Nathália Botelho

Nathália Botelho

n. 1998 BR BR

Oi.

n. 1998-02-18

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Paiz

[IV]


Pais não façam isso.

Paz não se compra, conquista.

Pais não comparem seus filhos.

Paz não é sinal de dever comprido.

Pais não olhem apenas para seu poder

Paz aparece quando o diálogo acontece

Pais a vida é maior que tarefas domésticas

Paz não está em um almoço servido

Pais vocês também erram

Paz estar em aceitar que errou 

Pais a última palavra não é a sua.

Paz é entender que a última palavra não existe.
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Poemas

43

Minhas regras

[XII]


Nem tudo que você vê, vai ser maestro da sua vida

Nem tudo que você vê, vai interferir na sua vida 

Nem tudo que eles dizem é correto

Nem tudo que eles falam é verdade concreta e imutável

Porque nem tudo que você vê, tem que discordar.

Mas também, nem tudo, você tem que concordar

Por que você pode escolher suas guerras.

Você pode escolher ganhar as batalhas corretas.

Você pode nem precisar participar delas

Basta escolher....
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Garota complexa


[XIX]


Essa garota complexa

Não precisa dizer “o que é” ou “o que quer”.

Sua complexidade não precisa de aceitação

Ela se explica, com sua liberdade

Pois, essa garota complexa,

Busca lealdade, até na mais passageira relação

Ser de verdade é algo modesto

E ela adora isso

Veio ao mundo para acontecer, para as pessoas.

E para se mensageira

De mensagens únicas

Já que, vive além da beleza

De ser, essa garota complexa, mas, antes de tudo verdadeira.
1 257

A morada do sol

[XVIII]


Não são os teus olhos que mudaram 

A visão amarela do entardecer afetou 

A alma da mais pesada pessoa da cidade

Pois a cidade não mudou.

Talvez o sol mereça uma melhor morada

Do que esta, que também é minha casa

Mas não vim para falar de pedras e pessoas

Falo sobre o sentimento.

Aquele que pouco é sentido, sem saber

Mas que afeta, mais que o amarelo entardecer

É a dor de sobreviver

Em uma cidade que não valoriza o ser.
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Lua em escorpião

[XI]


Esperando a profundidade do meu ser invadir

Para deixar registrado em palavras

Toda sensualidade existente na escuridão

Apesar de um coração frio, minha alma queima por dentro

Absorvendo tudo por onde passa

Com a certeza que não sou sua, sou da minha Lua

Que rege todo o meu jeito de me entregar

Pois sei que transbordo, quando meu mar enche

Que minha maré sobe quando minha Lua se aproxima

E aí...Eu nem sou mais minha.

Sinto o fogo da minha alma, queimar toda a razão

Vejo, literalmente eu derreter e ficar no chão

Pois ainda espero alguém

Alguém, que consiga domar

Essa minha Lua em escorpião.
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É sobre liberdade...

[V]


Sonhos podem dizer a verdade?

Ou são fugas da realidade?

Será que eles expressam o nosso interior real?

Mas nem tudo pode ser tão literal

Queria eu, que eles fossem um pouco...

O pouco que aliviasse o sufoco....

Sonhos poderiam transbordar para realidade?

Assim não me preocuparia em ser. 

Assim não me privaria de ser.

Por que sonhos são livres

São imparciais

São especiais

Liberdade transcendental

Liberdade individual e privada

Sonhos são feitos pela liberdade…

Liberdade presa em mentes individuais.
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Mundo-coelho

[XX]


Existe uma grandeza, em cada pequeno mundo

E ela que tateia os meus sentidos

Me eleva até as pontas dos pelos

Do mundo-coelho de Sofia

Essa grandeza me acolhe com sabedoria

Me faz querer ser um pouco 

Dessa grandeza escondida.
1 067

Varanda


[XVII]


ah! Nessa varanda

Inícios de fins

Céus amenos, em dias viris

Casa branca, casa amarela

Veja daqui, formar um bela aquarela

Em tempos nada gentis
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Good News

[XXII]


Me dê boas notícias.

Ou me dê a chance de imaginar elas.
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Ex

[XIV]


O que você foi para mim?

Uma mescla de perda de tempo?

Pois tempo fiquei contigo.

Então você foi para mim, uma caixa de minutos?

Mas, o que você foi para mim?

Apenas um tempo vivido? Um passado resolvido?

O que você foi para mim?!

Amante? Amigo?

Apático? Desperdício?

Um nada ambíguo.
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Sim...?

[VII]


Não me dê estrelas, quando eu quero a lua

Não me dê a lua, quando se têm constelações

Não me permita ser o que não sou

Não se espante com meu coração gelado

Não se assuste com meu repentino calor

Não fuja da intensidade do meu amor

Não me queira como investigado

Não me olhe como se fosse o fim

Não me olhe quando digo um não

Não me busque na superfície 

Não me procure quando eu sumir

Não apareça se eu não chamar

Não me escute, se quiser me amar.
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Nathália Botelho

Obrigada Trenco!