Lista de Poemas

O dormir dos sonhos

Foi a última tarde
E depois
O inverno chegou.
Foi de sol meio ofuscado
Olhar embaçado
A sombra foi sumindo
Acomodando-se em baixo dos pés
Distante um vento zunindo.
A tarde fez-se pássaro alado
O manto escuro veio gelado
E pôs os sonhos para dormir
330

Insalubridades

É preciso a força da natureza

Para enfrentar tempestades

Paisagens de incertezas

Águas amargas de insalubridades

Pensamentos em correntezas

Sacudindo as extremidades.

299

Sorria...

Sorria...

Nada vai fazer o tempo voltar

Sorria...

Um dia todos irão embora

Sorria...

Viver é enfrentar decepções

Sorria...

A dor ensina e passa

Sorria...

A história já está contada

Sorria...

Transforme as angústias com graça

Sorria...

Logo virá outro amanhecer

Sorria...

Valeu a pena tudo viver

Sorria...

Há o infinito eterno.

Depois a gente chora

Sorria...

Ao menos sorria agora.

322

Frutas de ódio

No chão silenciam estrelas
Aquelas que fizeram parte dos sonhos.
Tem convivências que matam amores
Criam sentimentos antagônicos e sólidos
Espalham infindáveis sementes
Que produzem frutas de ódio.
329

Basta

Basta uma nota

E pode virar música.

Bastam alguns versos

E pode virar poema.

Basta a distância

E vira saudade.

Bastava um beijo

E talvez, vire amor.

Basta um adeus

E vira história.

311

Nenhum girassol

Piso num solo endurecido

Torrões resistentes

Barro ressequindo.

O sol escalda-me

Suor escorre

Nem uma nuvem

Rebelde acima.

Nenhum girassol

Um colorido qualquer

Para florir um sonho.

Há uma impiedade que assola

Que não aceita emoção,

Que seca; meu Deus!

E eu não sei ligar a razão.

313

Sumindo

Disse, apressada

Que estava indo.

Eu vindo

Lados opostos,

No horizonte,

De nós

Sumindo.

279

Espere amanhecer

A noite não foi feita para partir,

Sente-se na varanda

Prove o vinho

Enquanto trocamos alguns carinhos.

Não vá agora, espere amanhecer

Talvez a noite te convença a ficar,

Mas se assim não for

Vá de dia

A noite não foi feita para se despedir.

245

Prefácio

Que as estrelas não te vejam

Nem a escuridão te esconda.

Na noite que criarei

Num cenário exclusivo,

Serás prefácio do meu sorriso.

277

Ansiedades

Olhos sem brilhos
Não são olhos de enxergar.
Sorrisos sem alma
Não são de alegria.
Sonhos com ansiedades
Não são sonhos;
São saudades.
321

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Moacir Luís Araldi é gaúcho, residente em Passo Fundo- RS. Tem participações em várias antologias poéticas nacionais.
Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)