Danilo  de Jesus

Danilo de Jesus

n. 1998 BR BR

n. 1998-11-22, vitoria da conquista

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Segunda pessoa do singular

Fizeste de ti o contrario de tudo que sempre imaginavas, e quando sonhavas não era sonho o que sonhavas; era pó.
Fizeste da realidade um sonho incapaz de acontecer, e choras com um sorriso de orelha a orelha;
Fizeste das sensações e pensamentos um mundo tão palpável como a pena que agora escreves;
Fizeste das oportunidades coisas tão inoportunas e tão sem nexo que traçava com elas, sempre, a latitude e a longitude de suas ações, mas não procuravas no mapa da atitude um ponto correspondente. E isso te doía ma alma, sim! Então, pulavas da geografia da vida para calculardes no português se realmente teve sem oportunidades ou cem 'inoportunidades', mas não sabias se expressar direito;
Fizeste o maior dos arranha céus com os pés no chão, mas como não sabias nada de geografia, matemática e nem português e bem provável que a frese acima esteja ao contrario:
Saístes para lutar e esquecestes as tuas melhores armas, porque realmente não saístes para lutar - é a batalha era dura!
Fingistes tudo, até mesmo amar; só não conseguiu a fingir a dor que sentias.
Serias capaz de preencher até mesmo o vácuo do universo, mas vale tão fundo que tu és agora, tu não és capaz disso;
Pensas no que queres, não mais com o pensamento e nem com o coração todo esperançoso de conquistar, mas com um suspiro de dó e ódio por não ser capaz de conquistar o que queria.
És só tu o lixo que sabes e acha que é e ainda tudo aquilo que não sabes o que é e nem nunca serás.
E tu choras, tu morres enquanto vivis e tu quereis e tu precisas e tu sentes falta e tu já perdeste tudo isso.

Lembra-te aquele sonho, que agora tão realizado estas...; lembraste? Pois é! Esqueças. Só engulas a seco essas lágrimas de veneno porque são as lágrimas que tu não choraste e mates mais um sonho teu; e logo o que estava quase, quase, quase realizado, mas mates porque algo saiu errado porque todos os teus sonhos têm que existirem já ex-existindo.
Ao invés de praticar atitudes que mudes a vida, aprendas manias bobas que mude a tua feição; aproveites e aprendas uma que te deixe com a cara de bobo e lerdo e boca aberta que realmente és e ponto final.

O que mais deixaras que passasse por ti e fiquem apenas dolorosas marcas e muitas saudades?

Fizeste um enorme buraco em teu coração, feriste com navalha e cicuta os confins de sua alma
Aprendestes a fazer movimentos que não acontecem nunca, e choravas por isso no escuro, mas sempre com sorriso alegre.
Fizeste de tua vida um colorido de uma só cor, e agora todo esse trabalho resultou em vão
Fugiste tanto de tantas saídas e fechastes tantas e tantas portas, que agora, com as chaves em mão, queres abrir aquelas portas, mas já não sabes escolher mais isso.
Tu não dizes, mas tens pena de si mesmo. Da para ouvir isso em teu silencio.
Que fazes em quanto sonhas; será que morres?! Porque tantos sonhos teus nem saem do mundo dos sonhos e já vão direito para o mundo dos mortos; e ainda assim realizaram-se! Ah, Não; não sabes?! Pois se realizaram sim, Porque os teus sonhos existem e ex-existem tudo ao mesmo tempo.
Fingir sempre foi a tua melhor farsa, houve até um tempo em que não sabias mais se fingias de verás ou se fingia que fingias. Por isso Tu és o grande ator e autor e escritor e apresentar e telespectador da tragédia de si mesmo.

Tu és muito e muito pior que a dor, porque a dor dói por vicio da rotina, e tu... Tu machucas-te por vicio da escolha.
Que Fizestes de ti, inútil "pensador"; que esperas da vida?
Que pensas que pensam de ti; que és esperado? Pobre de tu. Tu és o desesperado! Tu és aquele que, por um raro acaso foi esperado, ficou sempre em segundo lugar. E ate mesmo as regras do português contrastaram contra tu: TU segunda pessoa do singular.
.
Tem agora o que te faltava antes, tu tens consciência até da morte - mas o que te faltou antes?
Que pensas agora; agora que... Agora que a frustração e sua pátria? - tens dó de ti?
Pobre, pobre, pobre e pobre e pobre de tu? E agora? Sabes que são tantas e tantas e tantas perguntas que e inútil citar qualquer que seja.

