QUANDO O AMOR É UMA ILUSÃO
Tudo começa com a estranha e encantadora dilatação das pupilas, passando pela involuntária criação de sonhos esplêndidos e de esperanças lumes, com a mente em demência, e pela concupiscência das bocas, das mãos e das genitálias com os corpos suados e ardentes; para, por fim, geralmente se acabar entre as pedras do caminho, em algum outro leito de semelhantes fantasias ou em um silente e angustiante vazio.
A DANÇA DAS SENCIÊNCIAS
... e nunca repararam os sapiens, com suas pirocas e vaginas, que, entre as naturais sombras e possibilidades do Universo, não passamos de abnormais autóctones transgressoramente nus.
ETERNA AUSÊNCIA
... ainda me lembro de quando o carteiro começou a passar sem mais trazer tuas cartas, as estrelas começeram a brilhar sem mais sorrirem por tua ausência; o vento começou a soprar, sem mais se preocupar com a hora morta e a noite começou a me amar, enchendo-me de angústias e dores (de parto).
MINHAS AMADAS SUBLIMES
Acompanhei-as
até o sagrado tempo,
ambas se ajoelharam,
entregaram-se e orara, e digladiaram
por um pouco de luz
divinda;
lá de fora,
eu esperava sentado às sombras,
sem que nem elas,
nem eu mesmo,
percebêssemos
que o que ocorria é que eu realmente
não consiguia mais beber
água no deserto,
nem acender
uma vela ou lâmpada!
QUANDO SE PERDE UM GRANDE AMOR
Há duas coisas, pelo menos, que possamos fazer quando perdemos um grande amor em nossas vidas: cairmos em lamentos e choros para, em seguida, laçarmo-nos - outra vez e outra mais - os braços de novo e fausto amante; ou deixarmos o vicioso e ominoso ciclo e assumirmos a dor da parturiente, deixando os órfãos filhos em silentes e tristes versos.
A CLARA FORÇA DO DESEJO
... desejo e amor, desejo e sexo, desejo e poder, desejo e fé, desejo e dor, desejo e angústia, desejo e boa-fé, desejo e má-fé desejo e vida; e assim tudo muda de acordo com os mares, os ares e as tempestades; mas o desejo é o que, inexoravelmente, reina no mundo que baila.
NAS SOMBRAS
Que posso fazer a não ser regurgitar, da sinceridade das sombras, este monte de palavras, em estranhos e tortos versos que andais a ler por aqui; se, de outra forma, estar-me-ia agindo dissimuladamente com uma das mais nobres artes?
EM UMA NOITE HIEMAL
Tuas palavras e teus gemidos sufocados em meu beijo, teu corpo imóvel sob meu corpo de 80 quilos, teus seios degustados com minhas mãos lhes acaricianco com a delicadeera de quem pinta um magnífico retrato, tua cintura dançando sob meu quadril, ambos deitasdos mas altivos, com furioso desejo, vestindo-se de luz, de amor e de sexo glorioso!
A IMPOSSIBILIDADE DE UM EU E TU
A IMPOSSIBILIDADE DE UM EU E TU ... em nenhum lugar, em nenhuma conjunção estelar, em nenhum paraíso corpuscular, em nenhuma casa angulada, em nenhum leito esbranquiçado, em nenhum mar ou ar enfeitados, em nenhum inferno ardente, em nenhum sonho demente, em nenhuma esperança residuante, há um mínimo sequer de espaço para mim e ti nos coabitarmos juntamente.
VÓS TENDES NOÇÃO DO QUE SOMOS?
É incrível este perdimento,
essa indescritível sensação de que
não há sequer uma ilusão a respeito
do ser;
sim é absurdamente
incrível que quanto mais olho
para mim mesmo
ou para
meus reflexos em outros
semelhantes
espelhos,
mas nos sinto
tão inconscientemente ocultos,
tão surgidos no caos absurdo
e fecundo,
para onde regressaremos
sem raízes,
sem amores,
sem dores,
sem sorrisos,
sem lágrimas
e se mais senciência alguma!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*