Lista de Poemas
Entre as águas
Esse ribeirinho manso
Que se ergue por acaso
de quando em quando
ser essa lágrima salgada
que descai
gota de chuva deixada
chorada
água da mesma água
sal do mesmo sal
ser semelhante e intenso
algo mais íntimo e coeso
parecido
qual algo
normal
E ser suavidade
dessa folha
que se baloiça
Desse floco de neve
Que repousa
Na mão de uma criança
Nesse algo de esperança
Que se faz orvalho
Transparecido
Pela luz do ser renascido
Ao se ver assim qual pingente
Entre o corpo a alma e a mente
No coração qual licor destilado
Esse algo que nos tem inspirado
Que se ergue por acaso
de quando em quando
ser essa lágrima salgada
que descai
gota de chuva deixada
chorada
água da mesma água
sal do mesmo sal
ser semelhante e intenso
algo mais íntimo e coeso
parecido
qual algo
normal
E ser suavidade
dessa folha
que se baloiça
Desse floco de neve
Que repousa
Na mão de uma criança
Nesse algo de esperança
Que se faz orvalho
Transparecido
Pela luz do ser renascido
Ao se ver assim qual pingente
Entre o corpo a alma e a mente
No coração qual licor destilado
Esse algo que nos tem inspirado
22
Ideal a Abraçar
Nessa alegria esquecida
De se viver
De se aproveitar a vida
Essa que nos convida
a crescer
a dar
No sentimento
que levamos dentro
Instilar sentido ao momento
Dar tempo para se apreciar
Esse sol a nascer
Esse ocaso a viver
Esse momento
a se transcender
Levado pelas asas do sonho
Claro o pensamento
Intenso sentido sentimento
E na gente tão humana
Ser qual algo que se lava
Com ademão constante
Co subtil ciência e arte
Com esse carinho encarnado
Que deixa o ser embelezado
Pronto para se deixar brilhar
Esse sentido que não engana
quando o calor da madrugada
Se faz areola orlada
À volta desse algo
a nos trespassar
Pontes subtis se estendem
Gentes de outros lugares
se entendem
E nesse sorriso
de se chegar a anuir
Nesse algo mais profundo
a se compartilhar
Nesse elevar braços
para abraçar
Como assim
elevar o olhar
Para ver brilhar
Todas as estrelas do firmamento
Tudo o que levamos dentro
Nesse momento a cintilar
E nesse preciso instante
Sabemos que chegamos
Sabemos que encontramos
Aquilo que ainda chamamos
de lar
Esse tempo e lugar
Esse par de braços
a acolher e abraçar
De se viver
De se aproveitar a vida
Essa que nos convida
a crescer
a dar
No sentimento
que levamos dentro
Instilar sentido ao momento
Dar tempo para se apreciar
Esse sol a nascer
Esse ocaso a viver
Esse momento
a se transcender
Levado pelas asas do sonho
Claro o pensamento
Intenso sentido sentimento
E na gente tão humana
Ser qual algo que se lava
Com ademão constante
Co subtil ciência e arte
Com esse carinho encarnado
Que deixa o ser embelezado
Pronto para se deixar brilhar
Esse sentido que não engana
quando o calor da madrugada
Se faz areola orlada
À volta desse algo
a nos trespassar
Pontes subtis se estendem
Gentes de outros lugares
se entendem
E nesse sorriso
de se chegar a anuir
Nesse algo mais profundo
a se compartilhar
Nesse elevar braços
para abraçar
Como assim
elevar o olhar
Para ver brilhar
Todas as estrelas do firmamento
Tudo o que levamos dentro
Nesse momento a cintilar
E nesse preciso instante
Sabemos que chegamos
Sabemos que encontramos
Aquilo que ainda chamamos
de lar
Esse tempo e lugar
Esse par de braços
a acolher e abraçar
11
Entre as Vagas da Vida
Entre as vagas de vida
Nessas horas de harmonia
Nessas palavras esquecidas
que nos trazem as alegrias
recônditas
escondidas
ainda em nós aprendidas
assim em nós levadas
pelos estreitos caminhos
plantadas
para se voltara a colher
quando em horas vagas
tempos nos que essas palavras
assim em nós sendo enamoradas
cheias dessa paixão que em nós fala