Não adiante agora tentar enganar a si próprio, não! É puro engano! "aceitas a frio o que tu és". A tua melhor fresa já escreveste na vida: aquele que, por um raro acaso foi esperado, ficou sempre em segundo lugar. E ate mesmo as regras do português contrastaram contra tu: TU segunda pessoa do singular!
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Biografia

Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que  também  foi um Cezar,  um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.

 

 

Poemas

206

Espaço no Peito





Quem ascendeu a fogueira do coração

Quer saber se é sim ou se é não?

Faísca no escuro é lareira

Aquecendo a razão.



Dói os meus olhos

Que sonham a te encontrar

E minha alma descansa só em pensar



Grito em silencio bem alto

Eu perdi o abraço

Que ganhei de você

E o infinito bem calmo

Vem me aquecer



Falta em meu céu

A estrela que está com você:

Tinha cabelos tão negros

Tão negros como o amanhecê.



Fiz tantos gestos,

Caminhei tão por perto

Mas tudo em vão é pecado

O amor seja louvado!



Não não da paz

A saudade que descansa em meu leito.

Ondas voltam pro mar

E saudade pro peito.





E essa distancia

É um sol tão perfeito

separa e aquece,

Abre caminhos no peito



Não sou capaz

De encontrar nesse drama defeitos.

Tudo que bom tira a paz.

Coração triste que mais...

- Espaço no peito!

770

Fuga



Há um navio perdido dentro do meu coração

como um sentimento... A vagar a vagar a vagar...



Uma tela dentro do meu pensamento

Onde eu te vejo e te penso te vejo e te penso,

A te esperar esperar esperar...



Uma distancia, um abandono,

Qualquer coisa como... uma fuga!

Que nos separa como o pecado de céu.

E eu vejo que cada vez menos te sinto

Mas te sinto cada vez mais

Como o eterno perdedor

Que ganhou mais uma derrota.



Eu não te entendo direito

E não encontro tradução sobre tu no dicionário.

Mas meu coração sente a tua falta

Como as nuvens se novem no céu

minhas mãos intendem tua pele

Como a fala a voz

E minhas pálpebras piscam

Como se dentro do meus olhos

pudessem te tocar.



Tão sozinho...

Eu estou tão sozinho,

Como uma estrela que se perdeu da constelação

E que vai caindo mais alto e longe no espeço

Só indelevelmente só!



Tão Cansando...

eu estou tão cansado,

Como um rio que não quer mais correr pro mar

E vai mantando, sem querer, todo vida de sede.
847

Estrada

Ah...! Aquela estrada maldita, aonde seus passos de adeus partiram em silencio, maldita seja ela, maldita seja. Maldita!
Que o caos, a dor... O mais negro caos acariciado pela dor habite todos os vão espaço que a compõe sem compor.
Desejo que seu asfalto vire borra de café!
Bem aventurada seja a podre poeira que roer caco por caco teu _, que os montes se +e eternizem em teu louvor!
Pra você estrada amaldiçoada anseio do fundo de todo meu ódio que o acido da morte ceife á vida que Deus pois em cada milímetro teu; que morra na praga, e nem os demónios nem a morte te percorram.
Assim será você: vazia como um salão no fim de festa, deserta como o caminho perdido, renegada como a morte renega a vida ,e morta como nem a própria morte poderia fazê-la.
Não correram crianças para o doce abraço dos pais pelo seu chão, correram por falsa misericórdia apenas ,e tão somente lavas e larvas.
Não sentira nada, nem mesmo não solidão!_ Por certo que é abstracta e não sente nada mesmo, e mesmo que sentisse não sentiria porque não és digna.
Não será lembrada por nada salvo uma densa treva que se verás ate mesmo da lua.

