MarcosSantos

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Todas as palavras são poucas para definir o estado ou os estados numa profunda alegoria ao sentir e pensar a sucessão de momentos em que vivemos num passado tão perto do presente e num futuro tão semelhante ao seu passado.

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O Despoletar

Oh...amor! quão belas são as palavras que escuto vindas da tua alma.
Nesta plena imensidão de ternura ofegante
que desliza sobre o teu peito como pedras onde me sento e descanso.
Ou não fosse eu a inspiração dos meus olhos fixados nos teus
como abraços longínquo numa plena tarde de sol num tempo de inverno.
As palavras soltam-se devagarinho, reluzem estrelas num céu defunto
e por magia espreita sobre as nuvens a lua por onde desce agarrada ao fio
como se dela deslizasses e poisasses no banco do jardim
onde te espero e canto o amanhecer naquela deslumbrada flor onde desabrochou sorrindo
por detrás da arvore que a tomou como filha
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Poemas

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O Despoletar

Oh...amor! quão belas são as palavras que escuto vindas da tua alma.
Nesta plena imensidão de ternura ofegante
que desliza sobre o teu peito como pedras onde me sento e descanso.
Ou não fosse eu a inspiração dos meus olhos fixados nos teus
como abraços longínquo numa plena tarde de sol num tempo de inverno.
As palavras soltam-se devagarinho, reluzem estrelas num céu defunto
e por magia espreita sobre as nuvens a lua por onde desce agarrada ao fio
como se dela deslizasses e poisasses no banco do jardim
onde te espero e canto o amanhecer naquela deslumbrada flor onde desabrochou sorrindo
por detrás da arvore que a tomou como filha
244

O Feitiço

Permite-me sentir esse teu calor que emanas,

Permite-me embalar-me nos teus braços,

E procurar em ti teus segredos,

Permite-me saciar o desejo de te sentir,

E poder tocar-te sem que as horas passem.

Permite-me sucumbir-me no teu desejo,

E respira-lo para que te conheça

E me possas culpabilizar de me amares.

Não julgues, sem antes me absorveres,

Não me olhes para que a vontade não desvaneça,

Deita-te no meu enlaço e permite-te saborear o momento,

Sem que deixes cair no esquecimento o abraço que antecedeu.

177

O Estado de Sentir-te

Afronta-me o desejo de te tocar,

Nesse corpo que é meu,

Sacio fortementre ânsia de beijar

Os lábios rasgados

No olhar que é teu.

Toma-me, e abafa em mim o desejo,

E sucumbamos nos nossos corpos unos

De ansejo, e proclamemos a união em nós.

Cala-me com um beijo,

Para que mergulhe no teu coração

E o ouça palpitar.

Cala-me com um beijo para que pronuncie o desejo,

De te abraçar.

Cala-me com um beijo como se fosse a primeira vez.

Cala-me!

179

O Intrinseco

Perdido no amor que sinto.

E a vontade toma conta do meu estado,

O sentimento palpita a saudade,

Que se manifesta;

E dentro de mim, grita o amor que sinto,

Tão intensamente que adormeço e acordo contigo ao meu lado.

Esta entrega absoluta, que me deixa á espera da tua chegada.


Quão belo é o sentimento que me invade?

E subtilmente foi-se mostrando,

Tomando-me o ser, e no epicentro de mim,

Vive tão fogazmente que arde

Em luz de amor que por ti sinto.

O teu sorriso esbate-se num quadro amplo do belo sentir,

E lá pronuncias a verdade que te deslumbra.

Nos teus olhos, projectas mil palavras,

E manifestas sensações que me enchem a alma

Num deslumbre imperativo do teu belo sentir.

...e beberei o teu doce amor,

Beijando o sentimento

Que transportas numa união intrinseca.

267

Inside

A verdade sentida nas palavras, subscrevem as emoções proclamadas
no mais profundo dos sentimentos, este novelo de comoções,
enraizados na evocação de batimentos íntimos,
gerados no embalamento das palpitações que o coração manifesta na ternura do olhar,
que prolifera a verdade esculpida, na profunda imensidão de sensações,
criadas na proximidade empírica da inteireza, que se espelha num quadro amplo e transparente
de tudo o que a alma sente naquele momento singular de revelações,
as quais, jamais serão repetidas da mesma maneira por isso,
únicas, no instante em que são espelhadas sobre a nomenclatura e ensejo,
que faz reluzir o estado emocional sobre desejo.
Naquela circunstância tudo se renova,
o passado deixa de ser passado para passar a ser esquecido.

O momento é hora de renascimento, tudo é novo, agora,
é tempo da renovação instante protagonizado pela mera sensação do belo,
em que tudo parece ser perfeito, naquela circunstância de pureza,
o encaixe imediato revela a unicidade do sentimento e do elo que perfaz o amor incontestável.

257

A Nudez explicita

E estarei sempre ao teu lado,

Aconchegando-te...

Numa partilha constante,

Construindo um novo mundo,

Cujo o seu principio advem do sentimento,

Que possuimos como veiculo,

Para atingir o estado.

Expressando sempre e abertamente

o universo que nos une e edifica.

Toma em segredo o meu corpo, e talha-o...

Desliza as mãos sobre mim,

E cobre-me os sentidos.

A sensação que evocas, desliza sob o limbo

E manifesta em ti o prazer que me envolve.

Deixa-me respirar o teu corpo.

179

A Insensatez do sentir

Perdido no amor que sinto.

E a vontade toma conta do meu estado,

O sentimento palpita a saudade,

Que se manifesta;

E dentro de mim, grita o amor que sinto,

Tão intensamente que adormeço e acordo contigo ao meu lado.

Esta entrega absoluta, que me deixa á espera da tua chegada.


Quão belo é o sentimento que me invade?

E subtilmente foi-se mostrando,

Tomando-me o ser, no epicentro de mim,

Vive tão fogazmente que arde

Em luz de amor que por ti sinto.

O teu sorriso esbate-se num quadro amplo do belo sentir,

E lá pronuncias a verdade que te deslumbra.

Nos teus olhos, projectas mil palavras,

E manifestas sensações que me enchem a alma

Num deslumbre imperativo do teu belo sentir.

...e beberei o teu doce amor,

Beijando o sentimento

Que transportas numa união intrinseca.

176

O Reinicio

Veste-me a alma de amor,
e no rebentar da aurora acorda-me com suaves carícias,
que permitem sorrir o olhar depois de uma noite de cansaço.
Toca-me nos lábios mas não me sacies o espírito,
deixa-me ver-te da cor da pele e tocar-te para que te lembres...
mas não me fales de amor, procura antes o rebento.
Que dentro de ti se esconde e fala como se o sentisses,
mas não me digas nada permite-me antes
escutar o som que dentro de ti ecoo-a.

Adeus...
Por fim, adeus.
Estas serão as últimas palavras,
Este será o último fruto do pensamento.
Estas as fáceis palavras até que um dia renasça.
Mas como isso não é possível fica o adeus,
Essa palavra amarga de sentimento,
Esse vazio inóspito, esse momento parado
Que fica como um peso na memória.
Esse fim em que tudo se parte e termina,
Essa réstia de segundos em que tudo se modifica.
Adeus.

151

Incomensurável Estado Ladino

Mar repleto de gente; escadaria

Deslumbrante numa correria

Ofegante da pobreza esfomeada

De bocas alvas amargas.

Braços estendidos num atropelo

Do dia que se fazia da chegada

Esperada dos barcos encostada

Ás bermas do rio atalhados de

Riqueza que espantaria a fome

Que se fazia entranhados nos

Olhares da luz.

Nobre povo de feições enrugadas,

De vidas fatigadas na ascensão

Da aurora prometida de trabalhos

Cumprida, e a fome revestida de

Dissabores partilhados, da

Entrega não exercida depois de

Uma vida de trabalho oferecida

Dos barões concluída.

Fecho da luz, que trás o Douro,

Noite ruidosa de almas perdidas

No seio ofendidas, do mundo

Infesto de braço dado com a

Ostentação do alegado senhor

Professo que traz no bolso

Poder da razão.

Vagabundos escondidos por detrás

Do dique, á espera da hora pensada,

do flagrante empurrão Consumada, do roubo atroz visada,

Numa correria desalmada avistava

A tasca onde comeria a carne

Profanada.

A sirene tocava no alto da cidade,

Como um aviso á autoridade do

Roubo consagrado pelo mendigo,

Agora atulhado do pedaço de carne

Que havia disputado.

A autoridade tinha corrido toda a

Cidade onde o roubo havia

Acontecido, o mendigo já cansado,

Contemplava a cama que ninguém

Lhe tinha oferecido.

Neste entretanto, na sala dos

Barões dançavam a valsa das

Razões, de impérios concordantes

Lá fora aclamava-se a revolta da

Mundana gente incandescente

De gestos e faces pulverizados

Dos momentos acatados do calmo

E infamo tempo da fome

Proclamado.

O silencio na praça arrebatado,

O riso na sala dos barões

Promulgado; noite ingrata.

A voz que se fez ouvir, espalhada

Pelo povo firme e faminto,

A praça que há-de aludir a gente

Que travou a "guerra" que pelo

Pão lutou.

Já faz tempo que passou.

A história assim julgou, a noite

Que caiu, mais uma página

Pereceu do século que persistiu

Em manter a diferença do povo que

Lutou, e do barão que sorriu com

A razão que fingiu.

178

O Maquiavelismo Arquitectónico

Este ano, ainda em volta do bacalhau, podemos sorrir,
nem que seja por momentos,
podemos ainda partilhar este bocadinho quase proibido,
num país onde o excesso tomou lugar,
e as empresas tentam desta e daquela maneira tirar-nos o jubileu
ainda que com um sabor amargo.
No entanto, há quem não se permita que lhe tirem esse momento
cuja ostentação é reino do poder de quem quer a todo custo
subtrair-nos o ar e colocar- nos no calaboiço
para que a voz se cale perante um fascismo denunciado nos colarinhos doirados do poder politico e empresarial,
que caminham de braço dado negociando o destino de um povo rendido á miséria que lhes consome a alma.
Esta grotesca realidade, bate-nos á porta diariamente de forma repetitiva e maquiavélica,
incutindo-nos o aviso do caminho para o abismo.
Desta forma, eleva-se um poder eleito pelo povo soberano, subalterno espelhado no silêncio de uma nação
que já não se basta mas morre e mata-se num desequilíbrio propenso á fadiga mental
e consequente rendição sobre um estado fascista.

Perdoe-nos a inconsciência de uma sociedade esclerosada sobre todas as suas convicções e forças,
que se tornaram hoje, incapazes de resistirem ao flagelo,
cujo este único responsável pela destruição massiva, de uma nação
vendida a um estrangeirismo cooperativo
concebendo a sua grandeza através da guerra criando laços com o diabo.
E nós não menos responsáveis, subalternos a um imperialismo de extrema-direita.
181

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