1971
Lista de Poemas
VAMOS VER LÁ FORA
Vamos ver lá fora, vamos correr livres, vamos nos abraçar, façamos amizades sinceras sem nos preocupar. Vamos viver e amar, vamos nos respeitar, vamos ter empatia, não nos deixemos abater com as dificuldades do nosso dia a dia, nos deixemos bem conhecer. Venhamos eu e você, vamos sentir prazer na paz, no amor, façamos tudo isso florescer. Vamos sonhar juntos um novo amanhecer. Voltemos a ser crianças, onde o carinho, o amor, o alimento e a proteção nos eram suficientes, sejamos mais confiantes. Vamos esquecer o ódio e o rancor, limpemos os nossos corações, entoemos lindas canções que nos façam nisso refletir, sejamos mais gratos pelos pequenos gestos recebidos, vamos fraternalmente nos unir, compartilhar o bem e semear a humildade, não esperemos muita idade, comecemos agora, não desperdicemos nem uma hora, vamos embora lutar, buscar as virtudes de nós seres humanos, mudemos os nossos planos para aquilo que mude também as nossas atitudes nesses aspectos, olhemos para dentro de nós e sejamos críticos, ao invés de criticarmos os nossos semelhantes, temos mentes brilhantes. Somos capazes de alcançar os dons necessários que nos levem pelos caminhos primários do amor, vamos nos reconstruir, antes de tudo, antes mesmo, dessa espera dentro do tempo do qual não sabemos quando e nem onde iremos partir.
156
PAI ME AJUDE A PARAR
Na manhã seguinte tudo era escuridão,
Uma névoa que se formava sorrateira,
Quer esquecer, mas tudo é anunciação,
Quer fugir, mas a sua atenção é certeira.
Sequer as folhas movem-se de lugar,
Dilatam-se as pupilas ao passageiro,
Os noturnos tudo podem enxergar,
Todos fogem e imóvel é o derradeiro.
Em seu corpo, nos pulmões falta ar,
Em seu cérebro confusão iminente.
Pai preciso me livrar, fugir e me libertar,
São fantasmas, tenho visão consciente.
São vários dias a me perturbar,
Para aonde me vou estão presentes,
Pai me ajude a parar, e esta fumaça dissipar,
Para encontrar o real caminho das sãs mentes.
Uma névoa que se formava sorrateira,
Quer esquecer, mas tudo é anunciação,
Quer fugir, mas a sua atenção é certeira.
Sequer as folhas movem-se de lugar,
Dilatam-se as pupilas ao passageiro,
Os noturnos tudo podem enxergar,
Todos fogem e imóvel é o derradeiro.
Em seu corpo, nos pulmões falta ar,
Em seu cérebro confusão iminente.
Pai preciso me livrar, fugir e me libertar,
São fantasmas, tenho visão consciente.
São vários dias a me perturbar,
Para aonde me vou estão presentes,
Pai me ajude a parar, e esta fumaça dissipar,
Para encontrar o real caminho das sãs mentes.
194
SOU UM SER HUMANO NORMAL
Sou um ser humano normal, sujeito às intempéries da vida, sou um sujeito igual a muitos outros também, faço certo, às vezes errado, muitas vezes culpado, amor, desgosto, além. Massacrado, humilhado, mas exaltado, aliás, incapaz de não fazer o bem. Uma porta que fecha, um labirinto, uma saída, me entenda, não me julgue, vá viver sua vida. Sou normal, não um animal, meu raciocínio guia os meus instintos, viva o que vê e não o que imagina em seus pensamentos.
197
NÃO TEMOS MUITO TEMPO
A minha fala é mansa, os meus olhos humildemente cintilam paz. Os meus gestos são de um puro querer e acolher bem. As minhas mãos, elas seguram firmes o desejo de transformar tudo em virtude. Os meus caminhos indicam a busca pelo imaginável amor que consola a alma. Os meus dizeres proferem vida, palavras que persuadem um coração triste a bater firme por esperanças de sair do mar de tristezas. Os meus dias passam rapidamente feito orvalho que seca ao pôr de um sol forte, exagero, tempos abreviados. Não há engano em mim, não há razão para mentiras. As algemas que me prendem são ilusórias. Foi por amor que eu vim, que eu aceitei mudar, por causa da minha vida ao fim nesse mar. Não tive a intenção de te afogar nesses longos trechos revoltos, sempre te doei fôlego, mesmo remando cansado. O nosso barco se encheu, não eliminamos o que era inconveniente, transbordou-se e se afundou, não morremos nem eu e nem você, mas perdemos tudo, já não havia mais respeito. Sinto falta do início em que as coisas eram belas. Hoje estou a remar noutro barco, em águas tranquilas, em paz. Espero que saia desse mar de tristezas e ilusões, e se estiver também noutro barco, não deixe que ele também se afunde. Ademais, não temos muito tempo, saiba amar.
149
PARA NUNCA MAIS TE OUVIR
Quando você me disse eu sou vento,
Agarrei-me nos braços da ansiedade,
Porque soprou-me tão forte ao relento,
Varrendo-me pela estrada da insanidade.
Quando você me disse eu sou verdade,
Escondi minha face de grande tormento,
Pois o engano me mostrou deslealdade,
E eu insano vagueei em lamento.
Quando você me disse eis-me aqui,
Turbaram-se ainda mais meus sentidos,
Enlouquecido para distante de ti eu fugi,
Desejando meus ouvidos ensurdecidos.
Agarrei-me nos braços da ansiedade,
Porque soprou-me tão forte ao relento,
Varrendo-me pela estrada da insanidade.
