Lista de Poemas
Neve na Cidade II
Nesses dias de se ficar
Por não se ver alguém passar
A não ser os que cuidamos
Dos que assim estamos
A cuidar
E nesses tempos
De afastamento
Sendo o ser social
tão sedento
desse bem humano
Adquirido
Y levado
No íntimo
Jamais separado
Ver surgir a natura
Que leva a sair à rua
Para caminhar de boca aberta
Nas ruas de carros – deserta
Para ver uma capital inteira
Vir a beira e ver nevar
E nesse lugar
mais especial
ficar varado
A ver brincar
por todo o lado
O mais desconhecido
Com o mais amigo
A criança que deslizava
O adulto que anjos
na neve desenhava
Os bonecos
Pequenos enormes
Intensos
Que se mascarava
sem graça
E que ficavam
na praça
A sorrir
E a brilhar
Com ramos
de par em par
A bem nos abraçar
Por não se ver alguém passar
A não ser os que cuidamos
Dos que assim estamos
A cuidar
E nesses tempos
De afastamento
Sendo o ser social
tão sedento
desse bem humano
Adquirido
Y levado
No íntimo
Jamais separado
Ver surgir a natura
Que leva a sair à rua
Para caminhar de boca aberta
Nas ruas de carros – deserta
Para ver uma capital inteira
Vir a beira e ver nevar
E nesse lugar
mais especial
ficar varado
A ver brincar
por todo o lado
O mais desconhecido
Com o mais amigo
A criança que deslizava
O adulto que anjos
na neve desenhava
Os bonecos
Pequenos enormes
Intensos
Que se mascarava
sem graça
E que ficavam
na praça
A sorrir
E a brilhar
Com ramos
de par em par
A bem nos abraçar
31
História de um Poema - IV - alegria e tristeza - emoção, sentimento - devoção
E o tempo se pinta de branco
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
10
Espirais III
E sustém
Assim também
Essa humanidade
Essa humidade
Que entra por nós adentro
Água qual em ser sedento
Dessa nascente
a se encontrar
E no dom
Do coração
inflamado
Desse algo
Assim qual doirado
Num raio de luz
Assim trespassado
Para ser gérmen
Da vida
Que nos foi dado
A entregar
Em cada frase
Em cada instante
Em cada relance
Desse algo
Que sempre
se achega
Sem sequer
Se dizer
Assim também
Essa humanidade
Essa humidade
Que entra por nós adentro
Água qual em ser sedento
Dessa nascente
a se encontrar
E no dom
Do coração
inflamado
Desse algo
Assim qual doirado
Num raio de luz
Assim trespassado
Para ser gérmen
Da vida
Que nos foi dado
A entregar
Em cada frase
Em cada instante
Em cada relance
Desse algo
Que sempre
se achega
Sem sequer
Se dizer
11
Poemas de vida
Se trouxesse ao de cima
Essa minha sina escondida
Se me deixasse tocar
Pela senda serena
que me é dada a andar
E nesse poisar
sem sobressalto
Deixar esse pé
descalço
Sentir toda essa humidade
perene
Essa suave morada
ao de leve
E inspirar
Deixar-se molhar
Pelo encanto
Desse mundo
sem sobressalto
gotas que pairam no ar
nesse alento quente
nesse algo ao de leve
que rodopia sem parar
e nos abraça sem se notar
E Sempre a nos admirar
Reflexo vivo e sentido
Desse algo que não digo
E que procuro
assim poder chegar
A transparecer,
a entretecer
A deixar jorrar
Palavras de mil cores
Letras de mil amores
E janelas
Todas belas
A se deixar trespassar
Pela luz das estrelas
do sol ou luar
Nesses recantos deixados
Cobertos os móveis amados
Aonde repousam
arrumados
Os poemas
mais prezados
Que ainda não me foi dado
A poder assim divulgar
Esses que lês
