Lista de Poemas

Portas

Na minha vida não há mais portas,
apenas um imenso deserto.

Meu lugar não é entre portas entreabertas.

Meu espaço é um campo aberto
por vezes minado,
por vezes encoberto,
mas só assim pude libertar-me
das portas que me aprisionavam.
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Tempo


Injusto tempo
cronológico desencontro
o fim é no tempo certo
certo ele era todo o tempo
 
Ansiedade muda o tempo por dentro
por fora
tempo mudo
implacável,
irredutível tempo
 
pontual segue seu curso,
constante, imutável...
 
A espera de ter paciência para dar um tempo
para o tempo fazer o que tem que ser feito no tempo certo
 
Tempo, é o tempo que dura o tempo certo
sacuda você o mundo
o tempo é dono de si,
de ti
de mim..."
 
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Quando eu era morta


Quando eu era morta
o mundo era melhor
as águas menos poluídas
ouviam meu clamor

Quando eu era morta
pulmões adoeciam no ar puro
eu era menos poluída
e o cotidiano mais duro

Quando eu era morta
era menos insignificante
a esperança era maior
e o trabalho gratificante.
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O Presente

Na batida da vida muitos de nós vivemos com a síndrome do Moisés Fracassado, que abre o mar, mas não entra na terra prometida...
Outros vivem como um filho adolescente para o que tudo o que se pede é um eterno ecoar de: - já vou, mãe! Quando dá por si, o caminhão da limpeza urbana já passou e o lixo ficou pra trás, ou então o cachorro ficou sem comida, por conta do: - já to indo! É a maldição do gerundismo!
Como se não bastasse, há uma variação na clássica história: “cachorro de dois donos morre de fome!” Embasada em alguma atividade passada ressoa um: - eu já troquei a água, pede pro fulano dar a comida, geralmente o fulano é um irmão. Existe uma birra existencial em viver o presente, em fazer o que tem de ser feito agora.
Por outro lado, uma mãe implora: - anda logo com isso, que não tenho o dia todo! Ou então suspira um: - o tempo não para pra me esperar... Sempre num afã futurístico de que um dia irá descansar. E quando descansa também não vive o presente, vai ao passado para dizer: - na minha época...
No rogo a Deus, dizem: - Senhor, por favor, me atende logo porque não tenho a sua eternidade... Mas no dia a dia, ainda que de forma inconsciente, vive a enfadonha rotina do: - Pra que fazer hoje o que pode ser feito amanhã? Em vez de ouvir a voz da sabedoria: - não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje.
A coisa se repete pra todo lado: - Professor! Deixa a gente entregar o trabalho na semana que vem? Ao que o Professor responde: - Não, faz 4 meses que passei o trabalho, não vai ser em uma semana que ficará pronto, entrega do jeito que está. Vem de imediato o ressentimento: – Eu odeio esse professor, tirano! Obviamente nada foi feito em 4 meses... Dentro de mim uma voz diz que esta é a única tarefa da vida que tem a benção dos céus para ser adiado... Sempre deixei para a véspera ou até mesmo o último minuto, há uma concentração de energia e como mágica a coisa fica pronta...
Tudo na vida tem um preço, e o custo disso é que são semanas de angústia e a frase martela na cabeça: - Ai, ainda tenho aquele bendito trabalho pra fazer... Dias de sofrimento e nem um pingo de energia intelectual para a tarefa. Particularmente eu usava como desculpa para a minha indisciplina o pensamento de que, se eu morresse antes do dia de entrega do trabalho terei perdido tempo fazendo o que não queria... A imaturidade tem criatividade...

