Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
O ser, quando faz sexo, cospe elogios, gemidos, sêmens e outras obscenidades;
quando se encontras distante dos demais, dos amigos e em companhia de um só semelhante,
cospe obscuridades referindo-se aos outros aquilo que deles mesmo é;
quando falam de amor fingem flutuar na luz e dissimulam-se em esplêndidas atuação aos leitos e aos espetáculos
e quando cospem chuvas de fogo e obscuridades em relação ao ser amado, marcam inexoravelmente o fim de um antes considerado eterno caso!
167
MARCAS DO QUE SE FOI
Vou agora às mesmas planícies que guardam os segredos e as magias de minha tenra infância perdida;
tentando deixar-me, às costas - por exíguo destempo possível - o desalinho das feras sapiens.
E lá, mesmo que caiam fortes chuvas sobre a terra, as matas e os arbustos,
vou ruflar as pequenas asas azuis, libertar a indecifrável alquimia dos sonhos pueris e permitir que minha alma vazia se colora, libertamente, com lápis-cera.
167
NÃO HÁ MAIS SO, NEM SONHOS À DEFINITIVA NOITE
Quando,
a uma fria madrugada,
ouvires-me
me passer em tua lembrança,
pisares
a terra encharcas por minhas
ainda outrora chuvas
de fogo
ou sentires
o o cheiro de meus bafechos
soberbos,,
não tenhas dúvida,
sou eu depois de morto, que terei
vindo para, fantasmagoricamente,
agradecer-te
pela perjuras que me
fizeste, pelos cânticos e pelo encanto
com que me hipnotizaste
e pela
principal marca tua: a covardia
e a ingratidão com que me presenteaste
nos meus últimos dias
de vida!
119
À BORDA DA EXISTÊNCIA
Vede-vos, irmãos, os reflexos perante o espelho,
fazei a barba aos cuidados da lâmina, vesti o melhor terno, arrumai o cabelo
e maqueai-vos, a rímeis, as máscaras;
e, a rimas, o regozijo da palavra para vos irdes ao esplende baile na grande jaula circular da vida.
Lá, estarei vos esperando, irmãos meus, juntamente com toda nossa família sapiens.
183
FRUTOS DO SOL
Sob os raios intensos do sol,
lentros, estúpidamente enganados e soberbos
andam os homens com suas senciências, com seus desejos, com seus impulsos e com suas pseudovastidões.
Onde já se viu a real sabedoria das pedras? qnde já se achou alguma beldade que de fato supere a fragmentação sapiens?
E eu aqui, distante de tudo e preso em mim, vendo céus figurados e planícies devastadas, sem poder fazer absolutamente nada!
158
FLOR DE INVERNO
... era aquela flor, em forma angelical,
que nos distinguia dos demais humanos, imaginando que pudéssemos conquistar infinitos e sublimidades sem iguais
e que, por me fazer amá-la tanto e depois partir para a fria e infinita hospedagem da morte,
deixou-me sozinho a carregar ilusões e pesos humanos neste mundo de figuração junto ao lamaçal!
155
A ROSA ESQUECIDA
Ela fora, humilhantemente, abandonada e traída,
mas era tão iluminada que, mesmo em imensa dor e saudade
- do grande amor que a outros cantos e a outros sonhos a vida lhe levara -,
continuava a amá-lo, ausente e silentemente, com seu nobre espírito.
174
FRUTOS DO SOL
Sob os raios intensos do sol,
lentros, estúpidamente enganados e soberbos
andam os homens com suas senciências, com seus desejos, com seus impulsos e com suas pseudovastidões.
Onde já se viu a real sabedoria das pedras? qnde já se achou alguma beldade que de fato supere a fragmentação sapiens?
E eu aqui, distante de tudo e preso em mim, vendo céus figurados e planícies devastadas, sem poder fazer absolutamente nada!
172
ABOMINADOR
... odiosas chuvas minhas, delas correm todos os anjos
e todos os puritanos, com a discreta tração das palavras,
sempre bem pontuadas com flores, luzes e amarras;
eu temo os subterrâneos refúgios destes pássaros,
e me ando, assim, derrocado abaixo, com meu sudário desértico!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*