Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro.
Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Sou mestre em Engenharia, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior e graduado em Engenharia Civil e Arquitetura.
A “preguiça de pensar” é a pandemia do momento, ela apresenta um sintoma severo: a convivência com “teorias da conspiração”!
Obrigando, os distraídos, à aceitação de qualquer “terraplanismo”, sem analisar ou questionar, baseados, apenas, em “achismos”!
Desta forma, “caindo” em qualquer clickbait, e “comprando” qualquer fake news, para deleite de todos os haters, que as “viralizam” sem compaixão,
Distorcendo estatísticas da verdadeira pandemia... Um governo repleto de adversários, com mínima empatia, e anacronismos desnecessários.
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Por que desídia?
O mundo virtual, da era digital, da comunicação em rede, com acesso distribuído, das plataformas inteligentes (smart), dos algoritmos que nos informam, vedem... Induzem, controlam...
Sim somos guiados ou teleguiados, para usar um termo mais antigo, por informações que não pedimos e muita vez não queremos ou necessitamos. Esse é o mundo virtual, repleto de avatares, hackers, haters. Inimigos virtuais, encobertos pelo “manto sagrado” do IP (ou Internet Protocol), que povoam nossas redes sociais, pessoais ou profissionais e nossos aplicativos, sem um nanossegundo de sossego.
É assim que somos submetidos, de forma massificante, cotidianamente, à clickbaits, fake news e às mais criativas conspirações, que interferem na nossa vida familiar, no nosso trato social e nas nossas concepções ideológicas. Cuidado!
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Esmero
Observo, atentamente, aquele marceneiro, com um único pensamento em mente: ele trata a madeira com esmero.
O respeito que cultua àquele pedaço de madeira, que um dia foi frondosa Imbuia.
Usando suas ferramentas, modela com criatividade. Respeitando a longevidade daquela que sobreviveu às tormentas.
Resistiu, bravamente, ao tempo. Entretanto, tombou para o vilão mais impiedoso. Assim, sem consentimento, tornar-se-á móvel lustroso.
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Qualquer botequim (Miniconto)
Num fim de tarde qualquer, em qualquer lugar, em qualquer botequim...
Amigos em roda, jogavam carteado. A mão parecia boa, mas qualquer um poderia ganhar, pois, o que importava era com quem ela iria ficar. Com olhar sereno como o suave entardecer, observava distante aquele grupo de amigos que a olhavam com grande querer. A partida já se prolongara para além de meia dúzia de garrafas de uma cerveja que o vento quente, daquele final de tarde, cismava em aquecer.
Com olhar de sedução inebriou um dos ávidos jogadores, que após virar a mesa, caminhou em sua direção, deixando os parceiros de jogo irados com o seu pouco caso com a disputa do jogo e da jovem. Tal atitude gerou um bate-boca, iniciando uma boa briga.
Enquanto brigavam, a jovem, de relance, percebeu que sua amiga a contemplava carinhosamente, alheia ao confronto que a todos envolvia. Aproximando-se, sussurrou em seu ouvido e, então partiu, acompanhada pela amiga que não a assediava, mas sutilmente a provocava.
205
Neologismo
Querer é viver. Quero, logo vivo... A minha querência!
Viver é sofrer. Vivo, logo sofro... A tal sofrência! Talvez seja vivência!
Sofrer sem querer. Sofro porque quero. Mas, o que é sofrência?
Se a língua é viva Logo, quero viver, E, portanto, me permito sofrer... Mas, por que sofrência?
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Indignação
Ela surge no ápice do sofrimento, As vezes raivosa, As vezes suave. Mas, sempre dolorosa. Tão grave
que não conseguimos nos conter.
Gesticulamos,
Verbalizamos, “twittamos”! Precisamos comunicar! Na esperança de que alguém nos escute, Que a ignorância seja superada, Que a ciência seja considerada
E, então, algo mude...
206
Sem disparo
O poder cítrico da charge crítica, está no desenho forte, como lâmina de corte.
É arma letal, sem porte, sem disparo, apenas, fatal para o risível sem preparo.
Incômoda para o autocrata. Implacável com o déspota, expõe sua face caricata, com traços de pena refinada.
Tentam velar tua exposição, por pura incompreensão. Pois, a verdade quando exposta, jamais será deposta!
209
Poética
Se podemos declamar o amor, mesmo no instante da sua perda, buscando uma rima para a dor... Podemos usar a linguagem poética, em sua mais pura cepa, para discutir a vida e a ética...
A atemporalidade da poesia, guarda em sua primazia, sem dúvida, a responsabilidade do operário da poética com a sua preleção, às vezes um tanto hermética.
A poesia crítica admite a crônica mais contundente do que na prosa do cotidiano... Pois, o que a realidade omite, sem deixar de ser onisciente. A poética liberta, de forma consciente.
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Por um beijo seu...
O cheiro da manhã impregnava o quarto, no quarto daquela hora, que agora prolongava-se por incontáveis minutos. Minutos entre sonho e realidade, apreciando a doce felicidade daquele instante seu...
Você suavemente distraída, como orquídea ao vento, solta, livre no tempo, um sonho, naquele instante meu...
Eu quieto, abstraído pela beleza tênue e pela ternura que emanava de seu corpo jovial, não escondia a certeza do meu amor, transpirando em ardor, e em intenso desejo, por um beijo seu...
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Vira-lata
The green and yellow do autoproclamado patriota, esconde, sob o manto do anonimato, o mais “puro” Vira-lata, que precisa ser estudado...
Fervorosamente alienado, vive abraçado à bandeira de listras e estrelas, como mortalha que encobre suas “besteiras”!
Frequentemente questionado Sobre o seu nacionalismo, a resposta vem fácil: E daí?
Temos um “Grande Tio” a nos proteger! Que, em troca, apenas espolia a dignidade que a nação já teve... Um dia!