Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Italo Gomes dos Santos

n. 2004 BR BR

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .

n. 2004-07-01

Perfil
5 280 Visualizações

Fraco

Dentro dessa fonte ,
Afogo-me nessa sede.

Sobre essa ponte,
Revogo-me ao que me "remede".

Fraco.

Por ícaro Ítalo Gomes dos Santos 




 

Ler poema completo

Poemas

24

Vórtices viram versos (part.1)

Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida 
Vejo que velejo no vórtice de versos que veste -me
Nesse abismo literal 
Nesse mesmo ritual onde a escrita é meu refúgio dessa sombra que assopra o existencial 
Dizeres que tudo isso é um teste

Fujo ,da minha mente 
Cujo,com minha morte 
Ao lado lido na aula do colírio lírico
Aprendo com a disciplina da superstição
Formigas na parede e os pés formigando no chão
O inusitado é inusitante 
Se comentando ,o comentário  parece ser algo entediante feito por um principiante comediante 
Quer ganhar risada da plateia 
Sem nunca ter parado para escutar seu próprio choro antes 
Cuidado com pensamentos farsantes

Faço_me antes um principiante
Acredito que a vida é uma oscilação constante
Quero manter minha alma em conserva longe desses derivantes 
Nessa Queima de arquivos
Entendi quem são os fornecedores  intoxicantes 
Criadores de fontes sem fontes 
Por essas vielas tem de monte 
A paisagem é bela quando não mostrada abaixo da ponte

Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Neblina ,curva fechada,alta madrugada
Plena segunda feira com a quarta marcha
Retrovisores embaçado e um Vôo Rasante
Os Fora do Eixo ,tudo fora da faixa 
Tropa da "Vents"  , blitz de neurônios subconsciente
Simbologias metalúrgicas de cirurgias master Gold canetadas por mãos poéticas 
Sistema operacional de Panchs
Surgimento de novos Heráclitos 
Selvagens devoradores de livros ,talvez  triceratops
Entendendo que nem todo conhecimento é válido
Não há porquê eu querer desenvolver tão rápido
Mas fui obrigado a entender que o ponteiro do relógio não me espera 
Clara correnteza com certeza é a natureza simples e com samples na junção de Aristóteles e Cora Coralina 
Hoje "carburando" escritas 
Eu me desligo mais um pouco dessa intensa  rotina ..

61

Ao corte da adaga (part.2)

Olhos de águia 
Ferida aberta ao corte da adaga 
Molho os olhos de lágrimas 
Me cego desses pensamentos curvos 
Julgamentos cujo são dádivas 
Me permitem sofrer e ver quem são os verdadeiros humanos 
No mundo do medo 
O amor se transformou em um holograma de danos 
Projéteis de mágoas 
Retorno retórico da inquisição ao fogo da falácia mais sábia 
Veneno nos lábios 
Na pele do lobo ,somos a lua escura na selva do sono 
Quem clareia nossa alma é o nosso reflexo no olhar do tempo retratado por um quadro no templo pinturas Caravaggio 
A sensação do  poder eu quero perder 
Mas como podar algo que não posso prender ?
Ansiedade 
Rubrica que rouba toda assinatura da essência do meu ser e consequentemente mata a minha idade 
Quero verdades que não sejam totalmente reais 
Fábrica de vontades que não sejam totalmente imaginárias 
Linhas que mesclam os desejos concretizados 
Não muito longe dos dias atuais 
Obter paz na guerra da dualidade é algo improvável e provavelmente não serei capaz de entender essa força motriz
A todo momento sou sempre o errado 
Faço aquilo que acredito ser certo 
Independente do resultado 
O resumo é o meu eu sendo cerrado 
Já não sei em quantas partes fui dividido 
Existem vários modelos de mim  por aí
Senta-se na mesa e descobrirá qual do meu eu falará contigo 
Quero abrigo dentro de um abraço sincero 
Uma conversa que me diga o quanto sou ciclo desse círculo do choro seco e o quanto sou valioso mesmo sendo um mero desprezível 
Queima do fusível 
Tô precisando queimar a função acessível do meu cérebro frutífero 
Essa colheita de memórias aflita é a Colheita Maldita 
Sempre em expansão 
Hectares de expressão 
Terra ao adubo da opressão 
Horas vagas se transformam em  horas pragas 
E eu me pergunto,
O quanto vale tudo isso ?
Quem é que me paga ?
Será que me cobro demais por algo de menos ?
E se tudo isso se apaga?
Se eu começasse tudo do nada 
Ainda assim iria me afogar nessa incitação à ilusão altamente intoxicada?

