Sou ela.
[XXVII]
Ela gentil, mas está cansada
Ela mente, mas tem suas razões
Ela chora, mas se esconde
Ela canta, uma canção sobre solidão
Ela rir, enquanto conversa
Ela vive, tentando se sentir completa
Ela procura, seu eu perdido
Ela tem o tom do coração partido
Ela pinta sua vida, com lágrimas em aquarela
Ela cria expectativas e se decepciona, na mesma frequência.
Ela se libera em poemas
Pra esquecer de suas mazelas.
Breve rascunho...
[XV]
Que os tempos futuros, sejam, como os tempos futuros.
Sempre atuais.
Varanda
[XVII]
ah! Nessa varanda
Inícios de fins
Céus amenos, em dias viris
Casa branca, casa amarela
Veja daqui, formar um bela aquarela
Em tempos nada gentis
Ex
[XIV]
O que você foi para mim?
Uma mescla de perda de tempo?
Pois tempo fiquei contigo.
Então você foi para mim, uma caixa de minutos?
Mas, o que você foi para mim?
Apenas um tempo vivido? Um passado resolvido?
O que você foi para mim?!
Amante? Amigo?
Apático? Desperdício?
Um nada ambíguo.
Mundo-coelho
[XX]
Existe uma grandeza, em cada pequeno mundo
E ela que tateia os meus sentidos
Me eleva até as pontas dos pelos
Do mundo-coelho de Sofia
Essa grandeza me acolhe com sabedoria
Me faz querer ser um pouco
Dessa grandeza escondida.
Meu ser gêmeo, sem ser.
[VIII]
Não me sobram palavras para você
Você me enxerga sem abrir os olhos
Me toca mesmo a distância
Seu abraço quente de palavras frias
Seu jeito tão seu, que qualquer ser, arrepia.
Mesmo em um mar nada calmo
Você consegue equilibrar, meu barco.
Mesmo em verões frios, sua primavera, chega antes do outono
Você é meu ser para sempre
Meu eterno ser gêmeo, sem ser.
O verdadeiro dono das minhas palavras bonitas
Mesmo sem admitir
É tu…
Ser em ti
Ser em mim
Só pra você saber...
[XXIV]
A palavra que eu queria você roubou.
Mas parece que eu não precisava dela.
Proseando
[II]
Você não se entrega para a vida, a vida se entrega à você.
É inconstante o balançar do corpo, quando a mente não entende e não vê.
Eu tiro os meus dias para poder entender e processar aquilo que nunca foi dito.
E quando a noite cai, o silêncio do grito é audível.
Me considere estúpida. Me chame de imbecil.
Mas não ponha em mim a culpa de ser um pouco viril.
A entrega é constante, como o vento errante, que erra por ser gentil.
A morada do sol
[XVIII]
Não são os teus olhos que mudaram
A visão amarela do entardecer afetou
A alma da mais pesada pessoa da cidade
Pois a cidade não mudou.
Talvez o sol mereça uma melhor morada
Do que esta, que também é minha casa
Mas não vim para falar de pedras e pessoas
Falo sobre o sentimento.
Aquele que pouco é sentido, sem saber
Mas que afeta, mais que o amarelo entardecer
É a dor de sobreviver
Em uma cidade que não valoriza o ser.
Eu no espelho
[XXV]
Queria não sentir minhas dores.
Mas não me permito enxergar além de mim.
Às vezes me cobro para ser eu mesma.
E as vezes volto atrás, sem a certeza do que sou.
Talvez meu mundo paralelo seja melhor
E talvez lá, eu seja mais feliz.
Nutro, cada cena imaginativa com positividade.
Camuflando os pixels da minha realidade
Pois acredito em poucas verdades e algumas mentiras
Seria essa minha sina?