Lista de Poemas
Momentos de Fragilidade
Nesses momentos
nos que sabes
Que quase chegas
Que sentes
Que te achegas
A essa arte
Essa forma de ser parte
Esse saber entregar
Esse parto no silêncio
Que deixa alegria no ar
E encontrar
Essas palavras desmedidas
Essas linhas amigas
Essas frases preferidas
Para se entregar
E entretecer
E levar
Aonde o ser
se pode encontrar
Aonde a vontade e o querer
te querem levar
E nesse encontro
bem traçado
Nesse algo
em nós plantado
Deixar surgir o clarão
Do sentimento à emoção
Devoção renovada
Assim qual no silêncio
Da noite aveludada
Se acende a trovoada
E nesse clarão
Tão almejado
Depois desse lampejo de desejo
Ancorado
Barca à vela que vogava
E nessa tempestade
se abeirava
Ao porto aberto
Em pleno deserto
Onde se poisava
E deixava fluir
Todos esses sonhos
Sentimentos medonhos
Que deves deixar partir
Para outro porto
Outro lugar
Outro relâmpago
a se ver traçar
Nos céus
Raízes de bem-querer
Dessa árvore a nascer
De frutas de vida
a saber enaltecer
nos que sabes
Que quase chegas
Que sentes
Que te achegas
A essa arte
Essa forma de ser parte
Esse saber entregar
Esse parto no silêncio
Que deixa alegria no ar
E encontrar
Essas palavras desmedidas
Essas linhas amigas
Essas frases preferidas
Para se entregar
E entretecer
E levar
Aonde o ser
se pode encontrar
Aonde a vontade e o querer
te querem levar
E nesse encontro
bem traçado
Nesse algo
em nós plantado
Deixar surgir o clarão
Do sentimento à emoção
Devoção renovada
Assim qual no silêncio
Da noite aveludada
Se acende a trovoada
E nesse clarão
Tão almejado
Depois desse lampejo de desejo
Ancorado
Barca à vela que vogava
E nessa tempestade
se abeirava
Ao porto aberto
Em pleno deserto
Onde se poisava
E deixava fluir
Todos esses sonhos
Sentimentos medonhos
Que deves deixar partir
Para outro porto
Outro lugar
Outro relâmpago
a se ver traçar
Nos céus
Raízes de bem-querer
Dessa árvore a nascer
De frutas de vida
a saber enaltecer
28
Num dia entre outros dias - neve e romarias
e neste frio
que congela a vontade
gentes saíram conquistaram a cidade
e nesse recanto mais simples
brincaram
como crianças ergueram bonecos
e celebraram
com as crianças ficaram
no meio da neve
deslizaram
e nesse frio que separa a vontade
a cidade parada
veio à estrada
para lembrar
um dia de branco
qual bodas
novas
a se celebrar
que congela a vontade
gentes saíram conquistaram a cidade
e nesse recanto mais simples
brincaram
como crianças ergueram bonecos
e celebraram
com as crianças ficaram
no meio da neve
deslizaram
e nesse frio que separa a vontade
a cidade parada
veio à estrada
para lembrar
um dia de branco
qual bodas
novas
a se celebrar
40
Melodias
Melodias
Que me dizias
Que se entreteciam
No teu caminhar
Poisar ao de leve
Tudo o que vias
Tudo o que levavas
Nesse teu olhar
E na luz que se reflete
Assim mais além promete
Voltar a se abeirar
Calor humano
Entre o ser profano
E a graça
Desse tempo dado
Para se compor
Com amor
A devoção desse ardor
Sempre por dentro a queimar
Riso alegria… dor
Palavras de amor
Para se fazer levar
Nesse peito que aconchega
Nessa letra de melodia leda
Nesse suave encontro de encanto
Nesse momento
no que se está abeirando
Desse centro tão vasto
De onde nascem
De onde partem
Asas de luz e prosa
Melodias de poesia e rosa
Assim entregue
Por ser flor de amor
Em cada espinho a lembrança
Em cada pétala a bonança
Em cada aroma assim destilado
Esse perfume de vida
Que nos é destinado
Que me dizias
Que se entreteciam
No teu caminhar
Poisar ao de leve
Tudo o que vias
Tudo o que levavas
Nesse teu olhar
E na luz que se reflete
Assim mais além promete
Voltar a se abeirar
Calor humano
Entre o ser profano
E a graça
Desse tempo dado
Para se compor
Com amor
A devoção desse ardor
Sempre por dentro a queimar
Riso alegria… dor
Palavras de amor
Para se fazer levar
Nesse peito que aconchega
Nessa letra de melodia leda
Nesse suave encontro de encanto
Nesse momento
no que se está abeirando
Desse centro tão vasto
De onde nascem
De onde partem
Asas de luz e prosa
Melodias de poesia e rosa
Assim entregue
Por ser flor de amor
Em cada espinho a lembrança
Em cada pétala a bonança
Em cada aroma assim destilado
Esse perfume de vida
Que nos é destinado
24
Entre a neve I
seres celestiais jaziam
ali onde as névoas se erguiam
onde as mãos conjugavam
poemas de sonhos
que tanto esperaram
e temas risonhos
que na neve desenharam
e saíram e seguiram
assim devagar
passo a passo
de mansinho
qual algo comezinho
que se faz sem se pensar
e chegaram
e andaram
e estiveram
onde sempre passaram
e em cada lugar renovaram
o que sempre assim amavam
e celebrar – celebraram
nessa noite mais fria
nesse novo nascer de dia
nessa alva alvorada
ali onde as névoas se erguiam
onde as mãos conjugavam
poemas de sonhos
que tanto esperaram
e temas risonhos
que na neve desenharam
e saíram e seguiram
assim devagar
passo a passo
de mansinho
qual algo comezinho
que se faz sem se pensar
e chegaram
e andaram
e estiveram
onde sempre passaram
e em cada lugar renovaram
o que sempre assim amavam
e celebrar – celebraram
nessa noite mais fria
nesse novo nascer de dia
nessa alva alvorada
36
Perseverar
E se a onda da adversidade
Puser à prova a verdade
Desse sentido sentimento
Dessa paixão
que arde por dentro
Desse sonho
Alegre e sedento
De te encontrar
Integro, pleno, verdadeiro
E nesse teu lugar soalheiro
Poder assim plantar
Sementes dessa essência vivente
Desse algo mais corrente
Qual água viva que te permeia
E te refaz qual lama
Que se deixa modelar
E nas mãos do oleiro
Momento a momento amado
Vai assim sendo transfigurado
Esse sonho ainda não encontrado
Em ti está o querer
De perseverar
e chegar a ver
Concretizado
Esse algo que no íntimo
Ficou assim em ti plantado
Puser à prova a verdade
Desse sentido sentimento
Dessa paixão
que arde por dentro
Desse sonho
Alegre e sedento
De te encontrar
Integro, pleno, verdadeiro
E nesse teu lugar soalheiro
Poder assim plantar
Sementes dessa essência vivente
Desse algo mais corrente
Qual água viva que te permeia
E te refaz qual lama
Que se deixa modelar
E nas mãos do oleiro
Momento a momento amado
Vai assim sendo transfigurado
Esse sonho ainda não encontrado
Em ti está o querer
De perseverar
e chegar a ver
Concretizado
Esse algo que no íntimo
Ficou assim em ti plantado
46
Entre abraços
Navegar
Nas asas do vento
Nesse momento ao relento
Que entra bem dentro
E nos faz divagar
Nesse recanto sedento
Desse algo de portento
Que nos eleve no tempo
E faça o espaço sangrar
Dessa formosura desmesurada
Dessa desmesura entre tudo e nada
Dessa fagulha na madrugada
Que foi acesa quando se levava
Assim esse outro olhar a brilhar
Nesse sal mergulhada
Vendo como deslizava
Nessa face perfumada
Nesse rosto sendo gravada
A letras de prata lavradas
Pelo teu querer
Sem se ver
Seu princípio final
E nesse algo
Entre banal e fenomenal
Que se pensa estar a mal
Com essa linha comezinha
Entre ocaso e a manhãzinha
Que se fez estrada fiada
Por pontos de luz bordada
Assim no ébano aveludado
Desse teu rosto velado
Pelo cabelo mais amado
Que se possa assim tocar
E voltar a mergulhar
Nessa tua madrugada
Nessa palavra velada
Suspiro desse cetim
Avermelhado
Assim no rosto orlado
Nessa estela orvalhada
Que se espalhava
por todo o teu ser
Assim a se deixar
Entrever
Na areola
Desse sol renovado
Que paira ao teu redor
Em todo o lado
E nesse aroma tão lavado
Flor silvestre em campo arado
Por esse algo que se quer tanto
Isso que nos inspira o encanto
Desse momento ofegando
Para to sibilar devagar
Segredar sem cessar
Entregar devagar
Até ser todo teu
O que estou a pensar
O lugar que era meu
E que se deixou vagar
Nesse tempo
Que passava
nessa imensidão
que ficava…
Nas asas do vento
Nesse momento ao relento
Que entra bem dentro
E nos faz divagar
Nesse recanto sedento
Desse algo de portento
Que nos eleve no tempo
E faça o espaço sangrar
Dessa formosura desmesurada
Dessa desmesura entre tudo e nada
Dessa fagulha na madrugada
Que foi acesa quando se levava
Assim esse outro olhar a brilhar
Nesse sal mergulhada
Vendo como deslizava
Nessa face perfumada
Nesse rosto sendo gravada
A letras de prata lavradas
Pelo teu querer
Sem se ver
Seu princípio final
E nesse algo
Entre banal e fenomenal
Que se pensa estar a mal
Com essa linha comezinha
Entre ocaso e a manhãzinha
Que se fez estrada fiada
Por pontos de luz bordada
Assim no ébano aveludado
Desse teu rosto velado
Pelo cabelo mais amado
Que se possa assim tocar
E voltar a mergulhar
Nessa tua madrugada
Nessa palavra velada
Suspiro desse cetim
Avermelhado
Assim no rosto orlado
