Lista de Poemas
INTERIORES
... quando
se tentar ver a alma
de alguém pela beleza
e pelo corpo,
costuma-se
cometer um grande
erro;
quando
se avalia a alma de alguém
pelas palavras que
proferem,
é quase
certo: o inferno está
perto!
se tentar ver a alma
de alguém pela beleza
e pelo corpo,
costuma-se
cometer um grande
erro;
quando
se avalia a alma de alguém
pelas palavras que
proferem,
é quase
certo: o inferno está
perto!
132
LÁGRIMAS FINAIS
Ando perdido
sob minhas próprias
chuvas.
Sob jugos,
palavras voláteis,
voos inválidos
e palavras voláteis
já entendo tudo.
Sim,
Tornei-me a própria chuva
E sai de mim um sombrio
vento frio,
e, depois que ela partiu,
não vejo mais nenhuma razão
e nenhum sentimento
me move
a apanhar
mais alguma flor parecida
com ela, neste pomar
cinzento!
sob minhas próprias
chuvas.
Sob jugos,
palavras voláteis,
voos inválidos
e palavras voláteis
já entendo tudo.
Sim,
Tornei-me a própria chuva
E sai de mim um sombrio
vento frio,
e, depois que ela partiu,
não vejo mais nenhuma razão
e nenhum sentimento
me move
a apanhar
mais alguma flor parecida
com ela, neste pomar
cinzento!
158
TU MAIS LONGA QUE A PRÓPRIA VIDA!
Tentei
te mostrar a liquidez
do ser,
tentei
te mostrar que os vidros
das janelas sapiens
eram embaçados,
tentei
te mostrar que não há chuvas,
raios ou tempestades
sem fogo,
tentei
te mostrar que o amor
que querias, tão puro e leal,
era das coisas mais vaidosas que
poderíamos almejar.
A nada entendeste,
ou fingiste não entender.
Quando tentei
te mostrar que o apagamento
nos é o único, definitivo e seguro
porto,
tu partiste
para além do início, do meio e do fim,
onde dizia ser o único lugar
onde poderíamos passar juntos
a infinitude lado
a lado!
te mostrar a liquidez
do ser,
tentei
te mostrar que os vidros
das janelas sapiens
eram embaçados,
tentei
te mostrar que não há chuvas,
raios ou tempestades
sem fogo,
tentei
te mostrar que o amor
que querias, tão puro e leal,
era das coisas mais vaidosas que
poderíamos almejar.
A nada entendeste,
ou fingiste não entender.
Quando tentei
te mostrar que o apagamento
nos é o único, definitivo e seguro
porto,
tu partiste
para além do início, do meio e do fim,
onde dizia ser o único lugar
onde poderíamos passar juntos
a infinitude lado
a lado!
176
IMPÉRIOS
Em algum momento,
precisamos barrar nosso avanço cego
e não mais culparmos
outras vozes
por nossas andanças
em caminhos de pedras, de lamas
ou às perigosas bordas
dos abismos.
Em algum momento,
é imperioso nos olharmos, corajosamente,
de frente a nossos fiéis espelhos
para conhecermos e
aceitamos
que somos não o que
nos dizem, mas o que dissemos;
e que andamos não por onde nos apontam,
mas por onde queremos:
tudo em função
tão somente de nossos abnômalos,
sencientes, indecifráveis
e transitivos egos.
precisamos barrar nosso avanço cego
e não mais culparmos
outras vozes
por nossas andanças
em caminhos de pedras, de lamas
ou às perigosas bordas
dos abismos.
Em algum momento,
é imperioso nos olharmos, corajosamente,
de frente a nossos fiéis espelhos
para conhecermos e
aceitamos
que somos não o que
nos dizem, mas o que dissemos;
e que andamos não por onde nos apontam,
mas por onde queremos:
tudo em função
tão somente de nossos abnômalos,
sencientes, indecifráveis
e transitivos egos.
137
A CASA DO DIABO
... abro a janela
e olho para fora,
vejo pássaros,
pássaros enormes com seus
dedos e asas apontados
para o sol
para
os céus, para os mares
e para as sombras
das noites:
só ainda
não descobri qual das lanugens,
ao fim, é mais
selvagem!
e olho para fora,
vejo pássaros,
pássaros enormes com seus
dedos e asas apontados
para o sol
para
os céus, para os mares
e para as sombras
das noites:
só ainda
não descobri qual das lanugens,
ao fim, é mais
selvagem!
289
A FORÇA DE ANA
Para quem
costumava se considerava,
há muito,
ser o deus
da filosofia, do pensamento, da poesia
e das fantasias;
para um niilista
que sempre estava preparado
para não ser
enganado,
burlado,
trapaceado;
ela chegou
numa noite hiemal com seu seblante
lindo e pálido
e se aproximou,
e não exitou,
e me amou,
e me fez perder
minha alma em tua boca
e em teus braços!
105
AMEI CEGAMENTE
Já pensei muito
a respeito
e, sendo eu
um niilista que não crê
no ser humano,
cheguei
a uma inevitável
conclusão:
só te amei
e ainda te amo muito,
mesmo depois que te foste
para a eternidade
___ porque,
não foi
tua humanidade
obscura e suja que tocou,
mas sim
a luz de tua alma
que me cegou!
a respeito
e, sendo eu
um niilista que não crê
no ser humano,
cheguei
a uma inevitável
conclusão:
só te amei
e ainda te amo muito,
mesmo depois que te foste
para a eternidade
___ porque,
não foi
tua humanidade
obscura e suja que tocou,
mas sim
a luz de tua alma
que me cegou!
135
SONHOS SECOS
Quantas vezes
eu bebia a esperança de experimentar
teus lábios?
quantas vezes
fizemos de nossos distantes momentos,
em um web can, momentos
de amor mágico?
Quantas vezes
em incontidos e estranhos desejos
e fantasias nos queimávamos?
Quantas vezes
em terríveis chuvas de fogo,
nos matávamos para, no dia seguinte,
ressurgirmos mais bravos?
E de que
adiantou tudo isso, todo esse amor,
todo desejo, toda angústia
e toda dor,
se agora
não passo de um lamento
de saudade por ti eternamente
passada?
eu bebia a esperança de experimentar
teus lábios?
quantas vezes
fizemos de nossos distantes momentos,
em um web can, momentos
de amor mágico?
Quantas vezes
em incontidos e estranhos desejos
e fantasias nos queimávamos?
Quantas vezes
em terríveis chuvas de fogo,
nos matávamos para, no dia seguinte,
ressurgirmos mais bravos?
E de que
adiantou tudo isso, todo esse amor,
todo desejo, toda angústia
e toda dor,
se agora
não passo de um lamento
de saudade por ti eternamente
passada?
130
ÁRVORE SECA
Aprendi a suportar
tudo nesta vida,
a dura lida,
as dificuldades,
os desejos promíscuos,
os sonhos impossíveis,
as esperanças perdidas,
o amor fugidio;
mas a duas coisas
ainda não aprendi a suportar:
a ausência dela e esse escarro em rios
secos que cresce eem meu corpo, em meu rosto
e em todo o meu corpo,
levando-me, ainda vivo
(e antes assim não fosse) à franca
e inevitável decadência de minha própria
carne!
161
JUÍZO FINAL
... fechavam
os olhos com horror as beldades,
os homens
se escondiam atrás de suas capas
ou às sombras de alguma
esquina qualquer,
algumas pessoas
oravam em desespero por aquele
momento onde parecia ser
impiedosa a ação
da foice:
todos temiam
demasiado a demasiada ternura
com que a escuridão, com a morte a seu lado,
passavam!
213
Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*