José_Carlos_de_Souza

José_Carlos_de_Souza

n. , Bahia

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(qualquer viagem)

quando olho pra você
o tempo para na retina

o sol insólito se perde
nos fiapos da neblina

o horizonte franze
e sutilmente se inclina

no hiato da vertigem
qualquer viagem alucina

não pede paz nem silêncio
é amor que desatina

sem cortina de fumaça
nosso céu se ilumina
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Poemas

5

(no quintal...)

no quintal
numa dança de iguais
brincam os pardais.

196

(tua boca)

tua boca
        "cais"
         que num beijo
                                  atraco.

238

(Rimbaud)

Rimbaud navega
solitário pelos ares

eterno
atemporal
209

(Giz e carvão)

lua parindo solidão
no silêncio da madrugada

arando a terra
que engole os sonhos
escriturando o medo
que se refugia no futuro

traços de giz
borras de carvão
299

(Caos e cais)

tanto azul
nenhum sol

para esperar em silêncio
e se assombrar com o vazio

caos
e cais
205

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