim feito verdade
24
Letras doiradas
Amar a tela em branco
Esse algo que se quer tanto
Essa imagem em ti levada
Esse eco
Na pedra lavrada
Esse fundamento
Que se levanta
Na folha mais simples
Do ser que a planta
Nessa rua ainda vazia
Nesse lugar
Onde ninguém a anuncia
Nesse algo que se pronuncia
Assim sem querer
Nessa letra doirada
No peito gravada
Esperando o teu querer
Para voltar a acontecer
Esse algo que se quer tanto
Essa imagem em ti levada
Esse eco
Na pedra lavrada
Esse fundamento
Que se levanta
Na folha mais simples
Do ser que a planta
Nessa rua ainda vazia
Nesse lugar
Onde ninguém a anuncia
Nesse algo que se pronuncia
Assim sem querer
Nessa letra doirada
No peito gravada
Esperando o teu querer
Para voltar a acontecer
35
Caminho entre as estrelas - trecho do Caminho de Santiago
Quando te acendes
Quando por dentro
entendes
Que rumo foi traçado
Nos céus desenhado
Para poder seguir
E narrar
Nessa página vazia
Nessa luz entre a vida
Que trespassa
E nos aviva
Para poder iluminar
O tempo
Esse momento
que se leva por dentro
Esse sonho
Semente a plantar
Esse dom
que foi esmerado
Pulido
E levado
Tanto tempo
Nesse caminho andado
Até um dia
se poder entregar
A quem acolha
A quem já não escolha
Outro trilho
a se saber andar
E siga
Caminhos enviesados
Que surgem por todos os lados
Até esse céu estrelado
Que no firmamento
Sempre te estará a guiar
E por dentro
Em teu peito
Fará teu coração
Voltar a palpitar
Quando por dentro
entendes
Que rumo foi traçado
Nos céus desenhado
Para poder seguir
E narrar
Nessa página vazia
Nessa luz entre a vida
Que trespassa
E nos aviva
Para poder iluminar
O tempo
Esse momento
que se leva por dentro
Esse sonho
Semente a plantar
Esse dom
que foi esmerado
Pulido
E levado
Tanto tempo
Nesse caminho andado
Até um dia
se poder entregar
A quem acolha
A quem já não escolha
Outro trilho
a se saber andar
E siga
Caminhos enviesados
Que surgem por todos os lados
Até esse céu estrelado
Que no firmamento
Sempre te estará a guiar
E por dentro
Em teu peito
Fará teu coração
Voltar a palpitar
40
Sabor a sal
Filigranas de cristal
Lágrimas transparecidas
Pela luz desse ser igual
Pela água e sal
Que nos acontecia
Quando de mim saiam
Acariciando
Suavidades
Desses lugares
Que se vão afastando
Quando a tua face
Era sonhada
E era a brisa
A que a tocava
E nesse esplendor
Do momento
Entregar tudo
O que levamos dentro
Lágrimas transparecidas
Pela luz desse ser igual
Pela água e sal
Que nos acontecia
Quando de mim saiam
Acariciando
Suavidades
Desses lugares
Que se vão afastando
Quando a tua face
Era sonhada
E era a brisa
A que a tocava
E nesse esplendor
Do momento
Entregar tudo
O que levamos dentro
79
paisagens do além
Nesses nossos lugares
Aparentes
Tão díspares
Eloquentes
Quais os cantares
Que se ouviam
De lugar em lugar
Nesse vale
Que se abria
Ao se ver
Desde a cima
Desse promontório
elevado
Esse algo
Que é levado
E sempre
no coração
É guardado
Esperando
O ser encontrado
Aparentes
Tão díspares
Eloquentes
Quais os cantares
Que se ouviam
De lugar em lugar
Nesse vale
Que se abria
Ao se ver
Desde a cima
Desse promontório
elevado
Esse algo
Que é levado
E sempre
no coração
É guardado
Esperando
O ser encontrado
36
Fronteiras do Minho
Rio que flui na distância
Reflexo que nos afaga o olhar
Veredas vastas e imaginárias
Margens para nos entretecer
Quando o nosso ser for a passar
E nessas águas tão quedas
Sentir o ritmo que nos aquieta
Essa melodia discreta
Essa lamber areias ao de leve
Esse algo que nas fronteiras
Nos une de lado a lado
e sempre nos persegue
Reflexo que nos afaga o olhar
Veredas vastas e imaginárias
Margens para nos entretecer
Quando o nosso ser for a passar
E nessas águas tão quedas
Sentir o ritmo que nos aquieta
Essa melodia discreta
Essa lamber areias ao de leve
Esse algo que nas fronteiras
Nos une de lado a lado
e sempre nos persegue
33
Amores Anunciados
Qual o papel a se estender
Nesse ser homem ou mulher
Para melhor representar
Pinturas e palavras a celebrar
Por cada momento vivido
Por cada gesto sentido
Por cada partilha sem mais
Pelo mais simples trilho que sigais
Até recomeçar
A sentir a vida ressoar
E tudo em volta
a se acender devagar
E essa luz que transborda
No calor emanado
Desse ser humano
Nesse brilho que se tem apagado
Ao olhar o reflexo amado
Nesse espírito elevado
Que sorri quando é trespassado
De mão em mão
Entregue
De abraço em abraço
Se eleve
E nesse gesto simples
Dessa atenção humilde
Assim trazer ao de cima
Essa ponte de vida
Na que se crê
E caminha
E se anuncia
Nesse ser homem ou mulher
Para melhor representar
Pinturas e palavras a celebrar
Por cada momento vivido
Por cada gesto sentido
Por cada partilha sem mais
Pelo mais simples trilho que sigais
Até recomeçar
A sentir a vida ressoar
E tudo em volta
a se acender devagar
E essa luz que transborda
No calor emanado
Desse ser humano
Nesse brilho que se tem apagado
Ao olhar o reflexo amado
Nesse espírito elevado
Que sorri quando é trespassado
De mão em mão
Entregue
De abraço em abraço
Se eleve
E nesse gesto simples
Dessa atenção humilde
Assim trazer ao de cima
Essa ponte de vida
Na que se crê
E caminha
E se anuncia
27
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments