Lista de Poemas

Penso em ti

A estrela em que te vejo
brilhará eternamente
Nada é passado
és sempre presente.

Para a ternura materna
Acendo uma vela
A chama me queima,
Viveu por mim
Morreria por ela.

Me deito em véus
De insônias estrelares
Penso em ti
Brilhas no céu,
Mas te queria aqui.

250

Plenilúnio

A lua adormecia

Solitária, bela,

Inspiradora.

Admiro-a,

Sem nada dizer.

Não posso toca-la,

Embora um duto

Liga-me a seu coração.

Mágico sonho

Ela me ouve

E me chama.

Quero abraça-la,

Mas o cheiro de café

Chama o novo dia.

306

Hoje não

Hoje não quero

Hoje é dia de não querer,

Sem contradizer minha hierarquia

Minhas ordens hoje - desconsidero.

Nem me insista: hoje não quero.

240

E por amor

Me conta uma história de amor,
Mas por favor, não fale do final.
Todos os finais são tristes
E hoje não quero ficar mal.

Deixe subentendido
Tudo o que fizer o amor
Adquirir outro sentido,
Tudo o que possa parecer dor.

Fale da felicidade
Que fez duas almas sorrirem
Não suponha que a saudade
Gritou depois ao partirem.

Que seja digna de morrer
De voar sem asas
De fazer tudo ascender
De todo carvão brilhar em brasa.

Me conte uma doce história
Quero dormir ouvindo
Talvez fique na memória
Eu eu possa acordar sorrindo.
268

Píer

Deslizo nas contradições

De um píer falso

Sobre o olhar.

Tentações?

Pedaço de céu?

Alcançáveis?

Existência fatídicas

Imponderáveis

Brilhos sem vida.

285

A música

E exatamente naquela fala

A música parou.

O silêncio foi enorme,

Por que será?

Não teve como evitar

A voz saiu parecendo um grito,

Todos se voltaram meio assustados.

O que mesmo teria falado?

Voltemos a dançar.

348

O tempo...

É sábio respeitá-lo.

Sigamos,

Domando as horas

Com olhos no coração.

283

Bar

Na esquina tem tudo,

Danças cambaleantes

E verdades do mundo.

Tanto riso solto

Pódio para quem mostrar

Dinheiro pelos bolsos

Na esquina a festa é contínua,

O que mais tem é algazarra e

Música que nunca para.

A ilusão te põe no altar

Desculpa te decepcionar

Na esquina tem apenas um bar.

325

Hoje não

Vou apelar ao faz de contas

Hoje não quero o real

Nem vou saber se o sol aponta

Nem quem está bem ou mal.

Não quero notícias nenhuma,

O mundo vou esquecer

Superar medos guardados

Ser feliz pelo fato de viver

Hoje serei corpo sem matéria,

Sem futuro me puxando

Vou sorrir como quem vive em férias

Sonhar como quem está amando.

223

Ao certo

Do meu primeiro amor,

Platônico, por assim dizer,

Eu gostava mais da saudade

Ou dos olhos,

Ao certo não lembro.

314

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.

NoComments

Moacir Luís Araldi é gaúcho, residente em Passo Fundo- RS. Tem participações em várias antologias poéticas nacionais.
Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)