Mário Massari

Mário Massari

n. 1962 BR BR

n. 1962-11-21, Sertãozinho

Perfil
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De onde a música?




Havia sorriso e luz

nas tardes brancas de outono

em que os meninos soltos

olvidando quaisquer conselhos

burlavam a vigilância das horas.



O mundo não era ainda

esse labirinto de espantos

e acrobatas por instinto

saltávamos o muro do encanto.



Hoje há essa encruzilhada

cravada no peito da noite

de onde virá a música

soando feito pranto?



Ler poema completo
Biografia
Mário Massari:  nasceu em 21 de novembro de 1962 na cidade de Matão, mas é radicado em Sertãozinho, ambas as cidades localizadas no  interior do estado de Saõ Paulo - Brasil. 

Quando ainda aluno do curso de Graduação em Agronomia - UNESP, iniciou a publicação de seus poemas.

Livros: Cais - poemas (1987) , Não acordem os pássaros - contos (1994) , Achados e guardados - poemas (2002), Beirais - poemas (2007), Arabescos - poemas (2008) , Portos, olhares e ausências... - poemas (2009), Espelhos do tempo - poemas (2010), Borboletas no aquário - poemas (2011) e Antecedentes Postais - diários de naufrágios -  poemas - 2012. Participou, ainda, de diversas Antologias/Coletâneas.

É membro da Academia Sertanezina de Letras - ASEL.



site: www.mariomassari.no.comunidades.net 



http://twitter.com/mariomassari 

Poemas

73

Telhados de vidro 2


I

Ardiloso é o tempo
Nas tramas do coração
Na dor é esquecimento
Do eterno a negação...


II

O silêncio é santuário
Guardado pelo bom senso
Atributo necessário
Pois se falo, logo penso.

III

Não há dor que se compare
Àquela do ente ausente
Que a Virgem Mãe nos ampare
Que Deus esteja presente!


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868

Abstrações 1


De inimagináveis devaneios
Surge a obra do pintor

Afinal o que é a sua tela
Senão

Uma incompreensível carta
Escrita á maõ...



804

No lixo, o luxo



A franzina menina interrompeu,
bruscamente, a tarefa a qual,
atenciosamente executava, ao
deparar-se com um belo par de
brincos.
Demasiadamente grandes para o seu
tamanho, mas belos.
Colocou-os e verificou, num pedaço
de espelho, o resultado.
Sorriu satisfeita e por instantes foi
diva na fétida madrugada já que, subitamente.
como se lhe espetassem agulhas na consciência,
voltou à realidade.
O lixo, com seus restos de víveres e objetos
que vendidos permitiam a sobrevivência da
família era mais importante do que seu estúpido arroubo de vaidade.






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932

Elementos


Finjo-me água
e transbordo noite em fora
invadindo sonhos alheios
no destempero das horas.

Finjo-me fogo
e na promiscuidade das intenções
revogo paradigmas
e seduzo inconsciente
o meu próprio destino.

Encontro-me ar
(não caibo em mim)
preencherei o universo
ou balões de festim?





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885

O lado côncavo do espelho


Sobre tênue fio
o equilibrista se
concentra
e já em terra firme
da queda se alimenta.

Sob o estigma
envolvente
de alterar padrões de
comportamento
impotente sente-se o domador
ante a sua intrínseca dor.

O desenhista se
esmera
em concluir seu
melhor traço:
da sua concreta solidão
construir poema abstrato.







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924

Cais



Como voltar ao porto
se o mar me atrai?





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1 154

Quando a lua caiu sobre a minha casa



I


Quando a lua caiu sobre a

minha casa

(num sítio entre o lá e o aqui)

as estruturas de tijolos e

barro

pareceram ruir.

Mas como poderiam

se do barro me fiz

de tijolo em tijolo

me edifiquei

e de luares sobrevivi...



II


Quando o sol afoito

deitou-se sobre os telhados

a lua havia partido

mas na pressa do recolhimento

esquecera sobre o leito ardente

pequenos fios prateados...




902

As ausências geram sons



As ausências geram
Sons
Que atravessam a linha
Do tempo.

As ausências geram
Sons
Acordes involuntários
Alheios ao diapasão.

As ausências geram
Sons
E perpetuam suas presenças
Sem alarde.

Oh, aromas da saudade
Visitando remota canção!





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969

Dar-te-ei todo o amor que tenho


Dar-te-ei
todo o amor que tenho
e se for pouco
(como penso)
posso resgatar todas
as noites de inverno
em que aportado
em uma aldeia qualquer
no tempo
sonhava o amor eterno.

Dar-te-ei
todo o amor que tenho
e se for pouco
(como penso)
multiplicá-lo-ei em versos
que tecerei madrugadas afora
degustando vinho ao relento.

Dar-te-ei
todo o amor que tenho
e se for pouco
(como penso)
talvez me reste cantar
com a voz desafinada, mas espontânea
dos apaixonados que esbanjam talento.


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895

Através do olho mágico




Através do olho
Mágico
Que instalei no portal
Dos meus temores
Seleciono as visitas
Que dividem comigo
Alegrias e dores.

São poucas:
um amigo cronista
(idealista)
Os familliares que não
Entram nas estatísticas
E festivas borboletas
Desprendendo cores.





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959

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Andréa
Andréa

Boa noite! Sou professora na escola PEI EE Dr. Antonio Furlan Junior. Estou lendo leitura de fruição do seu livro: Fragmentos de Poesia em Campos de Girassóis. Meu contato 16 988155376