TÚMULOS NÃO ESQUECIDOS
Eu, particularmente gosto muito quando escreves poesias com teor filosófico e gótico, The Flower of Desert. Abrem ares imprevistos e vastos. E tua imaginação atravessa barreiras convencionais e novos mundos mágicos são pintados em teus versos. Sobre cemitérios, conheci uma pessoa, em vida, que me pedia para fazer enterros. Enterrei tantos fantasmas por amor, tão somente porque a amava absurdamente demasiado, que me adoeci em minha própria casa. Por isso digo que moradores de cemitérios só fazem algum mal na mente dos que ainda vivem, perdidos neste fantástico mundo de imagens, antes de seus destinos serem também selados com o nada!
ESTAMOS CONDENADOS A NÃO CONTEMPLAR A VERDADE
Pobres sapiens nunca souberam o que é o eterno frio noturno, nem que as coisas nunca são conforme pensam, imageinam ou bordam com suas palavras e retinas, nem que a concepção de passado, de presente e de futuro que têm para nortearem suas vidas nunca passou sequer de uma ilusão, que seus deuses são falsos, pois como todas as demais coisas, não foi feito por outro motivo de lhes servir às vontades e à ânsia de serem eternos; sim, pobres coitados, estão condenados a acreditar em tudo aquilo que pensam reinaugurar, até que chegue, como medo do fim, o momento de voltarem a ser, não humanos, mas tudo aquilo que realmente nunca foram!
TU MAIS LONGA QUE A PRÓPRIA VIDA!
Tentei te mostrar a liquidez do ser, tentei te mostrar que os vidros das janelas sapiens eram embaçados, tentei te mostrar que não há chuvas, raios ou tempestades sem fogo, tentei te mostrar que o amor que querias, tão puro e leal, era das coisas mais vaidosas que poderíamos almejar. A nada entendeste, ou fingiste não entender. Quando tentei te mostrar que o apagamento nos é o único, definitivo e seguro porto, tu partiste para além do início, do meio e do fim, onde dizia ser o único lugar onde poderíamos passar juntos a infinitude lado a lado!
EM UMA NOITE HIEMAL
Tuas palavras e teus gemidos sufocados em meu beijo, teu corpo imóvel sob meu corpo de 80 quilos, teus seios degustados com minhas mãos lhes acaricianco com a delicadeera de quem pinta um magnífico retrato, tua cintura dançando sob meu quadril, ambos deitasdos mas altivos, com furioso desejo, vestindo-se de luz, de amor e de sexo glorioso!
NÃO-SER
... ausência de amor, ausência de sonho, ausência de dor, ausência de impulso, ausência de desejo, ausência de fantasias absurdas, ausência da angústia de existir, ausência de imagens, de espelhos e de senciências, ausência de tudo que é do humano, com o resgate inevitável do apagamento, das possibilidades e do caos!
O FIM
Eis-nos aqui, depois que o manto escuro da morte nos cobriu quase que completamente; ainda assim aqui estamos a tentarmos - angustiados e sufocados - a tentarmos desembaraçar esses finos fios à nuvem; e isso deveria responder a todas as suas dúvidas, originadas de inseguranças, ciúmes e possessividades: as passadas, as presentes e até as futuras que surgirem em uma possível morte eterna deste resistente amor de chuvas.
VOOS SAPIENS
A todo voo, quanto mais alto se alçam as asas, maior risco de cair, e isso não significa que eu seja contra o amor; pelo contrário, acho-o necessário. Mas levar fama de demônio, enquanto alguns, como Vinícius, são admirados por escolherem escrever ao sol, parece-me como dizerem que comem caviar, negando que possa estar contaminado com estrumes.
TU ME AMAS?
Então vem e acaricia-me a palidez das noites e das noites solares, nas quais espreitam caninamente meus fantasmas; mostra-lhes que outrora erraram de curral, quando observaram, com seus vesgos olhares , vacas, cães e vermes travestidos de seres angelicais; vem e mostra-me um feltro verde, ou azul, ou de qualquer cor - menos o cinza negro - onde eu possa plantar alguma tocheira fulgural; vem e tira-me estas marcas e estas chagas, estendendo-me um caminho diferente, sem sonhos vagos e sem sombras retesadas, vem, então, vem e me sirva tua presença e, se possível, com teu amor sem grandes promessas, mas também sem esquinas e encruzilhadas.
IMPÉRIOS
Em algum momento, precisamos barrar nosso avanço cego e não mais culparmos outras vozes por nossas andanças em caminhos de pedras, de lamas ou às perigosas bordas dos abismos. Em algum momento, é imperioso nos olharmos, corajosamente, de frente a nossos fiéis espelhos para conhecermos e aceitamos que somos não o que nos dizem, mas o que dissemos; e que andamos não por onde nos apontam, mas por onde queremos: tudo em função tão somente de nossos abnômalos, sencientes, indecifráveis e transitivos egos.
A BELA FÚNEBRE
Ela tinha algo que eu não entendia com Tánatos, um amor insano, um desejo inexplicável, um impulso descontrolado, tanto que fantasiou transando comigo como se eu fosse um defunto; e ela tinha, paradoxalmente, uma luz que eu não entendia, que não se apagava em mim: sim, ela foi o maior amor e o maior martírio de minha vida!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*