Biografia
Em Maio de 2019, publiquei meu primeiro livro: "Caos Estrelado" (Viseu). Na edição 85, Outubro 2019, da revista literária eletrônica "InComunidade" de Portugal, foram publicados seis poemas do livro. Participei das antologias poéticas: "Palavra é arte -poesias, 49ª edição" (Palavra é arte), "40 graus de versos" , "Fruto do teu ventre" e "Irmãos das letras" (EHS) , "Tempo para o amor" , "O Mundo parou - Relatos do período da pandemia" e "Amor em poesia" (Perse -Projeto Apparere), "Poesias para a nova década" (Casa Literária) e "Soturnos - Volume 5 - A Beleza das Trevas" (Círculo Soturnos). Em Setembro publiquei meu livro: "Gaivotas na Selva de Neon" (Viseu).
Poemas
125LUA SEM LUAR
Lua ao entardecer:
Branca dama distante,
Banha-se no céu de anil.
Tolas nuvens errantes,
Querem te esconder.
222
O FIM
Tenho um projétil de revólver,
Alojado na minha cabeça.
Nave alienígena maligna;
Sol que me eclipsa a consciência.
Deste desafeto, estou grávido
Da morte, que me libertará
Da vida, da bala, da agonia.
Sem pensamento, não há lamento.
101
PÁSSAROS
Esperança: pássaro misterioso.
Faz ninho em todo lugar,
Alimenta-se do nosso esperar
E quando alça voo, manhoso,
Pousa a realidade em seu lugar.
Faz ninho em todo lugar,
Alimenta-se do nosso esperar
E quando alça voo, manhoso,
Pousa a realidade em seu lugar.
99
ANGÚSTIAS
Lançamos luzes coloridas,
Sobre concretos polidos
E pensamos enfeitar o mundo,
Com tais friezas disfarçadas.
Temos todas as informações relevantes
E de nada isto vai nos adiantar,
Para os nossos destinos poder mudar.
Pagamos em dia nossos impostos
E com isto nos eximimos de culpa,
Pelas desgraças da nossa comunidade.
Trabalhamos e sustentamos nossas famílias
E não damos todo o amor que elas precisam.
Cuidamos das nossas saúdes com esmero,
Mas os anos as sabotam, devagar.
Dizemos acreditar no poder divino
E não conseguimos perdoar.
Vivemos e não deixaremos saudades,
Quando a morte nos convocar.
O chão está chegando
E nossos paraquedas
Não conseguem nos sustentar.
Sobre concretos polidos
E pensamos enfeitar o mundo,
Com tais friezas disfarçadas.
Temos todas as informações relevantes
E de nada isto vai nos adiantar,
Para os nossos destinos poder mudar.
Pagamos em dia nossos impostos
E com isto nos eximimos de culpa,
Pelas desgraças da nossa comunidade.
Trabalhamos e sustentamos nossas famílias
E não damos todo o amor que elas precisam.
Cuidamos das nossas saúdes com esmero,
Mas os anos as sabotam, devagar.
Dizemos acreditar no poder divino
E não conseguimos perdoar.
Vivemos e não deixaremos saudades,
Quando a morte nos convocar.
O chão está chegando
E nossos paraquedas
Não conseguem nos sustentar.
140
7ª CAVALARIA
Por estradas imaginárias galopas,
Entre súplicas e rezas prosperas.
Tantos não contam contigo,
Eu sim te espero atento,
Com toda minha esperança.
Em sonhos tensos,
Sempre aguardarei,
Que teu toque mágico de clarim,
Ordenando o ataque destemido,
Quando tudo mais parecer estar perdido,
Me proteja de todo mal
E brotem aplausos e gritos,
Como nas matinês de cinema,
Nas manhãs enflorescidas de domingo.
Entre súplicas e rezas prosperas.
Tantos não contam contigo,
Eu sim te espero atento,
Com toda minha esperança.
Em sonhos tensos,
Sempre aguardarei,
Que teu toque mágico de clarim,
Ordenando o ataque destemido,
Quando tudo mais parecer estar perdido,
Me proteja de todo mal
E brotem aplausos e gritos,
Como nas matinês de cinema,
Nas manhãs enflorescidas de domingo.
128
LEMBRANÇAS DE UMA ROSA
Rosa que aponta
Seu manto de beleza
Para o céu,
Em pouco tempo
Morta estará.
...........................
Na haste vazia,
Nos espinhos intactos,
Nas pétalas que forram o chão,
Nos aromas esvanecidos,
Lembranças que ficarão.
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Comentários (1)
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Muito grato. Não escolhemos o que somos, mas ser poeta me deixa feliz.