Lista de Poemas

voltar

E nesse algo de bem-querer

Voltara fixar o ser

E nesse calor emanado

Desse ser irmanado

Voltar a saber entender

Braços estendidos

Entre esse cantares amigos

E palmas de mão

Sempre cheias

Dessa luz

Que nos permeia
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Esse Oceano imenso - mais além do que sei ou penso

Voltar a encontrar essa sintonia

Entre o silêncio que se enaltecia

E essa alegria que nos permeava

Essa linha fina

Ondulada

Qual maré

em pleno mar encontrada

Esse horizonte mais amplo

Cheio de vida

E de encanto

Esse cantar

Esse elevar

Esse ir ao mais profundo

Desse teu íntimo mundo

Para chegar a encontrar

Esse reflexo bafejado

Por esse teu alento levado

No peito onde se escondia

Nesse coração

que tão bem dizia

Desse algo

Que se procura

Que nos cuida e nos cura

E nos leva a bem dizer

De todo esse 

encontro de encanto

Em todo e qualquer canto

Escondido

Ora levado

A aparecer

Na luz do olhar

No perseverar

No querer se entregar

e no crer

que voltará a suceder

Essa alegria de magia

Essa nota alta

no final do dia

 

Essa suavidade aveludada

Que nos abraça e se entrelaça

Em cada nota mais pura e fina

Que em ti se fazia… dia

Entre a noite mais bem sonhada

Essa melodia tão querida

Que é sinal de vida bem amada
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sarar

Nesse encontro tão sonhado

Nesse estar de novo a teu lado

Nesse sentir alegria

Que renasce em ti cada dia

Sendo ramagem

Que ampara

Sendo o rio

Que te alaga

Para se abeirar

Dar de beber

E sarar
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Abraços de simplicidade - desde o Campo até à Cidade

Aonde o tudo

o e o nada se encontravam

E as gentes se deixavam ir

Em direção a algo novo

Esse porvir entre o povo

Esse algo tão querido

Tão cuidado

Esse tesouro

Que se tem guardado

Para poder ser

Assim partilhado

Sem sentido

Se não entregue

Esse algo de mais vivo

Algo mais leve

Essa brisa que passa

Esse algo que nos abraça

Essa manta de retalhos

Que se fez quente

Entre os mais simples

Agasalhos

Árvore e seus galhos

Se estendendo

E abraçando

Quem se vai abeirando

E acolhendo

Quem se deixe nesse lugar

Sedento desse viver

Desse voltar a encontrar

Tão grande querer…

Nesse viver à vontade

Nesse encontrar

Esse abraço

Sinceridade

Esse algo

Que dizemos verdade

Sempre a parecer

Transparecida

Iluminada pela nossa vida

Entranhada no nosso ser
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Nesse Deserto

Nesse caminho deserto

Nesse estar tão longe

Tão perto

Dessa presença inerte

Que se acende

quando se acerte

Nessa memória

bem prezada

Lâmina gravada

Pelo caminho ou estrada

De vida percorrida

Até à tua morada

Nesse dia a dia

Que parecia

Que se escoava

Nesse terna alegria

De ver renascida

A tua simples criança

Nessa melancolia

Que parecia se estender

Saudade não entendida

Acesa pelo bem-querer

De saber aonde voltar

Para onde caminhar

Como iluminar

esses momentos doirados

Como plantar

Para deixar germinar

Esses momentos prezados

E no momento

Que o coração escolha

Que em ti o ser se recolha

Voltar a avançar

Começar a cantar

Seguir os passos

Desse compasso

Na estranha melodia

Que se estendia

E paira no ar

E ao te abeirar

Ao se deixar abraçar

Esse aconchego

Essa veste em segredo

Volta a estar em ti

Assim

Volta a brilhar sem fim

Nesse teu terno ser afim

À luz do mundo que se prende

Quando essa luz

de novo em ti se reacende
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Nessa Melodia que se fez tema de vida

Esse cavalgar

Entre pastagens

Altas vertentes

Suaves aragens

Sentir o vento a cariciar

Essa face que se sente

Em cada vez

que estamos a avançar

E largar amarras

Voltar a vogar

Nesse oceano

de sentimento

Nesse encanto

No canto

que levamos por dentro

sempre a espera

de se fazer partilhar

 

Nesse algo

entre melodia e lamento

Nesse fio sedento

De se deixar tocar

 

Nessa melodia que se ouvia

Entre o silêncio que se enaltecia

Esse algo que enebria
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rebento de esperança

Essa antiga chaga

Que te esvazia

Essa outra voz

Que te guia

 