Por que me chamam, por que bateram no meu portão? De tanto ódio que estou seria capas de lhes indicar essa estrada que agora odeio como todo o ódio do mundo! Mas ela não merece nem os que eu odeio. Vou dar uma pausa para que possa recupera todo o adio que ser perdeu na magia deste momento... E ver que é... !

Ah estrada amarga!... Em seu caminho de pedras pontiagudos e venenosas só há curva e
subida e o seu choro maldito no silencio nem a solidão escutada.
Você e só, abandonada no escuro.
Ser quer a riscaram no mapa, mas fizeram questão de assinalar que ali aonde tu vegetas velha, banguela e careca ,é aonde a paz se desprende do mundo ,e tudo se despeça de tudo._ Há um grande negrume em cima do seu nome.
Estrada! E que me desculpem as santas e as putas, mas sua cara de santa puta seduz quase todos os seres.

Estrada...!
Ah estrada, te odeio com tudo o amor que se pode amar o ódio, lhe maltrato com o meu mais simples gesto: se quer escarrar em você!
Seria capaz de me matar a ao menos pisar uma célula se quer minha em você!
Se estourasse uma nova guerra mundial, e você por ser irremediavelmente inabitada, indelevelmente suja, áspera e podre, não me refugiaria em te ,e nem a teria como um tesouro agridoce.
Desejo que toda a distancia se consuma em si, que a eternidade seja um momento de dor, e que o esquecimento lhe seja eterna companhia.
E o mesmo tempo não lhe desejo nada. Porque nada cometeu o pecado que você cometeu. Nada merece a angustia de ser ou está ao seu lado.
Só você estrada, que merece existir num existir sem existir onde nada exista.
Como pôde estrada? como você pôde mesmo assim sendo abstracta, fazer o pior mal que possa existir? Como pôde assim colada, encravada ao chão por natureza, se levantar logo contra mim?...
Amaldiçoo-te estrada maldita. Por Deus eu te amaldiçoo estrada, pois a levou na a esperança de um novo e belo caminho e a conduz num caminho sem vinda.
Que o ódio me perdoe por tanto te adiar!
Estrada!_... Que o ácido do tempo te corroa pela a metade pra que você sofra eternamente...
1 030

Naufrago

Ali vai o meu sonho:
Tão leva e tão divino:
Depois que ele acordar
Sei que não saberei mais sonhar.

Ali vai o meu sol:
Vai luzindo no céu traiçoeiro
Mas depois que a noite acordar
Sei que ele não saberá mais brilhar.

Ali estar o mar
E suas ondas que vem e que vão
Inundam minha vastidão,
E como uma sereia -
Parece-me enfeitiçar.

Assim como o rio
Minhas chagas correm para o mar -
Mais todos também parece
Lançar suas feridas ao mar.

Aqui vou eu
Dentro de um navio,
Que é o próprio eu,
Sobre o mar - imenso e calmo mar
Que mais cedo ou mais tarde
Irá me afogar!

Assim foi tudo que sou:
Sempre uma amargurar a curar e
Sempre uma nova amargura a magoar
Sempre um sol a se apagar
Sempre um sonho a se frustrar
Sempre um navio a naufragar

Sempre que achei certo
O que já era certo
Já não era certo se achar
E boquiaberto, esperei quieto,
Uma nova chance de achar.

Para o mar eu vou indo,
Vou indo para o mar

E o medo me constringindo...
E o sol desluzindo..
O sonho fugindo...
E lá no fundo do mar
Para sempre
Meu navio vai caindo.
886

O navio o homem e o mar

Era uma vez um navio...
Que por seu dono foi construído com muito carinho e chamado de werther. Por medo de perdê-lo e por amá-lo de mais ele não lhe apresentou ao mar. E assim se passam os 10 anos antes de sua primeira e única viagem ao mar.

O seu criador além de tudo temia que a salinidade do mar afetasse a pintura daquele cristal tão precioso, feito de aço e madeira, que guardava docemente com carinhos e cuidados infinitos no funde de sua bela casa; temia também que a tempestade o afundasse e que a ferrugem e o cupim o comecem. Por isso, resolveu manter-lo trancado qual ave na gaiola, qual peixe no aquário. Isso porque o navio representava muito para ele.

Construí-lo era como vencer uma batalha que nunca teve a oportunidade de ao menos ser derrotado. Mas o resultado dessa construção era entes de tudo, a reação de outras ações. Contudo com essa construção o seu maior propósito era se libertar das correntes da culpa, quebrar a escada da solidão, que principalmente na juventude tanto fez questão de subir e voltar ao passado a cada martelada e cada pincelada tirar das trevas as suas percas e os seus gritos não gritados, todo o medo de lutar por seus ideais e lançá-los numa era de luz.

Esse homem era de poucas vitorias na vida. Ainda assim possuía o que poucos possuíam: alma livre para sonhar. Mas a marcha desses sonhos e também de suas atitudes e de seus planos passavam primeiro por seu medo. E esse juiz oculto dificilmente acatava qualquer de suas decisões.

O navio ao seu modo também o amava, mas sentai lá no fundo íntimo de si, que esse amor não matava sua cede. Além das muitas outras coisas que ele não sabia, e uma morte era uma das; não sabia também que tão cedo partiria com ela virgem de sonhos e realizações. Coitado! - mas reconhecia um sentimento bem oposto ao que tinha pelo o homem, que ao invés de sustentar e alegrar e acalentar esvaziava-o do que nem mesmo tinha. Tudo isso só porque pensava naquilo que balançava para lá para cá.

Certos sentimentos amargavam, ainda mais, quando de sua cela estúpida (ESTÚPIDA PORQUE NÃO ERA ÇELA PARA CERTO TIPO DE PRISIONEIRO, MAS MESMO ASSIM VAZIA-O), de longe simplesmente via a leveza que os outros navios flutuavam sobre aquele tão longínquo e mais tarde agridoce rosto que sempre balançava para é para cá.
Werther, de algum modo, trazia em sua genética um imã que o puxa pra aquele imenso e liso resto que balançava pra lá e para cá. Contemplava-o então com seus olhos, que era uma imensa estrutura de aço e madeira, luzindo mil estrelas e outras mil agonias. Tudo isso o fazia sentisse-se como uma lua amarrada num porto impedida de subir ao céu.
Engolia toda a essa onde de sentimentos angustiosos, amarrado aos pés, que mais uma vez era toda a uma estrutura de aço e madeira, por longas e vultosas correntes - que mais pareciam ancoras lançadas, ao invés do mar, ao chão!

Não me ficou dito como, mas uma vez o werther teve a sua grande chance de conhece aquele rosto, que não muito tempo depois soube que se chamava mar; e que em outras palavras, os navios eram felizes. Só que aquelas correntes, antes presas aos seus pés, estavam finalmente soltas, mas agora ancoradas fatalmente em seu coração. Os motivos para isso pode ter sido vários como, por exemplo, medo e comodismo. Também Pode de ser levar em conta que talvez pensasse não era ser à hora de correr em direção a grande força que o puxava - como fazem tantos por ai. Ou ouviu quem viu frustrações próprias na sua possível realização. Também deve ter caído no conto dos que não foram 'ao encontro do seu grande mar', "por isso auto condenaram-se a lamentar e se arrependerem a vida toda; sem saberem que o destino e uma questão de escolha. Esses agora nem por isso, infelizmente, aprenderam e continuam ensinando agir errado quando o mar chamar um navio. Neles às dores que ardem como o sol não foi e nem são suficientes para evitar que continuem estéreis como pedras. E o que mais dor é saber que tiveram suas chances e a desperdiçaram-na, e agora vêem com a hipócrita ideologia que 'mais vale um pássaro na mão que dois voando'.
Não conquistaram o que perderam por puro medo ou falta de atitude. E por agirem assim não só perderam os dois pássaros que estavam voando, mas também o que estava em mãos. Pois agora, depois de passada a festa e restado só o silencio do salão vazio, depois que perderam suas grandes chances contemplar a alegria dos outros navios, naquele imenso mar, é grande tristeza que seus olhos não cansam, e nem se cansarão de ver. ''

Essas reflexões ao navio caíram como a mão e a luva porque pensar e sofrer e se magoar era o seu grande passa tempo - em quanto isso a pequena bateria de sua vida ai descarregando. Agora, a areia dos castelos dos meus sonhos é capaz de secar o sorriso deste infinito mar...!

Em todo era homem simples: colhia o que a vida dava e plantava o que não tinha. Não era dotado de inteligência genial, mas mesmo assim sabia que quem nunca andou de bicicleta nunca aprenderia; e que toda forma de felicidade, seja ela simples ou grande, era felicidade assim como todo pecado era é pecado.
Tinha alma pura, capaz de filtrar a beleza e leveza da vida até nos mais simples acontecimentos: desde o contemplar do ar pura de uma casa limpa, ao gesto cheio de simbolismo de tirar o palito e a gravata do pescoço. Enquanto ao medo - fruto de seu passado -, não o possuía de todo, mas o tinha nas suas mais variáveis formas. E para salientá-lo ainda mais trazia dentro de si uma gruta secreta, saturada de frustrações; e via o seu fim, sua explosão, o seu esvaziamento com construção do navio.
Formas variáveis do ditado '' como jogador de futebol você daria um grande medico'', por exemplo, não se aplicavam a ele. Isso porque quando não conseguia atuar com êxito, ou por medo, em uma área, simplesmente extraia toda sua força e dedicação para outra área. E assim se fortalecia a ideia da construção do navio. Ainda mais depois do casamento, quando soube que o grande sonho de sua esposa era uma viagem justamente de navio no verão com a família. Então qual melhor presente? Qual maior forma de mostrar o seu amor? Além do que queria presentear o maior presente que a da vida lhe trouxe, quem sabe ate de Deus - com maior presente que ele poderia lhe dar o dera.
Belo plano, grande presente de casamento, tudo feito, mas o medo seria o fator ''x'' na vida deste homem, a cena que não faria parte do espectáculo.

Acontece que sua esposa soube que o passeio com a família que tanto quisera seria com naquele navio que o marido passara anos construindo, e que ele saíra para o auto-mar no intuito de "testá-lo", pois havia já se passado 10 anos deste a conclusão da obra.

A noite era tempestuosa; então ela sem nenhuma sombra de duvida pegou uma embarcação a motor e saiu em sinal de emergência, pronta a ajudá-lo caso algo saísse errado. - como de alguma forma temia.
E foi o que fez...

Nesse momento algo de extraordinário aconteceu com o homem. Sentiu muito mais que medo da morte, quando que viu a representação dos seus sonhos flutuante naufragando...

Quando ela viu a letra A da palavra amor, que formava a frase: ''Com muito Amor e Carinho'' sendo engolida pela água, percebeu o naufrago. Então sem declamar frases poéticas, sem nenhum gesto heróico, mas sim num momento de muito pavor e tensão, lançou ao marido a bóia que espetacularmente estava ali no seu barco. Esse sem mais delongas alcançou-a...

''A perca, os amores não correspondidos ou não vividos, os planos que não deram certo se acumulam em nossas vidas porque não nos entregamos por completo a eles, sempre por um motivo ou outro arrancamos suas raízes ou se quer a plantamos; e não por causa deles.
Nós somos as ferramentas e tinta e tela e pintura da obra que fazemos de nossa vida. POR ISSO TODO DESENHO e todo propósito, por mais tosco que seja, tem de ser visto como a Vara do Monte Horebe. Porque a diferencia de um propósito para o outro é o quantos nós empenhamos para que seu fim seja plausível e eterno. ''

Porém, assim como há uma diferencia entre quem ler e quem decodificar palavras, há diferencia em quem ler um livro, por exemplo, e quem coloca em pratica suas ideias; e tudo isso aqui não passa de literatura.

''Nossos propósitos se lhes fossem dados a força de lutaram por si mesmo é que escolheriam os homens em ou até mesmo navios em que se realizariam!?'' - E se os fossem dados, de forma mágica esse poder; pensem se de alguma forma eles fossem palpáveis, visíveis, ou tomássemos uma pílula para tal acontecer, brotar no nosso córtex cerebral com 1001 formas possíveis para sua concretização?
Mas se isso acontecesse os homens bombas e terroristas em geral, com certeza, tomariam todas as pílulas possíveis por uma só ideia, para que em uma só explosão morresse todos os Palestinos e Israelenses e Americanos e toda a humanidade. Por outro haveria também tantos que tomariam as ' pílulas propositais' por não a violência e não a fome e não as armas nucleares e guerras e não as desigualdades.
Sendo assim conclui-se que, se houvessem realmente essas pílulas, o mundo enfim teria um fim tanto bom como mal. Afinal ''água "mole e pedra dura tanto batem até que fura."

''Só em pensar que o infinito é infinito, por mais que vivermos, nossa existência não passa de alguns segundos. E não há génios ou analfabetos e ricos ou pobres e brancos ou negros, entes de qualquer religião e ateis ou céticos; que seja geneticamente melhor um que o outro. Não hã nenhum ser humano, desta o mais arrogante ao mais simples, que não esteja sujeito ás leis da natureza, e a mesmo fim: a morte - mas não nos precipitemos com isso - nosso tempo de existência pode ser pequeno - o importante é
sermos capitalista da felicidade: conquistar o máximo de felicidade com o mínimo de frustrações possível.
Um exemplo bem sucedido disso é o Sistema capitalista; que quer sempre aumentar a obtenção de lucro e não as despesas.
Para o capitalismo tempo é dinheiro, e todo bom capitalista não deve perder tempo em suposições, nem chances de expandi ou começar seus negócios. Ainda, via da regra para começar uma empresa é preciso que se tenha, além de tudo, capital de giro.
Com um investimento inicial de, por exemplo, 100 mil reais a "empresa" compara a matéria prima, os meios e produção e pagará a mão de obra e produzira, por exemplo, 150 mil reais. obtendo, obviamente, um lucro de 50 mil reais. Completo o circulo é necessário começar tudo de novo.
Para os capitalistas da felicidade o processo de obtenção de 'lucro' (felicidade) também é o mesmo. É de extrema necessidade, porém, nem que seja, um pequeno 'capital de giro; que compra a matéria prima, os meios de produção e pagará a mão de obra... Que produz os bens de consumo... Que são vendidos e dão o lucro'. Completo o circulo é necessário começar tudo de novo.
Sobre tudo no amor - sua maior empresa mundial. Acontece que algumas dessas empresas 'fecham-se' por má administração (Traição no casamento, ignorância entre parentes ou amigos, violência, por exemplo) ao contrario das outras empresas capitalistas que compram sua matéria-prima, as capitalistas de felicidade fabricam sua matéria-prima.''

- Existe ainda um pequeno contraste de informações: para começá-las e preciso no mínimo um minúsculo capital de giro(sentimento), mas para que ele sobreviva ao sistema( as crises em geral, por exemplo.) é necessário a matéria-prima.

''Se por um lado se constrói uma grande empresa do amor com tão pouco, por, também se detrói uma grande empresa do amor por tão pouco. - basta acabar a matéria-prima. ''

Todas essas reflexões se passaram na cabeça do homem, em fleches de luz, enquanto segurava-se na bóia e era puxado ao barco.
Já no barco um pouco atómico, deu um leve suspiro e depois abraçou a esposa; e de súbito enxugou a solitária lágrima que rolou de sues olhos.
Ele só não imaginaria que o navio, ao seu modo, no mesmo momento também teve as mesmas reflexões.

Sua criação por mais cede que tivesse e mais atração e mais destinado que fosse ao mar, não consegui concluir o seu propósito - Porque ele mesmo o era!
O homem ao construí-lo deu-lhe alma quando colocou aquela frase: ''Com muito Amor e Carinho''.
Seu navio foi realmente um jovem werther ao contrario. Antes de tudo, 'morreu' não por sua ''amada'', mas quando a teve. Quantos jovens werthes vivem dentro de si?
1 053

A esmo

Saíra à caminhar a esmo à noite depois de um dia leve, porém muito escuro, como um funcionário público que levasse consigo, ao invés da pasta, a alma debaixo do braço e nela houvesse todos os pontos de amargura muitíssimos bem marcados. E lançara olhares para alguma coisa e para qualquer coisa e para tudo ao mesmo tempo, mas nada se comunica com meus olhos. Faltava qualquer coisa àqueles dois presentes de infância  que os tornassem capazes de atrairem a vida das cenas das ruas. Faltava um motivo , talvez, um brilho ou até mesmo uma alma, porque ela se comunica com a vida! Mas esssas duas uvas estavam tão passas que cliente algum as levou.

