MarcosSantos

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Todas as palavras são poucas para definir o estado ou os estados numa profunda alegoria ao sentir e pensar a sucessão de momentos em que vivemos num passado tão perto do presente e num futuro tão semelhante ao seu passado.

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O Despoletar

Oh...amor! quão belas são as palavras que escuto vindas da tua alma.
Nesta plena imensidão de ternura ofegante
que desliza sobre o teu peito como pedras onde me sento e descanso.
Ou não fosse eu a inspiração dos meus olhos fixados nos teus
como abraços longínquo numa plena tarde de sol num tempo de inverno.
As palavras soltam-se devagarinho, reluzem estrelas num céu defunto
e por magia espreita sobre as nuvens a lua por onde desce agarrada ao fio
como se dela deslizasses e poisasses no banco do jardim
onde te espero e canto o amanhecer naquela deslumbrada flor onde desabrochou sorrindo
por detrás da arvore que a tomou como filha
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Poemas

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O Despoletar

Oh...amor! quão belas são as palavras que escuto vindas da tua alma.
Nesta plena imensidão de ternura ofegante
que desliza sobre o teu peito como pedras onde me sento e descanso.
Ou não fosse eu a inspiração dos meus olhos fixados nos teus
como abraços longínquo numa plena tarde de sol num tempo de inverno.
As palavras soltam-se devagarinho, reluzem estrelas num céu defunto
e por magia espreita sobre as nuvens a lua por onde desce agarrada ao fio
como se dela deslizasses e poisasses no banco do jardim
onde te espero e canto o amanhecer naquela deslumbrada flor onde desabrochou sorrindo
por detrás da arvore que a tomou como filha
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Inside

A verdade sentida nas palavras, subscrevem as emoções proclamadas
no mais profundo dos sentimentos, este novelo de comoções,
enraizados na evocação de batimentos íntimos,
gerados no embalamento das palpitações que o coração manifesta na ternura do olhar,
que prolifera a verdade esculpida, na profunda imensidão de sensações,
criadas na proximidade empírica da inteireza, que se espelha num quadro amplo e transparente
de tudo o que a alma sente naquele momento singular de revelações,
as quais, jamais serão repetidas da mesma maneira por isso,
únicas, no instante em que são espelhadas sobre a nomenclatura e ensejo,
que faz reluzir o estado emocional sobre desejo.
Naquela circunstância tudo se renova,
o passado deixa de ser passado para passar a ser esquecido.

O momento é hora de renascimento, tudo é novo, agora,
é tempo da renovação instante protagonizado pela mera sensação do belo,
em que tudo parece ser perfeito, naquela circunstância de pureza,
o encaixe imediato revela a unicidade do sentimento e do elo que perfaz o amor incontestável.

262

Poesias Inéditas

I

Trago comigo a verdade do pensamento,

Desencadeado no frescor da minha alma

Que corre como um rio isento,

Cheio de fado; cheio de palma.

A emoção contida na profundeza

Carrego-a para o fim do mundo,

Com a tamanha certeza de

Que morrerei bem lá no fundo.

Da janela te avistarei sombria,

Num quadro negro de ousadia.

As mãos que levarás ao peito

Sentir-se-ão carregadas do teu feito.

154

Mãe...


Mãe! Embala-me o sono para adormecer,

As palavras brincam com so pensametos,

Que me trazem aurora a correr,

Fluem em mim como tormentos

Que me fazem padecer.

Mãe! Carrego em mim o sufoco respirado,

Que transporto diáriamente,

Como se o diabo me tivesse agarrado!

Exprimo na minha face o descontentamento

178

Incomensurável Estado Ladino

Mar repleto de gente; escadaria

Deslumbrante numa correria

Ofegante da pobreza esfomeada

De bocas alvas amargas.

Braços estendidos num atropelo

Do dia que se fazia da chegada

Esperada dos barcos encostada

Ás bermas do rio atalhados de

Riqueza que espantaria a fome

Que se fazia entranhados nos

Olhares da luz.

Nobre povo de feições enrugadas,

De vidas fatigadas na ascensão

Da aurora prometida de trabalhos

Cumprida, e a fome revestida de

Dissabores partilhados, da

Entrega não exercida depois de

Uma vida de trabalho oferecida

Dos barões concluída.

Fecho da luz, que trás o Douro,

Noite ruidosa de almas perdidas

No seio ofendidas, do mundo

Infesto de braço dado com a

Ostentação do alegado senhor

Professo que traz no bolso

Poder da razão.

Vagabundos escondidos por detrás

Do dique, á espera da hora pensada,

do flagrante empurrão Consumada, do roubo atroz visada,

Numa correria desalmada avistava

A tasca onde comeria a carne

Profanada.