Quando você me disse eu sou verdade,
Escondi minha face de grande tormento,
Pois o engano me mostrou deslealdade,
E eu insano vagueei em lamento.
Quando você me disse eis-me aqui,
Turbaram-se ainda mais meus sentidos,
Enlouquecido para distante de ti eu fugi,
Desejando meus ouvidos ensurdecidos.
184
FORÇA E FÚRIA DE UM VULCÃO
O toque suave das mãos numa pele sedosa à boca, o sabor do frescor numa viagem tão louca, aterrissa no colo e faz curvas, depois acessa uma reta e dispara uma seta, visões turvas. É insuportável o desejo do amor, é calor ardente, não há forças que cerquem ou impeçam o seu penhor, é fogo, é quente. Não há resistência, em um beijo, em carícias, se desfalece, se mata, se morre, de tudo se esquece. Mas há forças que o impelem e atraem com rigor em dois corpos num extremo êxtase de esplendor, nos conscientes giram astros, em segredos escondem os seus rastros, em louvores não há fugas, não se julgam e nem se contendem com amores. Sem rugas aos seus pés se rendem. Os pulsos, as mãos, nos braços em abraços, em laços de união, com todo poder e razão, com fidelidade e pura transparência, essa força e fúria de um vulcão, que leva à excelência, vapores e lavas de erupção, queimam a alma e dilaceram o coração.
Erimar Santos.
Erimar Santos.
179
O CAMINHO DO GUERREIRO
O caminho, a espada e a guerra
O destino é a morte que encerra.
No coração um fogo consumidor
Sente o guerreiro aniquilar a dor.
Sua alma nem a morte a assombra
Em seu espírito a tristeza relembra.
Das batalhas, travadas, sofridas
Dos inimigos degolados sem vidas.
Mas sua glória não está em matar
Seu objetivo é proteger e amar.
É fazer com a força o mal se render
É expulsá-lo do mundo com todo poder.
O destino é a morte que encerra.
No coração um fogo consumidor
Sente o guerreiro aniquilar a dor.
Sua alma nem a morte a assombra
Em seu espírito a tristeza relembra.
Das batalhas, travadas, sofridas
Dos inimigos degolados sem vidas.
Mas sua glória não está em matar
Seu objetivo é proteger e amar.
É fazer com a força o mal se render
É expulsá-lo do mundo com todo poder.
156
SUNTUOSO DISFARCE
A minha esperança é não ter fome e nem ter sede, pois que da boca do peixe escapa o anzol, entretanto é colhido pela rede. Não se mede a fome do mundo, nada a pode saciar, há o que é belo aos olhos, mas no fundo é imundo, o segredo é disfarçar até matar. Quem não viu ainda verá, a sombra que encobre, a nuvem turva que envolve, e algum dia fará o medo despertar e por socorro então gritar àquele que te socorre. Quem não nasceu não sofrerá, quem já viveu não morrerá a moléstia cega que feneceu. A minha coragem é lutar, não sei a sua, mas não fique a esperar, comer a carne do lobo antes que ele venha para te devorar. As lágrimas são de sangue, é a vida a derramar.
147
SEU JUÍZO, SUA SENTENÇA
Verás que meus atos são sinceros e estou falando a verdade, não fico fazendo mistérios, protelando a realidade, não estou duvidando da tua capacidade, mas pelas tuas forças e se depender da tua idade, tudo que batalhaste com tanta vontade, ficará perdido nesta cidade. Meu pai entenda a ótica desse teu filho que te ama, Já não dorme mais com a minha mãe naquela mesma cama, vejo o senhor sempre cortejando uma jovem dama, meu pai o teu vigor não te engana! Não vês que aquela moça está interessada em tua grana? Se seguir assim, o teu suor dará a estranhos, descerás à sepultura, e deixará a tua geração desprovida dos teus ganhos. Pai meu, constituíste tantos rebanhos, eu e minha mãe te ajudamos nestes sonhos, veja, ela não tem mais a beleza, mas nos serviu com toda grandeza por toda a tua juventude, agora por causa de uma pobre jovem rude, fica amiúde perdendo o juízo, como que esta fase te levasse ao paraíso. Certamente descerás aos infernos, e toda traça comerá os teus ternos, pois quer nos deserdar, seguindo conselhos que irão te amarrar. Meu pai, são mentiras, não se abdique de nós, sei que alguns anos após irá se arrepender, agora está cego, mas futuramente lhe farão sofrer, de que valerá o teu ego, na velhice te abandonarão para em sofrimento morrer. Sem recursos, para mim, minha mãe e o senhor, pouco ou nada poderemos fazer. Pai, abra os teus olhos e veja com o coração, livre as nossas almas da peste e da negrura da escuridão, a toda tentação resiste, porque para lhe mostrar a razão o verdadeiro conselho insiste.
148
ESPERAR PRA QUÊ?
Em partes te quero e em partes te deixo, em nada te odeio, se tudo é rodeio sem nenhum desfecho, mas nada espero desse desleixo. Se os olhos se cansam e nunca descansam de ver a sua figura em plena clausura por causa de um amor ao qual está sujeito, que não tem a solução e a cura para tanta dor, o que pode ser feito é não sofrer por esse amor desse jeito, é cortar o laço estreito, é buscar outro amor que te trate com total respeito, que liberte o seu coração dessa injusta prisão, é lembrar de si e saber que ainda há quem ame de verdade, é viver a realidade e acordar para a vida, é não se prender em uma longa corrida sem condições de vencer.
Ipatinga, 29 de junho de 2019
Erimar santos.
Ipatinga, 29 de junho de 2019
Erimar santos.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema