Lista de Poemas
O Despoletar
Nesta plena imensidão de ternura ofegante
que desliza sobre o teu peito como pedras onde me sento e descanso.
Ou não fosse eu a inspiração dos meus olhos fixados nos teus
como abraços longínquo numa plena tarde de sol num tempo de inverno.
As palavras soltam-se devagarinho, reluzem estrelas num céu defunto
e por magia espreita sobre as nuvens a lua por onde desce agarrada ao fio
como se dela deslizasses e poisasses no banco do jardim
onde te espero e canto o amanhecer naquela deslumbrada flor onde desabrochou sorrindo
por detrás da arvore que a tomou como filha
Inside
A verdade sentida nas palavras, subscrevem as emoções proclamadas
no mais profundo dos sentimentos, este novelo de comoções,
enraizados na evocação de batimentos íntimos,
gerados no embalamento das palpitações que o coração manifesta na ternura do olhar,
que prolifera a verdade esculpida, na profunda imensidão de sensações,
criadas na proximidade empírica da inteireza, que se espelha num quadro amplo e transparente
de tudo o que a alma sente naquele momento singular de revelações,
as quais, jamais serão repetidas da mesma maneira por isso,
únicas, no instante em que são espelhadas sobre a nomenclatura e ensejo,
que faz reluzir o estado emocional sobre desejo.
Naquela circunstância tudo se renova,
o passado deixa de ser passado para passar a ser esquecido.
O momento é hora de renascimento, tudo é novo, agora,
é tempo da renovação instante protagonizado pela mera sensação do belo,
em que tudo parece ser perfeito, naquela circunstância de pureza,
o encaixe imediato revela a unicidade do sentimento e do elo que perfaz o amor incontestável.
As Dicotomias
O bem e o mal. No Ocidente, estas duas vertentes, servem de argumentação
e pretexto para a salvação da consciência humana.
Verificamos que na falta de recursos pensantes, o ser depara-se num estado de imobilidade,
incapaz de analisar todas as questões que o cercam.
Desta forma, o último recurso que lhe resta é a redenção da sua consciência,
para tal, rege-se sobre conceitos místicos e ocultos,
na medida em que é necessário culpabilizar para que se sintam mais tranquilos consigo mesmo,
este tipo de pensamento advém do limite do ser,
quando este se depara numa circunstância em que não existe resposta para o momento.
As dicotomias servem então de consolo ao ser,
o que na verdade não consola mas alivia criando uma imagem
e um instante utópico sobre a verdadeira questão que o cerca.
E assume assim a desculpabilização do erro,
em virtude de este estar sobre alçada do ocultismo.
O caminho torna-se fácil, porem não soluciona as questões,
mas predispõe um estado emocional mais leve.
Este subterfúgio, não responde de forma concreta e absoluta ás necessidades do ser contudo,
alimenta a sua incapacidade de raciocinar de forma razoável mantendo-o enfraquecido e á mercê da sua crença.
Poesias Inéditas
Sublime distância que me corrói,
No ventre do meu ser,
Pensando sempre me destrói
Em virtude de o ser e de não o ter.
Ah! Quanta coisa em mim desejei.
Quantas palavras em vão!?
Quantos mundos em mim criei?
E o velhote calmamente me observa até então...
Inerte e vigoroso sentado na pedra,
Calmamente pensante espera...
E sempre que a noite o abate medra,
Na nobre meditação que esmera.
O Ser Sentido
Tomei a tua noite, e nela nos cruzamos,
O teu coração sorri e nele se manifesta ausencia,
A vontade, e fluem em ti emoções que tomam o teu dia.
O sentimento sublime manifesta-se,
E nele mergulhamos intensamente.
É uma sensação mutua, num estado identico,
Manifestamente excentrico num estadio uno.
Cala-me a boca com um beijo!
Deixa-me mergulhar nas tuas emoções
E sentir o doce desejo de amar.
Cumpram-se os desejos, e as vontades que ansiamos,
E nos entrelaçaremos num estadio nosso do nosso sentimento.
Deixa-me beijar e saciar em ti esse desejo,
Desenhar no teu corpo o amor que se pronuncia,
Para na manhã seguinte te abraçar docemente,
Sob o véu do enlace numa respiração sôfrega de amor.
O Intrinseco
Perdido no amor que sinto.
E a vontade toma conta do meu estado,
O sentimento palpita a saudade,
Que se manifesta;
E dentro de mim, grita o amor que sinto,
Tão intensamente que adormeço e acordo contigo ao meu lado.
Esta entrega absoluta, que me deixa á espera da tua chegada.
Quão belo é o sentimento que me invade?
E subtilmente foi-se mostrando,
Tomando-me o ser, e no epicentro de mim,
Vive tão fogazmente que arde
Em luz de amor que por ti sinto.
