Pessoas, incapazes de te mover
Tu já não pensas nos outros, está mais ligado às coisas...
Incluindo uma fabil saudade, uma emoção,
Sentido de perda como das chaves do carro,
Aquele que vendeste em 1999,
E o prazer de as encontrar foi o de o de lembrar
Que um dia a curvar tão no limite,
Raspou o retrovisor na saída da curva,
E ainda lembras a poeira da berma
Que entraste numa rua de sentido único e te safaste.
As pessoas já não são capazes de te mover
Não arriscas só esperar a certeza doutra que te não entenda,
E nunca mais tiveste vontade de lhes dar uma prenda,
E quando os filhos pequenitos pedem algo ficas revoltado,
Por usarem as crianças que não sabem ainda de tudo,
E porque não queres comprar uma coisa que não podes,
Porque nunca gostaste de coisas de má qualidade,
E a verdade é a verdade que é para não se dizer.
E às vezes se diz num triz, numa noite ferida, antes de uma partida.
Sou uma encruzilhada de traumas e freezing,
Um espelho de dramas e as suas damas
Mortas e violadas, as gargantas cortadas
E a mulher mais fodida de todas sou eu.
E a dama mais estuprada está aqui enterrada,
Neste peito sem coração que não tem espaço
Neste peito de aço que já não respira,
Neste corpo que não transpira senão de ansiedade em força da idade,
Vontade de matar, certeza de querer roubar,
Para poder ir embora para todos os continentes,
Que não tenham conteúdos, apenas consumo de alienados,
Um mundo de outrados, obliviados, uma dança macabra,
Uma vida fodida, sem retratos nem tratos a não ser assassinatos.
Essa a flor de Liz que uso no surreal braço,
Uma flor que diz, nem lembro quando existi,
Ou se fui feliz um dia, com a Catty ou a Mili...
Hoje neste defrost da tundra da tua mesma existência,
O eterno permafrost liberta fumos imundos de doenças antigas
E tu queres foder, matar, apagar as luzes para além de danças amigas.
Perseguir a tua sombra num selo de vingança final sem retemperança.
Perseguir o mundo numa matança sem sentido, apenas um porto de abrigo.
Entendem aqueles que apenas matam para ver as meninas trespassadas, ,
Os rostos desfigurado, os gritos alucinados,
Todas as tuas vidas, presentes e passadas?
Não eu que busco o etéreo, o belo e a miragem,
a camaradagem dum abraço mesmo com um chega pra lá,
Hoje não há nada pra tu comer, safado....
Mas tu não leva a peito eu ter tentado,
Porque vou querer apertar Vc e Vc e Vc num grande W de 12 cilindros...
E pata no fundo, partir sem destino que não a partida e a viagem merecida.
O ultimo trem
Mãe está entrando na carruagem
O assento isolado da última viagem.
A minha filha tira alusiva fotografia
Para que eu possa emoldurar um dia
Fotografias na sala de estar, céus,
Não há alma que não tenha quem a adore!
Que se fodam os da maioria, há quem chore
E lamente sem esconder, nem ficar doente,
E nem se qualifique como ausência de sentimento.
Esse trem tem doce para me levar, apita Chopin (Noc. Op 48 n.1)
Esse diesel apita com o vapor que sobe do inferno,
A linha curva tão linda à esquerda, céu laranja escuro
E eu contente por saber que vou lá ter ao apeadeiro,
Humilde paragem de quem nasceu pequeno,
E parte com um ínfimo suspiro do que visitou
Não gostou mas deixou lembranças, como um toque,
Pétalas escassas, descendentes, fortes,
Devaneios em tom lilás que a arte olvidou.
Nunca este autor achou o que não procurou.
Hyperalgesia
Como vos tenho distanciado!
E vcs cabrões, voltam, desenhadas preocupações,
Cabrões, insensíveis pedaços de pão,
Pão de fome não me digam tome
Toma tu
Eu não tomo, já tomei!
Agora só tomo porrada
Agora só quero facada,
Sendo que a porra da vossa tortura
É lenta e preparada
Serei obrigado a tomar a iniciativa
Numa simples passada, uma rua tropeçada
Uma lámina descontrolada,
Tanto sugerem que aceito.
Aceito o vosso pleito de casa na colina,
Aceito-vos como ovelhas de faca pristina.
Aceitem-me longe longe longe, longe da vista, longe da circulação, longe da Cristina
Longe da Capela Sistina, longe deste plano plaino cheio de engano,
Onde toda esta dor que me cortam, em que me golpeiam, se esvai como sangue saudável numa hemorragia de um vaso, sem mialgia, hyperalgesia, you pick, I fall.
Sick of death me walking.
Método
Cognitive meningeal carcinomatosis.
Analogue, vague, revival of vinyl...meia hora.
Tarde para boa noite, cedo para boa semana.
