Desafio
e conhecimento
É
aquilo que lhe proponho
Com
muito divertimento
E
muito empenho, suponho
Aos
meninos e meninas
Vindos
de todos os lados
Vamos
traçar algumas linhas
Para
ficarem informados
Tem
um castelo bem alto
Uma
história ao seu redor
De
Evoramonte é um passo
E
tem marcas de valor
Vamos
descobrir um cantinho
Um
cantinho de Portugal
Com
bonecos e pucarinhos
Uma
cidade artesanal
Para
assentar na cadeira
O
buinho e a palhinha
Que
o povo corta na ribeira
E
são lindas p’ra cozinha
Predominando
as cores
Azul,
verde, branco e castanho
S
ão
pintadas lindas flores
O
mobiliário Alentejano
Há
artistas na cantaria
Têm
gosto refinado
Valiosa
sabedoria
E
são muito solicitados
Fazem
estatuetas admiráveis
E
outras peças, para construção
São
lindas e agradáveis
Arte
com alma e coração
Há
chocalhos com muitos sons
Do
maior ao mais pequeno
O
gado lhes dá os tons
Enquanto
comem o feno
Há
sobreiros muito antigos
Com
copas muito frondosas
O
gado fica protegido
Nas
sombras maravilhosas
Do
tronco se tira a cortiça
E
tem muita utilidade
T
arros,
rolhas e outras dicas
Só
o povo tem criatividade
Se
tira também a lande
Para
o porco o seu sustento
Que
faz tenra a sua carne
Para
o povo é alimento
Tem
vinho e tem azeites
Belas
vinhas e olivais
Nas
terras lindos enfeites
Deslumbra
os olhos demais
Tem
queijos e tem enchidos
Com
sabor sem igual
São
por muitos conhecidos
É
produto tradicional
Tem
mármore para exportação
Vem
da terra tal riqueza
Tem
também a serração
Para
o transformar em beleza
Fazem-se
peças de estanho
Também
muito apreciadas
Diversidade
e tamanho
Para
eventos são gravadas
Com
lindo design e cor
A
excelente Tapeçaria
Com
o ponto de pé de flor
São
bordados, é uma alegria
O
ferro é trabalhado
Faz-se
peças originais
É
tudo muito pensado
Começou
com castiçais
Tem
também o latoeiro
Que
está sempre a imaginar
Magica
o dia inteiro
E
faz peças para encantar
Há
também os artesãos
Que
fazem brinquedos de madeira
Para
os mais pequeninos, são
São
danados pr’a brincadeira
Há
muita inspiração
E
não se cansam a brincar
Com
empenho e coração
E
o sentido para observar
M
obiliário
pr’a bonecas
Reconstituição
da história
Miniaturas
diversas
Que
não esquecem na memória
Há
animais e carretas
Parelhas
e tudo mais
Não
faltam as picaretas
E
as vestes regionais
Artesanato
sobre as profissões
E
os temas religiosos
Estão
lá os cirurgiões
E
os santos milagrosos
No
museu para a memória
Existem
lindas coleções
Fica
um espólio de uma história
Contada
por artesãos
De
cor vermelha e amarela
E
extraído da terra o barro
Fazem-se
peças singelas
Quando
peneirado e amassado
Depois
do barro moldado
E
de secar no forno
A
pintura é o resultado
De
lindas peças de adorno
Respeitando
a tradição
R
eligiosa
e conventual
A
ameixa para confeção
É
um produto local
São
herança familiar
Muitas
destas profissões
Têm
gosto para inovar
E
preservar tradições
Com
trabalho e motivação
Transformam
as peles e os couros
Que
lhe dá gosto e satisfação
E
os produtos são duradouros
Também
prenda esta cidade
O
ofício do mosaico hidráulico
Prima
a cor e qualidade
E
o patrão é fantástico
Das
matérias-primas naturais
E
a pensar em reciclar
Inventa
motivos florais
E
faz quadros de admirar
Nos
registos e maquinetas
A
paixão falou mais alto
São
lindas depois de feitas
E
de um apreço elevado
A
riqueza do Artesanato
Opera
uma necessidade
Um
querer imediato
E
gostar de verdade
Sensação
extraordinária
Individual
criação
Uma
compensação diária
E
dá-se asas à imaginação
O
vidro também é palco
Neste
mundo artesanal
O
espelho ganha um marco
Na
vida de um casal
Não
percas estes valores
Pois
são formas de sustento
Imagina
e pinta com cores
A
arte e o teu talento
Valoriza
a profissão
E
dá-lhe muita importância
Será
meio caminho andado
Para
o sucesso e confiança
Procura
as letras diferentes
No
início de cada verso
Junta
um Z às existentes
E
a cidade fica a descoberto
Maria
Antonieta Matos/ 2011