Insônia do Morto
Por favor, imploro, não deixe a noite cair
Papéis, tantos amassados
Pulsos, tantos cortados
Mas a tinta vermelha ainda há de fluir
Quero morrer, não dormir
Talvez seja o fato de não querer acordar
Mas acordo... não queria
Uns imploram para acabar,
outros rezam por mais um dia
Na terra dos mortos,
vejo um sonho
impregnando tudo que componho
Na terra dos sonhos,
vejo a morte
uma caneta e um corte
tão subversivo
mas ainda submerso
Não! Imploro! Não me leve pro próximo excesso
Quem? Quem deu-me outro dia?
Quem me trouxe até o último verso?
Parti Patire, Pars Dolore
Inspirado que eu arrisco
Fala oquê quer de mim,
só respeita meu rabisco
Eu nasci pra escrever assim
Mais versos que o necessário
O peso é diário
de escrever sem horário
Dormir é coisa de otário
As vezes culto
sempre puto
as vezes línguagem culta
hoje é filha da puta
gira gira e respira
tambor que gira e mira
na tua mente atira
se enterre, se vira
Triste fato é ser isso
que isso
Psicopata com psicoativo
Possuído, possessivo
Já não durmo nem pisco
Nem sei se fui eu
Mas respeita a porra do rabisco
Luto
Não mais restou
Nada porque lutou
Pois não luto;
Somente sinto, observo e escuto
Pessoas mortas ao meu desfavor
Pessoas mortas que se matam
Por cor
Por moeda
Por amor
Amor em morrer, ou talvez prazer?
Na minha mente pessoas mortas a viver
Amar a dor do luto
Chorar e Morrer
Era de se esperar
Não disseram que era bom
Disseram - "melancólico, vou chorar"
Mas não capturam a essência
Foda-se chore mesmo, condolências
Viva de amor, ou exista por aparência
Por favor, quanta inocência
Amar é para os fortes, para os tolos e para os animais obedientes
Mas os animais não são obedientes
E nós não somos fortes
Talvez tolos, talvez
Mas nunca fortes
Sem Querer Me Veio O Querer
Eu seria melhor no que faço
Se fizesse o que quisesse
Enquanto faço o que mandam me desfaço
Tal, com muita finesse
Faço o que faço
Sou bom no que faço
Do que adianta se não faço o que quero
Faço o que querem, mas errar, a mim não tolero
E se a linha estiver torta, ou fora do maço
Eu a refaço
Perfecsionista como um ser não carnal
Saiba que se viu um erro, não foi um erro
Não nas minhas linhas
Tudo o que escrevo (como escrevo) é proposital
Prata Pura (Perdição)
Prata é o mal do homem
O homem é o mal do próprio
Mas ainda sim homens veneram homens
E fazem prata de ópio
50% Metódico 50% Limitado
Metade poesia
Um quarto carente. Um quarto inteligente.
Uma casa toda de avaria
De mágoa ardente
Metade é poesia, tenho quase certeza
Metade qual, exercida com realeza
Protuberante, envenenada
Tão fria, sangrenta e impura, ainda sim, limpa minha alma
Faço metade com coesão, muita mesmo, de verdade
Poesia com nexo e racionalidade
Racionalidade tenho sim, saudade também..... daquela senção
Da loucura, com algum orgasmo de emoção
Uma metade é gratificante, linda, é minha
A outra nem a conheço
Prejulgado fui sim, por mim mesmo
Sem conhecer a outra metade, disse que ela não podia
Metade humano
Um quarto têm ódio. Um quarto quer pódio.
Um predio de nada com nada, com vista ao espaço
Humanos chatos, prédio cinza claro, talvez eu pule do 10º só resta a pergunta!
Em que planeta renasço?
Conceitos meus, ainda a por em pauta
Coitada dessa metade.... Ela queria ser astronauta.
Coitado dos 100 porcento
Tem 100 porcento de um cara qualquer, logo um cara que eu não entendo.
Vilãonário
Dentre o covarde existente
E o heroi que morreu ao seguir em frente
Prefiro ser um vilão bem sucedido
Vou roubar holofotes, me chamem de bandido
Daonde eu estou, arranha céus estão pequenos
De quanto eu já sofri, doces estão os venenos
Hoje em dia só olho para baixo, para me certificar que estão me vendo
Quando me derrubarem do pódio que eu subi, virão chão o solo tremendo
Aquele ditado lá, você é do tamanho do seu respeito
Trouxe isso desde os princípios do pensamento, e vou levar até o leito
Estou pensando em quando virar entulho
"Pelo menos eu falei o que tinha pra falar", chama orgulho
Se meus olhos falassem, eu seria odiado
Meus olhos não falam mas meus punhos têm chorado
Choram sangue, nada puro, muito menos sagrado
Se esses dai falassem, claro, nunca teriam me perdoado
Sou um vilão, nada mau
Sou um vilão, nada mal
Se sou vilão, qual sou? Duas faces? Nunca, não sou louco
Mas talvez seja, então eu sou o coringa e vou rir um pouco
A única estrofe que eu não recitei pra ela
Procuro, onde?; onde?; onde?
Onde está ela, não quero nada mais
Meus horrores são reais
Não fisicos, mas mentais
Onde, quem e quando?
Aqui, eu agora estou chorando
Rindo por fora, por dentro lástimando
Estou normal, por hora...
Me fala, pra que chorar por fora?
Não sei se estou reclamando,
ou escrevendo, ou os dois ao mesmo tempo
Por que? Ora pois,
porque o Sol se pôs
Se foi, e se foi,
quer dizer que veio
Mas você não,
não está aqui
Por isso reclamo
Piedade! Exclamo
Molhei outra folha
De água e tinta
Mas você é quem pinta
Não aqui, só na minha mente
E você, reclame de quem reclamou
Amor, existe na minha mente, no meu peito
MAS, AMOR!!!
O Sol vai nascer
E você não chegou
A culpa é minha
Minha
Minha
Mil vezes
Minha
Por ser impaciente
Pertubado e dependente
Desse amor, que não chegou
Não aqui na minha frente
Mas ela já pousou na minha mente
Amor, o sol denovo se pôs
Nasceu e se pôs
Nasceu e se pôs
Se pôs e nasceu
E eu ainda não cheguei
Se não cheguei, vou chegar
Se não chegar, eu tentei
Me desculpa, eu sei
Eu sei, sei
Sei que dói, eu também chorei
Escrevi e chorei
Disse que não chorava
Mas chorei
Enchi uma folha ou duas
Mas depois da quinta, eu chorei e farsei
Essa parte ficou ruim
Vou cortar
Cortei
Sorri
E cortei
Por dentro, acabei de falar o que eu pensei
Crescer envelhece, rir rejuvenesce
Se eu pudesse crescerNão o fariaPois já cresci uma vez, de novo, não deixaria acontecerMas e você, o que escolheria?Esta me dizendo que eu não cresci, "Ahhh" não riaJá falei de mim, (estou a fazer denovo....)Mas vamos falar de você, caro leitorMeu ouvinte, que nunca se quer me escutouSeu sorriso é grande, então tudo bem a ti? Ou você está rindo de mim
Ta bom eu deixo
Ria muito, ria alto, a vontadeRia claro, ria bem, com vontadeVocê não esta rindoEi seu leitor, você não riu, estou chateado, você esta mentindoMas é claro como pode rirSe eu nem te contei minhas piadasConhece aquela do...... do.... me perdiEi não ria de mim, ok ok, pode rir, mas só uma gargalhada
Seus textos são maravilhosos! s2