Lista de Poemas

Momentos de Fragilidade

Nesses momentos

nos que sabes

Que quase chegas

Que sentes

Que te achegas

A essa arte

Essa forma de ser parte

Esse saber entregar

Esse parto no silêncio

Que deixa alegria no ar

E encontrar

Essas palavras desmedidas

Essas linhas amigas

Essas frases preferidas

Para se entregar

E entretecer

E levar

Aonde o ser

se pode encontrar

Aonde a vontade e o querer

te querem levar

E nesse encontro

bem traçado

Nesse algo

em nós plantado

Deixar surgir o clarão

Do sentimento à emoção

Devoção renovada

Assim qual no silêncio

Da noite aveludada

Se acende a trovoada

E nesse clarão

Tão almejado

Depois desse lampejo de desejo

Ancorado

Barca à vela que vogava

E nessa tempestade

se abeirava

Ao porto aberto

Em pleno deserto

Onde se poisava

E deixava fluir

Todos esses sonhos

Sentimentos medonhos

Que deves deixar partir

Para outro porto

Outro lugar

Outro relâmpago

a se ver traçar

Nos céus

Raízes de bem-querer

Dessa árvore a nascer

De frutas de vida

a saber enaltecer
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Num dia entre outros dias - neve e romarias

e neste frio

que congela a vontade

gentes saíram conquistaram a cidade

e nesse recanto mais simples

brincaram

como crianças ergueram bonecos

e celebraram

com as crianças ficaram

no meio da neve

deslizaram

e nesse frio que separa a vontade

a cidade parada

veio à estrada

para lembrar

um dia de branco

qual bodas

novas

a se celebrar
40

Melodias

Melodias

Que me dizias

Que se entreteciam

No teu caminhar

Poisar ao de leve

Tudo o que vias

Tudo o que levavas

Nesse teu olhar

E na luz que se reflete

Assim mais além promete

Voltar a se abeirar

Calor humano

Entre o ser profano

E a graça

Desse tempo dado

Para se compor

Com amor

A devoção desse ardor

Sempre por dentro a queimar

Riso alegria… dor

Palavras de amor

Para se fazer levar

Nesse peito que aconchega

Nessa letra de melodia leda

Nesse suave encontro de encanto

Nesse momento

no que se está abeirando

Desse centro tão vasto

De onde nascem

De onde partem

Asas de luz e prosa

Melodias de poesia e rosa

Assim entregue

Por ser flor de amor

Em cada espinho a lembrança

Em cada pétala a bonança

Em cada aroma assim destilado

Esse perfume de vida

Que nos é destinado
24

Entre a neve I

seres celestiais jaziam

ali onde as névoas se erguiam

onde as mãos conjugavam

poemas de sonhos

que tanto esperaram

e temas risonhos

que na neve desenharam

 

e saíram e seguiram

assim devagar

passo a passo

de mansinho

qual algo comezinho

que se faz sem se pensar




e chegaram

e andaram

e estiveram

onde sempre passaram

e em cada lugar renovaram

o que sempre assim amavam

e celebrar – celebraram




nessa noite mais fria

nesse novo nascer de dia

nessa alva alvorada
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Perseverar

E se a onda da adversidade

Puser à prova a verdade

Desse sentido sentimento

Dessa paixão

que arde por dentro

Desse sonho

Alegre e sedento

De te encontrar

Integro, pleno, verdadeiro

E nesse teu lugar soalheiro

Poder assim plantar

Sementes dessa essência vivente

Desse algo mais corrente

Qual água viva que te permeia

E te refaz qual lama

Que se deixa modelar

E nas mãos do oleiro

Momento a momento amado

Vai assim sendo transfigurado

Esse sonho ainda não encontrado

 

Em ti está o querer

De perseverar

e chegar a ver

Concretizado

Esse algo que no íntimo

Ficou assim em ti plantado
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Entre abraços

Navegar

Nas asas do vento

Nesse momento ao relento

Que entra bem dentro

E nos faz divagar

 