Há um santo na Igreja Católica que leva em sua mão o dizer: ‘Hodie’ (hoc die), que significa hoje, em latim. A história diz que ele era um militar romano (da época do Imperador Diocleciano), e quando estava prestes a se converter, o demônio por meio de um corvo gritava ‘cras, crás’! Que, em latim, significa amanhã. Mas Santo Expedito respondeu: hoje! Desde então ele foi reconhecido como o Santo das causas urgentes ou da última hora.
O livro: O Poder do Agora, de Eckhart Tolle, é a indicação de leitura para quem está cansado de ter um pé no passado e outro no futuro e fica vendo a vida romper os dias sem concretizar a razão de existir, sem viver o tempo presente.
Obviamente os três tempos têm importância na vida. O problema se instala quando rotineiramente se esquiva do tempo presente; se há silêncio a pessoa prontamente trata de fazer barulho, pra fugir do próprio pensamento em vez de aproveitar a oportunidade para refletir, planejar, sonhar... Num comportamento afoito para sair do presente, inventa de começar mil coisas e quase sempre não termina nada. No fim do dia, não se colocou o lixo pra fora, não deu a comida pro cachorro, muito menos fez o dever de casa. Na ambição de (re)inventar a roda, o que foi feito? Nada!

Se a vida for como uma prova de revezamento, tudo bem não entrar na terra prometida, ou seja, não concluir certos projetos, mas não dá pra ficar empacado, há de se passar a bola para o Josué finalizar a jogada. Então sim, vemos que Moisés não fracassou, cumpriu a missão de tirar o povo do cativeiro.

Trabalhei com gente que sentava em cima de processos e projetos, acho que dava certo prazer na pessoa ver o impacto, ainda que nocivo, que ela provocava no ambiente. Atrasava tudo, atrapalhava o cronograma, era um caos, ninguém ia pra frente, infelizmente isso é muito comum nas empresas e não tem santo que faça a criatura acordar pra vida.
Algumas pessoas acreditam que viver o tempo presente significa se lançar na vida louca. Não, não é. Pelo contrário, essa atitude é mais uma das rotas de fuga do presente, é um se lançar no desespero de quem foge das responsabilidades que o amanhã requer. Equipara-se a quem vive no passado. A fuga para um lugar seguro, pois é conhecido, fácil de acessar e a pessoa se sente no controle daquele tempo que não tem como ser modificado. Eis o ponto: pessoas assim não querem mudar, preferem tentar controlar o que está do lado de fora, numa tentativa de fugir do controle de si mesmo.

Em outros textos, já devo ter dito que algumas pessoas tentam dominar o mar, como se ele fosse abrir passagem. Em vez de controlar o próprio corpo, a própria respiração, a própria angústia de quem se afoga no desespero. Nenhum ser aquático pretende dominar as águas, tem antes o domínio sobre si, vive o momento, não espera a correnteza parar para seguir a vida, até porque ela não para.
O presente é a vida!

Madalena D Fonseca
para o jornal Folha Valle
Cultura & Literatura
118

Crônica: Serei eu que estou a Sonhar baseado em: Um Club da Má-Língua de Dostoiévski

Crônica: "Serei eu que estou a sonhar?" - Baseado em: Um Club da Má-Língua de Dostoiévski.

Por vezes somos bombardeados com informações, afirmações e certezas que ficamos em dúvida até do que nós somos ou o que estamos fazendo aqui.

Entretanto, ao pararmos para refletir, observamos pessoas agindo por impulso, provocado pelo impulso de outra pessoa, que por sua vez, reage ao estímulo de outra e assim sucessivamente, como que em efeito dominó, envolvendo pessoas boas, sim, mas muitas vezes pessoas hostis e ardilosas, as quais chamamos de "más influências", aquelas que nos são bem conhecidas, e que só servem para agravar os sofrimentos da vida...

Essa observação me remeteu ao livro: Um Club da Má-Língua - O Sonho do Príncipe Gavrila - do escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881). O enredo deste livro gira em torno de Maria Alexandrovna, uma mulher de suma importância na sociedade de Mordassov, mas era ardilosa e interesseira.
Maria Alexandrovna queria casar a filha, Zinaida, de 23 anos, com um príncipe, já bem avançado em idade e muito vacilante. Maria Alexandrovna convence o príncipe que um casamento a esta altura da vida lhe daria mais saúde, vigor, alegria de viver etc.

O príncipe convencido que isso seria, de fato, deliciosamente bom, prometeu casamento.
Entretanto, no dia seguinte, o ex-pretendente de Zinaida, convenceu o príncipe de que ele havia sonhado com esse pedido de casamento, que aquilo era impossível etc.
Passado essa conversa, o príncipe, determinado a afirmar a todo custo que tudo não passara de um sonho, ele apresentou-se à sala da casa de Maria Alexandrova.
O aposento já estava repleto de visitas, o ego vaidoso e ambicioso de Maria já não cabia dentro dela. No decorrer do longo bate papo que se entendeu, e para espanto da anfitriã, o príncipe acabara por se adiantar e dizer que tivera um sonho delicioso, em que pedia a mão de Zinaida em casamento, diante dessa afirmação, Alexandrovna, pálida, ficou sem chão, mas se manteve de pé, e foi aquele pega pra capar; de um lado, o velho príncipe dizendo que foi sonho, por outro lado, Maria Alexandrovna não media esforços para provar que não era sonho, e contava detalhes que, sendo sonho, ela não poderia saber, mas o príncipe se manteve irredutível.
Foi sonho, não foi sonho, foi sonho, não foi sonho, por fim, Maria Alexandrovna já atordoada, questiona:
"- Serei eu que estou a sonhar? Fale, príncipe... Estarei a dormir, porventura?"

Para nós leitores essa é uma pergunta capciosa, porque ela sonhara casar a filha com o príncipe e obter todas as regalias advindas com este rentável casório, mas o príncipe, por sua vez, sonhara em desfazer o arranjo. Por ocasião do fim da leitura é possível concluir que ambos sonharam, acordados, é verdade, mas ambos sonharam... O sonho do desejo, da vontade. O príncipe, irredutível, tornara o casório impossível, para alívio de Zinaida, que casaria contra a sua vontade e o sonho dela se realizava...
Maria Alexandrovna arrumara outros rumos para a vida, depois do escândalo, pôs a casa à venda e se mudou para Moscou...

Ocorre-nos que, na vida real, nossos atos impensados não podem ser desfeitos por sonhos que fingimos ter. Não adianta fingir que nada aconteceu, por isso precisamos usar do bom senso e da coragem, seja para agir, seja para pedir perdão. Quantas vezes agimos por impulso, em diversas situações, seja uma resposta malcriada, uma compra não planejada ou outra atitude meio desvairada, que na hora nem parece ser das piores ideias ou atitudes, mas depois ficamos atordoados nos perguntando: - como fui fazer isso? Jamais imaginei ser capaz de cometer tamanha burrada!?...

Pois é minha gente, a leitura é uma vacina contra os maus impulsos e um estimulante aos bons impulsos, porque a leitura lapida a nossa paciência, fortalece a nossa personalidade, reforça os nossos valores, promove o autoconhecimento e gradativamente vamos nos tornando pessoas melhores e mais sensatas.

Publicado em: http://folhavalle.com/serei-eu-que-estou-sonhar/
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Personalidade histriônica


Li que Nero tinha personalidade Histriônica,
liguei meu alerta manicomial.
Hoje em dia são tantos poetas como Nero
Que saturam e fazem mal...
Há de se dizer que ele era um artista,
patético, Hitler também foi.
Não precisamos de mais
megalomaníacos
histriônicos.
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Perdida (do livro: Poesia Chick Lit 2)


Eu me perdi
Em algum lugar
ou momento
espaço
ou vento
levou-me.

Se alguém me encontrar
por favor, avisa-me!

Se alguém achar
o que sobrou
do amor
de mim
Estou aqui

Em pó, em barra
Inteira ou quebrada
O que achar de mim
Entrega-me.

Madalena Daltro Fonseca.

Onde encontrar: https://www.extra.com.br/livros/literaturanacional/livrodepoesia/poesia-chick-lit-2-11655146.html
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Maio, Mães, Medeia e Mitologia

Publicado em: http://folhavalle.com/maio-maes-medeia-e-mitologia/

Na coluna Cultura & Literatura falo sobre: Maio, Mães, Medeia e Mitologia


Maio é o mês das mães, então vamos falar sobre elas.

O mês parece girar em torno de uma unanimidade: as santas mães.
Queria falar só das virtudes das mães, como todo mundo faz, mas como dizia minha mãe, eu não sou todo mundo. Então começo dizendo que nem toda mãe se inspira na virgem Maria, há mães que são regidas por uma aura de Medeia. Acho que isso precisa ser lembrado, já que, não é por ser Medeia que deixa de ser mãe, e é dessa mãe Medeia que vou falar, porque das outras mães já tem muita gente falando.
Ah, sobre os pais podemos falar em agosto. Agora é a vez delas.

