Lista de Poemas
O SER: SENCIÊNCIA, IMAGEM E VERBO
Que posso eu dizer
do neandertal sem que pensem que
sou algum alucinado que vive a rogar
pragas alheias?
Que posso dizer
de minha imanente condição humana
de possuir, de modo intrínseco
e inalienável, o bem
e o mal,
sem que pensem
que vivo a cultivar sombras?
Então,
vou falar sobre as palavras,
que riscam os ares a ressoarem imperativos
com absolvições e condenações
de nossos (di) simétricos
semelhantes ,
a decidirem os destinos
do mundo entre pazes e guerras,
a se ondularem entre amores cálidos
e rancores verborrágicos,
a fabricarem, enfim,
do senciente ego sapiens,
imagens de toda ordem sob as luzes
do grande espetáculo.
Ei-las, as palavras,
todos as querem belas e lúgubres;
mas, quando tropeçam
em alguma pedra,
transparecem
os abismos que há sob as superfícies
calmas do ser!
do neandertal sem que pensem que
sou algum alucinado que vive a rogar
pragas alheias?
Que posso dizer
de minha imanente condição humana
de possuir, de modo intrínseco
e inalienável, o bem
e o mal,
sem que pensem
que vivo a cultivar sombras?
Então,
vou falar sobre as palavras,
que riscam os ares a ressoarem imperativos
com absolvições e condenações
de nossos (di) simétricos
semelhantes ,
a decidirem os destinos
do mundo entre pazes e guerras,
a se ondularem entre amores cálidos
e rancores verborrágicos,
a fabricarem, enfim,
do senciente ego sapiens,
imagens de toda ordem sob as luzes
do grande espetáculo.
Ei-las, as palavras,
todos as querem belas e lúgubres;
mas, quando tropeçam
em alguma pedra,
transparecem
os abismos que há sob as superfícies
calmas do ser!
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JULGAMENTOS E CASTIGOS
Agora que nos perdemos
atracados no silêncio sempiterno,
feridos pelos severos, cruéis e inquisidores
verbos, e tomados por rancores
insanáveis;
após caminhares
pelos bailes da vida, quando as cortinas
do grande espetáculo estiverem
a se fecharem,
dize-te
de ti mesma,
ao olhares teu rastro
pelos caminhos perdidos
da vida,
sobre teus prazeres
calcinados, sobre tuas as paixões
desvairadas, e sobre teus amores desvalidos,
para que inscreva
em tua lápide
fria:
"Aqui jaz quem
pensava ser um anjo de luz,
mas era eu, simplesmente
uma cadela humana!"
atracados no silêncio sempiterno,
feridos pelos severos, cruéis e inquisidores
verbos, e tomados por rancores
insanáveis;
após caminhares
pelos bailes da vida, quando as cortinas
do grande espetáculo estiverem
a se fecharem,
dize-te
de ti mesma,
ao olhares teu rastro
pelos caminhos perdidos
da vida,
sobre teus prazeres
calcinados, sobre tuas as paixões
desvairadas, e sobre teus amores desvalidos,
para que inscreva
em tua lápide
fria:
"Aqui jaz quem
pensava ser um anjo de luz,
mas era eu, simplesmente
uma cadela humana!"
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COMO DECIFRAR QUEM NEM SE SABE?
Tolos são
os que tentam decifrar os meus
sinuosos e escuros versos
niilistas,
porque,
desde cedo tenho uma aversão
saliente contra o ser e o que dele
se diz ser:
por isso
não escrevo, eu grito como
quem está perdido em um verdadeiro
deserto de si
e meus poemas
não podem ser compreendidos, pois
não representam mais que uma vã tentativa
possível de fuga
de tudo isso
que andais a ver pelos caminhos,
pelos desalinhos, às igrejas, às associações,
às reuniões de anjos e a suas escorregadelas
vadias para foderem em secretos
leitos!
os que tentam decifrar os meus
sinuosos e escuros versos
niilistas,
porque,
desde cedo tenho uma aversão
saliente contra o ser e o que dele
se diz ser:
por isso
não escrevo, eu grito como
quem está perdido em um verdadeiro
deserto de si
e meus poemas
não podem ser compreendidos, pois
não representam mais que uma vã tentativa
possível de fuga
de tudo isso
que andais a ver pelos caminhos,
pelos desalinhos, às igrejas, às associações,
às reuniões de anjos e a suas escorregadelas
vadias para foderem em secretos
leitos!
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NÓS TODOS SOMOS TRAIDORES. PONTO.
É deveras interessante o ser humano. No caso dos traidores, por exemplo, é impressionante como somos dissimulados, traímos por escolha de trair e, depois, inventamos possíveis motivos que justifiquem a traição, como "o meu cônjuge não funciona direiro", "o meu amante é que mete berm", "Eu não sei a quem amo", " Eu dei para o outro, traindo meu marido, porque ele me fez sentir mulher", etecetera.
Ou seja, devo dizer uma verdade sobre o ser e suas imanências, inclusive a id: eu não transo nem traio só porque sou humano e tenho tesão, eu transo e traio por assim escolher fazer.
O mesmo se dá contigo, lamparina que vomita luzes faustas e plagia ideias poéticas, e com todos.
Ninguém trai por sentir tesão ou por ter a id ativada, muito menos trai por amor, traem porque escolheram trair.
Mas não fui eu desta vez, (embora eu já tenha traído), quem o fez foste tu e, interpretando alguns textos teus, parece querer justificar o injustificável e inverter a ordem das coisas.
Repita comigo o que eu disse quando traí: EU SOU UM TRAIDOR.
Tente. Isso é mais uma lição. E eu mesmo fiz comigo olhando-me ao espelho e dizendo: "Thor, você é um traidor, por escolha tua!"
Um dia chegarás ao nível do chão, por hora ainda estás abaixo dele. E olha que estiveste mesmo diante do melhor professor de tua vida, quando se trata do ser humano, motivo pelo qual eu provoquei a regressão sem tu perceberes e te dissequei antes mesmo de contares teu negro segredo!
P.S. Picas e xotas não ensinam nada. E a pior burrice é ligar qualquer pensamento humano ou coisa à id. A id é para ser desfrutada, quando disparada, com o poder de escolha de dar a ejaculada ou não. A id não serve para justificar nem um ato transgressor, muito menos uma traição!
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UM POEMA ANTIGO
... e, um dia,
quando teus olhos-guia não virem
mais que névoa espessa e fria
à tua frente,
não é dos homens
que te beijaram, que diziam te amar
e que te davam presentes verbais
e sexuais.
Neste dia,
em meio a esta névoa que te conduzirá
à eterna noite sombria,
tu deixarás
todas as lembranças, todos os rumores
e todos os fantasmas de tua
passada vida
e, para partires em paz,
irás imaginar minhas chuvas e meus
tímidos sorrisos distantes: será a última
vez que pousarás neste cais!
quando teus olhos-guia não virem
mais que névoa espessa e fria
à tua frente,
não é dos homens
que te beijaram, que diziam te amar
e que te davam presentes verbais
e sexuais.
Neste dia,
em meio a esta névoa que te conduzirá
à eterna noite sombria,
tu deixarás
todas as lembranças, todos os rumores
e todos os fantasmas de tua
passada vida
e, para partires em paz,
irás imaginar minhas chuvas e meus
tímidos sorrisos distantes: será a última
vez que pousarás neste cais!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!





Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*