Lucille

Lucille

.close my eyes and pass away.

n. 0000-01-16, Joinville/SC

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Poemas

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Votos de silêncio

 
O ambiente lembrava suas mais obscuras insanidades. Paredes frias como a ausência interior denegrida em passos falsos. Quimera inevitável da essência contida em sua vil dor.
Helena encontra-se jogada ao chão, estagnada em sentidos sórdidos onde ninguém ousaria infiltrar-se. O pensar transformou-se em pânico absoluto, nem mesmo tamanha doçura percorrida em suas veias traria em segundo plano a distinção de fatos mundanos. Nenhuma concepção trará sua felicidade, ou reduzirá sua angústia de ser.
A necessidade de mover-se é inevitável. De cantos, para outros, sem que seus cabelos negros desprendam-se em nós, ela acalenta seu pensar em vital vazio.
O aroma da noite passada está impregnado em suas roupas, odor de Whisky barato, seu preferido, junto a uma carteira de cigarros vermelha, qual nunca esquecida. Combinação perfeita, ninguém a entende tanto como tal lazer autodestrutivo. Demasia até o ultimo trago.

 

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Adeus de Boas Vindas

Eu digo

Mas deixe

Sem cores

Rumores

Amores

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Embalos de Cinco

Ô menina, por que desatina? 
Tua loucura 
Tão tua 
Tua vertigem 
Tão minha 
Se inebrias de tal forma 
Que nem um sábio entenderia 
Tua vida sublime 
Teu olhar, sofrimento 
Ô menina, por que tamanho lamento? 
Se teu elo foi quebrado 
Meu amor te alivia 
Meu suspiro te abraça 
Minha dor, contagia 
Ô menina, diga pra mim 
Por que viestes, se tudo tem fim? 
1 127

Luz de Corrego

Ela suspirava dores à medida que sua pele era tragada por novos perfumes.
A simetria do momento ocasionava êxtase, como aquele antigo blues ouvido por poucos.
Simbiose mutua que alimentava-a a cântaros, mesmo que tão cheios de hiatos.
Perceptíveis se tornavam marcas de expressões desalinhadas, enxugadas com retratos quebrados as pressas, partículas da luz dissipadas ao longo de cada olhar.
Parecia intrigante a forma com que aqueles fios retratavam um bem querer - sem querer.
Harmonia entre duas saídas sem entradas aparentes.
Os ruídos alardeavam o xeque-mate da poesia infindável que subsistia, mas ela não se imergia de preocupações, tudo que buscava precederia no momento perpétuo da sinfonia de meia-noite.
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Juras de Pudor

Me rogava afagos como quem vendia flores secas

Naturalidade de quem viria para ir

De quem iria para voltar

Voltava

Sem

Estar.

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Comentários (1)

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haha ;)
haha ;)

É você que passa pela vida ou são as coisas da vida que passam por você ?