Nascido em Altos- PI. Graduado e Pós-graduado em Letras/Português, Ciências Contábeis, Administração de Empresas, Administração Pública. Pedro Paiva é professor de Portugês, Literatura, Redação, Direito, Economia, Contabildiade, Estatística, Empreendedorismo, Administração Financeira e Administração da Produção dos cursos de Administração, Contabilidade, Comércio e Informática. Exerceu os cargos de Gerente de Suporte do Banco do Brasil S.A, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Secretário Municipal de Administração, Secretário Municipal de Educação. Premiado em 1º lugar no I Concurso de Crônicas e Poesias Mário Quintana, promovido pela AABB, de São Paulo. Premiado em 2º lugar no Concurso Mostrando Poesia, promovido pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI, campus de Campo Maior PI. Ex-Prefeito. Membro-fundador da Academia de Letras e Línguas Nativas Altoenses - ALLNA, ocupando a cadeira nº 03 que tem como patronesse Josefa de Paiva Macedo. Participação na coletânea CONTOS DE TERROR ALTOENSES. Autor da antologia poética AMOR PRA VIDA INTEIRA (prelo).
Lista de Poemas
PELA MESMA RAZÃO DE SER
COGITAÇÃO
não nos leva a lugar nenhum!
Este sinuoso ambívio, perplexo, eu suspeito
tais quais as lides e meandros da vida
nela os caminhos também se encontram
no mesmo ponto de partida.
Então... Quedo-me pensativo a me perguntar:
Quando partimos? Ou será que não partimos?
E como num estalo de insigth fremente
a resposta vem assombrar-me a mente:
É que, talvez, nem haja estradas e partidas;
haja volteios na vida, simplesmente!
ETERNA AMADA
Prende-me e escraviza-me
Gozo da Desventura
Frívolo ou fugaz.
Vida desta Vida.
DA OBRA AMOR PRA VIDA INTEIRA, DE PEDRO PAIVA
NASCERARTE
Mas a arte é existir!
Já me esqueceu garatujar poemas, poesias,
contos, crônicas, poemetos e outras formas
em linhas tortas e sinuosas
cheias de palavras vazias
e submissas a sintaxes exclusas
que alimentam e nutrem apenas o ego dos ditadores de regras,
que pululam em ideias inconclusas e sentidos indecifráveis,
mas a minha impulsão descomedida
se rende a compulsão do fazer que me arrasta pelos meandros da arte.
Então, me vejo à volta de rimas ricas, pobres, toantes, preciosas,
raras, brancas e soltas que se vão engastando em versos e hemistíquios tontos,
bárbaros, rotos, broncos e sem métrica.
Porque a arte não se mede;
a arte se vive .... Ou se revive?
Eis a lida de quem escreve: a angústia da busca constante da palavra certa que não se diz ou não se escreve;
que nada expressa, mas que tudo fala;
a palavra impronunciada, mas que salta audaciosa, vívida nua e atrevida na frente do artista
e o convida, adúltera e prostitutamente, para fazer amor.
E desse amasiado nasce cândida e pura a arte
ENDECHA
descansar na paz do meu leito!
Quem chorará, por mim, querida,
uma lágrima comovida
que me orvalhe ao menos no peito
as mágoas que trago escondidas?
Quem à fronte suada e fria
um beijo depositará?
E na extrema-unção d’agonia
o conforto amigo trará?!
Ai... Quem de mim se lembraria
no célere correr dos anos?
E sobre a lájea fria
do peito a flor murcha poria
chorando o funéreo abandono
numa tarde erma e sombria.
Se o mal me devorasse o peito,
eu teria descanso agora!
E às convulsões do morno leito,
viria alívio sem demora.
A alma silente, muda e fria
ruflar as asas bem podia
pela vasta amplidão do céu!
Pelo infinito ir-se embargando.
Nas plagas etéreas cantando
à corte suprema de Deus.
Só assim meu peito fremente
s’esgotaria desta dor!
E sentiria à fronte ardente
passar um sopro animador!
Meu ser a Deus s’elevaria
em adustas preces ao fim do dia
num arquejo terno e profundo.
Mas deixaria nesta endecha
as notas tristes de uma queixa:
“teu amor que objurgou-me no mundo!
ARTE DE FAZER AMOR
Agora sinto queimar-me o peito
o fogo das dúbias paixões humanas.
Incendiando nossos corpos nus,
suados,
inuptos,
ilapsos,
esputos,
provocantes,
ávidos,
vulgívagos
e instigantes.
Num roçar de peles
e de bocas estuantes,
lascivas,
êxprobas,
sôfregas,
ofegantes.
Na cama, brutalmente, a gente se ama
e já no chão, animalescamente, a gente se devora,
se assanha,
se morde,
se lanha,
e se arranha
nas loucuras de visceral paixão.
Arte de fazer amor.
A pele escrevendo
indizível arte de fazer amor:
impetuoso instinto!
A gente se lambe,
se esvurma,
se esfrega
e se lambuza
em delírio total
se entrega.
A gente se contorce,
se retorce,
se rebuça
e se estrebucha
no clímax do prazer carnal.
...
Intermezzo
...
Engendram-se as cenas
do próximo ato:
nossos corpos desasidos
novamente se procuram.
Beijos quentes
em vulvas úmidas
decretam o fim da censura.
Rios de leite desaguam
na desembocadura de mel
e num cantinho da terra
a gente pinta um pedacinho do céu!
Arte de fazer amor.
A pele escrevendo
indizível arte de fazer amor:
impetuoso instinto!
Fogo fino, fluxo vivo.
Fôlego firme, febril.
Vai e vibra, verbo voa!
Volta e vira juvenil.
Rima, roça, ritmo roda.
Roda, roça, rima risca.
Pulso, pulsa, passo, passa.
Brisa brilha, mente pisca.
Laço leve, lance longo!
Lume, lúcido, legal!
Arte ágil, atual.
Tua alma - alinho natural!
Corre, cobre, cola, cria,
corre, cuida, cai no som.
É amor em alta voltagem;
arte pura em cada tom.
Arte de fazer amor.
A pele escrevendo
indizível arte de fazer amor:
impetuoso instinto!
AMOR PRA VIDA INTEIRA
CINZAS E MIRAGENS
E eu, por amor, te deixei entrar.
Tomaste conta de todo o meu corpo
e, desde então, me ensinaste a amar.
Bem de mansinho foste domando
no meu peito um coração selvagem
que, sem perceber do amor as armadilhas,
correu atrás de uma simples miragem.
Veio, então, a curva senoidal do tempo!
Sentindo os espinhos ferirem-me o peito,
eu me resguardei para não chorar.
E pra alívio da dor e atroz sofrimento,
nas cinzas deste amor desfeito,
eu me matei para nunca mais amar!
LACUNAS
Inaudito?... Quem sabe?!
ENIGMA VI
Na cripta celeste
a Lua eclíptica
se afoga na elipse de sangue.
No horizonte irisado das paixões humanas
se debuxa um lindo rosto.
De anjo? De demônio?
De santa? Ou de mulher?
Não sei... Não sei... Não sei!
Só sei que é um rosto suave
e de expressões amenas,
projetado das vagas lembranças
de minha saudosa infância!
De compleição ora austera ora serena,
mas de feição doce e delicada
tal como o semblante angelical de uma criança!
Exsurgindo nos muros altos de minha memória
Um rosto crispado, sem contorno, sem linhas,
sem traços e sem formas definidos,
perdido num passado longínquo, distante.
Preso no espelho irreflexo de uma memória que fenece,
mas vivo e pulsante num coração que nunca envelhece!
ENIGMAS
O HOMEM QUE VOLTA
DA OBRA MEUS PRIMEIROS CANTOS, ENCANTOS E DESENCANTOS, DE PEDRO PAIVA
Comentários (1)
Meu caro Senhor Poeta...Pedro Paiva...Amor - mistério - e a eternidade ... somente o lado feminino consegue decifrar este enigma . Pois é de se amar mesmo este texto. felicidades. feliz ano novo. para ti e tua familia.