e nos diz o que nos afaga
para melhor nos fazer
levantar
essa vida que se inebria
esse momento que condizia
esse lugar que se leva por dentro
momento para sempre no sentimento
Nessas horas de harmonia
Nessas palavras esquecidas
que nos trazem as alegrias
recônditas
escondidas
ainda em nós aprendidas
assim em nós levadas
pelos estreitos caminhos
plantadas
para se voltara a colher
quando em horas vagas
tempos nos que essas palavras
assim em nós sendo enamoradas
cheias dessa paixão que em nós fala
e nos diz o que nos afaga
para melhor nos fazer
levantar
essa vida que se inebria
esse momento que condizia
esse lugar que se leva por dentro
momento para sempre no sentimento
10
Sintonia de vida
Se nessa sintonia
Que nos liga à própria vida
nessa mensagem sentida
Se nessa carta de alegria
se expressa e se anuncia
Nessa luz que nos alumia
Nessa dança entretecida
Entre o que somos
e isso que nos guia
Que nos liga à própria vida
nessa mensagem sentida
Se nessa carta de alegria
se expressa e se anuncia
Nessa luz que nos alumia
Nessa dança entretecida
Entre o que somos
e isso que nos guia
28
Procurar o Poema
se nesse recanto apertado
escolhido para ser sonhado
em vigílias tão abertas
às ideias e emoções
e essas coisas certas
para se entretecer
devagar
esse lampejo
mais além da emoção
ou desejo
e saber arrivar
ai onde os sonhos
que por dentro vejo
se possam chegar a mostrar
e nessa litania disfarçada
nessa melodia enjeitada
que se vai alinhando
nessa dança
entre o que sou
o que sinto
o que amo tanto
aparece qual prece
que se despedia
essa nova alegria
festival de magia
que se faz ao dar de si
trazer ao de cima
desde o mais profundo do ser
passando portas de querer
crer
e saber
atravessando veredas cheias dessa razão
que impele linhas retas
espaços quadrados e faz pensar o coração
até se encontrar
nesse cenário decorado
onde as peças desse ser diário
são de novo encenadas
e as mais simples obras
recatadas
dão de si o que não se via
essa luz que permeia
todo e qualquer recanto da vida
e nessa via que se percorre
para trazer
o que por dentro se descobre
e entregar
essa força que impele
assim quem a segue
a se deixar levar
mergulhar no vazio
passar entre o ermo e o frio
e encontrar essa flor de estio
de maravilha pura e cristal
dessa transparente consciência
mais além do dizer da ciência
pétalas com aromas de encantar
suavidade que nos toca
e nos eleva
ali aonde mora quem vela
pelo ser de arte a procurar
mais um remanso de sentimento
mais um segundo no tempo
que se estende sem se contar
mais uma face que sorria
para tudo o que se trazia
assim desses recantos secretos
para dar ao teu olhar
quem assim vê e beija
todas as madrugadas
quando já se repousa
nessas letras entrelaçadas
assim tendo sido trazidas
desde onde a luz se estremecia
as sombras se esvaiam
e o amor embelezava
essas as íntimas veredas
por onde se caminhava
para trazer a luz do dia
esplendor da nova madrugada
escolhido para ser sonhado
em vigílias tão abertas
às ideias e emoções
e essas coisas certas
para se entretecer
devagar
esse lampejo
mais além da emoção
ou desejo
e saber arrivar
ai onde os sonhos
que por dentro vejo
se possam chegar a mostrar
e nessa litania disfarçada
nessa melodia enjeitada
que se vai alinhando
nessa dança
entre o que sou
o que sinto
o que amo tanto
aparece qual prece
que se despedia
essa nova alegria
festival de magia
que se faz ao dar de si
trazer ao de cima
desde o mais profundo do ser
passando portas de querer
crer
e saber
atravessando veredas cheias dessa razão
que impele linhas retas
espaços quadrados e faz pensar o coração
até se encontrar
nesse cenário decorado