28

Essa daqui eu fiz quando a solidão me fez (part.2)

Ei, ué! Vê? Errava o início e até depois do fim
Eu sou assim,
Hóspede da carência no quarto da crucial coerência, enrolado no lençol da concupiscência 
Ar condicionado ligado ao ar concorrência 
Travesseiro da renúncia que apesar de pesar ,
liberta a consciência 
Meu café da manhã é sofisticado 
A crença de vencer dentro de uma  frágil xícara ao sabor de um  solstício fraccionado
Meu almoço é um prato de vaidades 
Nutrientes não muito importantes 
Mas que são vislumbre de poucas verdades 
Meu lanche da tarde é um mar de objetivos conectivos que me dão coragem
Carrego no coração os batimentos que não cabem na bagagem 
Minha janta é um prato envenenado 
A sopa do pecado 
Assopra meu passado 
Assombra eu e até onde tenho chegado 
Incapacitado de emprestar todo o meu diálogo falado para o tempo que não quer me dar ouvidos e nem ser ouvido durante o tempo

Eu já falei para você que isso não dá lucro...
Você nunca será  suficiente...
Ninguém quer você por perto...
Eu tenho nojo de você...

Piores frases eu tenho escutado
Nas piores fases ,eu tenho me escoltado de silêncio e esse silêncio acumulado 
Se tornou o ódio em mim guardado
Nas melhores fases , percebi que o ódio é a transferência da ira na cura

Eu tenho fé na humanidade ?


.....

30

Essa daqui eu fiz quando a solidão me fez (part.1)

Como me apego ao desagradável desapego?
Como me apago ao destrutível desespero?
Procuro uma nova forma que me conforme 
Procuro uma nova fórmula que confirme,
À obstrução do que me deixa inseguro 
À observação do que me deixa inóspito de vida , imagem destruída 
Se entro na minha mente ,viro um intruso 
Minha alma   me disse que já não pertence ao corpo que uso
O vazio é um vaso que acolhe a planta da ansiedade 
Ânsia de flores mortas ,servindo de adubo para florescer raízes tortas na sociedade 
Regada por migalhas de  falhas no próprio oxigênio ácido em solidão ,
Indisposição de acreditar em mim mesmo e nas pessoas desse mundo 
Não sei ao certo se me acuso 
Independentemente não sou totalmente inocente nem independente
Tenho assustado assuntos pendentes 
Recordações recorrentes 
Sonhos que são apenas sonhos 
Sonhos que vão após sonos 
Sonhos que me fazem dormir por sonhar demais 
Sonhos que me fazem acordar sem querer dormir nunca mais 
Quantos pesadelos serão realizados?
Quantos pesadelos ainda tendem à serem inclusos?
O que tanto recuso ,requer atenção 
O que tanto requer atenção eu reflito se é necessário atenção 
E essa tenção é a  maldita benção dos que são confrontados como loucos nos olhos dos  são 
Decepção, desculpa por te decepcionar 
Sei que você esperava mais de mim 
Recepção de culpa que ocupa toda vírgula antes de raciocinar 
Ei, ué! Vê? Errava o início e até depois do fim...
...

81

Janela de vozes

O peso da ausência soa sussurrando em mim
O piso da consciência sujo ,muros murmurando em incitações  à decepções 
Abre a janela da alma, julgamentos sem fim 
dizem que são processos ,

Eu não quero promessas à acessos restritos da penumbra sombra da imagem da vida
Fora da margem de erros de lembranças doloridas 

Autópsia da vida vira vozes vindas de um jardim onde a folha em branco tem tantas flores a serem coloridas 
Porém o incolor tornou-se tão lindo de ser ver ,
Que até  o tormento achou mais formidável continuar assim 

Já não tenho certeza se quero essa sonhada liberdade 
Quero realizar minhas vontades indo contra as vontades da verdade 
Forjando pactos com a mentira , toda minha criação me faz ser  súdito da enganação 
Não quero ser livre do esquecimento 
E sim saber o porquê somos tão evoluído ao ponto de nunca evoluirmos o esclarecimento 
Porque toda matéria,ainda que estudada, transcende o nosso conhecimento?

