SONHOS SECOS
Quantas vezes eu bebia a esperança de experimentar teus lábios? quantas vezes fizemos de nossos distantes momentos, em um web can, momentos de amor mágico? Quantas vezes em incontidos e estranhos desejos e fantasias nos queimávamos? Quantas vezes em terríveis chuvas de fogo, nos matávamos para, no dia seguinte, ressurgirmos mais bravos? E de que adiantou tudo isso, todo esse amor, todo desejo, toda angústia e toda dor, se agora não passo de um lamento de saudade por ti eternamente passada?
AMEI CEGAMENTE
Já pensei muito a respeito e, sendo eu um niilista que não crê no ser humano, cheguei a uma inevitável conclusão: só te amei e ainda te amo muito, mesmo depois que te foste para a eternidade ___ porque, não foi tua humanidade obscura e suja que tocou, mas sim a luz de tua alma que me cegou!
ECOS PASSADOS
Dizias-te pura, vestias-te-te púrpura, e trazias-me luz, contando ___ vantagem; e, de fato, com essas qualidades, um arcanjo ___ te amaria impoluto, mas eu gosto é da sombra ___ do palco; por isso, após estações de primaveras ___ e outonos, sempre nos veio intervalos de silente ___ frio!
ÁRVORE SECA
Aprendi a suportar
tudo nesta vida,
a dura lida,
as dificuldades,
os desejos promíscuos,
os sonhos impossíveis,
as esperanças perdidas,
o amor fugidio;
mas a duas coisas
ainda não aprendi a suportar:
a ausência dela e esse escarro em rios
secos que cresce eem meu corpo, em meu rosto
e em todo o meu corpo,
levando-me, ainda vivo
(e antes assim não fosse) à franca
e inevitável decadência de minha própria
carne!
VOCÊ FOI
O maior amor de minha sinuosa vida, a mulher que inspirou-me a ser póeta e niilista, a mão branda, a boca mais linda, o sexo mais ardente, o sonho mais lindo, a fantasia mais louca e a navalha mais afiada que me abriu uma ferida tão grande e doída, que fez com que eu me transformasse em uma terrível fera noturna!
CURVADO
Tenho sempre fome e sede daquele tempo que não volta mais, daquela casa em que nos fomos mútuos espelhos, dos mares, das árvores, dos céus, dos sonhos, das fantasias e dos infinitos que juntos povoamos; tenho saudade de tudo, até das chuvas de fogo e das afiadas pedras que nos jogávamos num círculo louco de amor, de ciúme, de possessividade, de ódio e de loucura incontrolados!
A DANÇA DAS SENCIÊNCIAS
... e nunca repararam os sapiens, com suas pirocas e vaginas, que, entre as naturais sombras e possibilidades do Universo, não passamos de abnormais autóctones transgressoramente nus.
A MORTE – ÚNICO REFÚGIO
A morte é a nossa única chance de redenção, para que, ao nos tornarmos nada, restaurar a virgindade do nada universal que estupramos com nossas eficazes e reluzentes retinas abnômalas.
NAS SOMBRAS
Que posso fazer a não ser regurgitar, da sinceridade das sombras, este monte de palavras, em estranhos e tortos versos que andais a ler por aqui; se, de outra forma, estar-me-ia agindo dissimuladamente com uma das mais nobres artes?
APERSAR DE TUDO, JUNTOS!
Íamos, entre trancos e solavancos, a andar pelo caminho, e eram nossas as noites, os dias e deles todos os tresvarios; tínhamos, sim, afinados discursos de eterno amor, feito a dissimuladas fantasias; e assim íamos nos descobrindo, cada vez mais, as frágeis bases de nossas elevadas alvenarias; até que nos veio a angustiante e definitiva morte em uma grande noite fria, dando inexorável fim ao espetáculo de tantas atuações com as quais tentamos esconder nossas sombras e vazios.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*