Recordo-me que dois desejos foram os motivos  desse  calvário. Eram os de...
Então anos passaram-se e tudo ficou sob o tapete do tempo. Mas esse Deus infinito, não sei se por bondade ou travessura, o teceu com o meu coração.
Até hoje, como um sorriso amargo que o dentes não quiseram parir , sinto-os igual uma múmia em no coração dizendo que um era o de ver a sujeira das ruas e as pessoas que nela passam e outro era, talvez, o de viver!
1 419

Timidz


Por isso tenho medo de te tocar porque eu te amo e não consigo te olhar nos olhos porque eu te amo e não consigo conversar com você por medo que todas minhas palavras te digam que eu te amo te amo te amo te amo tenho medo que os seus pais saibam seus amigos saibam e uso esse mesmo medo para te dizer que te amo que eu te amo.

Porque te amo não consigo te esquecer e tenho medo te esquecer porque eu te amo.

Mas essa timidez não só foi capaz de me livrar o pecado de gritar ao ultimo apaixonado que eu te amo e que meu amor que meu maior é maior de me impedir de simplesmente narrar ao amor como como eu te amo e nem a dor de me dizer que te amar é para sempre nunca jamais te ter!
898

Versos de Pedão


Nunca fiz um verso e chorei depois de tê-lo feito;
Nunca, se quer, chorei ao ler um verso - por mais verdade que me coubesse nele!
Nunca nunca coloquei uma vírgula de um verso na balança de minhas decisões,
Nunca...
- precisei de um verso para viver!
Mas hoje procuro um verso que não há em mim, que não existe para mim
Para expressar a vida que, como uma lâmpada apagada, vivo!

As palavras não têm vida, mas hoje supliquei porque quis está frente a frente a esse verso e ver sua imagem e ouvir sua melodia, encostar minha vida inteira em seu peito e lhe pedir perdão!
971

Mensagem


A saudade é água que desce lá da fonte
Que vem destruindo os montes
E quer ganhar o mar sem fim

A saudade é um vale,
Onde o sentimento se esconde,
Que se entra por não sei onde
Depois ver que não tem mais fim.

A saudade é um prazer
Meio doce e ruim
Que se prova uma vez,
Duas... Três...
Depois ver que não mais fim

A saudade é noite sem luar,
Praia sem mar
Esperando a hora certa para se consumar

A saudade é um horizonte
Onde o sol não se esconde
É o grito que a vida grita um vez
depois ver que não tem mais fim

A saudade é aquela despedia
Que não tem hora para terminar,
È a faísca que faz aquele... aquele fogo queimar,
É a mensagem que o coração manda
Quando descobre o que é amar.
777

Choro do Poema

Mais uma vez o vento soprou e devastou em mim e em mim nada mudou! A soma dos minutos se misturaram em hora e anos... - E em mim nada mudou! As pernas cansadas de pensarem um novo primeiro caminho agora choram! E olhos pararam de seguir o caminho do nada; deixaram de respirar e já não mais nada do que escuridão!E o pouco brilho que a esperança trouxe deixou opaca a alma e já não sente e já não cheira já não dor que a alimente!
SIM...! "mais uma vez solidão", Vinicius, "mais uma vez solidão." - Você está sempre certo! Quão grandes mares de choradas angustias carrego na vida, mas agora como navegar se estou tão vazio?
Nos altíssimos prédios da vida em que cheguei, como, agora, descer as escadas desta solidão - e ir para aonde! Para se viver em silêncio é preciso saber muitas historias ... - Minhas mãos choram graves lágrimas no Pranto Pobre e Tímido deste poema!
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Comentários (2)

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Danilo de Jesus

Obrigado

Malu Silva

Gostei de passar por aqui e conhecer um pouco do seu trabalho. Hoje tem tanta gente boa escrevendo por aí que é quase impossível dar conta de tudo!