Nathália Botelho

Nathália Botelho

n. 1998 BR BR

Oi.

n. 1998-02-18

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54 289 Visualizações

Paiz

[IV]


Pais não façam isso.

Paz não se compra, conquista.

Pais não comparem seus filhos.

Paz não é sinal de dever comprido.

Pais não olhem apenas para seu poder

Paz aparece quando o diálogo acontece

Pais a vida é maior que tarefas domésticas

Paz não está em um almoço servido

Pais vocês também erram

Paz estar em aceitar que errou 

Pais a última palavra não é a sua.

Paz é entender que a última palavra não existe.
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Poemas

43

Ex

[XIV]


O que você foi para mim?

Uma mescla de perda de tempo?

Pois tempo fiquei contigo.

Então você foi para mim, uma caixa de minutos?

Mas, o que você foi para mim?

Apenas um tempo vivido? Um passado resolvido?

O que você foi para mim?!

Amante? Amigo?

Apático? Desperdício?

Um nada ambíguo.
2 287

Lua em escorpião

[XI]


Esperando a profundidade do meu ser invadir

Para deixar registrado em palavras

Toda sensualidade existente na escuridão

Apesar de um coração frio, minha alma queima por dentro

Absorvendo tudo por onde passa

Com a certeza que não sou sua, sou da minha Lua

Que rege todo o meu jeito de me entregar

Pois sei que transbordo, quando meu mar enche

Que minha maré sobe quando minha Lua se aproxima

E aí...Eu nem sou mais minha.

Sinto o fogo da minha alma, queimar toda a razão

Vejo, literalmente eu derreter e ficar no chão

Pois ainda espero alguém

Alguém, que consiga domar

Essa minha Lua em escorpião.
1 899

Só pra você saber...

[XXIV]

A palavra que eu queria você roubou.

Mas parece que eu não precisava dela.
988

Varanda


[XVII]


ah! Nessa varanda

Inícios de fins

Céus amenos, em dias viris

Casa branca, casa amarela

Veja daqui, formar um bela aquarela

Em tempos nada gentis
1 850

A morada do sol

[XVIII]


Não são os teus olhos que mudaram 

A visão amarela do entardecer afetou 

A alma da mais pesada pessoa da cidade

Pois a cidade não mudou.

Talvez o sol mereça uma melhor morada

Do que esta, que também é minha casa

Mas não vim para falar de pedras e pessoas

Falo sobre o sentimento.

Aquele que pouco é sentido, sem saber

Mas que afeta, mais que o amarelo entardecer

É a dor de sobreviver

Em uma cidade que não valoriza o ser.
2 024

Um poema para um poema


[VI]


Me sinto mais um vez sufocada

Por um  sentimento sufocante

Ardente…

Corre em minhas veias.

Não há nada no mundo que pare.

Preciso, mais que nunca, cair em desilusão.

Me transbordar em palavras.

Ser verbo e substantivo.

Ser adjetivo e artigo.

De mim mesma

De alguém?

Desses versos, com certeza.
1 687

Eu no espelho

[XXV]

Queria não sentir minhas dores.

Mas não me permito enxergar além de mim.

Às vezes me cobro para ser eu mesma.

E as vezes volto atrás, sem a certeza do que sou.

Talvez meu mundo paralelo seja melhor

E talvez lá, eu seja mais feliz.

Nutro, cada cena imaginativa com positividade.

Camuflando os pixels da minha realidade

Pois acredito em poucas verdades e algumas mentiras

Seria essa minha sina?
1 315

Cidade velha

[XVI]


E se a dor da imortalidade for eterna?

Todas as cores perderiam uma graça suprema

Pois eu desejo não apenas pequenos verões.

Mas toda a graça de uma primavera.

Por mais que você seja ábsono

Lhe desejo o amarelo-outono

E um entardecer de uma cidade velha
2 088

Sim...?

[VII]


Não me dê estrelas, quando eu quero a lua

Não me dê a lua, quando se têm constelações

Não me permita ser o que não sou

Não se espante com meu coração gelado

Não se assuste com meu repentino calor

Não fuja da intensidade do meu amor

Não me queira como investigado

Não me olhe como se fosse o fim

Não me olhe quando digo um não

Não me busque na superfície 

Não me procure quando eu sumir

Não apareça se eu não chamar

Não me escute, se quiser me amar.
1 793

Good News

[XXII]


Me dê boas notícias.

Ou me dê a chance de imaginar elas.
1 401

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Nathália Botelho

Obrigada Trenco!