Ex
[XIV]
O que você foi para mim?
Uma mescla de perda de tempo?
Pois tempo fiquei contigo.
Então você foi para mim, uma caixa de minutos?
Mas, o que você foi para mim?
Apenas um tempo vivido? Um passado resolvido?
O que você foi para mim?!
Amante? Amigo?
Apático? Desperdício?
Um nada ambíguo.
Lua em escorpião
[XI]
Esperando a profundidade do meu ser invadir
Para deixar registrado em palavras
Toda sensualidade existente na escuridão
Apesar de um coração frio, minha alma queima por dentro
Absorvendo tudo por onde passa
Com a certeza que não sou sua, sou da minha Lua
Que rege todo o meu jeito de me entregar
Pois sei que transbordo, quando meu mar enche
Que minha maré sobe quando minha Lua se aproxima
E aí...Eu nem sou mais minha.
Sinto o fogo da minha alma, queimar toda a razão
Vejo, literalmente eu derreter e ficar no chão
Pois ainda espero alguém
Alguém, que consiga domar
Essa minha Lua em escorpião.
Só pra você saber...
[XXIV]
A palavra que eu queria você roubou.
Mas parece que eu não precisava dela.
Varanda
[XVII]
ah! Nessa varanda
Inícios de fins
Céus amenos, em dias viris
Casa branca, casa amarela
Veja daqui, formar um bela aquarela
Em tempos nada gentis
A morada do sol
[XVIII]
Não são os teus olhos que mudaram
A visão amarela do entardecer afetou
A alma da mais pesada pessoa da cidade
Pois a cidade não mudou.
Talvez o sol mereça uma melhor morada
Do que esta, que também é minha casa
Mas não vim para falar de pedras e pessoas
Falo sobre o sentimento.
Aquele que pouco é sentido, sem saber
Mas que afeta, mais que o amarelo entardecer
É a dor de sobreviver
Em uma cidade que não valoriza o ser.
Um poema para um poema
[VI]
Me sinto mais um vez sufocada
Por um sentimento sufocante
Ardente…
Corre em minhas veias.
Não há nada no mundo que pare.
Preciso, mais que nunca, cair em desilusão.
Me transbordar em palavras.
Ser verbo e substantivo.
Ser adjetivo e artigo.
De mim mesma
De alguém?
Desses versos, com certeza.
Eu no espelho
[XXV]
Queria não sentir minhas dores.
Mas não me permito enxergar além de mim.
Às vezes me cobro para ser eu mesma.
E as vezes volto atrás, sem a certeza do que sou.
Talvez meu mundo paralelo seja melhor
E talvez lá, eu seja mais feliz.
Nutro, cada cena imaginativa com positividade.
Camuflando os pixels da minha realidade
Pois acredito em poucas verdades e algumas mentiras
Seria essa minha sina?
Cidade velha
[XVI]
E se a dor da imortalidade for eterna?
Todas as cores perderiam uma graça suprema
Pois eu desejo não apenas pequenos verões.
Mas toda a graça de uma primavera.
Por mais que você seja ábsono
Lhe desejo o amarelo-outono
E um entardecer de uma cidade velha
Sim...?
[VII]
Não me dê estrelas, quando eu quero a lua
Não me dê a lua, quando se têm constelações
Não me permita ser o que não sou
Não se espante com meu coração gelado
Não se assuste com meu repentino calor
Não fuja da intensidade do meu amor
Não me queira como investigado
Não me olhe como se fosse o fim
Não me olhe quando digo um não
Não me busque na superfície
Não me procure quando eu sumir
Não apareça se eu não chamar
Não me escute, se quiser me amar.
Good News
[XXII]
Me dê boas notícias.
Ou me dê a chance de imaginar elas.