onde as peças desse ser diário
são de novo encenadas
e as mais simples obras
recatadas
dão de si o que não se via
essa luz que permeia
todo e qualquer recanto da vida
e nessa via que se percorre
para trazer
o que por dentro se descobre
e entregar
essa força que impele
assim quem a segue
a se deixar levar
mergulhar no vazio
passar entre o ermo e o frio
e encontrar essa flor de estio
de maravilha pura e cristal
dessa transparente consciência
mais além do dizer da ciência
pétalas com aromas de encantar
suavidade que nos toca
e nos eleva
ali aonde mora quem vela
pelo ser de arte a procurar
mais um remanso de sentimento
mais um segundo no tempo
que se estende sem se contar
mais uma face que sorria
para tudo o que se trazia
assim desses recantos secretos
para dar ao teu olhar
quem assim vê e beija
todas as madrugadas
quando já se repousa
nessas letras entrelaçadas
assim tendo sido trazidas
desde onde a luz se estremecia
as sombras se esvaiam
e o amor embelezava
essas as íntimas veredas
por onde se caminhava
para trazer a luz do dia
esplendor da nova madrugada
35
Qual vida em ser criança
Quando a paixão te chama
E se acende e proclama
Que o tempo é liberto
Que o espaço é aberto
Que o sentimento
Que levas por dentro
É para entregar
Nesse algo de lamento
Nessa melodia ao relento
Que mais ninguém vai notar
E nessas veredas
preenchidas de retalhos
de tantas vidas
Assim a se deixar levar
Agasalhos rasgados
Que podes coser devagar
Nesse peito silenciadas
tuas verdades veladas
Pelo chamamento
Desse poema
Caladas
Até se fazer ouvir
Em quem lê e rele
Em quem assim o quiser sentir
Tão profundo qual o oceano
Tão alto como o céu estrelado
Tão simples qual ser criança
Tão complexo como esta vida
que nos anima e avança…
E se acende e proclama
Que o tempo é liberto
Que o espaço é aberto
Que o sentimento
Que levas por dentro
É para entregar
Nesse algo de lamento
Nessa melodia ao relento
Que mais ninguém vai notar
E nessas veredas
preenchidas de retalhos
de tantas vidas
Assim a se deixar levar
Agasalhos rasgados
Que podes coser devagar
Nesse peito silenciadas
tuas verdades veladas
Pelo chamamento
Desse poema
Caladas
Até se fazer ouvir
Em quem lê e rele
Em quem assim o quiser sentir
Tão profundo qual o oceano
Tão alto como o céu estrelado
Tão simples qual ser criança
Tão complexo como esta vida
que nos anima e avança…
31
Ideal a abraçar
Nessa alegria esquecida
De se viver
De se aproveitar a vida
Essa que nos convida
a crescer
a dar
No sentimento
que levamos dentro
Instilar sentido ao momento
Dar tempo para se apreciar
Esse sol a nascer
Esse ocaso a viver
Esse momento
a se transcender
Levado pelas asas do sonho
Claro o pensamento
Intenso sentido sentimento
E na gente tão humana
Ser qual algo que se lava
Com ademão constante
Co subtil ciência e arte
Com esse carinho encarnado
Que deixa o ser embelezado
Pronto para se deixar brilhar
Esse sentido que não engana
quando o calor da madrugada
Se faz areola orlada
À volta desse algo
a nos trespassar
Pontes subtis se estendem
Gentes de outros lugares
se entendem
E nesse sorriso
de se chegar a anuir
Nesse algo mais profundo
a se compartilhar
Nesse elevar braços
para abraçar
Como assim
elevar o olhar
Para ver brilhar
Todas as estrelas do firmamento
Tudo o que levamos dentro
Nesse momento a cintilar
E nesse preciso instante
Sabemos que chegamos
Sabemos que encontramos
Aquilo que ainda chamamos
de lar
Esse tempo e lugar
Esse par de braços
a acolher e abraçar
De se viver
De se aproveitar a vida
Essa que nos convida
a crescer
a dar
No sentimento
que levamos dentro
Instilar sentido ao momento
Dar tempo para se apreciar
Esse sol a nascer
Esse ocaso a viver
Esse momento