Medeia é uma figura da Mitologia Grega, filha de Eetes, rei da Cólquida (hoje República da Geórgia).
Medeia era uma princesa voluntariosa... Pode até ser que alguém faça polêmica do que vou dizer, seja por má fé ou por ingenuidade.

Em todo caso alguém precisa falar sobre as mães Medeia e também lembrar o sofrimento dos órfãos de mães vivas. É que muitos filhos que sobrevivem ao modelo Medeia de mãe, amargam traumas, tristezas, mágoas e muitas lágrimas são derramadas nos dias das mães.

Medeia traiu o próprio pai para agradar e conquistar de vez o seu amado Jasão, que após roubar uma relíquia do reino, fugiu da ira do rei Eetes e junto com Medeia embarcou para a Grécia. Medeia era tão, digamos, 'psicopata', que ao ver o navio do rei no encalço deles, atrás da relíquia roubada, mata o próprio irmão, Absirto. Depois, o esquarteja, manda o marinheiro seguir com velocidade e vai jogando os pedaços do irmão ao mar... Por quê? "Gravíssima pena pesa sobre todo aquele que, podendo, não dá sepultura em terra a um morto em alto-mar; assim, o rei vê-se obrigado a parar para recolher os pedaços do filho, que Medeia joga de tempos em tempos nas ondas revoltas. - Oh, mulher perversa... - bradam os homens de ambos os navios." (Melhores Histórias da Mitologia - vol. 2 de A.S. Franchini e Carmen Seganfredo.) Assim ela ganha tempo e tem e sucesso na fuga. Medeia cometeu muitas outras atrocidades para proteger e manter Jasão ao seu lado, a vida seguiu...

Por fim, por conta das brigas e separação, para atingi-lo, ela matou os próprios filhos que teve com ele. Esse era basicamente o perfil de Medeia, e lembrem-se: mulheres assim também são mães. Os feitos de Medeia seguem descritos em vários livros, entre eles o já citado: As Melhores Histórias da Mitologia - vol. 2 de A.S. Franchini e Carmen Seganfredo.
Na minha percepção esse livro traz uma versão amena sobre as supostas intenções de Medeia ao envenenar os filhos. Em todo caso, essa versão mostra que Medeia usou os filhos para assassinar a filha do rei de Corinto, a princesa Creúsa, que se casaria com Jasão. Medeia, possuída de ódio por ter sido trocada, não mediu esforços para por em prática a sua sórdida vingança.
E quantas mães não usam seus filhos de maneira até pior?
Ou numa tortura Ad Aeternum cometem abusos, negligência, maus tratos, violência...

Mães se sacrificam em benefício dos filhos, mas há as mães Medeia que sacrificam os filhos, em benefício próprio.
Há mães que por não terem recursos mínimos para a sobrevivência, até se prostituem para mantê-los, e há as mães Medeia que jogam as suas crianças na prostituição para serem mantidas por elas.
Há mães que largam seus parceiros para protegerem seus filhos, e há as mães Medeia que largam os filhos ao Deus dará, para ficarem com seus parceiros.
Há mães que dão a vida por seus filhos, e há mães Medeia que levam os filhos ao desespero do suicídio.

A lista das mães Medeia e de seus crimes é grande. Precisamos saber identificar as mães, das mães Medeia.Saindo da Mitologia e entrando na história bíblica, vemos que Salomão soube distinguir uma mãe de fato, de uma mãe de araque, quando julgou a Causa das Duas Mulheres que tiveram filhos por volta da mesma ocasião.

Vamos relembrar esse caso.

Elas moravam na mesma casa, o filho de uma morreu, então a mãe do que morreu trocou os bebês, mas a mãe do bebê vivo notou que a outra mulher havia trocado as crianças; o morto pelo vivo. Então levaram o caso ao rei Salomão, e a discussão seguia: - o morto é seu filho, o vivo é meu e a outra dizia: - o vivo é meu o morto é seu, até que Salomão mandou vir uma espada e disse:

- "Dividi em duas partes o menino vivo e dai metade a uma e metade a outra. Então, a mulher cujo filho era o vivo falou ao rei (porque o amor materno se aguçou por seu filho) e disse: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem meu nem teu; seja dividido. Então, respondeu o rei: dai à primeira o menino vivo; não o mateis, porque esta é a sua mãe." (1º REIS)

Eis aí a diferença: o amor materno.