entre os espaços
deixados
nestes recantos
inacabados
E que se lançam
Em ti a vagar
Entre os momentos
escassos
Nos que nos é dado
a sonhar
Essa minha sina escondida
Se me deixasse tocar
Pela senda serena
que me é dada a andar
E nesse poisar
sem sobressalto
Deixar esse pé
descalço
Sentir toda essa humidade
perene
Essa suave morada
ao de leve
E inspirar
Deixar-se molhar
Pelo encanto
Desse mundo
sem sobressalto
gotas que pairam no ar
nesse alento quente
nesse algo ao de leve
que rodopia sem parar
e nos abraça sem se notar
E Sempre a nos admirar
Reflexo vivo e sentido
Desse algo que não digo
E que procuro
assim poder chegar
A transparecer,
a entretecer
A deixar jorrar
Palavras de mil cores
Letras de mil amores
E janelas
Todas belas
A se deixar trespassar
Pela luz das estrelas
do sol ou luar
Nesses recantos deixados
Cobertos os móveis amados
Aonde repousam
arrumados
Os poemas
mais prezados
Que ainda não me foi dado
A poder assim divulgar
Esses que lês
entre os espaços
deixados
nestes recantos
inacabados
E que se lançam
Em ti a vagar
Entre os momentos
escassos
Nos que nos é dado
a sonhar
42
Dias de inverno
Dias de inverno
Tão certo
Como que a primavera
trará ao de cima
Essa semente garrida
Em teu peito a aninhar
E nesse tempo de estiva
será já florida
Para alimentar
quem dela queira provar
Tão certo
Como que a primavera
trará ao de cima
Essa semente garrida
Em teu peito a aninhar
E nesse tempo de estiva
será já florida
Para alimentar
quem dela queira provar
22
Sentido Sentimento
Nesse sentido solitário
De se lançar
De mergulhar
Nesse algo absoluto
Aveludado
Nesse ermo
De calor plantado
de cores por imaginar
Nessa noite
Sonhada
Entre o ramo que vergava
Na suave luz do luar
E nessa brisa
Que se pensa
E se levanta
Quando algo se poisa
Se deixa
Se pisa
E se planta
Para ver surgir devagar
Cuidando
Com o sentir tanto
Lavando
Com alegria e pranto
Levando por dentro
Sentido sentimento
E abraçando
Ao se bem chegar
Quem sabe
Um dia
Ora uma noite
Assim a se entregar
De se lançar
De mergulhar
Nesse algo absoluto
Aveludado
Nesse ermo
De calor plantado
de cores por imaginar
Nessa noite
Sonhada
Entre o ramo que vergava
Na suave luz do luar
E nessa brisa
Que se pensa
E se levanta
Quando algo se poisa
Se deixa
Se pisa
E se planta
Para ver surgir devagar
Cuidando
Com o sentir tanto
Lavando
Com alegria e pranto
Levando por dentro
Sentido sentimento
E abraçando
Ao se bem chegar
Quem sabe
Um dia
Ora uma noite
Assim a se entregar
22
Harmonia Fugidia
Ver essa harmonia no ar
E saber interpretar
Essa mensagem escondida
Essa estrela fugidia
Que nos aquece e alumia
Entre a luz do ocaso
Sadia força desse abraço
No ser que nos abraça
E envolve
E nos alcança
Quando se resolve
Assim abrir
De par em par
Esse peito aberto
Ao sentimento
Ao que levamos dentro
E que se pode partilhar
E sem sentido
desse alento
Desse folego
sedento
De se inspirar
Assim se deixar levar
por trilhos solitários
Entre os caminhos diários
E fazer única a presença
Dessa forma de sentença
Que nos faz elevar o olhar
Crer e sonhar
E saber interpretar
Essa mensagem escondida
Essa estrela fugidia
Que nos aquece e alumia
Entre a luz do ocaso
Sadia força desse abraço
No ser que nos abraça
E envolve
E nos alcança
Quando se resolve
