VENHA AO MESTRE SEM TARDAR
Somente em Jesus há salvação
Ele é a fonte inesgotável de amor
Com Ele está o verdadeiro perdão
Para dar vida ao triste pecador.
Venha ao Mestre sem tardar, e agarre em Suas mãos, vem seu coração entregar com sincera adoração.
Ele chama os seus pelo nome
A todos acolhe sem indiferença
De justiça matará a sede e a fome
Dos que buscam a Sua presença.
Não fique deveras duvidoso
Perdendo tempo com a ilusão
Venha logo ao mais bondoso
Jesus Cristo eterna redenção.
Erimar Santos.
AFORTUNADO O LEITO SEM MANCHAS
Que seja cheio de glórias
O leito de amor sem enganos
Prolífico e de tantas vitórias
Sem comportamentos levianos.
Que sejam os lares abençoados
Onde nos olhos a luz entre
As mãos objetos de cuidados
Acariciando desde o ventre.
Que a candeia esteja acesa
Iluminando todos os corações
Das almas dispostas à mesa.
No candeeiro em destaque e altiva
Onde haverá do azeite as porções
Para que o fogo do amor sempre viva.
Erimar Lopes.
NAQUELE MUNDO BREU DE SOL QUADRADO
Naquele mundo breu de sol quadrado
Lua rarefeita nas noites
Onde as estrelas vagam sem sonhos
Todas caídas e perdendo a luz
Onde a prosperidade é o tempo
Contado em horas, dias, meses e anos
Onde a paz não existe verdadeiramente
E a luz somente entra quando se é exposto ao sol
Naquele mundo breu onde o grito é de silêncio
Mas o silêncio não para de gritar dentro do breu
Naquele mundo breu cercado de alguns animais
Intelectuais da morte e do castigo não aceitos
Naquele breu mundo que não gira
Mas fica de ponta-cabeça
Onde os extremos estão tão próximos
Não há céu e nem inferno
Naquele breu mundo onde todos estão
À espera ou já foram condenados.
Erimar Lopes.
QUANDO EU ERA MENINO
Quando eu era menino
Antes da adolescência
Num mundo pequenino
Distante da indecência.
Minha fala de criança
Pautada na inocência
Não sabia desconfiança
Nem vivia violência.
Meu coração purificado
Cercado de plena liberdade
Palpitava sempre dedicado
Aos desejos da tenra idade.
Aos meus olhos o que viam
Pareciam ser quimeras
Tudo o que eles assistiam
No meu mundo de esperas.
Atitudes de menino tímido
Que sabia do olé da bola
Aprendendo a ser vívido
Crescendo junto à escola.
NÃO QUERO MAIS POR ENQUANTO
Não quero mais por enquanto
Citar prantos em meus versos
Tristezas dispersas num canto
Fogem os sofrimentos diversos.
Não quero a troco de nada
Uma vida enfadada sem riso
Como de uma alma desamada
Que foi expulsa dum paraíso.
Até vale a pena um choro
Por contentamento e prazer
Pássaros cantam em coro
A alegria de um bom viver.
Quero uma árvore frondosa
Bons frutos e sua sombra
Em companhia maravilhosa
Onde nada te assombra.
Quero o crepúsculo e a luz
As garras felizes da aurora
O brilho de amor que reluz
Nos olhos da minha senhora.
Erimar Lopes.
A FELICIDADE BATEU À MINHA PORTA
Ela me disse que o amor lhe dera asas e me entregou seu coração, sobrevoara em outras casas, mas repousou em minha casa para fugir da solidão. A minha alma a acolheu, meu coração se enterneceu, o meu amor foi compatível, e a nossa união assim nasceu com valor indescritível. Valorosas confissões ditas por olhos, bocas, e corações. Amorosas expressões das feições dos nossos rostos, duas faces sem disfarces matando todos os desgostos até ali então vividos, juntando as partículas de dois corações ora partidos, crendo em seus amores. Gotículas de emoções transformadas em turbilhões. Com louvores duas almas enamoradas, levadas para aonde tudo se fez novo, pintadas com novas cores pelo amor, quando em si mesmas desacreditadas em não mais serem amadas alcançaram seu esplendor.
Erimar Santos
UM LAR DE ESPLENDOR, UM LAR DE PAZ
Um lar de esplendor, um lar de paz, eu já chorei demais, eu já chorei demais. Onde não houve amor, a dor se fez az, e eu chorei demais, e eu chorei demais. Ontem pela primeira vez me senti fraco, muito impotente, o Espírito quebrado em cacos e decadente. Angustiado chorei na presença de alguém incomum, acuado e pressionado me senti apenas mais um em fraqueza de espírito. O choro, a dor, um rito de agonia, me senti desmoronar em nostalgia. Remédio nem para dor de cabeça, não entendo o tédio de quem quer que seja, qual é o seu problema? Com tantos transtornos vive um dilema, afundado em mágoas exigindo o que almeja, empurrando para mim todo o peso do mundo, chicoteando meu dorso deixando sulcos profundos. Achava que era inquebrável, inabalável, ontem chorei demais, fui danificado, com riqueza inigualável estava sendo provado no fogo, necessitando sorrir tudo que já havia chorado. Eu rogo por causa de um grande peso em meus lombos, tomado por decisões em meio aos escombros, não quero remédios como os que me ferem néscios, para encontrarem paz e conseguirem dormir um pouco, te julgando como sem valor, mas num frenesi louco com medo de não terem mais você e caírem em si. É como: você não presta, mas eu te amo, e é tudo que me resta, mas a inconformidade por terem perdido um amor que foi oferecido e ofertado os fazem tão cegos e desvairados, que são capazes de proezas tenazes para terem de volta nos braços esse amor que lhes dava a paz, a força, o afeto, e os melhores dons livre de incertezas.
SEJA MAIS FELIZ NUM INSTANTE
Seja mais feliz num instante
Sorria de dentro para fora
Importa qual seja o gigante
Mas derrube-o sem demora.
Veja lindos campos floridos
Até o mais alvo do nevoeiro
O céu e seus astros contidos
O mar azul imenso celeiro.
Clame por sua vera liberdade
Desprenda-se e se locomova
Corra com absoluta lealdade
Com fé de que tudo se renova.
Não queira se justificar triste
Ficando longamente inerte
Para todos nós Deus existe
Feliz quem a Ele se converte.
PEDRA PRECIOSA E JOIA RARA ÉS TU
Pedras lavradas, esculpidas, lapidadas
Entalhadas em engastes minuciosos
Por lapidário-joalheiro de mãos hábeis dedicadas
Joias raras trabalhadas são itens valiosos
Esposa, tu que me amas tanto
Confesso-te amor especial
Esposa em tuas mãos carinhosas de encanto
Sinto-me joia trabalhada sem igual
Esposa, tu que me amas sem nenhum preço
Como pedra preciosa em ti engastada
Mas sei que não tenho o valor que mereço
Todavia me lavras como pedra selecionada
Esposa, pedra preciosa e joia rara és tu
Ensina-me com o teu amor lapidar-nos
Esculpir-nos e entalhar-nos no lapso nu
Do mais precioso dos engastes.
A CRUZ QUE MUITOS CARREGAM
A cruz que muitos carregam
Incluam-me também neste rol
Em labutas suores entregam
Experimentados debaixo do sol.
Muitas vezes o flagelo na face
Na expectativa de consolação
Mesmo assim faz um disfarce
E um sorriso mata a dissolução.
E o peso, a dor, e o cansaço
As chagas abertas sorrateiras
Cruéis verdades tornadas laço
Insistem por serem derradeiras.
A via dolorosa até ao destino
Flores e ramos pelo caminho
Espalha-se povo clandestino
A presa era livre passarinho.
Do querer por união que dure
Do prazer satisfatório e nosso
Sem que o nosso fogo perdure
E queime tudo o que é vosso.
Ao fim determinado e vencido
Sendo pregado na cruz erigida
O espírito se liberta convencido
Do sofrimento descabido à vida.
Erimar lopes.