A sirene tocava no alto da cidade,

Como um aviso á autoridade do

Roubo consagrado pelo mendigo,

Agora atulhado do pedaço de carne

Que havia disputado.

A autoridade tinha corrido toda a

Cidade onde o roubo havia

Acontecido, o mendigo já cansado,

Contemplava a cama que ninguém

Lhe tinha oferecido.

Neste entretanto, na sala dos

Barões dançavam a valsa das

Razões, de impérios concordantes

Lá fora aclamava-se a revolta da

Mundana gente incandescente

De gestos e faces pulverizados

Dos momentos acatados do calmo

E infamo tempo da fome

Proclamado.

O silencio na praça arrebatado,

O riso na sala dos barões

Promulgado; noite ingrata.

A voz que se fez ouvir, espalhada

Pelo povo firme e faminto,

A praça que há-de aludir a gente

Que travou a "guerra" que pelo

Pão lutou.

Já faz tempo que passou.

A história assim julgou, a noite

Que caiu, mais uma página

Pereceu do século que persistiu

Em manter a diferença do povo que

Lutou, e do barão que sorriu com

A razão que fingiu.

183

A Insensatez do sentir

Perdido no amor que sinto.

E a vontade toma conta do meu estado,

O sentimento palpita a saudade,

Que se manifesta;

E dentro de mim, grita o amor que sinto,

Tão intensamente que adormeço e acordo contigo ao meu lado.

Esta entrega absoluta, que me deixa á espera da tua chegada.


Quão belo é o sentimento que me invade?

E subtilmente foi-se mostrando,

Tomando-me o ser, no epicentro de mim,

Vive tão fogazmente que arde

Em luz de amor que por ti sinto.

O teu sorriso esbate-se num quadro amplo do belo sentir,

E lá pronuncias a verdade que te deslumbra.

Nos teus olhos, projectas mil palavras,

E manifestas sensações que me enchem a alma

Num deslumbre imperativo do teu belo sentir.

...e beberei o teu doce amor,

Beijando o sentimento

Que transportas numa união intrinseca.

181

O Feitiço

Permite-me sentir esse teu calor que emanas,

Permite-me embalar-me nos teus braços,

E procurar em ti teus segredos,

Permite-me saciar o desejo de te sentir,

E poder tocar-te sem que as horas passem.

Permite-me sucumbir-me no teu desejo,

E respira-lo para que te conheça

E me possas culpabilizar de me amares.

Não julgues, sem antes me absorveres,

Não me olhes para que a vontade não desvaneça,

Deita-te no meu enlaço e permite-te saborear o momento,

Sem que deixes cair no esquecimento o abraço que antecedeu.

181

O Intrinseco

Perdido no amor que sinto.

E a vontade toma conta do meu estado,

O sentimento palpita a saudade,

Que se manifesta;

E dentro de mim, grita o amor que sinto,

Tão intensamente que adormeço e acordo contigo ao meu lado.

Esta entrega absoluta, que me deixa á espera da tua chegada.


Quão belo é o sentimento que me invade?

E subtilmente foi-se mostrando,

Tomando-me o ser, e no epicentro de mim,

Vive tão fogazmente que arde

Em luz de amor que por ti sinto.

O teu sorriso esbate-se num quadro amplo do belo sentir,

E lá pronuncias a verdade que te deslumbra.

Nos teus olhos, projectas mil palavras,

E manifestas sensações que me enchem a alma

Num deslumbre imperativo do teu belo sentir.

...e beberei o teu doce amor,

Beijando o sentimento

Que transportas numa união intrinseca.

271

O Encontro

Torna-se noite ao dia que antecedeu,

As palavras soltam-se devagarinho,

Rio de sentimentos que não se perdeu,

Falas de amor baixinho.

Soletram-se as palavras sufocadas

Que trazem com elas agarradas

O nobre receio de amar,

Fecundado na fragrância que contempla

o desígnio num desabrochar,

da paixão que nos atormenta.

169

A Nudez explicita

E estarei sempre ao teu lado,

Aconchegando-te...

Numa partilha constante,

Construindo um novo mundo,

Cujo o seu principio advem do sentimento,

Que possuimos como veiculo,

Para atingir o estado.

Expressando sempre e abertamente

o universo que nos une e edifica.

Toma em segredo o meu corpo, e talha-o...

Desliza as mãos sobre mim,

E cobre-me os sentidos.

A sensação que evocas, desliza sob o limbo

E manifesta em ti o prazer que me envolve.

Deixa-me respirar o teu corpo.

187

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