Nesse recanto sedento

Desse algo de portento

Que nos eleve no tempo

E faça o espaço sangrar

 

Dessa formosura desmesurada

Dessa desmesura entre tudo e nada

Dessa fagulha na madrugada

Que foi acesa quando se levava

Assim esse outro olhar a brilhar

 

Nesse sal mergulhada

Vendo como deslizava

Nessa face perfumada

Nesse rosto sendo gravada

A letras de prata lavradas

 

Pelo teu querer

Sem se ver

Seu princípio final

 

E nesse algo

Entre banal e fenomenal

Que se pensa estar a mal

 

Com essa linha comezinha

Entre ocaso e a manhãzinha

 

Que se fez estrada fiada

Por pontos de luz bordada

Assim no ébano aveludado

Desse teu rosto velado

Pelo cabelo mais amado

Que se possa assim tocar

 

E voltar a mergulhar

Nessa tua madrugada

Nessa palavra velada

Suspiro desse cetim

Avermelhado

Assim no rosto orlado

Nessa estela orvalhada

Que se espalhava

por todo o teu ser

Assim a se deixar

Entrever

 

Na areola

Desse sol renovado

Que paira ao teu redor

Em todo o lado

 

E nesse aroma tão lavado

Flor silvestre em campo arado

Por esse algo que se quer tanto

Isso que nos inspira o encanto

Desse momento ofegando

Para to sibilar devagar

Segredar sem cessar

Entregar devagar

Até ser todo teu

O que estou a pensar

 

O lugar que era meu

E que se deixou vagar

 

Nesse tempo

Que passava

nessa imensidão

que ficava…
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Dar a Mão

admirando essa estrada

juntos sendo caminhada

 

Vida mais ao de perto

caminho incerto

virtude mais humana

 

estavam todos ao relento

nesse instante sedento

de sorrir

de se entregar

de se entreter

ao ver passar

entre o manto alvo

o sobressalto

desse algo

feito à mão

saúdo do coração

sustido

em abraço apertado

sentido

nesses braços

levado

qual água no deserto

mais amado

qual vida se tenha chegado

assim a sonhar

qual se ter alonjado

e assim ao se ter regressado

ver esse algo

bem quente e humano

na noite escura a brilhar
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Caminhos bens reais

nesse sol

dentro ancorado

nesse calor

sendo doado

assim humano

 

nesse esplendor

que irradia

nesse ver nascer

a luz do novo dia

 

nesse ocaso se silencia

nascendo por dentro

se anuncia e se deixa

para vir a decorar

 

estrelas de mil cores

flores de mil amores

sonhos de encantar

 

e nessa estrela tua amiga

pairando à tua frente

sem aura nem lugar

para se mostrar

 

apenas cintilando

na noite se elevando

até que o dia

a venha apagar

 

e a tua melodia

essa que se erguia

em momentos de verdade

na aveludada suavidade

 

entre a brisa

sustida

 

pela voz do vento

retida

 

nessa maresia ancorada

nesse monte elevada

 

nesse trilho

tão comezinho

plantada

 

pé ante pé decorada

com a tua vida

lavrada

 

qual pedra preciosa levada

nesse peito onde brilhava
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História de um poema III - Emoção

E nesse momento

 

que se consegue

Na palma da mão

Ver a saltitar




Esse eco de coração

pingente sendo entregueânimo que nos persegue
Imaginação que se segue
Na emoção a se entrelaçar
no meio da gente

 

Assim em melodia

Em algo de magia

Anunciando o novo dia

Começa de novo a cantar




e nós a suspirar...
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Beleza elevada

Profunda beleza enlevada

Seda acetinada

Suavidade embelezada

Linha marcada

Entre tudo e o nada

assim rimada

Para se corresponder

À letra marcada

A essa linha acompassada

A essa métrica bem afinada

A essa musicalidade bordada

Em linhas entrançadas

Pelo pensamento elevadas

E no sentimento fundadas
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