Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro.
Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Sou mestre em Engenharia, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior e graduado em Engenharia Civil e Arquitetura.
A rave acontecia em um galpão, com muita música eletrônica, patrocinada por um renomado energético alado. Devido a sua longa duração se estendera pela madrugado e, agora, os primeiros raios do dia, expulsavam a noite e lá fora pessoas começavam a saudar o dia, retomando a rotina de trabalho.
Foi nesse instante, entre o luar e o sol nascer, que eu a encontrei. Ela tão linda encoberta pela profusão de luzes comandadas por um DJ ensandecido, detonando sua pick-up performando a sua arte, o seu DJing, com intensa vibração, mantendo o beat, o compasso das músicas, acelerado tal qual as batidas do meu coração
Ofereci-lhe um drink. Ela escolheu um Hi-Fi, clássico do século passado, do final dos anos 80, início dos 90, derradeiros “embalos da Era das Disco” elaborado com vodka, gelo e refrigerante de laranja. A escolha aguçou a minha curiosidade. A bartender desorientada não conseguiu preparar o drink e acabamos bebendo o energético, com vodka.
Insisti na minha curiosidade. Então ela sorriu um sorriso malevolente que sutilmente escondia, encoberto por grande sedução e me contou a sua paixão por um homem mais velho, seu professor de História das Artes, seu amante do século XX. Não tive nenhuma chance!
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Caminhada
Ando, ando, ando... A praia continua fugindo, correndo enquanto sigo. Observo as ondas quebrando, lavando a areia límpida, carregando mar adentro as máculas das algas ociosas que, deixam-se levar, preguiçosas, não negando nenhum acalento daquela branda espuma branca.
Ando, ando, ando... Percorro longo caminho, piso firme na areia fofa. Meu pé afunda, como se a praia o devorasse, como se a Terra me engolisse. Distraído vivo uma metáfora, comtemplando a vida afora, Sem descanso, não paro, apenas, ando.
Ando, ando, ando... Continuo andando, sigo pelas veredas da vida, sonhando com pérolas e contas alvas, enquanto conto as conchas brancas, reluzentes pontos de luz e cor, que marcam todo o meu percorrer, indicando meu rumo, apurando minha jornada, para o meu sonho, a minha última parada...
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Minha guitarra, minha parceira (Miniconto)
Durante uma apresentação, no ápice do solo, finalizando uma performance, a correia da guitarra se rompe e antes que pudesse agir minha Fender Stratocaster Squier Classic, preta, com visual e feeling dos anos setenta, cai no chão do palco. Pude acompanhar em slow motion todo o movimento até o inevitável choque.
Com imensa tristeza e dor vislumbrei que tal choque quebrou o braço dela e, simultaneamente, estraçalhou minha alma. Quantos momentos vividos em parceria tão fiel, sem qualquer traição ou rompimento, fidelidade raramente encontrada. Anos de parceria interrompidos em apenas alguns segundos.
Observando com mais cuidado percebi que o braço rompeu na altura do headstock, que é a cabeça ou a mão da guitarra, não atingiu a escala, porém empenou o tensor, o que poderia causar uma torção no resto do braço.
Com o coração partido peguei minha guitarra, coloquei-a em sua case e busquei o auxílio de um Luthier conhecido. Chegando à oficina, o especialista analisou os danos e, como um “doutor em cordas”, proferiu o seu diagnóstico. Minha Fender, poderia ser reparada e novamente ajustada.
Passado alguns dias de ansiedade retornei à oficina e reencontrei a minha paixão. O Luthier pediu que a testasse. Ao tocá-la percebi que apesar do braço quebrado, agora reparado, a alma continuava intacta. Então, num momento de êxtase, solei slides, bends e vibratos cheios de emoção. Minha parceira voltou!
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Painel Vida (Minicrônica)
Uma imagem que transpira vida, arte e verdade para dissabor daqueles que negam a realidade.
