Poemas
95Votos de silêncio
O ambiente lembrava suas mais obscuras insanidades. Paredes frias como a ausência interior denegrida em passos falsos. Quimera inevitável da essência contida em sua vil dor.
Helena encontra-se jogada ao chão, estagnada em sentidos sórdidos onde ninguém ousaria infiltrar-se. O pensar transformou-se em pânico absoluto, nem mesmo tamanha doçura percorrida em suas veias traria em segundo plano a distinção de fatos mundanos. Nenhuma concepção trará sua felicidade, ou reduzirá sua angústia de ser.
A necessidade de mover-se é inevitável. De cantos, para outros, sem que seus cabelos negros desprendam-se em nós, ela acalenta seu pensar em vital vazio.
O aroma da noite passada está impregnado em suas roupas, odor de Whisky barato, seu preferido, junto a uma carteira de cigarros vermelha, qual nunca esquecida. Combinação perfeita, ninguém a entende tanto como tal lazer autodestrutivo. Demasia até o ultimo trago.
Helena encontra-se jogada ao chão, estagnada em sentidos sórdidos onde ninguém ousaria infiltrar-se. O pensar transformou-se em pânico absoluto, nem mesmo tamanha doçura percorrida em suas veias traria em segundo plano a distinção de fatos mundanos. Nenhuma concepção trará sua felicidade, ou reduzirá sua angústia de ser.
A necessidade de mover-se é inevitável. De cantos, para outros, sem que seus cabelos negros desprendam-se em nós, ela acalenta seu pensar em vital vazio.
O aroma da noite passada está impregnado em suas roupas, odor de Whisky barato, seu preferido, junto a uma carteira de cigarros vermelha, qual nunca esquecida. Combinação perfeita, ninguém a entende tanto como tal lazer autodestrutivo. Demasia até o ultimo trago.
937
Embalos de Cinco
Ô menina, por que desatina?
Tua loucura
Tão tua
Tua vertigem
Tão minha
Se inebrias de tal forma
Que nem um sábio entenderia
Tua vida sublime
Teu olhar, sofrimento
Ô menina, por que tamanho lamento?
Se teu elo foi quebrado
Meu amor te alivia
Meu suspiro te abraça
Minha dor, contagia
Ô menina, diga pra mim
Por que viestes, se tudo tem fim?
Tua loucura
Tão tua
Tua vertigem
Tão minha
Se inebrias de tal forma
Que nem um sábio entenderia
Tua vida sublime
Teu olhar, sofrimento
Ô menina, por que tamanho lamento?
Se teu elo foi quebrado
Meu amor te alivia
Meu suspiro te abraça
Minha dor, contagia
Ô menina, diga pra mim
Por que viestes, se tudo tem fim?
1 127
Luz de Corrego
Ela suspirava dores à medida que sua pele era tragada por novos perfumes.
A simetria do momento ocasionava êxtase, como aquele antigo blues ouvido por poucos.
Simbiose mutua que alimentava-a a cântaros, mesmo que tão cheios de hiatos.
Perceptíveis se tornavam marcas de expressões desalinhadas, enxugadas com retratos quebrados as pressas, partículas da luz dissipadas ao longo de cada olhar.
Parecia intrigante a forma com que aqueles fios retratavam um bem querer - sem querer.
Harmonia entre duas saídas sem entradas aparentes.
Os ruídos alardeavam o xeque-mate da poesia infindável que subsistia, mas ela não se imergia de preocupações, tudo que buscava precederia no momento perpétuo da sinfonia de meia-noite.
A simetria do momento ocasionava êxtase, como aquele antigo blues ouvido por poucos.
Simbiose mutua que alimentava-a a cântaros, mesmo que tão cheios de hiatos.
Perceptíveis se tornavam marcas de expressões desalinhadas, enxugadas com retratos quebrados as pressas, partículas da luz dissipadas ao longo de cada olhar.
Parecia intrigante a forma com que aqueles fios retratavam um bem querer - sem querer.
Harmonia entre duas saídas sem entradas aparentes.
Os ruídos alardeavam o xeque-mate da poesia infindável que subsistia, mas ela não se imergia de preocupações, tudo que buscava precederia no momento perpétuo da sinfonia de meia-noite.
879
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
haha ;)
É você que passa pela vida ou são as coisas da vida que passam por você ?