Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro.
Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Sou mestre em Engenharia, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior e graduado em Engenharia Civil e Arquitetura.
Sua boca sensual comprimia-se num murmúrio extremamente carnal, que pouco a pouco excitava a imaginação daqueles para quem ela cantava.
Seu canto de sereia, dama dos mares, fundia-se aos sons do oceano, que na branca areia quebrava suave.
Então, silenciosamente, em súplicas, guarda o ardente fulgor. Mas, por Ulisses não é ouvida! Fazendo-a esquecer a beleza da vida. E, sem vida, sentir a tristeza da sua solidão.
Deixando de lado o seu véu, o céu de estrelas, e deslizando, mansamente, sobre as plácidas águas do luar, perde-se no horizonte, fundindo-se, confundindo-se com o firmamento...
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Isolamento
Socialmente distanciados, amargurados pela solidão, que nos aflige e não dá perdão.
Mas, nem assim calados. Impulsionados pelo momento, que de tão doente não nos permite um instante de alento, apenas o dramático isolamento.
Mas, o que fazer?
Talvez gritar, Talvez sonhar. O importante é protestar, “Batendo panela”, acreditando no renascimento do mundo pós-isolamento.
217
Tic-tac, tic-tac...
Lá se vai mais um segundo, com sessenta, mais um minuto com sessenta, mais uma hora, logo, em pouco tempo, mais uma vida vai embora.
Toca o vaidoso Big Bem, que em contínua vigília, vai a todos acordando, e ao mundo relembrando a enfadonha monotonia.
Toca o relógio da donzela, que apesar de tão bela, esguia tal qual uma gazela, impaciente, espera o amor que um dia já foi dela.
Toca o relógio do velho senhor, sentado na varanda do destino recorda seus dias de criança, deixando escapar a lembrança que garante a sua esperança.
Mas nem assim o tempo para, mesmo que todos o esqueçam, em cada tic ou tac mais um segundo é roubado da vida de um desavisado.