Luciana

Luciana

n. 1992 BR BR

Luciana A.Schlei ganhou primeiro lugar no saral de poesias Carla mosele em 2009,sempre foi tocada pela melancolia peculiar das noites sem fim. Desde jovem, descobriu sua vocação para a poesia, transformando suas angústias vampíricas em versos encantadores que ecoavam além dos muros sombrios de seu coração noturno.

n. 1992-06-01, Irati /Paraná

Perfil
17 958 Visualizações

Amor eterno ,Diamante



Eu sorrio,meus labios largos que mal cabem no rosto
as maçãs rosadas em plena primavera
onde as flores brotam no peito como um buquê de amor.
onde eu estava este tempo todo?
meu magnifico sorriso se escondia,
ja posso te amar denovo,
em toda a melodia.

como te amo a todo ano
entre toda essa ventania,
meu anjo de cabelos longos,
eu jamais irei te deixar,
meu coração se inebria ao te olhar,
suas costas fortes ,sua pele 
meu coração dispara sem exitar.

como estou feliz nesta era,
essa jornada que se iniciou
esse amor tão louco
que jamais esfriou.



Luciana Aparecida Schlei-Praia grande SP
28-07-2020
Ler poema completo
Biografia

Poetisa em constante eevolução 

Poemas

117

Batom na Estátua da Justiça


Justiça cega, surda e muda,
Estátua fria de olhos vendados.
Uma mulher passa batom vermelho,
No corpo da que não fala, não grita, não morde.

Algemas tilintam, sirenes uivam,
Por um crime de cor e expressão.
Enquanto Corvos de toga,
Criam suas proprias leis em tribunais de ouro e marfim.

Batom vermelho, sangue dos inocentes,
Mancha a fachada imaculada do poder.
A balança se inclina, pesos falsificados,
Justiça maquiada de imparcialidade.

Fogos de artifício explodem no céu,
Celebrando uma farsa bem orquestrada.
Mídia grita "Bomba!" sensacionalista,
Verdade se perde em manchetes distorcidas.

No carnaval da democracia fantasiada,
Palhaços togados dançam uma ciranda macabra.
Batom na justiça, ruge nas bochechas do sistema,
Máscara que cai, revela face desfigurada.

Mulher-artista, criminosa da liberdade,
Presa por pintar a verdade em pedra fria.
Enquanto no palácio dos três poderes,
Vendem-se almas no leilão da moral
Pintando a bandeira Nacional
Com o vermelho dos que vomitam o mal.
Perdeu mané o novo hino do imoral.
 

161

Olhe as estrelas comigo!



Olhe as estrelas comigo, querido amigo,
Veja como dançam no veludo da noite.
Cada ponto de luz, uma história antiga,
Contada em silêncio, mas gritando de beleza.

Sinta o amor que pulsa em meu peito,
Por estas maravilhas tão facilmente ignoradas.
O orvalho na grama, o sussurro do vento,
A primeira luz do dia pintando o céu.

As coisas simples, tão invisíveis aos olhos apressados,
São tesouros escondidos à vista de todos.
O sorriso de um estranho, o abraço de uma criança,
O perfume sutil de uma flor silvestre.

Neste momento, sob o céu infinito,
Somos parte de algo maior, algo eterno.
Meu coração transborda de gratidão,
Por poder compartilhar esta simplicidade contigo.

Então, olhe as estrelas comigo mais uma vez,
E veja o universo refletido em uma gota de orvalho.
Pois nas coisas mais simples e invisíveis,
Reside a verdadeira magia da vida.

.

60

Yamanjá ,minha mãe

Rosas no mar, velas azuis,
Para a rainha do mar que encantada me guia,

Sereia divina, protetora dos navegantes,
Teu canto ecoa em conchas distantes,
Nas profundezas, teu reino cintilante,

De joias líquidas, pérolas brilhantes.
Oh, Iemanjá, mãe das águas serenas,
Das tempestades às marés pequenas,
Ouça o chamado, os corações aflitos,
Em tua espuma encontram os gritos.

Deixo-te flores, meu doce clamor,
Em cada onda vai meu louvor,
Rainha das águas, em teu altar,
com muito axé para a paz alcançar.

65

Sapos na areia

 Caminhava na praia,
Mas a areia não era areia,
Caminhava pela praia,
Pensando em sapos,
Olhava para o sol,
Limpando a mente.
Encaixava os fatos,
Mas o olfato lembrava sereias.

Os sapos, em seu silêncio,
Pareciam me observar,
Metáforas de pensamentos
Que saltavam sem avisar.

Caminhava pela praia,
Observando os caranguejos,
Lembrava do meu primeiro beijo,
Beijei o sapo, que não era príncipe,
Um grande ato, aos quinze.

Luciana A.Schlei

praia grande SP.26-11-24

30

Filó Sophia



Filó Sophia, de olhos de estrela,
Dança entre galáxias de ideias.
Filó sofria,filó sorria
Platão e Aristóteles em seus dedos,
Tecem teorias..

    Perguntas brotam como flores cósmicas,
    Cada pensamento, um big bang de sabedoria.

Filó Sofria, com lágrimas de cometa,
Chora os mistérios do universo.
Nietzsche e Sartre em seus suspiros,
Ecoam o vazio do verso.

    Dúvidas pesam como buracos negros,
    Cada angústia, um abismo sem fundo.

Filó Sorria, com risos de aurora boreal,
Pinta o céu com cores de alegria.
Demócrito e Epicuro em suas gargalhadas,
Dançam a música da euforia.