a se transcender
Levado pelas asas do sonho
Claro o pensamento
Intenso sentido sentimento
E na gente tão humana
Ser qual algo que se lava
Com ademão constante
Co subtil ciência e arte
Com esse carinho encarnado
Que deixa o ser embelezado
Pronto para se deixar brilhar
Esse sentido que não engana
quando o calor da madrugada
Se faz areola orlada
À volta desse algo
a nos trespassar
Pontes subtis se estendem
Gentes de outros lugares
se entendem
E nesse sorriso
de se chegar a anuir
Nesse algo mais profundo
a se compartilhar
Nesse elevar braços
para abraçar
Como assim
elevar o olhar
Para ver brilhar
Todas as estrelas do firmamento
Tudo o que levamos dentro
Nesse momento a cintilar
E nesse preciso instante
Sabemos que chegamos
Sabemos que encontramos
Aquilo que ainda chamamos
de lar
Esse tempo e lugar
Esse par de braços
a acolher e abraçar
25
Nessa sala partilhada, na alegria e na tristeza pintada
Nesse alegre tristeza
De se estar a partilhar
A mesma mesa
Onde se apoiam os sonhos
Onde se deixam – risonhos
na que deixámos
O que cremos e amamos
Assim sem mais…
Apenas nos levantando
Desses mais finos vitrais
Por onde a luz translucida progride
E o que se leva por dentro
mais intenso se vive
E quando assim se ilumina
E a inspiração em nós se aviva
A estância na que se vivia
Assim nas sombras a vogar
Parece largar amarras
E nos levar a bem amar
De se estar a partilhar
A mesma mesa
Onde se apoiam os sonhos
Onde se deixam – risonhos
na que deixámos
O que cremos e amamos
Assim sem mais…
Apenas nos levantando
Desses mais finos vitrais
Por onde a luz translucida progride
E o que se leva por dentro
mais intenso se vive
E quando assim se ilumina
E a inspiração em nós se aviva
A estância na que se vivia
Assim nas sombras a vogar
Parece largar amarras
E nos levar a bem amar
41
Esperando renascer
Nesses lugares intensos
Nos que as emoções
são por dentro o alento
Sentimento mais elevado
Disso que se fez humano
Plantar fogos ainda escassos
Para assim poder se alentar
Com teu sopro mais ardente
Continuando em nós vivente
Entregando poesias e prosas
À vida e ao coração da gente
16
Sonhos quais estrelas cadentes
Se folego restasse
Para dar esse passe
De algo mais sentido
Mais profundo e vivido
Assim qual luar
a roçar folhas ao de leve
A deixar os ramos dançar
Nesse encanto tão breve
Suave toque de verdade
Entre esse ser de cidade
olhando horizontes iluminados
Quando os campos estrelados
Lá no cimo dos céus bordados
Seguem a clamar que nos amam
E em estrelas fugazes se apagam
Para podermos chegar a desejar
Esse sonho jamais concretizado
Nesse lugar jamais encontrado
Assim ainda em prosa levado
Sendo o verso em ti plantado
Esperando a primavera de vida
Para chegar a germinar
Nesse tempo de saudade
Dessa tua mais íntima verdade
Dessa coragem ao se voltar a avançar
Por onde não havia caminho marcado
E alcançar esse algo mais bem amado
Para dar esse passe
De algo mais sentido
Mais profundo e vivido
Assim qual luar
a roçar folhas ao de leve
A deixar os ramos dançar
Nesse encanto tão breve
Suave toque de verdade
Entre esse ser de cidade
olhando horizontes iluminados
Quando os campos estrelados
Lá no cimo dos céus bordados
Seguem a clamar que nos amam
E em estrelas fugazes se apagam
Para podermos chegar a desejar
Esse sonho jamais concretizado
Nesse lugar jamais encontrado
Assim ainda em prosa levado
Sendo o verso em ti plantado
Esperando a primavera de vida
Para chegar a germinar
Nesse tempo de saudade
Dessa tua mais íntima verdade
Dessa coragem ao se voltar a avançar
Por onde não havia caminho marcado
E alcançar esse algo mais bem amado
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