Nathália Botelho

Nathália Botelho

n. 1998 BR BR

Oi.

n. 1998-02-18

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Paiz

[IV]


Pais não façam isso.

Paz não se compra, conquista.

Pais não comparem seus filhos.

Paz não é sinal de dever comprido.

Pais não olhem apenas para seu poder

Paz aparece quando o diálogo acontece

Pais a vida é maior que tarefas domésticas

Paz não está em um almoço servido

Pais vocês também erram

Paz estar em aceitar que errou 

Pais a última palavra não é a sua.

Paz é entender que a última palavra não existe.
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Poemas

43

Proseando

[II]

 

Você não se entrega para a vida, a vida se entrega à você.

É inconstante o balançar do corpo, quando a mente não entende e não vê.

Eu tiro os meus dias para poder entender e processar aquilo que nunca foi dito.

E quando a noite cai, o silêncio do grito é audível.

Me considere estúpida. Me chame de imbecil.

Mas não ponha em mim a culpa de ser um pouco viril.

A entrega é constante, como o vento errante, que erra por ser gentil.
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Breve rascunho...


[XV]


Que os tempos futuros, sejam, como os tempos futuros.

Sempre atuais.
2 066

Ex

[XIV]


O que você foi para mim?

Uma mescla de perda de tempo?

Pois tempo fiquei contigo.

Então você foi para mim, uma caixa de minutos?

Mas, o que você foi para mim?

Apenas um tempo vivido? Um passado resolvido?

O que você foi para mim?!

Amante? Amigo?

Apático? Desperdício?

Um nada ambíguo.
2 287

Cidade velha

[XVI]


E se a dor da imortalidade for eterna?

Todas as cores perderiam uma graça suprema

Pois eu desejo não apenas pequenos verões.

Mas toda a graça de uma primavera.

Por mais que você seja ábsono

Lhe desejo o amarelo-outono

E um entardecer de uma cidade velha
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Meu ser gêmeo, sem ser.


[VIII]


Não me sobram palavras para você

Você me enxerga sem abrir os olhos

Me toca mesmo a distância

Seu abraço quente de palavras frias

Seu jeito tão seu, que qualquer ser, arrepia.

Mesmo em um mar nada calmo

Você consegue equilibrar, meu barco.

Mesmo em verões frios, sua primavera, chega antes do outono

Você é meu ser para sempre

Meu eterno ser gêmeo, sem ser.

O verdadeiro dono das minhas palavras bonitas

Mesmo sem admitir

É tu…

Ser em ti

Ser em mim



1 520

Um poema para um poema


[VI]


Me sinto mais um vez sufocada

Por um  sentimento sufocante

Ardente…

Corre em minhas veias.

Não há nada no mundo que pare.

Preciso, mais que nunca, cair em desilusão.

Me transbordar em palavras.

Ser verbo e substantivo.

Ser adjetivo e artigo.

De mim mesma

De alguém?

Desses versos, com certeza.
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É sobre liberdade...

[V]


Sonhos podem dizer a verdade?

Ou são fugas da realidade?

Será que eles expressam o nosso interior real?

Mas nem tudo pode ser tão literal

Queria eu, que eles fossem um pouco...

O pouco que aliviasse o sufoco....

Sonhos poderiam transbordar para realidade?

Assim não me preocuparia em ser. 

Assim não me privaria de ser.

Por que sonhos são livres

São imparciais

São especiais

Liberdade transcendental

Liberdade individual e privada

Sonhos são feitos pela liberdade…

Liberdade presa em mentes individuais.
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Lua em escorpião

[XI]


Esperando a profundidade do meu ser invadir

Para deixar registrado em palavras

Toda sensualidade existente na escuridão

Apesar de um coração frio, minha alma queima por dentro

Absorvendo tudo por onde passa

Com a certeza que não sou sua, sou da minha Lua

Que rege todo o meu jeito de me entregar

Pois sei que transbordo, quando meu mar enche

Que minha maré sobe quando minha Lua se aproxima

E aí...Eu nem sou mais minha.

Sinto o fogo da minha alma, queimar toda a razão

Vejo, literalmente eu derreter e ficar no chão

Pois ainda espero alguém

Alguém, que consiga domar

Essa minha Lua em escorpião.
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A morada do sol

[XVIII]


Não são os teus olhos que mudaram 

A visão amarela do entardecer afetou 

A alma da mais pesada pessoa da cidade

Pois a cidade não mudou.

Talvez o sol mereça uma melhor morada

Do que esta, que também é minha casa

Mas não vim para falar de pedras e pessoas

Falo sobre o sentimento.

Aquele que pouco é sentido, sem saber

Mas que afeta, mais que o amarelo entardecer

É a dor de sobreviver

Em uma cidade que não valoriza o ser.
2 025

Varanda


[XVII]


ah! Nessa varanda

Inícios de fins

Céus amenos, em dias viris

Casa branca, casa amarela

Veja daqui, formar um bela aquarela

Em tempos nada gentis
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Nathália Botelho

Obrigada Trenco!