Um grupo com 18 artistas, muralistas, integrantes do projeto “Rua Walls”, mudaram a paisagem árida da Região Portuária do Rio com grafites. São 16 painéis, abrangendo uma área aproximada de oito mil metros quadrados. Os painéis foram executados da saída do túnel Marcelo Alencar até a rodoviária Novo Rio, com cerca de dois quilômetros de extensão.
As obras de arte urbana foram executadas durante as madrugadas do mês de setembro de 2020, durante a pandemia.
As fachadas e paredes desse conjunto de galpões, perderam seu valor histórico ou arquitetônico, devido às várias intervenções desastrosas ao longo de processos de urbanização caóticos. Mas agora ganharam vida e identidade com os novos painéis multicoloridos.
Os artistas: Agrade Camís, Amorinha, Bruno Lyfe, Célio, Chica Capeto, Diego Zelota, Dolores Esos, Flora Yumi, Igor SRC, Leandro Assis, Luna Bastos, Mariê Balbinot, Marlon Muk, Miguel Afa, Paula Cruz, Thiago Haule, Vinicius Mesquita e Ziza.
Fonte: G1
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Religiosidade mítica
Desde sempre, até o presente, o homem tenta esclarecer, sem, ao menos, entender o medo que sente por criaturas místicas um tanto ontológicas.
Na ilusão de se proteger cria templos e crenças. Cultua mitos, ricos em imaginação, que apelam até para a razão. Procura resposta de qualidade, um elo, uma ligação... entre o misticismo e a realidade.
Templos, ritos, dogmas, cultos... o homem tenta aplacar sua fome, também espiritual, com rezas, ioga e meditação transcendental. Quem manda é a moda!
Da água ao azeite, Do incenso ao açafrão, nada escapa ao deleite de mitos, místicos de ocasião que manipulam suas seitas, como se fossem receitas para a exaltação eficaz de semideus incapaz!
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No compasso maternal
Com suave movimento pendular embala, em seu colo, sua cria, juntando-se ao universo em harmonia, acalenta sua criança ao cantar.
Nesse maternal aconchego, não há mal capaz de interromper tal sossego em relação tão fugaz
O mundo se move, o universo também. Enquanto a jovem mãe a cadência mantém. Ao largo, comtemplo a maternidade incorporando, em si, a imortalidade.
Liberto de demência datada vivencio lembrança pueril, enquanto alguma sanidade pairava debaixo daquele céu anil.
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Encanto de verão em Praia Linda
Em Praia Linda encontrei você, tão linda quanto a praia, com o olhar perdido, esquecido no horizonte, que timidamente não escondia o sol, banhando sua pele dourada.
Com vislumbres de euforia, disfarçava a alegria em vê-la, serena, pura, tão meiga, formando com a paisagem um quadro, uma miragem de inigualável sutileza.
Sua singela beleza, Impregnava minha juventude que transpirava em emoções junto com o pôr do sol, com a areia branca, o sal, e toda a natureza naquela tarde de verão...
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Quando uma estrela é um cometa
Tua trajetória efêmera, como uma quimera, ganha os palcos eternos quando menos se espera
Fulminando almas. Encantando-as com acordes em troca de singelas palmas que não impedem que te afogues.
Forte música aponta a verdade mas, tua vigorosa interpretação não esconde tal fragilidade, que carregas no coração
Embriagas-te até o espasmo, sem suportar realidade pulsando sem compasso com a tua genialidade.
Homenagem à AMY WINEHOUSE
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Almas em conchas
Vivendo como almas, dentro de conchas, presos em bolhas, cultuando velhos traumas.
Reclusos em seletos mundos, percorrem longas vielas até o seu fim em becos imundos, romantizados em higiênicas novelas.
Miséria casualmente consumida por de famílias de bem, que nos fins de noite reunidas, consomem a realidade distorcida.
Alienados por padrões exóticos, creem que o real é o simplesmente normal, embalados por doces narcóticos.
Inebriados por sonhos liberais, deleitam-se com pobres ideais, tão ultrapassados quanto frugais mas, felizes com a ilusão de paz.