    Alegria explode em supernova de risos,
    Cada sorriso, um novo amanhecer.

Filó Sabia que era feliz, serena como lua cheia,
Reflete a luz da consciência plena.
Sócrates e Buda em seu silêncio,
Contemplam a verdade suprema.

    Sabedoria flui como rio de estrelas,
    Cada momento, uma eternidade consciente.

As quatro Filós, num balé quântico,
Giram no palco do cosmos infinito.
Sophia questiona, Sofria sente,
Sorria celebra, Sabia observa quieto.

    Compõem a sinfonia da existência,
    Harmonia de razão, emoção e transcendência.

Filosofia é mais que lógica fria,
É sentir o pulsar do universo em si.


    No grande teatro do pensamento cósmico,
    Filó é a protagonista de um espetáculo filosófico.

 

35

Em busca de um amigo



Em uma cidade de milhões, busco apenas um,
Um amigo para colorir minha solidão de vinho tinto.
Alguém que entenda que cada garrafa aberta
É um portal para conversas sem fim.

Quero um ouvinte para minhas poesias desalinhadas,
Um coração que bata em versos livres como os meus.
Que encontre rimas onde só há caos,
E beleza nas entrelinhas do meu silêncio.

Procuro um astrônomo amador de alma,
Para mapear constelações em tetos de bares.
Que veja universos em gotas de vinho derramado,
E saiba que cada estrela cadente é um desejo compartilhado.

Desejo um parceiro para valsas improvisadas,
Quando a chuva transformar as ruas em rios de possibilidades.
Alguém que saiba que encharcado é apenas um estado de espírito,
E que a melhor música vem das gotas batendo em guarda-chuvas fechados.

Este amigo, ainda um rascunho do destino,
Já tem reservada uma taça ao meu lado.
Um espaço vazio em minha estante de memórias,
Esperando ser preenchido com risos e confidências sussurradas.

Enquanto espero, brindo com meu reflexo,
Recito versos para paredes atentas.
Danço solo em calçadas molhadas,
E nomeio estrelas com possíveis nomes de amigos.

Pois em algum lugar, sob este mesmo céu de neón e estrelas,
Há alguém também esperando, taça na mão, poema nos lábios.
E quando nos encontrarmos, será como se o universo conspirasse,
Para que duas linhas paralelas finalmente se cruzassem.

 

74

Efervescência- Rósea



Contemplava, em êxtase onírico, o prelúdio aquoso,
Gotas diáfanas em coreografia gravitacional,
Precipitando-se do firmamento caliginoso,
Num ballet líquido, efêmero e magistral.

As rosas, em sua pulcritude rubescente,
Recebiam o ósculo pluvial com fervor,
Suas pétalas, numa metamorfose incandescente,
Transmutavam-se em caleidoscópios de cor.

Cada gota, um universo em miniatura,
Refratava a luz em espectros prismáticos,
Criando uma sinfonia visual de textura,
Em acordes cromáticos e aromáticos.

As rosas, antes estáticas em sua exuberância,
Agora dançavam em êxtase hidratado,
Suas corolas, num frenesi de fragrância,
Exalavam perfumes de um éden encantado.

O tempo, líquido em sua essência,
Fluía em câmera lenta, viscoso e etéreo,
Enquanto a realidade, em sua quintessência,
Desdobrava-se em camadas de mistério.

Neste momento de epifania pluviométrica,
Onde o mundano se torna transcendental,
A chuva e as rosas, numa fusão sinérgica,
Pintavam um quadro surreal e atemporal.

E eu, observadora e partícipe deste espetáculo,
Sentia-me dissolver na cena liquefeita,
Minha consciência, um receptáculo
Para esta visão sublime e perfeita.

 

51

Obsessão pelas Rosas

 Você me fez amar as rosas,  
mas não como quem ama o perfume.  
Eu as amo como quem precisa,  
como quem perde o fôlego sem vê-las,  
como quem sangra ao tocá-las e insiste.  

Cada pétala guarda segredos,  
cada espinho, um lembrete cruel  
de que beleza e dor  
andam de mãos dadas,  
e eu, cativa, não sei escolher outro caminho.  

Elas tomam meus pensamentos,  
invadem meus sonhos,  
enchem meus vazios com cores e feridas,  
um jardim que cresce em espirais dentro de mim.  

Não há mais descanso,  
só as rosas
em suas formas perfeitas e ameaçadoras,  
em sua promessa de eternidade  
que eu nunca alcanço.  

Você me fez amar as rosas,  
e agora elas são tudo o que vejo.  
Tudo o que desejo.  
Tudo o que sou.  

 
(para minha amiga carolina )

 

158

Anjo negro

Anjo negro,
suas asas,
sombras que dançam,
sem luz para guiar.

Olhos profundos,
eco de silêncio,
não há céu,
só noite eterna.

Caminha
entre os homens,
sem alma para salvar,
mas com a dor
que o céu esqueceu.


 

30

Anjo negro

Anjo negro,
suas asas,
sombras que dançam,
sem luz para guiar.

Olhos profundos,
eco de silêncio,
não há céu,
só noite eterna.

Caminha
entre os homens,
sem alma para salvar,
mas com a dor
que o céu esqueceu.


 

16

Comentários (3)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Joana Dark
Joana Dark

Ameiiii

Bba
Bba

Pessimo como tudo que você escreveu

NAO SEI
NAO SEI

ÉS LILA