Incompetência.
Inapetência patológica pré-ordenada a que nível, a que plano...
Nem faço palavras cruzadas, as minhas letras presas naquele quadradinhos castradores e competitivos,
Amigos do mérito, querido perdido no pretërito rito. Sem umlaut.
Pretérito.
Que não move moinhos, quais, de vento, de correntes, de desalento,
Moinhos deste momento onde o sentido é o ondular da miragem.
Sufocada
Cada texto cada contexto é apresentado Como um puzzle incongruente,
Cada palavra faz menos sentido,
Cada meta caída mais uma estocada
Nesta loja mofada, melhor fechada,
A palavra acabada, a esperança esganada.
Algozes de uma só voz, barco de noz
Como vos tenho distanciado
E vcs cabrões estão nas preocupações
Cabrões insensíveis pedaços de pão
Pão de fome não me digam tome
Toma tu
Eu não tomo, já tomei
Agora só tomo porrada
Agora só quero facada
Sendo que a porra da vossa tortura
É lenta e preparada
Serei obrigado a tomar a iniciativa
Numa simples passada, uma rua tropeçada
Uma lámina descontrolada,
Tanto sugerem que aceito
Aceito o vosso pleito de casa na colina
Aceito-vos como ovelhas de faca pristina
Aceitem-me longe longe longe, longe da vista, longe da circulação, longe da Cristina
Longe da Capela Sistina, longe deste plano plaino cheio de engano, onde toda esta dor que me cortam que me cortam se esvai como sangue saudável numa hemorragia de um vaso, sem mialgia, hiperalgesia, you pick, I fall. Sick of death me walking.
Espectral antixistência
Não há telefone que toque, Não tem havido motivo para retornar uma chamada que não leva a nada.
Sou o ente que não se sente,
Aquele que apenas mente mentiras de parasita,
Aquele cuja guita já não grita mil vezes calada,
Abandonada comigo, no solilóquio de mim para o próprio.
Está explicado, agora vai ser apagado.
Apenas copiado para um texto assolado
De quem só dá má língua,
Vivendo espectralmente na míngua
Inelutável
O vento sopra,
a briza estranha,
O instante desvanece…
A gente inelutável,
Evanescente confiável.
Chemin faux
Je traversal le chemin vide de vie,
En écoutant les oiseaux qui chantait.
Dans mon coeur Il y avait de la musique,
Silencieuse, mon âme effacé et mystique,
Je n'écoute plus le bruit blanc du monde
Je ne sens pas les eaux de la rivière
Sensibilité réduite à sensation de misère
Le trou dans le chemin vide est profonde.
Et, malgré tout, le soleil, se permettait d'apparaitre dans le jour qui commençait.
Il n'y a pas, ni le jour, ni le soleil,
ni les mots vides, mais enchantés,
échos du passé que mon âme vécu
Dans une langue perdu, que j'appris
dans un jeu joué il y a étoiles passés,
gaz concentré pour gérer êtres évolués.
Mon âme mystique a éons de longueur.
Tant fine en épaisseur comme les moeurs du temps
Cette persistance d'un comportement, aliéné,
Une volonté subtile que je ne sais expliquer.
Foda_se editing
Amanhecer, ainda ser
Contra minha esperança, acordei vivo e indiferente,
Como que triste por ainda existir, persistir neste caminho,
Não poder sair para comprar umas caixas de vinho,
Não ter que comer excepto alguns ovos, que odeio,
Não nada fazer para inverter, antes subverter a realidade.
Uma tristeza desprevenida sem seguro de vida
Uma atitude cada vez menos ativa,um atrofiar,
Ódio revolta negativa e me querer encontrar na raiva de me findar.
Na raiva ou desespero ou alegria ou ironia, quero acabar se eu me fizer esse favor
Deitado de lado num pardieiro que sujei inteiro, vou limpar para quê,
Um sem propósito a não ser negar_vos
Um despropósito de não querer existir convosco
No paradoxo de nem sempre querer estar sozinho
Alheio à crueza das pessoas e à maldade do gatos contagiados
Tocados pelo mal das pessoas vivas...
Podia assassinar como meio para acabar com isto.
Chegou a hora de deixar de aprender
Como fazer não vou fazer
L'heure de la départe est arrivée
J'espère, mais, franchement, je suis désolé d'être vivante
Il s'impose une heure d'hommage à une vie terminée qui se refuse à accepter.
On insiste en se lever après se coucher dans l'espérance de décéder innocent,
Partir dans un vent de l'inconscient dormant.
Un homme qui n'a pas ni au moins une amante,
Um filho da puta que quer seguir a trilha do levante,
Foder a Rosa dos ventos, essa inconstante,
Pisar o petulante galo até cala-lo.
Cansado de andar a atura-lo nas suas orientaçöes,
Quase tanto como de vcs, me_dusa, cabrões.