Eu me pergunto,
Quando eu vou vencer na vida ?
Acho que esse tema é uma imagem distorcida 
Ninguém nunca vence 
O sistema quer que você pense 
Ou melhor , não pense 
Viva com esse suspense 
Acredito que no próximo ano seja tudo melhor 
Esse romance ilusório faz poli dance 
A gente cresce em meio a sonhos e preciso estudar para obter um bom emprego 
Meu terreno,meu sossego 
Um pedaço de terra que será meu enquanto eu estiver vivo
O problema é que eu já nem me sinto tão vivo 
Sei que o sucesso é relativo 
Huns na beira da morte do hospital 
Eu na beira da morte do estado mental 
O porquê viver ?

Alguém explica para um mero mortal que querer entender sobre viver é sobreviver em um singelo espiral de dúvidas e emoções fora do porcentual do  raciocínio cerebral 
Chega de buscar entender 
É melhor atender o que se vê no agora 
Se o passado nos condena e futuro não existe 
Apenas cada segundo presente nos revigora 
Chora ,em cada lágrima mora o sorriso da alegria 
Agradeço aos tesouros da memória 
As lágrimas de tristeza  que me trouxeram redenção e  a recordação dos  bons momentos que eu não sabia o quanto valiam
É nas lágrimas que vemos o quanto tudo era valioso e nem pareciam
As mesmas lágrimas também apreciam o luto 
Afinal , existem melancolias que merecem um fim absoluto 

33

Códices cósmicos de jazz

Num ritmo clássico jazz 
Somos , um livro de romance perdido nos arquivos de Graciliano Ramos 
Seu corpo são formatos de versos 
Tão simples,mas tão elegante dos fios de cabelos aos  pés
Tu és,
Uma canção do Dicky Farney em meio ao deserto  do amanhã 
Uma mordida na maçã que gera o nosso pecado
De corpo colado no quarto trancado 
A autêntica fórmula do  amar  em enigmas criando paradigmas a serem decifrados são relatórios retratados de suor ao corpo  no fôlego trocado 
E ainda que de coração trincado ,

Acreditar no amar 
Vislumbrar o futuro 
A queda do muro de Berlim 
Ou melhor,
A quebra dessas paredes 
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim


Num ritmo clássico jazz 
Nosso amor nasce através de um simples olhar e atravessa a sinapse perfeita do amar 
Nessa sinopse do Luar você é minha conexão cósmica
Nem o Sol consegue comparar essa nossa órbita química

E olha só 
Estamos juntos a pouco tempo mas me parece que são séculos 
Da nossa amizade se faz um receituário médico 
Contando com doses de verdades 
União recíproca,não importa as dificuldades 
Nossas vivências, são muito mais que métodos

Nem os Quasares 
Suportarão nossas temperaturas quando nossos átomos casares 
Com  você eu tiro férias até no sofá da sala 
Desconheço o tédio 
É algo inédito 
Capítulo 18
Versículo 22
Provérbios 
Nosso afeto destrava o arquétipo 
Não sou um Príncipe Pérsico 
E mesmo se tivesse as areias a temporal 
Saiba que valorizo cada milésimo ao seu lado
Pois sei que mesmo se eu voltasse ao tempo
Nada nunca seria igual

Você é a mudança que eu preciso

 

122

Purpúrio

Nesse ar puro o purpúrio sem folga do fogo que afoga e nos afaga 
E nos afasta 
Seu beijo ,
Seria fastígio ou castigo ?
Viver contigo é viver contido 
O abranger do abrigo em abraços 
O presente escondido numa manhã tão linda 
Entregue ao passado de uma noite tão longa 
A linha do Horizonte brinda a vinda das linhas da vida 
O que te torna mais linda ainda 
Não é maquiagem que usa 
É como ousa 
De short curto com mini blusa 
Ou estilo social 
Ela sempre usa 
A maneira mais romântica e confusa 
Petrifica me ao olhar Medusa ....

Nesse rio de purpúrio de flores  em seu corpo quente e abraço frio,me induza 
Ao afogamento do momento sem pausa 

Que no nosso distanciamento sempre exista a lembrança de quando usávamos aliança 

Que nunca cortemos as asas ,
Dos sonhos nossos 
Somos ,
Um paradoxo do próximo 
Se conectados ficamos distantes 
Longe verdadeiramente a gente sente que nos amamos 
E ,
Já parou para refletir o qual evoluímos no hoje 
Por isso nunca podemos esquecer do que veio antes 

Mesmo sabendo que o futuro é "inexistivel"
Planejamos cada fruto de uma árvore que nunca brotou e mesmo sendo imaginável 
Tornou-se impossível não imaginar junto com você 

Espero que nesse momento exato
Você esteja bem 
Nem que seja com outro alguém dividindo o mesmo prato


Sei que nem tudo será felicidade 
Obstáculos são iguais as ondas do mar 
Vem e volta 
Por isso aprenda a ser o próprio Oceano
Acreditar que é capaz
São nos intensos  contramão da vida
Que transcende a nossa paz
É necessário acreditar no Ser Humano 

E eu acredito em você,
Ainda que seu abraço não me dê mais o conforto 
Eu sou apenas um cara que escreve sem vaidade 
E se eu parar de acreditar na humanidade 
Serei apenas um verso qualquer,
Em um livro vívido, porém morto


Nesse ar puro o purpúrio sem folga do fogo que afoga e nos afaga 
E nos afasta....
 





 

134

Despido da originalidade

Através do batuque no pandeiro 
Criou-se a arritmia do coração da nação 
O povo brasileiro antes nas redes dos mares estrangeiros 
Hoje nas redes sociais do mundo inteiro 
Nas rodas  culturais somos os pais hospitaleiros
Possuímos longas filas  de espera nos hospitais 
Porém a esperança canta alta na quebra desse roteiro 
Antes de Dom Pedro II 
A ênfase exata se faz em crianças inspiradas 
em Antônio Conselheiros 
Desse solo, rachaduras nos calcanhares 
Tereza de Bendela, Tereza de Calcutá 
Tais mulheres que merecem muito mais que um Nobel 
Tantas histórias a serem lidas 
Porém as páginas continuam nos anônimos da vida 
Na mesa ,nem sempre os mesmos talheres 
Mas a mesma mesa de  reunião para comunhão ainda que de  pratos vazios ,o amor em sustentabilidade de lares 
As linhas de Nascza são enigmas 
As nossas belas paisagens são símbolos que devemos preservar para que  a próxima geração possa apreciar e lembrar das nossas imagens ainda que se passem milhares de séculos 
De Itaquera a Palmeiras, de Goiânia até o Sul do Acre 
Acredita ,não são apenas pessoas em diversos lugares
Cada um carrega o fardo árduo da bravura de zumbi dos Palmares
A todo instante meu instinto da alma pensa na crença 
que  ver a presença da vitória na história do outro  , será o vislumbre do meu acesso ao paraíso 
Sei que para isso é necessário valorizar cada lágrima em reconstrução da dádiva de cada sorriso 
Essa é a chave de acesso ao sucesso imenso 
Disciplina na matéria como Maria Quitéria 
Anna Nery ,essa é a guerra da reconstrução do meu Ser que eu não dispenso 
Luto pela minha Pátria como uma canção de Park Ji Hye
Luto pela minha Pátria,Permanentemente Rosa Parks 
Paraquedista lírico no salto da fé 
Penso,logo posso 
Renê Descartes

Deveríamos agir a todo momento como se fosse uma copa do mundo 
A nostalgia de tirar o fôlego,
o orgulho de vestir o uniforme 
Vibrar junto a cada segundo

Eu nunca "Vittal Brasil" unido 
Em um habitat natural cultural de mão dadas a cada segundo corrido 
Se eu tiver errado, aceito ser corrigido 
Mas nunca  coagido 
Não quero ser despido da originalidade da brasileiragem e ver meu sonho ser interrompido  rumo a despedida da minha vida

De Malala a Mandela uma mandala tão bela 
A liberdade retratada dentro da cela 
A dona da felicidade 
Uma dona Lindalva salva 
A dona de casa 
A dona de Si 
Conceição Evaristo num feat com Mary Jones jamais visto 
 

25

Âncora aromatizante

Pois é ,
  {Se tiver fé 
  {Não há quem nos derrube 
  {Axé 
  {Que a dúvida se faça a      dádiva que meu Ser deslumbre{2×}

E nessas águas do mar
Minhas células se encontram nas partículas das  areias lá 

Vejo a queda  do raio solar 
Sobre o oceano 
Eu sou lá,
Um simples humano a sonhar 
Um simples humano a mergulhar 
{Um simples humano a mergulhar}


Mesmo com os braços  e pés cansados 
Resiliente, um tanto quanto resistente 
Mergulhando profundamente 
O Oceano é gelado mas o batimento cardíaco frequentemente é sempre quente 
O olhar Fragmentado é referente 
A múltiplos desafios que só quem vive disposto a morrer pelo o que acredita é quem sente 
Na queda da  lágrima ocorre  a quebra do dogma em transição para se revigorar 
Reivindicar,
Talvez a inocência roubada 
O tempo da alma que foi perdido ao longo da jornada e consequentemente 
Esse mal nos leva lá 
A cortar as asas de Malévola 
Por isso é necessário se renovar 
Diariamente 
Parado lá na parábola 
Vemos que o roteiro do destino não é perfeccionista e o protagonista da cena mesmo sem medir  esforços na trena e  com convicção no treino ,mesmo dominando o reino 
Nunca será apenas sobre você 
Sobreviver 
É obrigatório um obrigado 
Ter direção do que se fala  
O que se pensa é um confessionário 
E se não pode agir para confeccionar o ato 
De imediato jogamos segredos ocultos no porta mala 
Damos partida na nossa vida sem chave 
Porque desde pequenos fomos forçados no tranco 
O combustível ao trampo é uma melhoria na moradia , não é preciso considerar carteira assinada desde que a geladeira não se demonstre vazia 
Não teme a luta fria quem vem descalço ao sucesso sem saber onde os próprios punhos  batiam 
Revidando com a  silhueta  da sombra 
Na caverna da introdução à introspecção a iluminação se faz ao assovio que assombra 
Dispensar o conhecimento de um novo elemento 
É um corte no próprio pulso 
Às vezes vale a pena morrer para não ter que ver nascer um promíscuo inescrúpulo impulso 
Mesmo sendo expulso da plateia 
Temos que fazer nossa ausência valer permanentemente 
Aproveitar o tempo presente 
O passado é precioso  ainda que doloroso 
Mas o barco rema rumo em frente ao fronte do Horizonte 
Bebemos da fonte do erro de ontem 
Do ciclo de outrem 
Saudades do saudável tempo nosso 
Já passou da hora de criar o poço 
Pra matar a sede 
Não vivo de rede 
Fazer o que ?
O tempo não rende !
A vida me assalta e a morte nos prende 
Ou
Talvez ela nos liberta 
Na força de Odin eu posso 
Encontrar-me a fraqueza certa 
Estado de alerta 
Vive o enigma da arte 
Meu hipocampo celeste 
O Cinturão de Órion e as Irmãs de Tamaran 
Pintura rupestre 
Um verso de Adoniran 
Rupert com vida própria 
Family Guy na queima da inquisição
O drama de quem vive sem drama 
A lenda dos que não são vistos como lendas 
Acredita que é capaz ?
ou vai se prender a sua própria crença limitante que não passa de uma superstição que você já não consegue mais ?

 

70

Borracha da alma

Vejo a minha imagem 
Vida Obstruída 
Fora da margem 
Me pergunto até quando a alma pode 
sofrer pelo elo frenético de designar num designer tão podre

Ouvi isso uma vez e até hoje eu ouço
Sei que não é verídico mas implico na ferida aberta da ilusão criada que adormece e congela meus ossos

Destroços , situações do passado que se regeneram
Erros nossos,o tempo não nos espera 

O ponteiro aponta 
Felicidade e tristeza não tem hora pronta 
O porteiro trava a catraca 
Se "ocê" atrasou-se,só marca ,
o tempo quem ficará devendo para você se nisso você crer 

Faz a sua "cota"
Veremos na hora do reencontro 
O quanto esse conto nos conta  é fora da ponta .
Do lápis ,só resta a borracha que não apaga porque a folha rasga e o pedaço que já foi destruído, já não mais se monta 
Diz que a folha do papel foi parar dentro de uma lixeira 
Disque poética para salvar cada árvore morta 
Época do avião de papel 
Fazer fila em frente a porta 
Imaginação de bombardeio 
Hoje eu creio,
A maior guerra acontece na mente de quem cresce ou de quem cresceu em meio ao caos psicológico que nos adoece 
Amizade é um blefe 
Ultimamente cê já tem se perguntado quem vai estar do seu lado quando não tiver bem?
Quem vai estar disposto quando cê tiver no posto de saúde 
Me diz quem?
Não se ilude 
Sozinhos temos a capacidade de sermos tudo e todos 
Mas também podemos escolher sermos Ninguém 
E eu acho melhor assim
Não que eu queira saber o fim 
Mas que eu possa entender o processo integrado a mim 
Se  estiver comigo,tudo bem
Se eu não te ver aqui 
Eu tô bem também 
Se eu não for capaz de me ver 
Que mal tem ?
Eu escolhi ser Eu 
E nem sempre Eu será Eu todo o sempre 
Carrego a poesia num sample 
Logo mais eu retorno....
 

37

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Oi sou Ellen
Oi sou Ellen

Oi sou a Ellen