Assim abrir
De par em par
Esse peito aberto
Ao sentimento
Ao que levamos dentro
E que se pode partilhar
E sem sentido
desse alento
Desse folego
sedento
De se inspirar
Assim se deixar levar
por trilhos solitários
Entre os caminhos diários
E fazer única a presença
Dessa forma de sentença
Que nos faz elevar o olhar
Crer e sonhar
23
de par em par
Se te deixas esvaziar
Se dás de ti o sentido
Desse algo no centro ferido
Esperando se abrir devagar
Para dar
Sem sentido de tempo
Sem se chegar assim ao centro
Desse lugar mais profundo
Dessa luz
No confim do teu mundo
Sempre entre névoas
Plantado
Assim quais nas sombras
Desenhado
Assim descrito
À margem
Desse requadro
Dessa aragem
Dessa brisa
De passagem
Tua face acariciando
Assim indelével
Desenhando
Teu verdadeiro rosto
Cantando
Ao se ouvir passar
Essa melodia
garrida
Essa cor
mais quente e viva
Essa que entregas
Por o sentir
Viver
Prosseguir
Nessa vereda
entre águas
deixada
Nessa fluidez
Que planeja
Entre as asas
Imaginadas
Quando abres
Braços
E abraças
Oferecendo
o teu peito
Aberto
À alvorada
E essa luz
Ancorada
Nessa enseada
Ondulada
Pelas marés
Temperada
Acariciada
Pelas mãos
Que se abrem
para dar
assim
de par em par
Cuidada
Se dás de ti o sentido
Desse algo no centro ferido
Esperando se abrir devagar
Para dar
Sem sentido de tempo
Sem se chegar assim ao centro
Desse lugar mais profundo
Dessa luz
No confim do teu mundo
Sempre entre névoas
Plantado
Assim quais nas sombras
Desenhado
Assim descrito
À margem
Desse requadro
Dessa aragem
Dessa brisa
De passagem
Tua face acariciando
Assim indelével
Desenhando
Teu verdadeiro rosto
Cantando
Ao se ouvir passar
Essa melodia
garrida
Essa cor
mais quente e viva
Essa que entregas
Por o sentir
Viver
Prosseguir
Nessa vereda
entre águas
deixada
Nessa fluidez
Que planeja
Entre as asas
Imaginadas
Quando abres
Braços
E abraças
Oferecendo
o teu peito
Aberto
À alvorada
E essa luz
Ancorada
Nessa enseada
Ondulada
Pelas marés
Temperada
Acariciada
Pelas mãos
Que se abrem
para dar
assim
de par em par
Cuidada
39
Espirais II
Nesse calor mais do que quente
Nesse irradiar entre a gente
E plantar
letras de sonho
E deixar-se
Levar
Qual a folha no vento
Pairar
Quais remansos
de águas claras
Refletir
Sem deixar ir
Esse momento
a se partilhar
Quais vagas
nas marés
A teus pés
Sibilando
Lambendo
Tocando
Suavidades
Serenas mocidades
Que se trazem ao luar
Vestidas
Em danças esquecidas
Entre os céus a cintilar
Essas mesmas
flores garridas
Silvestres
E nascidas
Nesse teu peito
Devagar
Qual alento
Que se partilha
Ao de perto
Qual nos humilha
Para se mostrar
Nessa humildade
Da certeza
Dessa terra
que nos preza
Nesse irradiar entre a gente
E plantar
letras de sonho
E deixar-se
Levar
Qual a folha no vento
Pairar
Quais remansos
de águas claras
Refletir
Sem deixar ir
Esse momento
a se partilhar
Quais vagas
nas marés
A teus pés
Sibilando
Lambendo
Tocando
Suavidades
Serenas mocidades
Que se trazem ao luar
Vestidas
Em danças esquecidas
Entre os céus a cintilar
Essas mesmas
flores garridas
Silvestres
E nascidas
Nesse teu peito
Devagar
Qual alento
Que se partilha
Ao de perto
Qual nos humilha
Para se mostrar
Nessa humildade
Da certeza
Dessa terra
que nos preza
12
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments