MarcosSantos

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Todas as palavras são poucas para definir o estado ou os estados numa profunda alegoria ao sentir e pensar a sucessão de momentos em que vivemos num passado tão perto do presente e num futuro tão semelhante ao seu passado.

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O Despoletar

Oh...amor! quão belas são as palavras que escuto vindas da tua alma.
Nesta plena imensidão de ternura ofegante
que desliza sobre o teu peito como pedras onde me sento e descanso.
Ou não fosse eu a inspiração dos meus olhos fixados nos teus
como abraços longínquo numa plena tarde de sol num tempo de inverno.
As palavras soltam-se devagarinho, reluzem estrelas num céu defunto
e por magia espreita sobre as nuvens a lua por onde desce agarrada ao fio
como se dela deslizasses e poisasses no banco do jardim
onde te espero e canto o amanhecer naquela deslumbrada flor onde desabrochou sorrindo
por detrás da arvore que a tomou como filha
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Poemas

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O Mundo Oculto

O universo espelha-se sob uma realidade que nos mostra.

A visão que se toma, não é mais que o conforto de uns para a desgraça de outros.
Na verdade, o universo real está bem longe de ser aquele que aparenta,
pois é necessário o convencimento de uma imagem apocalíptica,
para que o universo humano se confunda e por sua vez,
não aguente as consequências dissimuladas sozinho.
Esta quimera que nos invade a casa, cria em cada um a sensação de um todo.
Com esta representação, podemos então, analisar e pressupor,
que afinal, aquilo que pensamos ser real, não é mais do que todos os sinais
que Jesus Cristo relatou referente ao apocalipse.
E por mais que nos tenham concebido este abismo,
existe intrinsecamente a esperança de que o caminho da luz tornará
e com isso um novo amanhecer.
Determinados, perante um irreal universo, tomamo-lo como certo,
e perante isto, antevemos o princípio do fim e o começo de um novo mundo.
A imagem perdura á séculos, e nela designa-se por ventura
o destino traçado da humanidade.

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A Criança Mágica

Todos os dias, o sol raia com a mesma intensidade,
e lá longe, ouve-se o choro da criança, impartível, os gritos do choro sobrevoam o tempo.
Suja, sentada no chão, esquecida, sozinha e nua, chora.
A imagem perdura inexorável.
O universo estende-se sobre a sua solidão, o valor.... é inimaginável.
Porem, severamente, dá-se o silêncio,
esse ruído ensurdecedor que flagela a alma da criança.
Do outro lado do mundo, a cegueira ou a inconsciência
não responde á bravura do momento. Inóspita;
a criança, resiste corajosamente manifestando-se,
esta condição, única e não para todos,
suspensa sob um ar de depravação que gira em torno do universo humano,
conseguindo dessa forma tapar os ouvidos, tornando-os inolvidáveis.
O fechamento é simplesmente inesquecível e ao mesmo tempo implacável.

A borboleta sobrevoa o choro da criança, envolta dela poisa, a criança olha-a e sorri.

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