Feliz mês das mães!

Madalena Daltro Fonseca é escritora, palestrante e mestre em Gestão e Auditoria Ambiental.

Contato para palestras: contato@motiveacaopalestras.com.br

https://poesiachicklit.blogspot.com.br/2018/05/maio-maes-medeia-e-mitologia.html

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Amor

Não gosto de falar de amor

Já amei

Esperneei

Gritei de dor

E até mesmo me humilhei

E desisti do amor

 

Depois desse carnaval mirim

Aprendi primeiro

a amar a mim

 

Em janeiro sempre tinha namorado

Em fevereiro ninguém a meu lado

E assim aprendi o que é amor verdadeiro

É aquele que fica de janeiro a janeiro

 

Só amei na adolescência

Os jovens são mais livres

Mas com paciência

Encontrei alegria na experiência

Talvez não tenha conhecido Abelardo,

mas não enfrento o pecado

Talvez seja meu medo

Tem mulher que ama em segredo

 

Há quem fere por ciúmes

Há quem é ferida por amor

Há quem não ame nem por um mês

Há quem não mude nem quando quebra a cara

Tem mulheres com muito amor,

mas eu sempre dou um: - que se dane!

Nunca consegui ser flor

Nem Heloísa de Notre-Dame.

2 258

Anjo da Guarda

...Todo mundo ao nascer só sobrevive se um anjo da guarda tiver.

Quando eu nasci,
Deus percebeu que não tinha para essa filha,
um anjo para protegê-la...
Podia resgatar a minha vida,
mas preferiu mantê-la.

Assim, Deus decidiu cuidar de mim pessoalmente.
2 224

Comentários (8)

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wilson1970

Sua vocação é ser poetisa

luiscoelho

Gostaria que vc lesse. Vanise O caminho e tortuoso Fica distante Carece de palavras Tem o olhar no infinito Busca o sentido Dos poetas e poetisas Para abraçar o tempo Acena no ar etéreo Para voltar a sonhar O sonho da busca Do aguardado sorrir Para todos os amanhãs. Licroceh Usalsolo Ml14ri07re18

luiscoelho

No deserto de sentimento,buscamos porta que nos leve ate os amores esquecidos. Ah como é doce encontrar no caminho sua mão acenando para o abraçar e descansar.

luiscoelho

Na imagem, seu sorriso No olhar a docura da busca Nos escritos a pureza De um sentimento Sempre no sol, no luar Na inspiração dos sonhadores. licroceh usalsolo

luiscoelho

SURGIMENTO Sem uma causa, sem um alerta Eis que surge no caminho O encontro de poemas e versos De buscas e pensamentos Tragados pelo nascer de cada amanhecer Voce chegou. licroceh usalsolo ml11lc5rr18 me informe os nomes do seu livro e como compra-los.

Madalena Daltro nasceu no Rio de Janeiro em 1973. É casada e mãe de dois filhos.

Sua primeira atuação na sociedade foi como voluntária da Cruz Vermelha Brasileira no projeto Operação Ararajuba onde ingressou numa expedição ao interior do Ceará.

Em seguida aderiu ao grupo do curso de teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (TUERJ).

É graduada em Estudos Sociais, especialista em Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística, especialista em ensino de História e Geografia e mestre em Gestão e Auditoria Ambiental.

Escreveu diversos artigos acadêmicos,  lecionou, entre outras disciplinas; História da Arte e Planejamento Urbano. Em 2012 foi docente do curso de pós-graduação em Perícia Ambiental. 

Tem dois livros de poesias publicados e participações em antologias.

Escreve desde que aprendeu a escrever e sempre gostou de transmitir conhecimento, de alma inquieta, tem sede de conhecimento, curiosidade aguçada e amor pelas Artes, História e Literatura. 

Seus livros foram publicados pela editora Multifoco.


http://pesquisa.livrariacultura.com.br/busca.php?q=Madalena+Daltro