Nessa estela orvalhada
Que se espalhava
por todo o teu ser
Assim a se deixar
Entrever
Na areola
Desse sol renovado
Que paira ao teu redor
Em todo o lado
E nesse aroma tão lavado
Flor silvestre em campo arado
Por esse algo que se quer tanto
Isso que nos inspira o encanto
Desse momento ofegando
Para to sibilar devagar
Segredar sem cessar
Entregar devagar
Até ser todo teu
O que estou a pensar
O lugar que era meu
E que se deixou vagar
Nesse tempo
Que passava
nessa imensidão
que ficava…
36
Dar a Mão
admirando essa estrada
juntos sendo caminhada
Vida mais ao de perto
caminho incerto
virtude mais humana
estavam todos ao relento
nesse instante sedento
de sorrir
de se entregar
de se entreter
ao ver passar
entre o manto alvo
o sobressalto
desse algo
feito à mão
saúdo do coração
sustido
em abraço apertado
sentido
nesses braços
levado
qual água no deserto
mais amado
qual vida se tenha chegado
assim a sonhar
qual se ter alonjado
e assim ao se ter regressado
ver esse algo
bem quente e humano
na noite escura a brilhar
juntos sendo caminhada
Vida mais ao de perto
caminho incerto
virtude mais humana
estavam todos ao relento
nesse instante sedento
de sorrir
de se entregar
de se entreter
ao ver passar
entre o manto alvo
o sobressalto
desse algo
feito à mão
saúdo do coração
sustido
em abraço apertado
sentido
nesses braços
levado
qual água no deserto
mais amado
qual vida se tenha chegado
assim a sonhar
qual se ter alonjado
e assim ao se ter regressado
ver esse algo
bem quente e humano
na noite escura a brilhar
24
Caminhos bens reais
nesse sol
dentro ancorado
nesse calor
sendo doado
assim humano
nesse esplendor
que irradia
nesse ver nascer
a luz do novo dia
nesse ocaso se silencia
nascendo por dentro
se anuncia e se deixa
para vir a decorar
estrelas de mil cores
flores de mil amores
sonhos de encantar
e nessa estrela tua amiga
pairando à tua frente
sem aura nem lugar
para se mostrar
apenas cintilando
na noite se elevando
até que o dia
a venha apagar
e a tua melodia
essa que se erguia
em momentos de verdade
na aveludada suavidade
entre a brisa
sustida
pela voz do vento
retida
nessa maresia ancorada
nesse monte elevada
nesse trilho
tão comezinho
plantada
pé ante pé decorada
com a tua vida
lavrada
qual pedra preciosa levada
nesse peito onde brilhava
dentro ancorado
nesse calor
sendo doado
assim humano
nesse esplendor
que irradia
nesse ver nascer
a luz do novo dia
nesse ocaso se silencia
nascendo por dentro
se anuncia e se deixa
para vir a decorar
estrelas de mil cores
flores de mil amores
sonhos de encantar
e nessa estrela tua amiga
pairando à tua frente
sem aura nem lugar
para se mostrar
apenas cintilando
na noite se elevando
até que o dia
a venha apagar
e a tua melodia
essa que se erguia
em momentos de verdade
na aveludada suavidade
entre a brisa
sustida
pela voz do vento
retida
nessa maresia ancorada
nesse monte elevada
nesse trilho
tão comezinho
plantada
pé ante pé decorada
com a tua vida
lavrada
qual pedra preciosa levada
nesse peito onde brilhava
16
História de um poema III - Emoção
E nesse momento
que se consegue
Na palma da mão
Ver a saltitar
Esse eco de coração
pingente sendo entregueânimo que nos persegue
Imaginação que se segue
Na emoção a se entrelaçar
no meio da gente
Assim em melodia
Em algo de magia
Anunciando o novo dia
Começa de novo a cantar
e nós a suspirar...
que se consegue
Na palma da mão
Ver a saltitar
Esse eco de coração
pingente sendo entregueânimo que nos persegue
Imaginação que se segue
Na emoção a se entrelaçar
no meio da gente
Assim em melodia
Em algo de magia
Anunciando o novo dia
Começa de novo a cantar
e nós a suspirar...
10
Beleza elevada
Profunda beleza enlevada
Seda acetinada
Suavidade embelezada
Linha marcada
Entre tudo e o nada
assim rimada
Para se corresponder
À letra marcada
A essa linha acompassada
A essa métrica bem afinada
A essa musicalidade bordada
Em linhas entrançadas
Pelo pensamento elevadas
E no sentimento fundadas
Seda acetinada
Suavidade embelezada
Linha marcada
Entre tudo e o nada
assim rimada
Para se corresponder
À letra marcada
A essa linha acompassada
A essa métrica bem afinada
A essa musicalidade bordada
Em linhas entrançadas
Pelo pensamento elevadas
E no sentimento fundadas
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