O teu sorriso esbate-se num quadro amplo do belo sentir,
E lá pronuncias a verdade que te deslumbra.
Nos teus olhos, projectas mil palavras,
E manifestas sensações que me enchem a alma
Num deslumbre imperativo do teu belo sentir.
...e beberei o teu doce amor,
Beijando o sentimento
Que transportas numa união intrinseca.
Mãe...
Mãe! Embala-me o sono para adormecer,
As palavras brincam com so pensametos,
Que me trazem aurora a correr,
Fluem em mim como tormentos
Que me fazem padecer.
Mãe! Carrego em mim o sufoco respirado,
Que transporto diáriamente,
Como se o diabo me tivesse agarrado!
Exprimo na minha face o descontentamento
A Metamorfose
Contrariamente á filosofia ocidental, esta demarcada primeiramente pelo eu
como um estado de obscuridade mental, em que o espelho reflecte o
antagonismo da iluminação espiritual, temos então a filosofia oriental,
que exclui o eu num estado de serenidade e iluminação,
em que para a atingir tem como (veículos) a filosofia maiaana e hinaiana
finalizando na filosofia zen, ultima após vários aperfeiçoamentos da filosofia budista
a ser findada. E aqui ao atingir o estado zen, o ego fica num plano secundário
sendo substituído, pelo amor, tranquilidade, serenidade tolerância e compreensão.
O esvaziamento do cálice, símbolo do recomeço de aprendizagem e conhecimento adquirido,
num percurso constante, como o trabalhar da pedra,
este inicio, destina-se á percepção da importância do outro,
e em consequência, o esvaziamento do eu, tornando assim cada um capaz de atingir equilíbrio mental.
No Ocidente, o cálice, símbolo do nosso eu, convencido e preconceituoso,
farto de conceitos, depara-se num estado de ignorância,
cujo seu conteúdo demarcado pela ambição, pela cobiça e pela ganância,
factores que exercem uma força negativa sobre o ser,
incapaz de manter o equilíbrio emocional de si, tendo como filosofia o cristianismo
que se demarca e incute no espírito dos homens e das mulheres o bem e o mal
como causadores de todos os estados e circunstancias. Porém,
devemos ter como principio que o cálice constitui o eu e todo o seu conteúdo deve ser esvaziado.
- Temos como exemplo um copo de água, em que o copo simboliza o eu
e a água o convencimento das nossas certezas, preconceitos e conceitos no entanto,
se estamos em constante metamorfose, devemos perceber que afinal não temos certezas nenhumas,
e tudo aquilo que pensamos e que conhecemos afinal, não conhecemos e não passa senão do reflexo do espelho.
Assim sendo, para adquirirmos o conhecimento devemos esvaziar o copo de água
e voltar a enche-lo com conhecimento, talhando dia após dia a pedra para o nosso aperfeiçoamento.
O Reinicio
Veste-me a alma de amor,
e no rebentar da aurora acorda-me com suaves carícias,
que permitem sorrir o olhar depois de uma noite de cansaço.
Toca-me nos lábios mas não me sacies o espírito,
deixa-me ver-te da cor da pele e tocar-te para que te lembres...
mas não me fales de amor, procura antes o rebento.
Que dentro de ti se esconde e fala como se o sentisses,
mas não me digas nada permite-me antes
escutar o som que dentro de ti ecoo-a.
Adeus...
Por fim, adeus.
Estas serão as últimas palavras,
Este será o último fruto do pensamento.
Estas as fáceis palavras até que um dia renasça.
Mas como isso não é possível fica o adeus,
Essa palavra amarga de sentimento,
Esse vazio inóspito, esse momento parado
Que fica como um peso na memória.
Esse fim em que tudo se parte e termina,
Essa réstia de segundos em que tudo se modifica.
Adeus.
A Insensatez do sentir
Perdido no amor que sinto.
E a vontade toma conta do meu estado,
O sentimento palpita a saudade,
Que se manifesta;
E dentro de mim, grita o amor que sinto,
Tão intensamente que adormeço e acordo contigo ao meu lado.
Esta entrega absoluta, que me deixa á espera da tua chegada.
Quão belo é o sentimento que me invade?
E subtilmente foi-se mostrando,
Tomando-me o ser, no epicentro de mim,
Vive tão fogazmente que arde
Em luz de amor que por ti sinto.
O teu sorriso esbate-se num quadro amplo do belo sentir,
E lá pronuncias a verdade que te deslumbra.
Nos teus olhos, projectas mil palavras,
E manifestas sensações que me enchem a alma
Num deslumbre imperativo do teu belo sentir.
...e beberei o teu doce amor,
Beijando o sentimento
Que transportas numa união intrinseca.
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