Essa luz que nas sombras

Parece que se desvanece

Que cintila

E permanece

Esperando esse teu calor

Quando arrefece

Para ser valor

Que se enobrece

 

Em cada palavra de vida

Que se entrega e se anuncia

E que jamais se esquece

 

Esse algo que se enebría

Que em ti se embevecia

E que te meche

A perseverar

 

A seguir em teu lugar

Esse por dentro cuidado

Esse rebento

Esperado

A ser levado

Pelo mais antigo prado

Pelo caminho mais esquecido

Para voltar

A ser assim renascido
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Momentos que chamas

Nesses momentos

Nos que despertamos

Sedentos

 

Dessa alegria

Desse licor

Desse mel redentor

 

Que nos alivia

Que se escorre por dentro

 

Que aviva

Essa chama viva

O íntimo alento

 

E se explica

Qual chama luzidia

Poisada em teu olhar

Esse algo que nos agita

que nos diga

Para onde seguir

Por onde perseverar

 

E nesse ir andando

Ir também encontrando

Estendendo essas pontes

Para outros seres humanos

 

E nesses momentos

Nos que se entende

Mais além

Do que se pensa ou sente

 

Esse ser fraterno

Esse algo terno

Em nós a crescer devagar

 

Esse fio fino

Que temos entretecido

Ao dizer sem cessar

Essa verdade

Por dentro a berrar

Essa saudade

De algo a abraçar

 

E a transformamos

Em mais belo canto

Nesse poema de encanto

Para dar

partilhar

 

Destino

Dos que amam

Assim a irradiar

Essa alegre chama

Que sempre

por dentro proclama

Que é para se entregar
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A tua página em branco... esperando o teu canto

Descobrir

Devagar

Essa essência em nós

A voltar

Essa impaciência

A se agitar

Esse mar de emoções

A se elevar

E levar aonde se puder encontrar

Esse eco que se esconde

Essa luz na tua fronte

A escorrer

A cintilar

Esse suor de se entregar

O que vai no ser

Devagar

Essa luzidia forma

De ser e estar

No silencio a vogar

Entre marés indiscretas

Entre ondas secretas

Entre os ventos

de eventos de encantar

 

E cantar essa melodia

Que ilumina

e da cor ao dia

pintar letras de fantasia

Nessa tela antes vazia

Dessa cor tão garrida

Que só tu

podes chegar

a ver nascer

Do teu ser, desse crer

Assim ao se mergulhar

 

Nesse oceano tão amplo

Nesse segredar num recanto

Versos ao luar

Nesse assim querer tanto

O voltar a se dar

Esse algo que se quer num canto

Num poema entre o entre-tanto

Nesse relance que viste

Sem te precatar

 

Esse sentimento

Que ouviste

Nessa harmonia no ar

 

Nesse tempo

Nesse lugar

Nesse sentido intenso

Nesse algo mais lento

Depois

Ao se saborear

 

Na página em branco

Sibilando

Areias do tempo

Se entregando

 

Nessa praia vazia

Nesse teu dia

A melodia que se foi escutando

E nessas palavras sussurradas

Assim em ti sendo plantadas

Para germinar

 

Em qualquer momento

Em qualquer lugar

No que te dispões

à tua vida entregar

 

Para que toda essa

 formosura

Essa candura

Essa leveza

Essa intima certeza

Venham ao de cima

Nessa estranha rima

E voltem a te encontrar

 

E nessa abraço de silêncio

Que se faz tão intenso

Voltar a murmurar

 

Ou assim dizer devagar

Ao deixar-se levar

 

Nessa maré sem fim

Esse algo dentro de mim

Em ti a se espelhar

 

Bafejado

Por esse alento

Intimo sustento

Que me tenhas dado

Ao to segredar…
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humanidades

Nesse sentir que nos ilumina

Que vibra em cada momento

no que se imagina

Esse momento tão sonhado

Esse algo mais profundo

por dentro levado

 

Esse algo elevado

Sendo tão bem almejado

Que nos enleva

Nos toma e nos leva

A querer encontrar

 

Esse olhar verdadeiro

Esse ser humano inteiro

Esse calor tão amado

Esse estar bem a teu lado

 

E nesse lugar

Em nós plantado

Essa saudade

de se ter encontrado

 

O ser que caminha

O que se aninha

No peito levado

 

Esse algo que clama

E proclama

Que quer ser amado

 

Com cuidado

Com enlevo

Com encontrar

esse segredo

 

Em nós ainda plantado

Esse sentido mais vivo

Chamando a ser conhecido

Onde e quando assim se fizer

Esse ser mais amplo

De se ser Homem

Ou se ser Mulher…
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